segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Três Tenores: Homenagem a Sinatra

Três Tenores: Homenagem a Sinatra

http://www.youtube.com/watch?v=uxtV3J2-KRE

Uma leitura INDISPENSÁVEL...

OS GRANDES PROJETOS NA/PARA A AMAZONIA E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Desta feita foi um projeto do Instituto Hudson, cognominado “Projeto dos Grandes Lagos ou Plano do Mar Mediterrâneo Amazônico”. Segundo o Coronel Soriano ...
www.scribd.com/.../OS-GRANDES-PROJETOS-NA-PARA-A-AMAZONIA-E-A-EDUCACAO-AMBIENTAL - Em cache

Battisti: Carta aberta aos magistrados brasileiros (Silvio Tendler)

 
----- Original Message -----
Sent: Monday, January 31, 2011 
 O caso Battisti: toma que a batata quente é tua

Carta Aberta aos magistrados brasileiros

Paira sobre Cesare Battisti o mistério que cerca sua história. Existem muitas lacunas sobre os fatos. Somos tratados como duzentos milhões de pobres coitados que temos que nos curvar diante da vontade da Itália soberana.

O caso Battisti, sua história de refugiado começa quando é acolhido na França de Mitterrand, torna-se escritor e vive em paz. A França vira à direita, a Itália pedindo a extradição e Battisti é expulso “à la française” para atender àpressão Italiana: não extradita, mas estimula “a fuga”. Dá o passaporte e os meios para a fuga. Tudo providenciado pelo serviço secreto francês que monitora a viagem. O Brasil acolhe um perseguido, como sempre fez ao longo dos tempos. A França inicia o jogo da batata quente.

Battisti é preso como tantos outros italianos perseguidos que se refugiam aqui. Os outros foram libertados. Battisti vira questão de honra e termina refém de um conflito de poderes que termina numa salada surrealista: O STF vota pela expulsão, mas devolve ao Presidente da República o poder decisório.

O Presidente da República em seu último dia de governo toma a atitude que parecia justa e a mais adequada dentro das tradições brasileiras, a de conceder refúgio aosperseguidos por razões políticas. Prerrogativa constitucional e reconhecida pelo STF, que mesmo acreditando que Battisti deveria ser extraditado devolveu o poder de decisão ao Presidente da República. O jogo da batata quente continua.

O presidente do STF puxa de novo o poder decisório para o tribunal atendendo àpressão italiana. O suspense está no ar. O Presidente Italiano manda uma carta a Presidente Dilma Rousseff pedindo a extradição. A Presidente responde que a decisão está nas mãos do STF. A Presidente Dilma devolve a batata quente ao Supremo.

A Itália, berço do direito, hoje não tem sede de justiça, mas desejo de vingança e vem transformando Cesare Battisti na fera a abater.

A Itália que quer sevingar de sua própria história (sim, o caso Battisti é um caso de vingança histórica) não é a Itália de Dante, mas a Itália que durante o pós guerra afogou-se em escândalos e conluios entre a máfia e o fascismo que destruiu partidos e dirigentes políticos em escândalos de corrupção e que levou milhares de jovens italianos ao desespero político, encontrando como única porta de saída a resistência armada. E o Brasil vem sendo fustigado, intimidado e ameaçado como se fosse uma republiqueta centenária desafiando a milenar cultura italiana.

Para os que pretendem entender aqueles tempos tumultuados da história política da Itália, recomendo assistir a “Cadáveres Ilustres” (CADAVERI ECCELLENTI – 1976), do mestre Francesco Rossi baseado em obra homônima do escritor Leonardo Sciascia. O filme aborda a crise da democracia Italiana e trata do assassinato do secretário geral do Partido Comunista Italiano. A mais pura ficção. A crise do estado italiano está ali no romance e no filme denunciando a conspiração entre políticos, magistrados e militares  contra o Estado democrático.

Pouco tempo depois, a história, a de verdade, registrava a tragédia do sequestro e assassinato do democrata cristão Aldo Moro.

Este assassinato quase pôs a pique a democracia italiana. A direção da democracia cristã e a do Partido Comunista recusam-se em negociar com os ensandecidos das Brigadas Vermelhas, alegando a “defesa do Estado Democrático”,como se a vida de um homem valesse menos do que um princípio. Além da vida de Moro, o episódio custou muito caro à democracia italiana.

A podridão do ambiente político italiano culminou com a dissolução da própria Democracia Cristã e do Partido Comunista.

A crise italiana daquele período pós guerra e marcada por feridas ainda não cicatrizadas que desembarcam no governo Berlusconi o que exige uma reflexão maior e pede uma revisão histórica urgente. Não é esse nosso papel aqui. Estamos àbeira do julgamento que decidirá o futuro de um homem, o que já é muito.

Nós, os brasileiros, continuamos absolutamente desinformados sobre a história desse homem que terá seu destino determinado por um gesto nosso. E olha que ele já está preso por aqui desde 2007, tempo mais do que suficiente para mandar uma missão para investigar na Itália a verdadeira história de um julgamento cheio de lacunas e cantos escuros. Só quem desconhece a história italiana dos anos 70/80 é que compra sem reticências a versão do governo italiano.

A mídia comprou a versão italiana e publica acriticamente tudo que chega de lá. A última bazófia tornada pública foi a de que a Comunidade Européia aprovou com 86% dos votos uma moção recomendando ao Brasil que extraditasse Battisti. A realidade foi bem diferente: À sessão compareceram apenas 11% dos parlamentares, a imensa maioria, de italianos. E repercurte como se houvesse uma grande unanimidade em torno da extradição de Battisti.

Cesare Battisti foi acusado de cometer dois crimes a 400 kms de distância um do outro, com poucas horas de diferença, no mesmo dia. Ninguém foi questionar a veracidade da informação. Inexplicável mesmo é que ninguém se interesse em saber a versão de Pietro Mutti, o “capo” das Brigadas Vermelhas e principal acusador de Battisti. Onde está? O que faz hoje em dia? Os outros delatores são encontráveis, como Cavallina e o segundo principal delator se chama Sante Fatone e agora mora na Calábria. Talvez esse também possa ser encontrado.

Em sua cela na Papuda, penitenciária de Brasília, Cesare Battisti aguarda a decisão sobre seu destino que tanto poderá ser a liberdade, as ruas, o convivio com a família, amigos, a reintegração na sociedade ou a prisão até a eternidade, a liberdade ou a prisão perpétua (pena que não existe no Brasil). A realidade é bem mais dura do que a ficção, até porque Battisti não é um personagem de papel, mas de carne e osso, nervos e sentimentos.

Vejo Battisti em sua cela e viajo em tantos outros injustiçados da história: Giordano Bruno, Antonio José da Silva, o judeu, Tiradentes, o capitão Dreyfus, Sacco e Vanzetti, Ethel e Julius Rosenberg, Elise Ewert, Olga Benário.

Insisto: não estamos discutindo justiça mas vingança.

Silvio Tendler

Viva o povo brasileiro

 
----- Original Message -----
Sent: Saturday, January 29, 2011

From: Beatrice
Viva o povo brasileiro
O povo brasileiro deu prova de elevada consciência política em face da solapa da mídia empresarial, que fabricou crises à exaustão sempre apresentando o país à beira de um iminente colapso. A unção da primeira mulher ao cargo máximo da nação não foi contradita por uma maioria parlamentar hostil.
Luiz Marques
“Fui vítima de muitos preconceitos”, reiterou o ex-mandatário da República ao agradecer a recepção em São Bernardo do Campo no retorno às ruas. Retirante nordestino, oriundo de uma região estigmatizada. Trabalhador manual, condição depreciada pela tradição escravagista que dedicava aos escravos as lides com as mãos. Sindicalista emergente do operariado, em um país onde a ascensão social foi sempre reserva de mercado dos bacharéis. Fundador de um partido de novo tipo, classificado como porta-voz da “ideologia da discórdia social”, por recusar a complementariedade e a colaboração entre o capital e o trabalho. Argumento útil para justificar a repressão policial-militar à militância política. Tudo serviu para execrar a figura plebéia do penetra no salão nobre das autoproclamadas elites. A Veja, a Folha de São Paulo e demais mazelas adicionariam ainda os epítetos de “cachaceiro”, “analfabeto”, “populista”, “demagogo”, “anti-americano” e até... “corintiano”! O escárnio abrangeu igualmente as supostas dificuldades do expoente petista com o vernáculo, questionando a sua capacidade de comunicação (sic).
No pleito de 2002, a resposta veio com o bordão “Lulinha, paz e amor”: o antídoto para romper o isolamento dos críticos do projeto conservador. A “paz”, porém, não nasceria da criminalização das mobilizações sociais para evitar turbulências na ordem estabelecida. Essa ignomínia autoritária pertence aos tucanos. Vide o sem-terra assassinado pelo rifle de Yeda Crusius no Rio Grande do Sul, os professores espancados pelos cassetetes de José Serra em São Paulo, os petroleiros ameaçados pelos tanques de FHC no Rio de Janeiro. O “amor” prenunciava o diálogo aberto com as lideranças populares, os novos conselhos, a reformatação dos existentes e o incentivo à participação cidadã na confecção de políticas públicas como um meio de superar a rarefação da atmosfera social produzida pelas políticas neoliberais (Gerson Almeida, “É a democracia, senhores!”, Carta Maior, 23/12/2010).
Os conflitos continuaram a espocar, agora abordados sob o ângulo do trabalho. A diferença é que incorporaram-se na agenda da acumulação as demandas de inclusão societária e controle administrativo transparente, como ilustram os programas que aspiram ser assimilados às políticas de Estado: o Bolsa Família, o ProUni e os instrumentos criados pela Controladoria-Geral da União para coibir a malversação do erário nas duas pontas, a dos corruptos e a dos corruptores. Essa profissão de fé no bem comum, autêntica declaração de guerra às práticas patrimonialistas, foi ressaltada no discurso de posse de Dilma Rousseff: “Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para atuarem com firmeza e autonomia”.
Ética da responsabilidade
Para alguns, o chamado lulismo promoveu a conciliação de classes para contemplar a burguesia. Mas o que aconteceu é que, de 2002 a 2010, a renda dos 10% mais pobres cresceu seis vezes mais (72%) que a renda dos 10% mais ricos (11,2%), segundo dados do Ipea. As privatizações do patrimônio público foram interrompidas e os serviços públicos aperfeiçoados. Os ajustes fiscais trocados por gastos sociais. O Estado tornado indutor do desenvolvimento sustentável para extirpar as discrepâncias sócio-regionais. A integração latino-americana revigorada com o rechaço à Alca, que só atende as ambições geopolíticas dos EUA. O Mercosul empoderado pela aprovação do Estatuto da Cidadania. Nada que caracterize uma “direitização” ou legitime a retórica pemedebista da “despolarização”, como se houvesse política sem polarização e democracia sem dissenso. De resto, o PT manteve a posição programática de enfrentamento sistemático ao neoliberalismo.
Para outros, o petismo teria abandonado os preceitos ideológicos de origem e se institucionalizado. Com o que, o PT deixou de ser um “partido de massas” para converter-se em um “partido de notáveis” controlado por centros individuais de decisão, de acordo com as categorias formuladas na entrada dos anos 50 por um clássico da sociologia política, Maurice Duverger. A presença do PT na institucionalidade esvaziou os núcleos de base e afrouxou os vínculos com os movimentos sociais, é vero. No entanto, não se depreende daí que apagou a rebeldia. Ou o socialismo. Conceito usado com moderação porque a proposta de um novo sistema econômico não constitui uma bandeira de luta. O feudalismo deu lugar à modernidade quando esta não tinha nome. Ninguém mobilizou-se, à época, contra o antigo regime e a favor do “capitalismo”. Mobilizou-se contra as desigualdades insuportáveis. Há que se retirar a carga dramática que conduz, do fetichismo dos rótulos, ao sectarismo.
O que se incrimina na compreensível metamorfose do PT é o fato de que as suas próprias atribuições institucionais na esfera estatal obrigaram-no a adotar uma “ética da responsabilidade”, de modo a medir as consequências políticas e jurídicas de cada ato no quadro de um Estado democrático (e social) de Direito. Deve-se olhar a floresta, para além da árvore. O reconhecimento da realidade não equivale à aceitação de sua imutabilidade. É, antes, o requisito para assumir um papel protagonista nas mudanças, ao invés de se refugiar em um vanguardismo abstrato. O cálculo é obrigatório para que atitudes voluntariosas não ponham em risco, seja a estabilidade da economia, seja a governabilidade política. Como proceder diferente, sem alijar-se do embate concreto nas circunstâncias dadas?
Aferrar-se à “ética da convicção”, para a qual valem apenas os princípios e não o resultado das ações, seria incompatível com a atividade política. Tão somente as crenças religiosas podem guiar-se por normas de conduta alheias à opinião pública e aos dispositivos constitucionais. À exceção dos grupos marginais na competição política (très républicain de conviction et très aristocrate de tempérament), nenhum partido com uma inserção social relevante pode pautar-se pela pura subjetividade, sem dimensionar o dia seguinte. Não por fazerem “parte do sistema”, mas para incidirem na grande política com o propósito de modificar as estruturas de dominação. “Temos de recriar a nossa cultura política. Não significa renunciar a princípios, abdicar de sua ideologia, mas colocar o patamar de disputa em um nível superior”, resumiu Tarso Genro (Zero Hora, 31/12/2010).
Consciência política
As eleições de 2010 demonstraram o discernimento político adquirido por enormes parcelas do eleitorado. Conferiram ao PT a maior bancada federal, 88 deputados, cacifando-o para assumir o que era exclusividade do PMDB, que somou 79 cadeiras: o comando da “Casa dos Comuns” (de incomuns aumentos nos vencimentos). As vertentes do descarado entreguismo, PSDB e DEM, elegeram 53 e 43. O PV, da candidatura que reivindicava a “terceira via”, 15. O PSOL, 3. O PSTU, nenhum. Conquanto dissidências internas provocassem o surgimento de duas outras agremiações, o PT mantém-se como a principal corrente de esquerda, com capilaridade em todas as regiões. Considerando a votação do PSB, que colocou 34, do PDT, 28, e do PC do B, 15, os “anjos tortos” recrudesceram em densidade e identidade no tocante às funções clássicas do Estado, o que é de bom augúrio.
O PT também passou de 8 para 14 senadores. Em contrapartida, a oposição de direita sofreu uma contundente derrota. O PSDB, que detinha 16 postos, caiu para 11. O DEM, que possuía 13, despencou para 6. Os números escancaram o revés que se abateu sobre o reacionarismo “sem noção”. Como os Projetos de Lei aprovados na Câmara precisam passar pelo crivo senatorial, em uma clara demasia, conclui-se que os eleitores facilitaram os trâmites ao aposentar algumas raposas da política, “um pouco de homens, outro pouco de instituição”, parafraseando Machado de Assis no conto O velho Senado: Tasso Jereissati (CE), Arthur Virgílio (AM), Marco Maciel (PE), José Carlos Aleluia (BA) e César Maia (RJ). A “turma do contra”, na espirituosa expressão veiculada na campanha para destacar o facciosismo cheio de raiva dos demotucanos ao longo dos dois mandatos de Lula.
O povo brasileiro deu prova de elevada consciência política em face da solapa da mídia empresarial, que fabricou crises à exaustão apresentando o país à beira de um iminente colapso. A unção da primeira mulher ao cargo máximo da nação não foi contradita por uma maioria parlamentar hostil. Embora a zona de compromissos da composição vitoriosa situe-se em terreno movediço, descortinam-se novas possibilidades para o governo da União, cuja estratégia consiste em sedimentar a revolução democrática em curso, sem permitir retrocessos. Como declarou a presidenta eleita na fala inaugural: “Venho consolidar a obra de Lula... quero convocar a todos a participar do esforço de transformação... sob a égide dos valores republicanos”. Explica-se a ênfase: o republicanismo é o paradigma contemporâneo do processo de democratização, capaz de recuperar o espaço público para o exercício da liberdade, inspirar a virtude cívica no engajamento das questões públicas, expandir as referências sociais universalizadoras e projetar uma imagem do futuro.
O Congresso (alvo a ser priorizado pelas pressões populares, vale sublinhar) pode contribuir para que as lutas travadas em ramos isolados transcendam o economicismo e exprimam-se com uma feição política, com força para elaborar leis que valham para a sociedade inteira. Não há automatismo, no caso, conforme já revelou a experiência em matérias específicas. Apesar da histórica disposição reativo-flexível do Legislativo para negociar com o Executivo, seria temerário contar a priori com uma rede de apoio sujeita ao lema “é dando que se recebe”, franciscano na aparência e fisiológico na essência. A política não se limita ao humor oscilante dos plenários institucionais e ao particularismo da troca de votos governamentais por emendas executadas. Depende de “um movimento de classe visando à realização dos interesses dos trabalhadores sob uma forma geral”, para evocar um pensador importante e ainda atual (Carta de K. Marx a F. Bolte, 23/11/1871).
A desconstrução dos preconceitos e a melhoria das condições de vida da população são frutos dessa marcha civilizatória. A empreitada remete à afirmação da soberania do Brasil, ao fortalecimento das relações exteriores Sul-Sul e às reformas tributária e política, bem como à erradicação da pobreza e à qualificação da saúde, da educação e da segurança. Tarefas que exigem a solidariedade ativa do estadista que desceu a rampa do Planalto com 87% de apreciação positiva e 2,2% de negativa (Sensus, 29/dezembro). Os adversários são os mesmos, aliás, muitos ora do lado de dentro do balcão. Como Lula, a política precisa retornar às ruas pelo “direito a ter direitos”, a fim de compensar a previsível malemolência da vice-aliança na busca de soluções definitivas para os problemas estruturais. Não se trata de apostar na radicalidade, senão de prestar o necessário amparo ao governo Dilma.
Luiz Marques é professor de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Pensamento em comunidade


De: Urariano
De Pedro Bondaczuk, editor do Literário,
http://pbondaczuk.blogspot.com/


Pensamento em comunidade
O
escritor é uma usina de idéias, ou pelo menos tem que ser, caso pretenda sustentar essa condição. Um dos seus maiores dramas, todavia, é quando se senta junto da sua mesa de trabalho, diante de uma folha de papel em branco, ou, o que é mais comum nesta era da informática, à frente da telinha do computador, mas não sabe o que escrever. Isso acontece. E ocorre com muito maior freqüência do que o leigo possa imaginar.

Às vezes, nem é falta de assunto. Não raro, o problema decorre exatamente por causa inversa a essa, ou seja, excesso de temas que se atropelam na mente do atônito redator, sem que este se decida por um. Boa pa rte das pessoas com as quais converso a respeito confessa que, em dias como esse, simplesmente desiste de escrever e vai fazer outra coisa.

E se o sujeito não pode adiar? Se tem compromisso com algum jornal, ou editora, ou seja lá com, quem for, de entregar o texto, pronto e revisado, naquele mesmo dia e tem poucas horas, ou nem isso, para cumprir a tarefa? Nesse caso, a crônica, artigo ou seja lá o que for têm que ser arrancados a fórceps. É o momento em que bate a insegurança. O redator opta por determinado assunto, mesmo achando que não o pesquisou o suficiente para não cometer erros de informação, respira fundo e põe mãos à obra, mesmo a contragosto.

A insegurança é a maior inimiga do escritor. Trata-se de conversa mole, dessas para boi dormir, a afirmação de alguns que, na hora que estão escrevendo, não estão nem aí para quem vai ler. Estão! Sempre estão! E esta é sua fonte de angústia. Não se dão conta de que, aquele t exto que julgam vazio e sem paixão, e que não gostam quando dão por concluído, mas mesmo assim encaminham ao jornal, ou sabe-se lá para quem com o qual se comprometeu, é exatamente o que tende a agradar mais o leitor. É certo que isso nem sempre acontece. Mas, comigo, ocorre com tamanha freqüência, que até já considero uma espécie de regra.

Frustro-me, a todo o momento, com textos que elaboro com o máximo esmero, rigorosamente corretos em todos os aspectos, originais e criativos, que aprecio tanto a ponto de duvidar que fui eu que o produzi, e que, no entanto, merecem inúmeros reparos dos seus destinatários ou, pior, passam batidos, como se sequer tivessem sido escritos Isso é de doer! Como em tudo na vida, em literatura, também, há gostos para tudo.

Quanto a essa história de alguns, que garantem que quando estão escrevendo, não se preocupam nem um pouco com quem vai ler, é pura balela. Como não se preocupar?! Escrevemos sempre pa ra os outros e não para o próprio deleite. Textos particulares, que não são voltados a olhares indiscretos, existem, sim, mas em bilhetes para a esposa ou empregada, em registros em nossos diários e coisas desse tipo. Mas os literários... ora, ora, ora, nenhum escritor é tão maluco a ponto de fazer literatura para si, e só para si! Isso não faz o menor sentido.

O filósofo Emmanuel Kant me dá razão, nesse aspecto (como se ainda fosse necessário buscar apoio tão ilustre para uma constatação tão óbvia). Escreveu: “Para onde iriam nossos pensamentos e qual seria sua justeza se não pudéssemos pensar de algum modo em comunidade com os outros; a quem comunicaríamos nossas reflexões, assim como eles informariam de suas idéias?”. Pois é, essa é a lógica. Esse é o objetivo da literatura, ou seja, o de “pensar em comunidade”.

Por tudo isso é que fico decepcionado (para não dizer furioso), quando escrevo textos que me dão trab alho imenso de pesquisa e de revisão, posto-os neste espaço, que como o próprio nome diz, é voltado, exclusivamente, à Literatura, e ninguém dá a mínima para eles. E quando reclamo dessa omissão, ainda há quem interprete minha reclamação como “surto exacerbado de vaidade”. Vaidoso eu sou, de fato, como ademais todo intelectual, e por extensão todo escritor, também o é. Mas o que me decepciona e irrita é a perda dessa preciosa oportunidade de “pensar em comunidade”, mencionada por Kant. E, pior, isso acontece num espaço que eu criei e que me dá tanto trabalho para manter.

Se pessoas cultas e com grande facilidade de expressão tratam a literatura com tamanho descaso e desdém, o que esperar da massa inculta e ignara? Podemos nos queixar do baixo índice de leitura do brasileiro se damos nossa parcela de contribuição nesse descaso, nesse desleixo, nesse relaxo cultural? Será que não estamos passando aquela mensagem subliminar do “faç a o que falo, mas não o que faço?”.

Este espaço foi idealizado para ser interativo. À medida que deixa de ter essa interatividade, perde, até mesmo, a razão de existir. Exibir por exibir meus textos é coisa que, posso fazer com muito mais vantagens e menos trabalho do aqui. Por isso renovo o apelo (mesmo ciente de pregar no deserto) para que os “participantes” deste espaço o sejam de fato. Ou seja, participem, ora bolas!

Ninguém está aqui buscando a fama, que é tremenda enganação e que frustra os que apostam nela. Aliás, Hannah Arendt escreveu a propósito:
“Nada mais efêmero em nosso mundo, nada de mais precário que esta forma de conquista conferida pelo renome. Nada ocorre com tanta rapidez e facilidade do que o esquecimento”. Para sermos de vez esquecidos basta reles piscar de olhos. É só deixarmos de aparecer por certo tempo, ou de escrever, ou de nos comunicarmos, para que em três tempos esqueçam da nossa existên cia. Que tal pensarmos com maior freqüência em comunidade? Afinal, este é o objetivo primário de todos os tipos de comunicação, entre os quais, óbvio, a literatura.

Boa leitura.

O Editor.
Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk
Postado por O Escrevinhador às 08:06 0 comentários

 

Brevíssima história de 40 anos de políticas neoliberais

 
Carta O Berro..........................................................repassem
 
----- Original Message -----
 
  Por Marshall Auerback - de Washington

It's a new deal
It's a new deal

Um assíduo leitor de New Deal 2.0 faz uma aguda questão:

“Há uma questão que nunca consigo responder. Muitos especialistas dizem que a ideologia neoliberal iniciou nos anos 80 com Reagan, Thatcher e a Escola de Chicago. Mas sigo sem entender o que tornou possível esse giro na economia política. Que elementos, que novas forças nos anos 80 podem explicar essa mudança ideológica e as desigualdades que a seguiram?”

Todos esses temas são muito dignos de exploração e eu, quero dizer desde logo, não posso fazer justiça a eles com uma resposta de duas linhas. É melhor recomendar o soberbo livro de Yves Smith, Econned. O livro proporciona uma excelente explicação histórica do modo como algumas teorias infundadas, mas amplamente aceitas, levaram à execução de políticas que geraram o atual estado de coisas. Também ilumina a capacidade dessas filosofias para ressuscitar mesmo quando se acumulam provas conclusivas contra elas. Documenta não só a crescente degradação dos economistas profissionais neoclássicos (e sua concomitante tendência a reduzir a soma da experiência humana a uma série de equações matemáticas), mas também a maneira pela qual fundações muito bem financiadas subvencionaram universidades e think tanks que, por sua vez, legitimaram e validaram essas filosofias charlatanescas.

A ideia de que governos democraticamente eleitos devem servir-se de políticas fiscais discricionárias para contraestabilizar as flutuações do ciclo do gasto público chegou a ser visto como algo muito próximo ao socialismo. Os poderes que tomam decisões políticas foram postos gradualmente nas mãos de um corpo de tecnocratas neoliberais que pontificavam sobre as limitações dos governos e reforçavam as posições fiscalmente pró-cíclicas, ou seja: reforçavam a contração discricionária quando os estabilizadores automáticos levavam a grandes déficits orçamentários como resultado da frágil demanda não-pública.

Essa mudança em nossas políticas públicas foi acompanhada por um processo de tomada de controle dos juristas em uma longa marcha através do poder Judiciário. Foi um esforço patrocinado pelas grandes empresas, centrado exclusivamente no tema da desregulação, e culminou com um esforço titânico para revogar as reformas do New Deal, limitar o poder dos sindicatos e do próprio governo (salvo em matéria de Defesa, cabe assinalar, que organizou seu próprio e formidável exército de lobistas).

Responder a questão colocada por nosso leitor passa por reconhecer que este foi um processo que durou décadas e que veio acompanhado de enormes somas de dinheiro e de vasto exército de forças empresariais, jurídicas e políticas, empenhado em frustrar qualquer alternativa progressista. O processo inteiro ocorreu em um período de aproximadamente 40 anos. Flexibilização da regulação e da supervisão; uma crescente desigualdade que levou às famílias a se endividar para manter o nível de gasto; cobiça e exuberância irracional e liquidez global excessiva: todos esses são sintomas do mesmo problema.

Mas como tudo começou? A análise que o grande economista Hyman Minsky realizou no final de sua vida é particularmente potente, porque permite ver essas mudanças a partir de uma vasta perspectiva histórica. Minsky chamou a situação de saída da II Guerra Mundial de “capitalismo paternalista”. Ela se caracterizava por um “enorme Tesouro público” (cujo custo equivalia a 5% do PIB) dotado de um orçamento que oscilava contraciclicamente a fim de estabilizar a renda, o emprego e os fluxos de lucros; um Banco Central ao estilo de um “enorme banco” que mantinha baixas as taxas de juros e intervinha como emprestador último de recursos; uma ampla variedade de garantias estatais (seguro de depósitos, respaldo público implícito ao grosso das hipotecas); programas de bem estar social (Seguridade Social, ajuda às famílias com filhos dependentes, ajuda médica); estreita supervisão e regulação das instituições financeiras; e um leque de programas públicos para promover a melhoria da renda e a igualdade de riqueza (tributação progressiva, leis de salário mínimo, proteção para o trabalho sindicalmente organizado, maior acesso à educação e à habitação para pessoas de baixa renda).

Além disso, o Estado jogava um papel importante em matéria de financiamento e refinanciamento (por exemplo, a corporação pública para financiar a reforma de imóveis e a corporação pública para o crédito destinado à compra de imóveis) e na criação de um mercado hipotecário moderno para a compra de imóveis (baseado em um empréstimo de tipo fixo amortizável em 30 anos), sustentado por empresas patrocinadas pelo Estado. Minsky reconheceu papel desempenhado pela Grande Depressão e pela II Guerra Mundial na criação de bases para a estabilidade financeira. Nas palavras de Randy Wray:

“A Depressão pulverizou e expulsou o grosso dos ativos e passivos financeiros: isso permitiu às empresas e às famílias saírem com pouca dívida privada. O ciclópico gasto público durante a II Guerra Mundial criou poupança e lucro no setor privado, enchendo os livros de contabilidade com dívida saneada do Tesouro (60% do PIB, imediatamente depois da II Guerra). A criação de uma classe média, assim como o baby boom, mantiveram alta a demanda de consumo e alimentaram um rápido crescimento do gasto público dos estados federados e dos municípios em infraestrutura e em serviços públicos demandados pelos consumidores metropolitanos.

A elevada demanda dos entes públicos e dos consumidores trouxe por sua vez consigo a possibilidade de se cobrir o grosso das necessidades das empresas para financiar o gasto interno, incluindo os investimentos. Assim, durante as primeiras décadas que se seguiram à Segunda Guerra, o capital financeiro desempenhou um papel muito menor. A lembrança da Grande Depressão gerou relutância em relação ao endividamento. Os sindicatos pressionavam e, frequentemente, obtinham mais e mais compensações, o que permitiu o crescimento dos níveis de vida, financiados em sua maior parte somente com a renda dos trabalhadores.”

Na década de 1970 tudo isso começou a mudar, como é bem explicado em Econned. O gasto público começou a crescer mais lentamente que o PIB; os salários ajustados à inflação se estancaram a medida que os sindicatos perdiam poder; a desigualdade começou a crescer e as taxas de pobreza deixaram de cair; as taxas de desemprego dispararam; e o crescimento econômico começou a desacelerar.

Nos anos 70 assistimos também aos primeiros esforços sustentados para fugir das restrições impostas pelo New Deal, a medida que as finanças respondiam para aproveitar as oportunidades. Com o desastroso experimento monetarista de Volcker (1979-82), muitos dos velhos vestígios do sistema bancário estabelecido pelo New Deal foram arrasados.

O rito de inovações se acelerou a medida que foram se adotando muitas práticas financeiras novas para proteger as instituições do risco da taxa de juros. A despeito de todas as apologias feitas sobre os anos de Volcker a frente da Federal Reserve, o certo é que suas políticas de juros altos assentaram as bases do atual sistema financeiro baseado no mercado, incluídas a titulação hipotecária, a inovação financeira na forma de derivativos para cobrir o risco das taxas de juros, assim como muitos dos veículos financeiros “extra contábeis” que proliferaram nas duas últimas décadas. Legislou-se para criar um tratamento fiscal muito mais favorável aos juros, o que, por sua vez, estimulou as compras alavancadas para substituir ativos por dívida (como a tomada de controle empresarial financiada com dívida que seria servida pelos futuros fluxos de receita da empresa assim controlada).

Os excedentes orçamentários dos anos Clinton – outro exemplo de ascendência de uma filosofia neoliberal que fugiu da política tributária e determinou a primazia da política monetária – restringiram a demanda agregada, encolheram as receitas e criaram uma maior dependência da dívida privada como meio de sustentar o crescimento e as receitas. Esse foi claramente facilitado por inovações que ampliaram o acesso ao crédito e mudaram os critérios das empresas e dos lares para definir o nível de endividamento prudente. O consumo conduzia o timão e a economia voltou finalmente aos rendimentos dos anos 60. Regressou o crescimento robusto, agora alimentado pelo déficit do gasto privado, não pelo crescimento do gasto público e da receita privada. Tudo isso levou ao que Minsky chamou de capitalismo dos gestores do dinheiro.

Esse é o contexto histórico básico que veio se desenvolvendo nos últimos 40 anos. E essa é, provavelmente, uma resposta que vai mais além do que nosso amável leitor queria, mas sua questão não é daquelas que possa ser respondida laconicamente.

Marshall Auerback é analista econômico, pesquisador do Roosevelt Institute, colaborador da New Economic Perspectives e da NewDeal 2.0.
Tradução para SinPermiso: Casiopea Altisench
Tradução para Carta Maior: Katarina Peixoto

Enviado pelo Correio da Cidadania

Este é que devia vir para cá

 
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Sent: Sunday, January 30, 2011
DEU NO BLOG PORTUGUÊS 'PEÃO' : "ESTE É QUE DEVIA VIR PARA CÁ": http://avezdopeao.blogspot.com/

De: Alberto Lyra

Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

Este é que devia vir para cá

E não se pode importá-lo para candidato presidencial deste lado do Atlântico? De certeza?
Para quem tem dúvidas, ficam aqui alguns balanços:
> Folha de São Paulo, «Saldo favorável», editorial de 19/XII/2010
> Globo, «O legado do fenômeno Lula», capa do mesmo dia
> Público, «Lula versus imprensa brasileira: as contas finais», de  Alexandra Lucas Coelho.
Posted by Daniel Melo at 23:23

BrasilAlemanha


BrasilAlemanha - De Primeiro Mundo por um Brasil de Primeiro Mundo

Há 125 anos Carl Benz solicitava a patente do primeiro automóvel
A Alemanha se considera o país do automóvel. Não só a grande paixão dos alemães por carros, como também a série de montadoras do país documentam isso. E tudo começou com um triciclo.

Saiba mais
Leia também os artigos a seguir, devidamente linkados no final da matéria acima!
Carro elétrico faz 600km e bate recorde de percurso sem recarga

Pela primeira vez, um carro elétrico não-protótipo conseguiu fazer um percurso de mais de 600 quilômetros sem recarregar a bateria. A viagem de Munique a Berlim foi saudada pelo governo alemão como um "divisor de águas". (27.10.2010)
Reino Unido testa automóvel movido a fezes
Na busca de material limpo, cientistas desenvolvem gás biometano a partir de excrementos humanos. O combustível fecal pode ser alternativa para gasolina e diesel como combustível de automóveis. (13.08.2010)
Artista americano Jeff Koons irá projetar carro artístico para BMW
Com o convite, Koons entra no rol dos renomados artistas que nas últimas décadas desenvolveram carros artísticos para a BMW. Segundo a montadora alemã, Koons é admirador de carros e mantém uma longa relação com a marca. (03.02.2010)
Estrela em Frankfurt, carro elétrico ainda é caro e de difícil recarga
Especialistas acham que o futuro da indústria automotiva está nos carros elétricos. Não emitindo gases tóxicos, eles respeitam o meio ambiente. Mas muitos problemas devem ser resolvidos até que se tornem comuns nas ruas. (17.09.2009)

Fonte: Rádio Deutsche Welle Online - Bonn, Redação Brasileira - 29 01 2011
Site: www.dw-world.de/brazil

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Saudade de Celso Amorim

 
----- Original Message -----
Sunday, January 30, 2011
 
 
 Saudade do Celso Amorim

De: Vila Vudu


Acho que todos estão virando 'críticos' do governo Dilma, rapidamente demais.

O problema central do governo Dilma são milhões de problemas.

Pra começar, Dilma não é Lula. Lula não cometeria a tolice de investir todo o momento inicial do governo nessa asnice de "uma mulher no poder". Mulher e homem no poder é tudo igual -- e se não é, teria de ser. O poder é o poder. "Presidenta" é tolice de classe média letrada metida a entendida. Bom. Hoje já se sabe que Dilma e os petistas perderam a briga pelo "presidenta", que só eles mesmos usam e nenhum jornalão usa. Perderam uma briga que, pra começar, nem precisavam ter inventado.

Agora, parece, vai começar o blá-blá-blá dos direitos humanos. Imediatamente depois do blá-blá-blá 'ecológico', a favor da fome e da 'preservação' e contra Belo Monte. Que vão se catá todos esses burgueses liberais metidos a libertários. Esses discursos são LIBERAIS.

Lula é Lula, dentre outros motivos, porque NUNCA foi conversado por esses papins de classe média burguesa liberal metida a ética, a feminista e a ecológica. OK. Até aqui, os fatos.

Falta pensar sobre o que nos cabe fazer. E é claro que teremos de fazer mais e muuuuuuuuuuuuuuuuito melhor do que nos pormos, feito perfeitos doidos, a escrever que Dilma "caiu de quatro", como o Laerte Braga, perfeito doido fascistizante, ou a reclamar que Dilma 'desdisse' todo o BRILHANTÍSSIMO trabalho do MRE de Lula.

Temos de DIZER o que há pra ser dito, em vez de ficarmos todos, aí, ou mudos ou reclamando que Dilma não disse o que deveria ter dito. Dilma estará condenada aos limites da própria cabeça dela (e são limites muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito estreitos, totalmente diferentes do nenhum-limite da cabeça de Lula-monstro filho da multidão) até que NÓS declaremos o que queremos. Falo de dizer-fazer, não de dizer-mandar-fazer.

Não basta dizer que Dilma 'retrocedeu' no apoio ao Irã: é PRECISO que nós façamos os discursos de APOIAR O IRÃ. Depois, com argumentos que nós teremos de construir, Dilma poderá começar a interessar-se por abandonar a PRECARÍSSIMA segurança das suas (dela) fés metidas a éticas, a ecológicas, a direitistas-humanistas e metidas a todo o escambau conhecido dos discursos da moda liberal à moda classe média paulista metida a letrada e a 'ética', tesconjuro!.

A minha proposta é NÃO CRITICAR Dilma e, ao mesmo tempo, tratarmos de CONSTRUIR, nós mesmos, o que queremos que ela diga. Não é garantido que dê certo, mas tem mais chances do que começarmos, nós mesmos, a criticar o governo Dilma.

Não se deve esquecer que Lula não escolheu Dilma porque Dilma fosse a perfeição sonhada. Lula só escolheu Dilma para segurar a coisa, nesses quatro anos, porque não havia NINGUÉM MAIS capaz de segurar a coisa, fazendo acontecer os projetos e planos.
+++++++++++++++++++++++++++++++++++
Em 29 de janeiro de 2011 22:27, <beatrice.lista@elo.com.br> escreveu:
Saudade do Celso Amorim
por Luiz Carlos Azenha
Eu estou absolutamente convencido de que Dilma Rousseff fará um governo competente e que Antonio Patriota, o ministro das Relações Exteriores que ela escolheu, nos surpreenderá com ideias brilhantes.
Permitam-me, no entanto, declarar que sinto saudade de Celso Amorim.
Sinto saudade de Celso Amorim porque o ex-chanceler brasileiro era capaz de pensar fora do quadrado (out of the box), ou seja, pensar fora da rigidez ideológica que geralmente acompanha os funcionários partidarizados de um governo. Só quem pensa fora do quadrado é capaz de encontrar soluções verdadeiramente inovadoras para velhos problemas. Neste sentido, Celso Amorim era o chanceler perfeito para liderar uma burocracia estatal competente, conhecida pela consistência, como é o Itamaraty.
Assistimos, nas últimas horas, ao desabar do grande pilar da política externa dos Estados Unidos no Oriente Médio: regimes repressivos pró-ocidentais articulados com a prioridade absoluta de Washington nos últimos 50 anos (?), o de garantir a segurança de Israel. Permaneça ou não no poder, no curto prazo Hosni Mubarak será obrigado a fazer concessões impensáveis para um cliente fiel da política externa dos Estados Unidos. Concessões que vão fraturar a ideia de que é possível calar a “rua árabe” às custas de alguns bilhões de dólares em ajuda anual. Estes acontecimentos são de uma enormidade equivalente à queda do muro de Berlim…
Washington já não manda mais no Oriente Médio como sempre mandou. O desgaste de Mubarak não tem relação apenas com o fracasso econômico de seu regime, mas também com o fato de que ele se distanciou da solidariedade árabe ao sofrimento dos palestinos nos territórios ocupados por Israel. Mubarak se vendeu por alguns tostões e, em certa medida, é isso o que os egípcios estão dizendo nas ruas.
A competência de Celso Amorim, em certa medida, repousava na capacidade de reconhecer com rapidez as mudanças no cenário internacional e se adaptar a elas. Amorim reconheceu, por exemplo, muito antes que seus pares, o papel central da Turquia como elo de ligação entre os interesses do Ocidente — a Turquia integra a OTAN — e os do Oriente Médio. Amorim reconheceu o papel central que o Irã jogará no futuro da Ásia central, que independe da opinião de Washington a respeito do regime iraniano.
Um tempo de mudanças extraordinárias, como o que estamos experimentando, pede ousadia.
Seria realmente trágico se Dilma Rousseff recuasse na política externa criativa e ousada de Celso Amorim, aceitando pura e simplesmente uma papel subordinado do Itamaraty à política externa seletiva de “Direitos Humanos” de Washington.
Aliás, para quem condenou claramente o Irã, em entrevista ao Washington Post, será que Dilma não está nos devendo uma declaração sobre o Egito?




Biblioteca Mundial da UNESCO

 
----- Original Message -----
 Monday, January 31, 2011
 
 
 BIBLIOTECA MUNDIAL DA UNESCO
Composta de documentos de valor patrimonial, cultural...UM TESOURO PARA TODOS !
Não possui documentos corrente...atuais.



 
Considero, sem dúvida, o Arquivo CULTURAL mais importante que recebi :
A NOTÍCIA DO LANÇAMENTO NA INTERNET DA WDL - A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL.
Acesse:  www.wdl.org


Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.

Tem, sobre tudo, caráter patrimonial" , antecipou ontem em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projeto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições.

A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de patrimônio, que permitirão apreciar
e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes:árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América,desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em1562",explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra;ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Fácil de navegar !

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado.Os documentos foram escaneados e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS.

A biblioteca começa com 1200 documentos,mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados,
mapas, fotografias e ilustrações.

Como se acessa ao sítio global. Embora seja apresentado oficialmente hoje na sede da UNESCO , em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet,através do sítio
www.wdl.org.
O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar diretamente pela Web ,sem necessidade de se registrarem

Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas,tipo de documento e instituição.
O sistema propõe as explicações em sete idiomas(árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português). Os documentos, por sua parte, foram escaneados na sua língua original. Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos
e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa.

Entre as jóias que contem no momento a BDM
está a Declaração de Independência dos Estados Unidos,
assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C..

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas: América Latina e Médio Oriente.
Isso deve-se à activa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, a biblioteca Alexandrina do Egiptoe a Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.

A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e actualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos.
Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo áudio-visual. Este projecto tampouco é um simples compêndio de história em linha:é a possibilidade de  aceder, intimamente e sem limite de tempo,ao exemplar sem preço, inabordável, único, que cada um alguma vez sonhou conhecer.

Alejandro del Teso Herradón
Bibliotecário

http://luabo1967.multiply.com/journal/item/599
 
 
 





 

 

Elas cantam

 

 
 
 
 


Adriana Calcanhotto - Chaves de Casa
Adriana Calcanhotto - Clandestino
Adriana Calcanhotto - Devolva-me
Adriana Calcanhotto - Esquadros
Adriana Calcanhoto * Gatinha Manhosa
Adriana Calcanhotto - Oito Anos
Adriana Calcanhotto - Outra vez
Adriana Calcanhotto - Se Tudo Pode Acontecer
Adriana Calcanhotto - Vambora
Adriana Mezzadri - Iluminar
Alcione e Maria Bethânia - O meu amor
Ana Cañas - A Ana
Ana Cañas - Esconderijo
Ana Carolina * Um Dia de Domingo
Ana Carolina - Carvão
Ana Carolina - Confesso
Ana Carolina * Evidências
Ana Carolina - Nua
Ana Carolina - Pra rua me levar
Ana Carolina * Pra Terminar
Ana Carolina - Que se danem os nos
Ana Carolina - Tolerância
Ana Carolina - Um edificio no meio do mundo
Ana Carolina - Vai
Ana e Angela - Cara de Pau
 
Barbarela - Sedução
Barbarela - Só uma canção
Bruna Caram - Palavras do coração
 
Cassia Eller * All Star
Cassia Eller * Gatas Extraordinarias
Cassia Eller * Malandragem
Cassia Eller * O segundo Sol
Clara Nunes * Canto das Tres Raças
Clara Nunes - Conto de areia
Clara Nunes - É agua no mar
Clara Nunes - É Baiana
Clara Nunes e Filhos de Gandhy - Ijexa
Clara Nunes - Guerreira
Clara Nunes - Lama
Clara Nunes - Macunaina
Clara Nunes e Marisa - Gata Mansa
Clara Nunes - O mar serenou
Clara Nunes - Valsa de realejo
Cidia e Dan - Close to you
Cidia e Dan - Pra você eu digo sim
Claudia Leite * As mascaras
 
Daniela Mercury - A primeira vista
Daniela Mercury - Cada Vez Que Te Vejo
Daniela Mercury e Alexandre Pires - Como Uma Onda
Daniela Mercury e Carlinhos Brown - Maimbê Dandá
Daniela Mercury - Meu Plano
Daniela Mercury - Nobre Vagabundo
Daniela Mercury - O Canto Da Cidade
Daniela Mercury - O Mais Belo Dos Belos, O Charme Da Liberdade
Daniela Mercury - O Reggae E O Mar
Daniela Mercury e Olodum - País Tropical
Daniela Mercury - Pensar Em Você
Daniela Mercury - Pérola Negra
Daniela Mercury - Rapunzel
Daniela Mercury - Rio de Janeiro
Daniela Mercury - Sol Do Sul
Daniela Mercury - Toda Menina Baiana
Daniela Mercury - Topo Do Mundo
Daniela Mercury - Vai sacudir, vai abalar
Danni Carlos - Arcanjo
Danni Carlos - Coisas que eu sei
Danni Carlos - Não me leve a mal
Denise Reis - Abre Alas
Denise Reis - Alfândega
Denise Reis - Bem Me Quer
Denise Reis - Berrante
Denise Reis - Chá De Hortelã Com Caviar
Denise Reis - Conversar Comigo
Denise Reis - Coração A Capela
Denise Reis - É...
Denise Reis - Irene
Denise Reis - Luciana
Denise Reis - Minha Neblina
Denise Reis - Miss's Celie Blues
Denise Reis - Palavra De Mulher
Denise Reis - Palhaço
Denise Reis - Par ou Ímpar
Denise Reis - Perseguição
Denise Reis - Rio X
Denise Reis - Trenzinho Do Caipira
Denise Reis - Um certo azul
 
Elba Ramalho * Canção da Despedida
Elba Ramalho * Imaculada
Elba Ramalho * Ouro Puro
Elis Regina - Fascinação
Elis Regina - Me Deixas Louca
 
Fafá de Belém * Abandonada
Fafá de Belém * Coração do Agreste
 
Isabella Taviani - Canção para um grande amor
Isabella Taviani - De qualquer maneira
Isabella Taviani - Falsidade desmedida
Isabella Taviani - Luxuria
Isabella Taviani - Momentos
Isabella Taviani - O último anjo
Isabella Taviani - Olhos de escudo
Isabella Taviani - Outro mar
Isabella Taviani - Recado do tempo
Isabella Taviani - Sentido contrario
Isabella Taviani - Sobmedida
Isabella Taviani - Tem que acontecer
Isabella Taviani - Ternura
Isabella Taviani - Último grão
Isabella Taviani - Diga sim pra mim
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Joana - Amor alheio
Joana - Como é grande o meu amor por você
Joana - De tanto amor
Joana - Mensagem pra você
Joana - Meu primeiro amor
Joana - Momentos
Joana - Que queres tu de mim
Joana - Saudade
Joana - Sem você não faz sentido
Joana - Só mais uma vez
Joana - Teu caso sou eu
Joana - To fazendo falta
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Kátia * Não Está Sendo Fácil
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Maria Rita - Minha alma
Maria Rita - Ta perdoado
Maria Rita - Veja bem meu bem
Maria Rita - Voa bicho
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Zizi Possi - Nunca
Zizi Possi - Perigo
Zizi Possi - Renascer
Zizi Possi - Senza fine
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