segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

20/2 - Jornal suíço compara Marcela Temer...

FONTE:http://www.tijolaco.com.br/blog/jornal-suico-compara-marcela-temer-maria-antonieta/

PARA RECORDAR:

Jornal suíço compara Marcela Temer a Maria Antonieta.

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Um dia após a consumação do golpe no Brasil, o jornal suíço “Tagesanzeiger”, ironiza o mais famoso ‘conto de fadas’ brasileiro: Die brasilianische Marie Antoinette.
Marcela Temer é comparada à rainha francesa Maria Antonieta, cujos hábitos extravagantes, de luxo e riqueza, contrastavam com a miséria a que o povo fora submetido.
Filha do imperador Francisco I, Maria Antonieta se casou com Luís XVI aos 14 anos. A ideia era fortalecer a aliança franco-austríaca.
No dia 14 de julho de 1789, fartos por não conseguirem comer nem o pão que o diabo amassou e, após ouvirem a suposta resposta da rainha sobre sua condição de miséria extrema (Se não têm pão, que comam brioches), os camponeses resolveram por abaixo a Bastilha (para onde eram mandados os ‘inimigos do reino’).
Luiz XVI que, segundo consta, não conseguia conter os gastos astronômicos da esposa, acabou guilhotinado. Nove meses depois foi a vez de Maria Antonieta perder, de vez, a cabeça.
A comparação feita pelo jornalista suíço Beat Metzler, é curiosa e só reforça o que já sabemos:  viramos uma espécie de piada de mau gosto do mundo político contemporâneo.
Leia, abaixo, o artigo do Tagesanzeiger, que não é nenhum jornalzinho: tem “só” 133 anos de circulação…

Maria Antonieta brasileira

A nova primeira-dama Marcela Temer gasta com prazer o dinheiro dos outros. Ela ocupa em sua residência 50 empregados. Às custas do Estado.
Marcela Temer, desde a última quarta-feira primeira-dama do Brasil, poderia ter saído de um catálogo de desejos cunhado por uma publicação voltada para o público masculino. Foi descrita por uma revista como “bela, recatada e do lar”. E isso foi entendido como elogio.
O afastamento da presidente de esquerda Dilma Roussef por Michel Temer divide o país. A esposa de Temer, Marcela, aprofunda o abismo. Para seus críticos, ela incorpora o caráter reacionário do novo governo, ocupado apenas por homens brancos, grisalhos e ricos.
Marcela escolheu o caminho mais rápido para subir: ela casou-se com um homem branco, grisalho e rico. E tinha apenas 19 anos, quando encontrou Michel Temer. Ele tinha 62. Marcela cresceu como filha de classe média em uma cidade do interior de São Paulo. Além de carregar o título de vice-rainha-da-beleza, trabalhava na recepção de um jornal local, quando, em 2002, acompanhou parentes a um evento do PMDB. Foi onde viu Michel Temer, milionário conhecido e há muitos anos deputado pelo PMDB. Ela pediu para tirar uma foto com ele, o que de fato ocorreu. E pediu também seu número de telefone. A mãe acompanhou-a no primeiro encontro e um ano depois eles já se casavam. Foi uma festa secreta, pois o abismo de 43 anos entre os dois não era exatamente apresentável.
“bela, recatada e do lar”
Os pais de Marcela não estão incomodados: “Isso é só o choro dos invejosos” disse a mãe.
Marcela disse recentemente: “É como se Michel tivesse 30 anos. A idade não importa ” .
Quando Michel Temer ainda era Vice- Presidente, em 2011, rapidamente sua esposa se tornou a queridinha dos tablóides.
Louvavam seu bom estilo e ela chegou até a ser comparada com Carla Bruni e Jackie Kennedy. Temer publicou um livro de poemas sobre sua vida amorosa, fotos eróticas de Marcela foram divulgadas. Ela faz o papel de uma dona de casa fiel, que leva seu filho para a escola e tem « Michel » tatuado em seu pescoço.
Marcela desfrutava da riqueza. Na residência oficial do vice-presidente, ela mandou executar reformas milionárias “para que seu filho se sentisse em casa”. A família de três membros ocupa 50 funcionários, entre eles quatro empregadas, que cuidam apenas de lavar e passar roupas. Tudo isso pago pelo Estado. Além disso, Marcela viajou ao lado da mãe e de uma irmã, em voo de primeira classe rumo a Nova York e Miami, para fazer compras durante um dia – o que ela própria documentou alegremente na internet. Durante um encontro de cúpula da ONU, cujo tema era a sustentabilidade, ela mandou organizar um desfile de moda de jóias.
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20/2 - Como treinar seu juiz ...

FONTE:http://www.tijolaco.com.br/blog/como-treinar-seu-juiz-para-ser-estrela-da-midia/


Como treinar seu juiz para ser estrela da mídia

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Uma leitora envia-me a cópia do jornalzinho do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, sediado em Recife, onde se noticia o início do “cursinho” para que os juízes possam aprender a “agir para atender às demandas da Imprensa”.
Vão longe os tempos em que o juiz “falava nos autos”.
Agora, nos tempos do “Modelo Sérgio Moro” de justiça midiática, tem de fazer treinamento e até participar de “oficinas de crise”, que é um método de treinamento usado pelas empresas de comunicação empresarial para preparar executivos para não se enrolarem quando dá…digamos, problemas.
O curso inclui, claro, uma “visita à TV Globo”.
A primeira “aula” é de uma singela franqueza nestes tempos de “vazamentos”: uma palestra ensina “como ser uma boa fonte”…
A coisa chegou a tal descaramento que não surpreende que os nossos jovens deuses, santificados pelo concurso que prestaram, queiram assumir o papel de “estrelas globais”.
Os salários, afinal, já são de “show-business”.
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20/2 - Depois do “OK” a Moreira,.....

FONTE:http://www.tijolaco.com.br/blog/depois-do-ok-moreira-janot-e-fachin-terao-coragem-de-acusar-lula/


Depois do “OK” a Moreira, Janot e Fachin terão coragem de acusar Lula?

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A Polícia Federal  mandou publicar nos jornais de sua confiança o relatório de em diz estar convencida de que a nomeação de Lula para a Casa Civil de Dilma – barrada por Gilmar Mendes – representa “obstrução da Justiça”.
Mas não teve coragem de pedir o indiciamento dos ex-presidentes, deixando para a Procuradoria Geral da República e para o relator do caso, Luiz Edson Fachin a decisão sobre prosseguir com a investigação, mandando para a primeira instância.
Até o Estadão registra a contradição:
Para a PF, ao nomear Lula ministro-chefe da Casa Civil, em março de 2016., a então presidente e seu antecessor – que com a medida de Dilma ganharia foro privilegiado no Supremo e, na prática, escaparia das mãos do juiz federal Sérgio Moro – provocaram ’embaraço ao avanço da investigação da Operação Lava Jato’. A conclusão da PF ocorre na mesma semana em que o ministro Celso de Mello, do STF, deu sinal verde para a nomeação do ministro Moreira Franco – citado em delações de executivos da empreiteira Odebrecht – para a Secretaria-Geral da Casa Civil do governo Michel Temer.
A defesa de Lula emitiu uma nota – que reproduzo a seguir – onde menciona, entre outras, uma pérola do delegado Marlon Cajado, responsável pelo relatório, explicando que parte de suas “convicções” foi formada graças à ” mídia especializada em política”.
Doutor, se o senhor levar em conta os “especialistas em política” da nossa grande imprensa, vai chegar à conclusão que foi Lula quem soltou os gafanhotos no Egito.
Quanto a Janot e Fachin, é bom que leiam a coluna de ontem do Luís Fernando Veríssimo, para não ficarem com nome de bolero.

Defesa de Lula: conclusão de delegado afronta o STF

É desprovida de qualquer fundamento jurídico e incompatível com a decisão proferida no último dia 14/02/2017 pelo Decano da Supremo Tribunal Federal, o Ministro Celso de Mello, nos autos do Mandado de Segurança nº 34.690/DF, a conclusão apresentada pelo Delegado Federal Marlon Oliveira Cajado dos Santos nos autos do Inquérito Policial nº 4.243, que também tramita perante o STF — afirmando, conforme notícias já veiculadas pela mídia, “haver suficientes indícios de materialidade e autoria” da prática do crime de obstrução à Justiça (Lei nº 12.850/2013, art. 2º, §1º) em relação ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em virtude de sua nomeação para o cargo de Ministro Chefe da Casa Civil da Presidência da República no dia 16/03/2016.
Celso de Mello foi claro em sua decisão ao afirmar que “a investidura de qualquer pessoa no cargo de Ministro de Estado não representa obstáculo algum a atos de persecução penal que contra ela venham eventualmente a ser promovidos perante o seu juiz natural, que, por efeito do que determina a própria Constituição (CF, art. 102, I, alínea “c”), é o Supremo Tribunal Federal”.
Esse entendimento, no entanto, não vale para Lula. No dia 20/03/2016, o ex-Presidente foi impedido de exercer o cargo de Ministro de Estado a despeito de preencher todos os requisitos previstos no artigo 87 da Constituição Federal. O impedimento foi imposto por liminar deferida pelo Ministro Gilmar Mendes, que mudou seu posicionamento de longa data sobre a ilegitimidade de partidos políticos para impugnar esse tipo de ato e acolheu pedidos formulados pelo PSDB e pelo PPS.
Agora um agente policial pretende transformar em crime um ato de nomeação que cabia privativamente à então Presidente da República Dilma Rousseff. Para chegar a tal conclusão, o agente público recorreu à “mídia especializada em política”, mas deixou de apresentar qualquer fundamento jurídico para sua manifestação.
Registra-se que carece de fundamento igualmente a outra acusação contra Lula de obstrução à Justiça, aquela relativa à suposta compra do silêncio de Nestor Cerveró. Os depoimentos colhidos nessa ação têm exposto a fragilidade da tese, principalmente considerando que o próprio Cerveró desmentiu qualquer ação do ex-Presidente no sentido de retardar sua delação.
O ato do Delegado Federal Marlon Cajado se soma a diversas outras iniciativas de agentes públicos que perseguem Lula por meio do uso indevido da lei e dos procedimentos jurídicos, prática internacionalmente conhecida como “lawfare”.
Esperamos que o STF rejeite a proposta do citado agente policial e aplique em relação a Lula o mesmo entendimento que é destinado aos demais jurisdicionados.
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20/2 - Rumo ao pós-ocidente, meu jovem!

FONTE:Castor Filho <castorphoto@gmail.com>


Rumo ao pós-ocidente, meu jovem! 
20/2/2-17, Pepe Escobar, Asia Times

A Conferência de Segurança de Munique de 2017, pode-se dizer, entregou o jogo já de saída, num documento 'para disparar as conversações' [ing. a conversation starter] para os três dias do evento, intitulado "Pós-verdade, Pós-Ocidente, Pós-Ordem?" [ing. Post-Truth, Post-West, Post-Order?].

"Pós-verdade" é o novo normal, nessa Era de Qualquer-coisa-é-notícia-e-nada-é [orig. The Age of Spin]. "Pós-ordem" significaria de fato uma ordem neo-Westfaliana remixada, que cercasse o multipolarismo que o establishment unipolar combaterá até a morte. E "pós-Ocidente" nada significa, porque não há crise do Ocidente. O problema real é uma confluência de neoliberalismo e imperialismo "humanitário" fabricada no Ocidente.

Inútil seria esperar que as elites políticas ocidentais abandonassem o estado de negação maníaco-obsessiva atentamente cultivada para tudo que tenha a ver com as incontáveis desgraças perpetradas por todo o mundo em desenvolvimento em nome do neoliberalismo fazendo pose de "democracia liberal".

E seria inútil esperar que as elites políticas ocidentais admitissem o mundo pós-11/9 – configurado como uma Guerra Longa na terminologia do Pentágono – sob o formato de um impulso para mudar regimes no Oriente Médio, o qual liberou o anti-maná que nunca para de rebrotar da Boceta de Pandora do jihadismo-salafista.

O melhor que as elites políticas ocidentais conseguiram extrair do convescote que terminou dia 19/2 é essa pérola de autocomiseração: "Os comentários de Donald Trump, sobre a OTAN ser 'obsoleta' geraram muita incerteza entre os aliados dos EUA, especialmente na Europa Central e Oriental. A União Europeia também está pressionada, no momento em que tem de lidar com o Brexit, com a avançada dos populistas, com a crise dos refugiados, com um potencial retorno da eurocrise, com ataques jihadistas e com uma Rússia revisionista."

E não vá acontecer de algum fato interferir na dura labuta ocidental, nesse vale de lágrimas. Nem pensar em expor a OTAN pelo que ela é – um eixo militar com um líder todo poderoso e um bando de vassalos configurado como alguma espécie de Robocop global.

E nem pensar em admitir que o único fator de unificação capaz de explicar o dilema das elites ocidentais tem de ser sempre o Coringa Perfeito: a Rússia "revisionista".

As dores do parto da nova ordem

Mas afinal o que realmente aconteceu em Munique?

O ministro Sergei Lavrov das Relações Exteriores da Rússia
re-explicou o óbvio: estamos em pleno trabalho de parto (as dores do parto, lembram-se de Condi Rice?) de uma nova ordem multipolar que não estará submetida a qualquer hegemonia ocidental, mas em vez disso será configurada por estados soberanos que obedecem a lei internacional, ao mesmo tempo em que respeitam os respectivos interesses nacionais.

Implica, no front bilateral EUA-Rússia, "relações pragmáticas, respeito mútuo, compreensão clara de nossa especial responsabilidade pela estabilidade global." Trump declarou a OTAN "obsoleta". Lavrov desembrulhou o conceito, repetindo que a OTAN "permaneceu como velha instituição da Guerra Fria".

O autor-criador da palavra 'gancho' foi o próprio chanceler Lavrov: "Se quiserem, podem chamá-la de uma ordem mundial 'pós-Ocidente'."

Problema é que isso é anátema absoluto para as elites políticas ocidentais. Daí a obsessão de afirmar-a-negação [ing. non-denial denial] do secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg: "Nosso objetivo não é isolar a Rússia. Não queremos uma nova Guerra Fria, não queremos nova corrida armamentista, o que estamos fazendo é ponderado e defensivo." Quer dizer que aqueles soldados insignificantes estacionados nos países do Báltico e na Polônia lá estão para simples contenção de "uma Rússia mais assertiva".

Rolando paralelo a tudo isso, acontecia o Tour para Apaziguar o Aliado Europeu, de Mattis & Pence.

James Mattis e Michael Pence saudaram entusiasmados o "laço transatlântico". Mattis descreveu a OTAN como o "alicerce em rocha firme" da segurança transatlântica.

Caso é que, não importa o que digam os dois, no coração da matéria jaz o mais frio e duro dinheiro: falta apenas um ano para o prazo final, quando os aliados europeus dos EUA devem aumentar o gasto militar, de 1,4% para 2,0% do PIB médio na UE. O aumento traduz-se em termos de estonteantes US$100 bilhões a mais por ano, nas costas de um punhado de nações europeias devastadas pela 'austeridade'.

Mattis transmitiu doutrina do Pentágono sem diluir, quando evocou um "arco de instabilidade na periferia da OTAN". E ao mesmo tempo em que prometia o proverbial "compromisso inabalável" com a OTAN, Pence destacou vigorosamente que Washington "cobrará contas da Rússia" [ing. would "hold Rússia accountable"] pelas guerras na Ucrânia e na Síria. Foram os recados codificados que Mattis e Pence enviaram ao Departamento de Estado, em Washington, na Avenida Beltway.

Crucialmente importante nisso tudo: nem uma palavra sobre a União Europeia. A coisa é, toda ela, a OTAN. E fica-se a pensar se a chanceler Angela Merkel ouve, a lhe martelar na cabeça em volume de arrebentar tímpanos, toda Fila da Desolação de Dylan [Desolation Row], de tanto que teme a não disfarçada preferência do governo Trump por partidos europeus populares ultranacionalistas.

E nem é surpresa que o presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker tenha insistido em que a União Europeia não deve ceder às demandas dos norte-americanos. Juncker sabe o quanto os grupos da chamada Internacional Popular da extrema direita europeia já esfregam as mãos, de júbilo.

Putin bem que avisou...

E houve também o momento de rir e aliviar as tensões – embora dificilmente a piada venha a circular pelos programas de 'comentário', nos EUA: foi quando Adel al-Jubeir, ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, matriz ideológica de todos os ramos de jihadismo salafista, descreveu o Irã como "o maior patrocinador nacional de todo o terrorismo que há no mundo."

A Casa de Saud exige que Teerã seja punida. A comunidade internacional que trate de impor "linhas vermelhas" bem claras, tipo mais e mais sanções sobre operações de banking, viagens e comércio. A Colina do Capitólio concorda emocionada. Grã-Bretanha e França descartarão as "linhas vermelhas", mas continuarão interessadas em cometer vendas cada vez mais lucrativas de armas, para Riad.

Não deixem de observar o panda gigante (ausente) na sala em Munique – a China. Dado que Munique não passaria mesmo de conversas e mais conversas neoliberais nada liberais, Pequim foi cuidar de turbinar um seu avanço na Europa, que só tem a ver com comércio e investimento. A União Europeia sem demora reconhecerá a China como economia de mercado, como o ministro de Relações Exteriores da Alemanha Sigmar Gabriel já confirmou, e Pequim e Londres já são parceiras para fazer avançar "mecanismos para o livre comércio global".

Tradução: para a União Europeia, assim como para a Brexitlândia, e também para a China, nenhum protecionismo econômico será jamais negócio tipo "ganha-ganha".

Há dez anos, Vladimir Putin fez em Munique um
discurso sob todos os aspectos espantoso,[1] sobre os perigos de relações internacionais unipolares – um "hiper uso quase sem limites da força, da força militar" – e a correlação entre esse desequilíbrio e a sempre crescente desigualdade global.

As elites ocidentais, como se poderia prever, não lhe deram ouvidos. Na verdade, a mídia-empresa alemã instantaneamente rotulou o discurso como fala "da nova Guerra Fria", quando o discurso falava precisamente de pôr fim à Guerra Fria, sem guerra.

Em 2017, foi a vez de Lavrov ser a voz da razão. Disse aos EUA e à Europa que é mais que hora de porem fim àquela conversa e àquela visão de mundo contraproducentes, de Ocidente-versus-o-Resto.

Mais uma vez, fácil prever, as elites ocidentais nada ouvirão. Depois se surpreenderão, quando virem que tantos, tão sofregamente, abraçam um mundo "pós-Ocidente".*****


[1] Presidente Vladimir Putin, "Discurso à 43ª Conferência sobre Políticas de Segurança", Munique, Alemanha, 2/10/2007 (ing.). Aqui, alguns excertos traduzidos:

"A Rússia – nós – recebemos incansáveis aulas de democracia. Mas por alguma razão nossos ‘professores’ recusam-se a aprender sobre democracia... Um estado, e sim, claro, mais que todos, os EUA todos os dias ultrapassam suas fronteiras nacionais de todos os modos imagináveis. Vê-se na economia, na política, na cultura, em políticas educacionais que os EUA impõem a todo o planeta. Quem quer isso? Quem vive feliz nesse mundo falsamente multipolar? (...)

Quem poderia viver feliz e em segurança, se a lei internacional é usada como muralha para proteger só eles e sempre eles? E é claro que política internacional desse tipo só faz estimular uma corrida armamentista. (...)

Creio que seja óbvio para todos que a expansão da OTAN nada tem a ver com a modernização da Aliança em si, ou com qualquer intenção de aumentar a segurança da Europa. Ao contrário, é grave provocação, que compromete o nível indispensável de confiança mútua. E temos todo o direito de perguntar: contra quem se orienta toda essa expansão? E que fim levaram as garantias e promessas que ouvimos de nossos parceiros ocidentais, depois da dissolução do Pacto de Varsóvia? Onde andarão hoje aquelas declarações? Ninguém lembra delas!

Mas permito-me relembrar os presentes do que então se disse. Cito, por exemplo, o que disse o secretário-geral da OTAN, Sr. Woerner, em Bruxelas, dias 17/5/1990: "o fato de que estamos dispostos a não plantar um exército da OTAN fora de território alemão é firme garantia de segurança para a União Soviética". Sim, tudo bem, mas... e onde está a garantia?" [fim do excerto traduzido].

20/2 - A Globo escondeu Transposição do São Francisco

FONTE:https://www.youtube.com/watch?v=aX6fgFmDL04
A Globo escondeu Transposição do São Francisco
Publicado em 20 de fev de 2017
Lula prometeu e Dilma cumpriu!
FONTE:https://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada

20/2 - Juramento de formandos

FONTE:https://www.youtube.com/watch?v=Te_HFk7lIb8

Juramento de formandos: "Fora Temer!"

Na Universidade do Estado de Santa Catarina
por Conversa Afiada — publicado 19/02/2017 10h04, últi

20/2 - Lava Jato racha Casa Grande

FONTE:https://www.conversaafiada.com.br/brasil/mino-lava-jato-racha-casa-grande


Você está aqui: Página Inicial Brasil Mino: Lava Jato racha Casa Grande

Mino: Lava Jato racha Casa Grande

Como o PiG se comportará diante do racha?
publicado 20/02/2017
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Conversa Afiada reproduz editorial de Mino Carta na Carta Capital:

Racha intestino


Uma pesquisa CNT-MDA informa que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva ganha as eleições presidenciais de 2018 com maioria relativa no primeiro turno e absoluta no segundo. Não há tucanos ou peemedebistas entre seus adversários mais cotados. No rol figuram Jair Bolsonaro, como fruto do discurso do ódio, e Marina Silva, a resultar da ilusão. Os números são trágicos para os golpistas no poder.
Pergunto aos meus intrigados botões que efeito haverá de ter a pesquisa sobre o comportamento da República de Curitiba em relação ao destino de Lula. No mês passado, dois graúdos delegados divergiam. Um dizia ter-se esgotado o timing para a prisão do ex-presidente, o outro não concordava. Em que medida a pesquisa divulgada na quarta-feira 15 atiça os propósitos de Sergio Moro e da sua turba de promotores milenaristas?
Matutam os botões, a partir da consideração de que um racha se define progressiva e impetuosamente entre as forças golpistas, e o pomo da discórdia é a própria Lava Jato. Cada vez mais escancarada a postura de cada facção. Um único objetivo ainda as une: alijar Lula da corrida presidencial. Mas é possível admitir, ao cabo destes anos todos de tormento, que o único objetivo da operação curitibana seja impedir o ex-presidente de voltar a sê-lo nos braços do povo?
Tudo é possível no Brasil do golpe, murmuram soturnamente os botões, e eu me pego a anuir, forçado pelas evidências. Contudo... Contudo, engato outra pergunta: que dirá o Brasil diante da violência cometida contra seu único grande líder? Como afirma Raduan Nassar, ao receber o Prêmio Camões, “vivemos tempos sombrios, muito sombrios”. Até quando o povo brasileiro aguentará tanta privação, tanta humilhação, tanta prepotência?
Cabem dúvidas quanto à aposta na cordialidade popular, entendida como resignação. A marcha inexorável da recessão trabalha contra os senhores. A comparação entre os tempos do governo Lula e os dias de hoje também, enquanto grassa o conflito nas hostes golpistas. O quadro é sombrio, está claro, passível, porém, de revelar um país que a casa-grande não imagina.
Embora pessimista na inteligência, como recomenda Antonio Gramsci, e escassamente inclinado à esperança, conforme aconselha Spinoza, dias esperançosos vivi durante a ditadura, na crença de que, ao terminar o estado de exceção, o Brasil encontraria o caminho da liberdade e da igualdade. Com a chamada redemocratização, precipitei na desilusão. E se um raio de sol subitamente penetrasse a selva obscura?
Algo, de todo modo, me espicaça neste exato instante: diante da fratura a se alargar dentro das forças golpistas, em um país privado pela força e pela insensatez das suas instituições, que comportamento tomará a mídia nativa? Contra ou a favor da messiânica operação curitibana?
Perplexos, os botões intensificam a reflexão. Concordam, porém, com a importância do quesito, determinante na visão do futuro imediato. O apoio midiático à Lava Jato foi maciço e constante, em benefício dos vazamentos seletivos. Em momento algum a propaganda do pseudojornalismo deixou de projetar a Lava Jato como a imbatível ponta de lança do combate à corrupção.
Nada contra esta sacrossanta batalha, desde que, ao contrário da operação em curso, não poupe quem quer que seja. Desde que não atue politicamente na tentativa de destruir um partido e seu líder. Desde que não cometa irregularidades imperdoáveis e ofenda gravemente a própria lei que pretende aplicar.
A maior afronta cometida pela Lava Jato foi ignorada pela mídia nativa, bem como todas as demais. Refiro-me à interpretação errada, em clamorosa má-fé, do conceito da delação premiada, inaugurada na Itália na operação antimáfia e confirmada por Mani Pulite. Entenda-se a diferença. Uma coisa é a delação do preso por culpa provada e sentenciada, destinada a abrandar-lhe a pena, outra é prender sem prova para forçar a delação. Escárnio cometido em nome da felicidade geral da nação ignorante.
Não sei, e tampouco sabem os meus botões, que fará a mídia agora, enquanto se define o racha intestino. Confesso que, na expectativa, ganho bastante diversão.