sábado, 30 de abril de 2011

30/4 Blog do MELLO de 30/4/2011

BLOG DO MELLO


Posted: 30 Apr 2011 05:55 AM PDT
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro enviou uma carta à Rede Globo acusando-a de não cumprir acordo prévio feito com o Sindicato de que não usaria moradores da periferia na função de repórteres e cinegrafistas.

“Um exemplo gritante de que a TV Globo prometeu uma coisa e faz outra”, critica a carta, “é a matéria que foi ao ar no dia 25 de abril último, segunda-feira, no RJTV 1ª Edição sobre o aniversário de 131 anos do Instituto de Educação, na Tijuca”. A reportagem tem duração de quatro minutos e é conduzida por jovens no lugar de profissionais.

Leia a íntegra da carta, que assinada pela presidente do Sindicato, Suzana Blass, e pelo presidente da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio de Janeiro (Arfoc), Alberto Elias Jacob.

A carta enviada à direção da TV Globo

Quando o projeto "Parceiros do RJ" começou a ser anunciado pela TV Globo, o Sindicato dos Jornalistas procurou a emissora, temendo que o objetivo fosse utilizar mão de obra barata, sem formação específica, para substituir jornalistas profissionais. A TV Globo garantiu ao Sindicato que isso não aconteceria, que os “parceiros” seriam jovens moradores de comunidades e que seu trabalho se limitaria aos problemas que eles próprios viviam no dia-a-dia nos lugares onde moram.

Poucos meses depois, percebemos que está acontecendo exatamente aquilo que o Sindicato e muitos jornalistas temiam: repórteres e repórteres cinematográficos estão sendo substituídos por jovens inexperientes submetidos a um rápido treinamento, e a baixo custo, numa precarização inadmissível do mercado de trabalho. A queda de qualidade em tais matérias é visível, e não queremos acreditar que a empresa parte do princípio de que a economia compensa.

Um exemplo gritante de que a TV Globo prometeu uma coisa e faz outra é a matéria que foi ao ar no dia 25 de abril último, segunda-feira, na primeira edição do RJTV sobre o aniversário de 131 anos do Instituto de Educação, na Tijuca. Cabe, portanto, a pergunta: o que leva o Departamento de Jornalismo da empresa a substituir o trabalho de profissionais pelo de jovens que não pertencem aos quadros da categoria? A partir de agora, com base em experiências como essa, qualquer matéria poderá ser feita pelo que a TV Globo chama de “parceiros”. E é o que vem acontecendo. Na mesma segunda-feira foi ao ar uma matéria sobre o temporal que castigou o Rio e atingiu duramente o bairro da Tijuca. Mais uma vez foi ao ar um trabalho feito pelos “parceiros” que a TV Globo contratou para substituir jornalistas. Não custa lembrar que quando o Supremo Tribunal Federal decidiu pela não obrigatoriedade do diploma de jornalista, o próprio presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, garantiu que a empresa continuaria contratando profissionais diplomados.

O Sindicato dos Jornalistas e a Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio de Janeiro (Arfoc) vão fazer o possível para evitar que tamanha distorção nas relações de trabalho continue vigorando na TV Globo, e apelam à emissora para cumprir o que prometeu ao Sindicato quando do lançamento do projeto que agora mostra seu verdadeiro objetivo. [Fonte]

Leia também:
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Posted: 30 Apr 2011 05:25 AM PDT
Posted: 30 Apr 2011 05:34 AM PDT
O repórter da Folha Graciliano Rocha pesquisou para descobrir quem era Milton Coitinho dos Santos, um falso compositor que teria recebido quase R$ 130 mil do Ecad de composições que nunca foram suas, como mostrei aqui em O que é o roubo no Ecad comparado ao Ecad?.

A pesquisa de Graciliano o levou a Bagé, no Rio Grande do Sul, onde mora o falsário. Chegando lá, surpresa. O falsário não é falsário, mas um motorista de ônibus. Dados de seus documentos foram utilizados por alguém para registrá-lo como compositor na União Brasileira dos Compositores (UBC), uma das entidades que formam o Ecad. Aí entra Bárbara de Mello Moreira: ela era a procuradora que recebia os valores das "composições" de Milton Coitinho dos Santos.

A seguir a reportagem de Graciliano Rocha, que contou com a ajuda de Amanda Queirós. Parabéns aos dois. E logo abaixo uma reportagem com Bárbara de Mello Moreira.

Laranja é utilizado para desviar pagamento de direitos autorais

"Se tivesse recebido esses R$ 130 mil não estava aqui dirigindo ônibus, né?", diz Milton Coitinho

CPF e RG foram usados para pagamento por trilhas de cinema, mas condutor afirma que não toca instrumento

Um homem que nunca compôs uma só canção e não toca nenhum instrumento musical consta como beneficiário de R$ 127,8 mil em direitos autorais de 24 trilhas sonoras do cinema nacional.

Encontrado pela Folha na garagem da empresa de ônibus onde trabalha, em Bagé, o motorista Milton Coitinho dos Santos, 46, demonstrou surpresa ao ser questionado se compusera as trilhas que o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) lhe atribui: "Eu? Não toco violão, viola nem essa gaita aqui [referindo-se ao acordeon usado na região]".

O CPF e o número de identidade de Coitinho constam como destinatário dos pagamentos feitos em 2009 (R$ 33.364) e 2010 (R$ 94.453), mas seu padrão de vida é humilde: mora em uma casa modesta numa rua de terra na periferia de Bagé com a família e dirige um Gol 1996.

Trabalha há três anos na Kopereck Turismo como motorista, onde recebe salário de R$ 1.030 por oito horas diárias transportando trabalhadores de Bagé à usina termelétrica em Candiota (RS). "Se eu tivesse recebido esses R$ 130 mil não estava aqui dirigindo ônibus, né?

Alguém só pode estar usando meu nome", afirmou. Em 2009, alguém usou os dados de Coitinho para registrá-lo na União Brasileira dos Compositores, uma das entidades que formam o Ecad, como autor das trilhas sonoras de "Deus e o Diabo na Terra do Sol" (1964) e "Terra em Transe" (1967), de Glauber Rocha. Até a trilha de "O Pagador de Promessas" (1962), de Anselmo Duarte, produzido dois anos antes de o motorista nascer, foi incluída.

Um dos rastros deixados pelos fraudadores foi uma ficha de filiação do falso Coitinho à UBC. No documento, o nome, os números da cédula de identidade e do CPF coincidem com o de Coitinho.

Nada mais confere: o "compositor" diz no documento que nasceu em Porto Alegre em 1940, mas o verdadeiro Coitinho nasceu em Bagé em 1964. A foto mostra um homem de aspecto mais velho que o do motorista. A ficha da UBC e uma procuração em nome da estudante Bárbara de Mello Moreira para que ela recebesse os valores dos direitos autorais contêm assinaturas de Coitinho, mas elas não conferem com as do condutor. Coitinho disse que não conhece Bárbara Moreira e que jamais morou no exterior, como diz o registro do Ecad.

Agora, fala Bárbara, também à Folha de hoje.

Procuradora diz que "músico" vive nos EUA

Bárbara de Mello Moreira, 24, procuradora de Milton Coitinho dos Santos, diz que ele mora nos EUA, onde se apresenta em bares, e fez contato com ela pela última vez no princípio do ano.

Estudante de direito, ela afirma que só recebeu o dinheiro e o repassou a Coitinho. Disse ainda que tem documentos assinados pelo próprio a isentando de qualquer responsabilidade.

A estudante diz que foi procurada pelo músico por e-mail. Na ocasião, ele explicou ter chegado a ela por sugestão da própria UBC.

A diretora executiva da União Brasileira de Compositores, Marisa Gandelman, nega ter indicado Bárbara ao suposto músico. Gandelman diz que desde outubro, quando começou a investigar o golpe, a entidade investiga a possibilidade de um "laranja" ter usado papeis falsos.

Segundo ela, na documentação consta que Milton Coitinho é tenente-coronel da PM. Ela disse que pretende investigar se alguém na entidade ou no Ecad ajudou no golpe. O Ecad não retornou o pedido de entrevista.

Está aberta a caixa de Pandora do Ecad.

Leia também:
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Posted: 29 Apr 2011 01:39 PM PDT
Meu xará Marco Aurélio Mello (não o juiz, o jornalista e responsável pelo ótimo blog DoLaDoDeLá) escreveu hoje que Ali Kamel anda pesquisando em seu blog. E que o Ratzinger global está muito interessado em duas postagens dele. Fui verificar quais eram, e o tema comum às duas era a maconha.

Reproduzo a seguir o texto do meu xará para que vocês apreciem seu texto elegante. Depois eu volto.

A descoberta que acabo de fazer é surpreendente. Meu modesto blog, que recebe pouco mais de mil visitantes ao dia tem um leitor muito especial: o diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel. Para quem DoLaDoDeLá se dedica modestamente à filosofia, política, economia, família, curiosidades e sobretudo à ficção, a notícia me enche de orgulho. Significa que Ali encontra tempo todos os dias para conhecer melhor o meu trabalho. Está certo que ele não faz parte da Central Globo de Produção, que é o departamento que cuida da linha de shows, novelas e minisséries, sonho de todo ficcionista, mas já é um bom começo. Nos vimos algumas vezes, na época que eu era funcionário da emissora, mas acho que, por nunca ter me dirigido a palavra, talvez por timidez de parte a parte, ele não teve oportunidade de me conhecer melhor. Também porque Ali está baseado no Rio de Janeiro e eu em São Paulo. Uma pena... Graças à internet, hoje meu trabalho autoral pode alcançá-lo aí no Rio, sem intermediários. Soube por fonte segura que ele se interessou muito por textos que escrevi aqui em agosto do ano passado. Dois em especial: aqui e aqui. Achou até que pudessem guardar semelhança com a realidade. Lamento dizer Ali, estas são obras de ficção, qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais terá sido mera coincidência. Não costumo nominar personagens, não tenho interesse em atingir a honra e reputação alheias. Meu único intuito é tentar compreender a fraqueza moral de todo ser humano, sobretudo quando no exercício do poder, mesmo que para isso seja necessário criar um enredo cheio de fantasias e personagens hiperbolizados. Fico feliz com a sua companhia e espero compartilhar meu trabalho com você aqui por muitos e muitos anos. Obrigado pela frequência!  [Fonte: DoLaDoDeLá, Ali Kamel, um leitor muito especial]

Talvez interessado em colher material para a passeata da maconha que está para acontecer no Rio de Janeiro, Kamel pesquise na blogosfera informações que não pode colher (muitos menos plantar ou fumar - de jeito nenhum tragar) na "grande imprensa", que é (pelo menos editorialmente) contra qualquer pitada naquela que já foi conhecida como erva maldita.

Mas o Blog do Mello não vive só de críticas à direção do jornalismo da Globo. Por isso, generosamente, contribuo com a pesquisa de Kamel republicando postagem de 23 de maio de 2007 aqui do blog. Depois, volto.

Maconha não faz mal, o que faz mal é fumá-la

Pelo menos é o que afirma um estudo, publicado domingo numa matéria do Portal Terra:


Vaporizar folhas da cannabis ao invés de queimá-las pode liberar os ingredientes eficazes da droga de forma mais efetiva, mostrou um estudo piloto realizado na Universidade da Califórnia. Segundo o trabalho, essa forma de consumo evita as toxinas prejudiciais da maconha inaladas por meio do fumo. O resultado pode beneficiar o uso medicinal da droga.
Segundo a revista Nature, o pesquisador Donald Abrams e sua equipe decidiram investigar os benefícios do "Vulcão", um vaporizador comercialmente disponível nos EUA. O aparelho esquenta as folhas de maconha a uma temperatura que fica entre 180ºC e 200ºC sem que aconteça combustão. Esse processo libera o THC (tetrahydrocannabinol), o princípio ativo da maconha, em forma de óleo na superfície das folhas.
Estudos anteriores mostraram que as toxinas maléficas liberadas quando a maconha é queimada, como o monóxido de carbono e substâncias cancerígenas, não são produzidas por esses aparelhos. O estudo de Abrams foi o primeiro a comparar em humanos os efeitos do ato de fumar e de vaporizar a cannabis. "A vaporização é capaz de entregar de forma mais rápida o THC no fluxo sanguíneo", disse.
A maconha é utilizada principalmente para aliviar as dores de pacientes de esclerose múltipla e no tratamento do glaucoma, além de estimular o apetite em pacientes com aids e diminuir as náuseas para pessoas em processo quimioterápico. No entanto, segundo os médicos, fumar não é um bom método de fornecimento da droga por causa dos seus efeitos maléficos - ela pode causar câncer de pulmão e doenças do coração.

Quem não estiver acreditando, basta ir ao site da Nature e pagar para ler o estudo na íntegra. Muito embora eu acredite que boa parte de meus leitores esteja mais interessada é no tal “Vulcão”, o vaporizador utilizado no experimento.
Como o Blog do Mello também é serviço, fiz a pesquisa pra vocês. O produto chama-se Volcano, e este é o site de seu fabricante. Se desejar comprá-lo na internet, é só ir a este endereço. Custa 398 euros. Ou seja: o barato sai caro.



1. Se coloca el material vegetal triturado en la cámara de relleno.

2. El globo se infla con los vapores de los aromas y de los principios activos.



3. El sistema "clic" del VOLCANO: simplemente se introduce la boquilla o la cámara de relleno en la válvula ¡y listo!

4. Gracias a la válvula del globo es posible inhalar cómodamente los vapores.


"El Globo se infla", "válvula del Globo"... Será que é atrás disso que Kamel anda?

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Posted: 29 Apr 2011 07:48 AM PDT
Seja em suas páginas de papel ou na internet, todo dia a mídia corporativa, a tal “grande imprensa”, os jornalões e vejas da vida lhe pedem alguma coisa: querem que você envie uma foto de um acontecimento que presenciou, que dê sua opinião em enquetes, que escreva, que denuncie. Ou seja, que os ajude na pauta ou na cobertura das notícias. Tudo isso de graça.
No entanto, eles não lhe oferecem nada de graça. Você tem que comprar o jornal ou a revista nas bancas ou assiná-los. Tem que pagar ao provedor para ter acesso ao conteúdo online. Se não for assim, eles só lhe oferecem notícia velha, como pão dormido, que na internet não serve nem para embrulhar peixe.
Então, por que colaborar com eles de graça, se lhe cobram por tudo? Se você gosta de notícias, seja a mídia. Crie seu blog (é de graça e é facílimo) e espalhe pela internet suas fotos, suas reportagens e opiniões sobre o que lhe motiva.
Isto que você leu até aqui é trecho de uma postagem de 21 de janeiro de 2009, quando, além de incentivar a criação de mais blogs, eu denunciava o contrato draconiano que as Organizações Globo impunham ao incauto que se atrevesse a enviar material para o "Eu repórter". Se tiver interesse em ler aquela postagem completa, clique aqui.

Depois desta, ainda farei mais duas postagens: uma ensinando a criar um blog e outra a configurar um leitor de feeds. Espero que seja útil.

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30/4 - Blog do MELLO de 29/4/2011

BLOG DO MELLO


Posted: 29 Apr 2011 05:15 AM PDT
Desde que Ana de Holanda virou ministra da Cultura do governo Dilma e mandou retirar o selo do Creative Commons do site do ministério a blogosfera abriu uma guerra contra a ministra. Percebemos ali uma tentativa de retrocesso já no nascedouro, sinalizando que a ministra estava costeando o alambrado (como dizia Leonel Brizola) em direção às teses do Ecad. A ministra e o ministério nem deram bola.
Posted: 28 Apr 2011 01:40 PM PDT
Tem gente reclamando que estou monotemático e só desço o pau na Globo, como se eu tivesse alguma coisa contra a Globo. Resposta: Primeiro, não falo mal da Globo mas do jornalismo da Globo. Segundo: ela dá motivo. Agora, com licença, porque hoje é Dia da Sogra e eu vou falar bem da minha, embora esteja separado e a postagem seja de 2007. Mas meu sentimento por ela é o mesmo e eu não vou trocar
Posted: 28 Apr 2011 12:09 PM PDT
No final da tarde de terça-feira, seguranças do Metrô-Rio agrediram cidadãos e provocaram um verdadeiro tumulto na estação Botafogo. O RJTV da Rede Globo (cujo jornalismo é dirigido por Ali Kamel) mostrou reportagem com a denúncia. Confira e veja a truculência do Metrô, que vive com trens superlotados, deficiência no ar condicionado, superlotação e agora ainda partiu para agredir os usuários.

30/4 - Confissão

CONFISSÃO


- Padre, perdoa-me porque pequei (voz feminina)!

- Diga-me filha - quais são os teus pecados?

- Padre, o demônio da tentação se apoderou de mim pobre pecadora...

- Como é isso filha?

- É que quando falo com um homem, tenho sensações no corpo que não saberias descrever...

- Filha, apesar de padre, eu também sou um homem...

- Sim, padre, por isso vim confessar-me consigo.

- Bem filha, como são essas sensações?

- Não sei bem como explicá-las...neste momento meu corpo se recusa a ficar de joelhos e necessito ficar mais à vontade.

- Sério??

- Sim, desejo relaxar... o melhor seria deitar-me...

- Filha, deitada como?

- De costas para o piso, até que passe a tensão...

- E que mais?

- É como um sofrimento que não encontro palavras.

- Continue minha filha.

- Talvez um pouco de calor me alivie..

- Calor?

- Calor padre, calor humano, que leve alívio ao meu padecer...

- E com que frequência é essa tentação?

- Permanente padre. Por exemplo, neste momento imagino que suas mãos massageando a minha pele me dariam muito alívio...

- Filha?!

- Sim padre, me perdoa, mas sinto necessidade de que alguém forte me estreite em seus braços e me dê o alívio de que necessito....

- Por exemplo, eu?

- Sim padre, você é a categoria de homem que imagino poder me aliviar.

- Perdoa-me minha filha, mas preciso saber sua idade...

- Setenta e quatro, padre.

- Filha, vai em paz que o teu problema é reumatismo...

 

30/4 - A Doutrina do Choque



Filme-documentário baseado no livro-denúncia “A Doutrina do Choque - A Ascenção do Capitalismo de Desastre”, da pesquisadora e ativista política Naomi Klein.


Naomi Klein
É imperativo difundir este vídeo. Ponham nos vossos blogs, murais, mandem o link por mail, façam download. Primeiro caiu a Grécia, depois caiu a Irlanda, Portugal acabou de cair e a seguir é a Espanha. Para entender qual é o verdadeiro objetivo da consequência da entrada do FMI, é essencial ver este filme.



Este vídeo foi enviado por Beatrice e postado inicialmente por Diário Gauche

http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/04/doutrina-do-choque-ascencao-do.html

30/4 - 8 milhões de vagas em cursos de educação profissional

From: Beatrice

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29/04/2011
Governo vai oferecer 8 milhões de vagas em
cursos de educação profissional

Da Agência Brasil - 28/04/2011 - 17h15

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), lançado hoje (28) pela presidenta Dilma Rousseff, tem como meta oferecer 8 milhões de vagas, até 2014, na educação profissional para estudantes do ensino médio e trabalhadores que necessitam de qualificação. O programa prevê a ampliação das redes federal e estaduais de educação profissional, pagamento de bolsa formação para trabalhadores e estudantes, aumento das vagas gratuitas em cursos do Sistema S e a extensão do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para cursos técnicos.

As vagas serão oferecidas por instituições públicas e privadas e pelo Sistema S (Sesi, Senai, Sesc e Senac), em cursos presenciais e à distância. Promessa de campanha da presidenta, o programa foi pensado inicialmente como ferramenta para melhorar o ensino médio, ampliando a formação do aluno, em cursos profissionalizantes integrados ao ensino regular. Mas a iniciativa vai incluir também trabalhadores interessados em qualificação profissional.

Trabalhadores reincidentes no seguro-desemprego serão recrutados para participar de cursos profissionalizantes em instituições públicas ou do Sistema S. Eles serão orientados sobre o tipo de curso e a área em que podem se capacitar. Após a matrícula, a frequência do aluno será controlada e ele só receberá o seguro-desemprego se comparecer às aulas.

Já os alunos do ensino médio que quiserem combinar a escola com cursos profissionalizantes receberão uma bolsa formação caso não consigam uma vaga em instituição pública. O valor da bolsa vai variar de acordo com o curso escolhido. Os beneficiários serão definidos pelos sistemas estaduais de ensino e estudarão essencialmente em escolas do Sistema S. De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, serão ofertadas 3,5 milhões de bolsas formação nos próximos quatro anos.

O Pronatec também pretende atingir os beneficiários do Bolsa Família, que vão ser selecionados pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para cursos de formação em diferentes níveis, a partir da oferta disponível em cada município. Os cursos poderão ser voltados à alfabetização de adultos ou ao aperfeiçoamento profissional.

O projeto de lei que cria o Pronatec será encaminhado ao Congresso Nacional com pedido para tramitar em regime de urgência.

Edição: Vinicius Doria


[A rede castorphoto é uma rede independente tem perto de 41.000 correspondentes no Brasil e no exterior. Estão  divididos em 28 operadores/repetidores e 232 distribuidores; não está vinculada a nenhum portal nem a nenhum blog ou sítio. Os operadores recolhem ou recebem material de diversos blogs, sítios, agências, jornais e revistas eletrônicos, articulistas e outras fontes no Brasil e no exterior para distribuição na rede]

30/4 - OperaMundi de 29/4/2011

Opera Mundi
 
Boletim nº465 , 29 de Abril de 2011
 
Em resolução proposta pelos EUA, órgão condena a repressão dos protestos na Síria e decide o envio de uma missão de investigação ao país árabe. Foram 26 votos a favor, nove contra e sete abstenções.
leia na íntegra

Emergentes já começam a delinear um modelo de economia verde, diz Pnuma
Brasil se destaca na América Latina e pode catalisar crescimento regional
Sindicatos querem revogar mandato de vice-presidente boliviano
Humala e Keiko estão tecnicamente empatados no Peru, segundo pesquisa
ONU: situação na Costa do Marfim ainda não está resolvida
Espanha divulgará mapa de cemitérios clandestinos da ditadura na semana que vem
Exército colombiano localiza vala comum com dez corpos em Medellín
Príncipe William e Kate Middleton casam-se em Londres
ARTIGO: Amar É... William e Kate se casaram nus! (ironia é quase humor)
ARTIGO: Mianmar continua sendo uma ditadura militar em tudo, menos no nome
CHARGE: Reconciliação palestina na mira
HOJE NA HISTÓRIA: 1968 - Musical Hair estreia na Broadway
Conheça o Operaleaks, blog da cobertura especial do Wikileaks
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30/4 - Partidos em Crise (Marcos Coimbra)

CartaCapital n˚ 644
Partidos em Crise por Marcos Coimbra

Se há uma coisa com a qual todo mundo concorda quando se discute política é que os partidos são fundamentais na democracia. Até existem partidos em países não democráticos (como as legendas únicas de ditaduras à esquerda e à direita), mas não há democracias sem eles.
No Brasil, os partidos nunca encontraram, porém, ambiente propício para se enraizar e se desenvolver. Em nossa história, sempre tenderam a ser breves, pouco presentes na vida social e vistos com desconfiança.
Também pudera. Saímos de um regime de limitada participação no Império para uma República onde as restrições continuavam imensas. Nosso eleitorado era pequeno e decidia a respeito de poucas coisas. Tudo de relevante se resolvia na confabulação da elite.
Atravessamos os 50 anos entre a Revolução de 1930 e redemocratização de uma ditadura a outra. A cada mudança, os partidos existentes eram extintos e criavam-se novos. Seria querer demais que estabelecessem vínculos profundos com a sociedade.
Os que surgiram em 1945 duraram apenas 20 anos, mas foram os que mais marcaram nossa vida política. Até pouco tempo atrás, ainda era possível encontrar pessoas que se identificavam mais com eles do que com os atuais. PSD, UDN e PTB, ao lado de outras legendas menores ou regionais, ainda estão presentes nas referências de nossa cultura.
Nenhum morreu de morte natural, causada pela perda de representatividade ou pelo desinteresse dos eleitores. Em sinal paradoxal de respeito, os militares os extinguiram por Ato Institucional específico, como que reconhecendo sua importância e o quanto poderiam representar de obstáculo ao modelo de sistema político que queriam implantar.
Por que será que a democracia pós-redemocratização não conseguiu produzir organizações partidárias semelhantes? Este já é o mais longo período com democracia contínua que tivemos. Onde estão os partidos que expressam o Brasil de hoje?
Só temos certeza de um: o PT. É o maior (em termos de simpatia popular e número de militantes), o mais organizado (com vida interna estruturada e dinâmica), o mais bem-sucedido (com um terceiro mandato presidencial sucessivo) e o mais nacional (com presença expressiva em municípios e comunidades do país inteiro) de todas as legendas que existiram em nossa história.
Por que só o PT? Por que não surgiu algo equivalente ou parecido em nenhum outro lugar do espectro ideológico? É evidente que nem todos os brasileiros são petistas. A se crer nas pesquisas, a maioria, aliás, não é. Então, por que nenhum veio ocupar o vazio existente?
Neste início de governo de Dilma Rousseff, os partidos de oposição atravessam sua pior crise. Ao contrário do que se falou logo após a eleição de 2010, quando houve quem dissesse que os resultados mostravam que era grande o sentimento oposicionista no País, estão confusos, desnorteados, em conflitos internos.
O DEM, sucessor da velha Arena criada pelos militares, parece um doente em fase terminal. Que futuro pode ter um partido incapaz de resistir ao assédio de alguém da importância política de Gilberto Kassab? Qualquer um vê o dedo de José Serra por trás desse PSD de agora, mas não deixa de ser lamentável a trajetória da antiga Frente Liberal. Hoje, o melhor destino para os que restarem será a incorporação ao PSDB.
Esse, cindido por brigas internas irreconciliáveis, perde filiados históricos e não consegue se desvencilhar de lideranças que o prendem ao passado. Anda tão mal que seu principal intelectual propõe que invente alguém para representar. Sem o “povão” que lhe deu as costas. Fernando Henrique Cardoso sugere ao partido tornar-se porta-voz das “novas classes médias”. Como se os partidos primeiro existissem e depois fossem à procura de quem os quer.
É possível que só tenhamos um PT pela simples razão de que só ele foi um partido que nasceu na sociedade, se organizou aos poucos e cresceu ao atrair gente comum. Se houve um partido, em nossa história, que se desenvolveu de baixo para cima, foi ele. Não é apenas isso que explica seu sucesso, mas é onde começa.
Dizendo o óbvio: o PT é forte por estar enraizado na sociedade. Os outros estão em crise por lhes faltar o “povão”.

30/4 - Dilma manda "Bolsa Vagabundagem" para a escola

From: Beatrice
Publicado em 29/04/2011
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Ela se preocupa com a porta de entrada
Saiu na Folha(*):

MÁRCIO FALCÃO
BRENO COSTA
ANGELA PINHODE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira que o Pronatec (Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica) será uma porta de saída para os beneficiários do Bolsa Família.

Ao lançar o programa que prevê 8 milhões de oportunidades –entre vagas em cursos e bolsas de estudo– para estudantes do ensino médio e jovens trabalhadores até 2014, Dilma afirmou que o Brasil precisará de mão de obra qualificada para enfrentar o novo ciclo de desenvolvimento.

“Também haverá a unificação do Bolsa Família e o Pronatec, assegurando a quem recebe o Bolsa Família a oportunidade de uma formação e capacitação profissional. O Pronatec vai ser fator de organização da oferta de capacitação profissional. [...] Esse programa vai muito além do ensino médio”, disse.

A ideia do governo é que parte dos mais de 11 milhões de beneficiários do Bolsa Família faça cursos de capacitação.

Ao lado do ministro Fernando Haddad (Educação), Dilma anunciou que até 2014 serão construídas mais 200 escolas técnicas, sendo que 80 serão entregues no início do ano que vem.

Dilma lembrou que o país conquistou o posto de 7ª economia mundial e que está perto do pleno emprego. Afirmou também que é preciso dar um salto de qualidade no potencial humano brasileiro.

A presidente, no entanto, reconheceu que o país enfrenta problemas com a qualificação da mão de obra e disse que esse será um de seus principais desafios a serem enfrentados.

“Em alguns casos faltam mão de obra qualificada e em outros sobram mão de obra sem qualificação necessária para a indústria, para o comércio”.

Entre as ações do Pronatec está a expansão do Fies (programa de financiamento estudantil) da graduação para cursos técnicos. Esse mecanismo permite que o aluno estude em instituições privadas e só pague as mensalidades depois de se formar.

Outra frente é a expansão das escolas do Sistema S, que reúne entidades como Sesc, Sesi e Senai, por meio de uma linha de financiamento do governo.

Além de alunos do ensino médio, trabalhadores da ativa e beneficiários do seguro-desemprego também estão entre o público-alvo do projeto.
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Como se sabe, a mulher do Padim Pade Cerra, durante a campanha de 2010, entrou para a História com duas intervenções:
Quando deu a entender que a presidenta era a favor da prática indiscriminada do aborto (embora não condenasse abortos praticados no Chile);
E, quando, inspirada no Grande Extadista (revisor, é com x mesmo) Agripino Maia associou o Bolsa Família à vagabundagem.
A urubóloga e os demais colonistas (**) do PiG (***) sempre se preocuparam muito com a porta de saída do Bolsa Família.
O notável homem público Patrus Ananias disse numa entrevista a este ansioso blogueiro que lamentavelmente eles não pareciam preocupados com os trágicos motivos que levavam à porta de entrada.
Ou seja, a miséria.
Como se sabe, durante a gloriosa campanha, Serra disse que era dele a ideia do Pronatec.
Assim como o genérico e o programa da Aids, o Pronatec não é dele.
É do Tony Palocci.
Agora, a presidenta vai criar 8 milhōes de vagas até 2014 para os brasileiros que vão contribuir com o “novo ciclo de desenvolvimento”.
O compromisso da presidenta é com o ” povão” .
O do adversário é com o Papa, o aborto e a Chevron.
O que não é pouco.

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/04/29/dilma-manda-bolsa-vagabundagem-para-a-escola/?

Paulo Henrique Amorim



(*)
Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


[A rede castorphoto é uma rede independente tem perto de 41.000 correspondentes no Brasil e no exterior. Estão  divididos em 28 operadores/repetidores e 232 distribuidores; não está vinculada a nenhum portal nem a nenhum blog ou sítio. Os operadores recolhem ou recebem material de diversos blogs, sítios, agências, jornais e revistas eletrônicos, articulistas e outras fontes no Brasil e no exterior para distribuição na rede]

30/4 - VALE entra em Belo Monte. Bye-bye Agnelli

From: Beatrice
Publicado em 28/04/2011
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Agnelli é apaixonado por minério de ferro
Saiu na manchete do Globo online:

Vale entra no capital da usina hidreletrica de Belo Monte
(aquela que a urubóloga, o PiG (*) e o James Cameron querem detonar – PHA)


RIO – Menos de um mês depois de anunciar a mudança na presidência, o Conselho de Administração da Vale aprovou a a aquisição de até 9% do capital da Norte Energia, consórcio que construirá a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A Norte Energia (Nesa) tem como objetivo exclusivo a implantação, operação e exploração da usina de Belo Monte.


Para entrar no consórcio, a mineradora adquirirá a parcela detida pela Gaia Energia e Participações S.A (Gaia), e reembolsará a Gaia, do grupo Bertin que deixa o projeto, pelos aportes de capital realizados assumindo os compromissos de aportes futuros, num total estimado em R$ 2,3 bilhões, considerando que o custo total o projeto é de R$ 25 bilhões. A construção da usina, no rio Xingu, é alvo de polêmica e protestos e já recebeu manifestações contrárias até da Organização dos Estados Americanos (OEA).


Apesar da saída do atual presidente Roger Agnelli ter sido resultado de confrontos do executivo com o governo, que quer a empresa contribua mais para resolver problemas do país, o diretor-financeiro da Vale, Guilherme Cavalcante, garantiu que a entrada da companhia ee Belo Monte não resultou de qualquer influência política.


(…)

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Como se sabe, o Roger Agnelli, que a urubóloga chamava de Roger, só gosta de minério de ferro.

Com a demissão sumária dele, depois de prantos convulsos do PiG (*), a Vale retoma a vocação prevista por Vargas : servir ao Brasil.

E, não, o oposto.

Paulo Henrique Amorim



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

[A rede castorphoto é uma rede independente tem perto de 41.000 correspondentes no Brasil e no exterior. Estão  divididos em 28 operadores/repetidores e 232 distribuidores; não está vinculada a nenhum portal nem a nenhum blog ou sítio. Os operadores recolhem ou recebem material de diversos blogs, sítios, agências, jornais e revistas eletrônicos, articulistas e outras fontes no Brasil e no exterior para distribuição na rede]

30/4 - O que o IBGE descobriu

repassando...


Gláucia Teixeira Chaves


--- Em sex, 29/4/11, Mario Antonio <mmjunior75@gmail.com> escreveu:
Faltou dizer que as familias da maioria dos domicílios sobrevivem com menos de um salário mínimo! A unica novidade para quem freqüenta as ruas de olhos abertos - e não com a boca aberta! - e não os gabinetes é que o censo apenas confirmou os dados do Ipea. Se essa é a tão festejada classe média, não quero nem imaginar como sobrevivem os miseráveis!!!



Em 29 de abril de 2011 15:02, <ricbambambam@uol.com.br> escreveu:
29/04/2011 - 10h00

Brasileiro ficou mais velho e menos branco; população teve menor crescimento da série histórica

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo
A população brasileira cresceu, ficou menos branca, um pouco mais masculina e envelheceu. Nos últimos dez anos, houve um aumento vertiginoso do número de moradias, dos consumidores com energia elétrica e das casas com distribuição de água. Evoluímos, embora 730 mil pessoas ainda precisem de acesso a luz e 4 milhões de casas não tenham água tratada. Os dados fazem parte do Censo Demográfico 2010 e foram apresentados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

População brasileira:

  • 190,7 milhões

    é o tamanho da população brasileira em 2010
     
  • 600 mil

    é o número de crianças sem certidão de nascimento
     
A educação também melhorou, mas não o que era esperado. O nível de analfabetismo do brasileiro passou de 12% em 2000 para 9,6% agora, mas o país não conseguirá cumprir a meta de Dakar, estabelecida dez anos atrás no Fórum Mundial de Educação, que pretendia baixar para 6,5% o percentual de pessoas que não sabem ler ou escrever.
Um dado que chamou a atenção foi o de que menos da metade da população se declarar branca. É a primeira vez que isso acontece no Brasil. Ao todo, 91.051.646 habitantes se dizem brancos, enquanto outros 99.697.545 se declaram pretos, pardos, amarelos ou indígenas. Os brancos ainda são a maioria (47,33%) da população, mas a quantidade de pessoas que se declaram assim caiu em relação a 2000. Em números absolutos, foi também a única categoria que diminuiu de tamanho. 
Já as mudanças na estrutura etária foram substantivas ao longo dos anos. Segundo o levantamento, de 1990 para cá, por conta da queda da mortalidade e dos níveis de fecundidade, houve um aumento constante no número de idosos e uma diminuição significativa da população com até 25 anos.
Até a década de 1940, predominavam os altos níveis de fecundidade e mortalidade. Dez anos depois, o Brasil viu sua população aumentar quase 35%, com um crescimento de cerca de 3% ao ano, maior aceleração já registrada. Na década de 1960, o nível de fecundidade começou a cair e, desde então, a população vem crescendo mais lentamente.
Na comparação com o censo passado, feito em 2000, a população brasileira cresceu 12,3%, uma média de 1,17% ao ano, a menor taxa da série histórica. Hoje, somos 190.755.799 brasileiros.
O crescimento, porém, não foi uniforme. No Amapá, a população quadruplicou nos últimos 30 anos, enquanto o Rio Grande do Sul, Estado que teve menor crescimento do país, vê sua população praticamente estagnar. Os menores municípios foram os que perderam mais moradores e os maiores foram os que mais ganharam --mais de 60% daqueles com menos de 2.000 habitantes em 2010 apresentaram taxa de crescimento negativa.
Nas zonas urbanas, o Brasil acumulou mais 23 milhões de habitantes, duas vezes a população da cidade de São Paulo, o que desperta temores de um saturamento das estruturas.
São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador continuam sendo os municípios mais populosos. Belo Horizonte, que era o quarto mais populoso em 2000, passou para o sexto lugar, Manaus pulou do nono lugar para sétimo, enquanto Brasília subiu do sexto para quarto posto no ranking. Porto Alegre foi o que teve menor crescimento.
Amapá, Roraima, Acre, Amazonas e Pará, todos na região Norte, foram os que tiveram maior expansão no número de habitantes. Surge um movimento migratório importante, de ocupação de um território historicamente esvaziado, a partir da expansão das indústrias madeireira, pecuária, de mineração e extrativa.
Não por acaso, Norte e Centro-Oeste foram as duas únicas regiões onde as populações rurais aumentaram. Em âmbito nacional, 2 milhões de pessoas deixaram o campo entre 2000 e 2010, mas na última década o êxodo rural caiu pela metade.
E, apesar de ainda ter a menor densidade populacional, o Norte possui a maior média de moradores por domicílio: em média, quatro pessoas por casa. Dos 57,3 milhões domicílios existentes no Brasil, apenas 6,9% ficam na região, contra 44% do Sudeste e 26% do Nordeste. Mesmo assim, houve um aumento de mais de 41% no número de habitações dos Estados do Norte entre 2000 e 2010.
A expansão das moradias é um fenômeno importante que foi revelado pelo último Censo. Houve um aumento de quase 28% nos domicílios na década, mais que o dobro do crescimento da população brasileira no mesmo período.
O Censo 2010 registrou 9% dos domicílios particulares vagos, sendo que as regiões Nordeste (10,8%) e Centro-Oeste (9,1%) apresentam os maiores percentuais.

COMPARE O CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA 1872-2010

30/4 - De trem bala a Maria Fumaça (Laerte Braga)

DE TREM BALA A MARIA FUMAÇA


Laerte Braga


“Caranguejo não é peixe/caranguejo peixe é/caranguejo só é peixe lá na enchente da maré....” Canto folclórico que cabe com precisão à política externa da presidente Dilma Roussef. O contrário do Peixe Vivo, que via de regra era cantado para homenagear o mineiro JK. “Como pode o peixe vivo viver fora d’água fria/como poderei viver/sem a tua companhia”.

O ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, governo Lula, Celso Amorim, publicou um artigo numa revista nos EUA.  AMERICA’S QUARTELY, onde afirma que o Brasil poderia ser o principal mediador da crise entre os países árabes e os Estados Unidos.

Amorim tece considerações sobre a política externa do governo Lula, reafirmando a condição de um dos maiores defensores do grupo de países chamados emergentes.

Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães, o ex-secretário de Assuntos Estratégicos e um diplomata de prestígio internacional (além de Amorim, lógico, eleito ano passado o sexto formulador político mais influente do mundo) foram substituídos no governo Dilma Roussef por Anthony Patriot (Itamaraty e pasmem-se sempre, o inacreditável Wellington Moreira Franco, múmia corrupta e embolorada do PMDB).

E Dilma é do mesmo partido de Lula, foi escolhida por Lula para dar continuidade aos avanços obtidos em seu governo, mas entre tentar o trem bala prefere voltar aos tempos neoliberais de Maria Fumaça.

Vai, entre outras coisas, privatizar os aeroportos brasileiros.

Não imagino que se transformou presidente por outra razão que não aquela dita por Delfim Neto, dois anos antes das eleições de 2010 – “Lula elege até um poste” –. É evidente que o ex-presidente não imaginou isso e Delfim apenas procurou dar a dimensão do prestígio do então presidente. Nem Dilma é um poste, do contrário não estaria caindo nas mãos dos grupos mais conservadores da política brasileira e levando o seu partido, o PT, para o espaço anteriormente ocupado pelo PSDB, o social democrata. Isso a despeito da resistência de boa parte da sua militância, mas em cumplicidade com a cúpula nacional, uma espécie de Politburo às avessas.

O problema deve ser oftalmológico. Falta de visão política, burocratês com características de brabeza como se isso venha a significar alguma coisa que não retrocesso.

E olha que ao longo de seu governo Lula se viu na contingência de fazer várias concessões para evitar o pior, as bombas de efeito retardado deixadas pelo PSDB, precisamente por FHC.

Privatizar aeroportos era um dos itens da campanha de José Serra.

Já a Maria Fumaça não. É escolha de Dilma. Com certeza, no último debate da campanha presidencial ouviu José Serra dizer que o trem bala era uma loucura, um disparate.

Só pode. 

O artigo do ex-chanceler Celso Amorim é um primor de lucidez ao tecer comentários sobre a política externa que comandou por oito anos, ao mostrar o saldo que legou ao País, o de poder andar de pé e não tirar os sapatos diante do mundo em nenhuma circunstância e no resgatar essas características básicas de uma política externa independente.

“Talvez uma visão menos maniqueísta e mais sutil da realidade, como demonstrada pelos Brasil e por outros países sul-americanos, seria útil para iniciar um novo diálogo com os Estados Unidos – refere-se aos países árabes –. “Não seria o momento de utilizar as boas relações do Brasil e de outros países sul americanos com o mundo árabe para iniciar um novo diálogo”? É a pergunta que Amorim faz.

Com a visão que ministros são como os sargentões que filmes e quadrinhos mostram o governo Dilma Roussef entregou a política externa a um embaixador que a despeito de qualidades que possa ter, não tem a estatura que o Brasil exige neste momento. E à própria presidente, lhe falta essa dimensão.

Estamos silentes diante de uma crise grave nos países árabes, de uma ação estúpida da OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE – na Líbia (destruindo um país pelo controle do petróleo) e um silêncio que grita escancaradamente pela paz, por negociações, mas o Brasil de Dilma resolveu que vai ser pequeno e jogar fora o patrimônio construído por Celso Amorim.

O ex-ministro deu o exemplo do acordo obtido pelo governo anterior e o governo turco com o Irã, evitando e frustrando planos guerreiros dos EUA – são uma nação falida, uma federação extinta, um conglomerado terrorista – e que espantou o mundo e o próprio governo de Obama, levando a secretária de Estado Hilary Clinton, diante de falta de argumento que caracteriza os primitivos a declarar, frustrada com o trabalho de Amorim e dos governantes turcos em favor da paz, a dizer que não acredita no Irã. Isso depois de ter imposto duas condições e o Irã tê-las aceito no acordo.

O “negócio” para os EUA é o grande “negócio” da guerra, onde envolvem outros países, sobretudo da falida Comunidade Européia – embasbacada com a suntuosidade medieval de um casamento da casa real da “Micro Bretanha” (definição perfeita de Milton Temer) e aqui, Dilma começa a ceder ao canto das sereias tucanas e privatistas, assume parte do programa de José Serra e já conversa nos bastidores sobre a presença – “colaboração” é como chamam – de forças militares do Brasil (no duro mesmo à falta de guardas de trânsito no Haiti, serviços assim) em países da África.

A divisão dos custos da guerra.

Há necessidade de reação a esse espírito autoritário e ao caráter marqueteiro da presidente (com ampla cobertura da mídia privada que apoiou Serra), independente de um outro ponto positivo de seu governo, mas estamos, definitivamente, deixando de ser trem bala, para sermos Maria Fumaça.   

O que Celso Amorim construiu e chama de “crescente influência do Brasil” está se desmoronando e vai acabar em “crescente subserviência do Brasil”, um retrocesso sem tamanho em nossa política externa.

Os laços de integração latino-americana  estão sendo deixados de lado e o delírio do governo Maria Fumaça resfolega na subida de uma montanha sem tamanho que termina num abismo onde os brasileiros terão um preço alto a pagar.

E já vai a VALE entrar na monstruosidade que chamam Belo Monte. Ou no código florestal do deputado do PC do B Aldo Rebelo e dos latifundiários brasileiros em parceria inédita, que chegou a despertar reação em deputados do próprio partido da presidente.

Como está Dilma vai precisar de muita lenha para que a locomotiva que tenta puxar o vagão não volte ao ponto de partida.