quinta-feira, 30 de junho de 2011

30/6 - POLÍCIA FEDERAL: Recall de PASSAPORTES (Utilidade Pública)


Recall de passaportes Polícia Federal

Postado dia 18/06/2011
Recall de passaportes Polícia Federal
A Polícia Federal anunciou esta semana uma lista que contém a numeração de mais de onze mil passaportes que apresentam um erro no chip onde estão gravados os dados do portador. De acordo com o órgão mais da metade dos documentos que possuem erro já foram substituídos, os demais estão sendo modificados. Os próprios agentes da Polícia Federal estão entrando em contato com os portadores dos passaportes em questão para programar a substituição, que deve acontecer nos mesmos locais onde os passaportes foram emitidos.
A falha no chip está presente em todos os documentos emitidos entre os dias 2 de março e 6 de abril e deve ter ocorrido na confecção dos passaportes na Casa da Moeda, órgão responsável pela confecção de cédulas e documentos oficiais vinculado ao Ministério da Fazenda. As causas ainda não foram bem apuradas, mas já sabemos que ocorreram depois que o software que insere os dados no chip não reconheceu sinais gráficos, gerando todo esse transtorno.
Os portadores de passaportes com esse erro pode encontrar problemas na leitura eletrônica dos chips realizada em aeroportos, portos e postos de fronteira que possuem os leitores de dados. Tendo em vista a identificação e divulgação do problema, a Polícia Federal garantiu que ninguém será prejudicado caso precise viajar antes de efetuar a troca.
Desde o mês de Fevereiro deste ano, os novos passaportes começaram a ser emitidos em todo país. O novo modelo do documento possui um chip que traz o nome, nacionalidade, data de nascimento e alguns dados biométricos como fotografia e impressões digitais do portador. O chip não a única novidade do documento eletrônico que também possui outros dispositivos de segurança, marca d’água, fundo invisível, fio de segurança, fio de costura composta por três fios de alta qualidade e tinta opticamente variável, são alguns deles. Acesse o site abaixo e confira se o seu passaporte faz parte da lista divulgada pela Polícia Federal.
Site: http://estaticog1.com/2011/PassDPF.pdf

30/6 - Revoluções no Oriente

FONTE:jdblinder@yahoo.com.br
Revoluções no oriente
A questão central em todo o Oriente Médio (OM) não é e nunca foi religiosa. Os conflitos são essencialmente políticos. São disputas territoriais, coloniais, por recursos energéticos e hídricospor Lejeune Mirhan*
 
Os árabes são uma civilização com milhares de anos de existência. Vivem na Península Arábica e na região da Palestina e Babilônia e seu legado é imenso. Pelo menos desde o ano de 630 da nossa era, os árabes construíram um império, decorrente da força da religião que Mohamed – ou Maomé, como é conhecido no Ocidente – fundou, que é o islã.
 
Os árabes em todo o mundo se encontram espalhados por 21 países, mais a Palestina (ocupada por Israel) e a República Sarauí (ocupada pelo Marrocos). A Liga dos Estados Árabes, fundada em 1945 no Cairo, aceita a Palestina como membro, sendo integrada assim por 22 Estados-membros. São oito monarquias absolutistas (ou petromonarquias, ou “monarquias americanas”, ou apoiadas pelos EUA) e 13 “repúblicas” (de fachada, pois na prática são ditaduras).
 
As potências vencedoras da Primeira Guerra Mundial em 1918, a Inglaterra e a França, colonizaram praticamente todos os países da região do Oriente Médio (OM) e do Norte da África (conhecido como Magrebe). Interessante observar como as fronteiras entre esses países são retas, como se fossem divididas por riscos feitos com lápis num mapa da região. As “independências”, por assim dizer, iniciaram-se em 1922 (no caso do Egito) e foram concluídas em 1977 (com o Djibuti*).
 
Djibuti » O pequeno país, localizado no nordeste da África, sobrevive da crise no Oriente Médio à medida que lucra com a ocupação local por equipes humanitárias e bases militares. Mas sua renda per capita é inferior a US $ 1.000 anuais
Os árabes somam 347 milhões de pessoas em todo o mundo ou 5,18% da população mundial. A soma de todos os PIBs de seus países chega a US$ 2,477 trilhões, ou apenas 4% de todo o PIB mundial. No entanto, com relação às reservas de petróleo, os países árabes detêm 685,11 bilhões de barris, ou exatos 50,81% das reservas mundiais (veja quadro Dados Econômicos e Populacionais dos Países Árabes).Por fim, com relação à produção diária de óleo, esses países produzem todos os dias 22,967 milhões de barris, o que significa 27,26% da produção total no mundo, que é de 84,24 milhões de barris/dia (b/d) . Esses dados são aqui apresentados porque o conflito existente no OM guarda uma relação direta com a estratégia de controle dessa fonte de energia (que não é renovável). Sabese que não há como o mundo substituir a sua dependência do petróleo e gás natural pelos próximos 30 ou mesmo 50 anos.
 
Os Estados Unidos consomem todos os dias 19,497 milhões de barris, mas produzem apenas 7,27 milhões de barris, ou 37,42%. Dessa forma, precisam importar todos os dias 12,22 milhões de barris, que vêm em boa parte de países árabes. Apesar de toda a propaganda neoliberal em todo o mundo em defesa das privatizações, as dez maiores empresas petrolíferas continuam sendo estatais (veja quadro Maiores Empresas Petrolíferas do Mundo – Reservas e Produção).
 
A soma de todos os PIBs dos países árabes chega a US $ 2,477 trilhões, ou apenas 4% de todo o PIB mundial. Já as reservas de petróleo somam 50,8% do total mundial do recurso
 
Os maiores países ocidentais não são produtores de petróleo. Os casos mais marcantes são o do Japão, que precisa todos os dias de 5,57 milhões de barris, a Alemanha necessita de 2,677 milhões de b/d, a Coreia (do Sul) 2,061 milhões de b/d, a França 2,06 milhões de b/d, a Itália 1,874 milhão de b/d e a Espanha, de 1,537 milhão de b/d (veja Quadro Países Não Produtores de Petróleo).
 
Os maiores exportadores de petróleo do mundo, com valores em milhões de barris por dia (b/d), pela ordem, são: Arábia Saudita (8,651), seguida por Rússia (6,65), Noruega (2,542), Irã (2,519), Emirados Árabes (2,515), Venezuela (2,203), Kuwait (2,146), Argélia (1,847), Líbia (1,525) e Iraque (com 1,438) (veja Quadro Países Exportadores de Petróleo). Por esses dados, vê-se que os países árabes exportam todos os dias 18,122 milhões de barris. Se agregarmos o Irã, país persa com linha política anti-imperialista, esse número eleva-se para 20,641 milhões de b/d. Daí a estratégia imperialista de controle da região.
 
As maiores empresas petrolíferas privadas são ExxonMobil (EUA), ChevronTexaco (EUA), Shell (Holanda), British Petroleum (Inglaterra), Total (França) e ConnocoPhilips (EUA). Todas elas, juntas, empregam 514 mil trabalhadores e faturam por ano US$ 1,697 trilhão. No entanto, respondem por apenas 10% de toda a reserva de petróleo do mundo (veja quadro Seis Irmãs das Indústrias de Petróleo).
 
Por fim, é relevante destacar a questão do islã. Hoje existem no mundo 1,6 bilhão de muçulmanos praticantes (dos quais 1,4 bilhão é sunita e apenas 200 milhões são xiitas). Não devemos confundir “muçulmanos” com árabes. Nem todo muçulmano é árabe e nem todo árabe é muçulmano. Apenas 8% dos árabes não são muçulmanos (27,76 milhões; geralmente cristãos cooptas ou ortodoxos; católicos são residuais). Em termos mundiais, apenas 19,95% dos muçulmanos no mundo todo são árabes (um em cada cinco).
Panorama da Revolução Árabe
1. Obama perde nesse processo. Seu discurso no Cairo em julho de 2009, estendendo a mão aos muçulmanos, provou-se uma farsa. Não deu passo algum para respeitar os muçulmanos e os árabes em geral. Insiste em classificar partidos políticos como o Hamas e o Hezbolláh como “terroristas”, e não são. Vai se antagonizando com mais de 1,6 bilhão de muçulmanos de todo o mundo.
2. Os novos governos árabes não serão tão subservientes com os norte-americanos. O que tanto os Estados Unidos sempre tiveram pavor poderá acontecer, que é a participação, com destaque, da Irmandade Muçulmana nos governos árabes. Os países tendem a se afastar da órbita da Otan, da União Europeia e mesmo dos Estados Unidos.
3. Israel poderá sair derrotado. Perdeu seu discurso de que o maior inimigo é o Irã, que este precisaria ser derrotado e bombardeado e que seu programa nuclear visa à construção da bomba atômica. Terá de voltar à discussão do Estado Palestino.
4. Um novo Oriente Médio será construído . Deverá crescer a democracia, os partidos terão maiores liberdades, bem como a imprensa. Eleições gerais devem ocorrer em curto prazo no Egito e na Tunísia. O OM nunca mais será o mesmo depois desse imenso tremor político ocorrido.
5. O islã não é a solução. Dificilmente veremos um Egito, uma Tunísia ou qualquer outro país árabe como repúblicas islâmicas. Os países seguirão sendo laicos em toda a região, tal qual o Iraque e a Síria sempre foram.
6. O Irã se fortalece no OM. Por razões diversas, mas em especial por sempre ter apoiado a causa palestina e todos os movimentos revolucionários antiamericanos na região. Ainda pelo fato de que vem enfrentando, quase que sozinho, o império norte-americano na sua defesa pela soberania, independência nacional e pela condução de seu programa nuclear para fins pacíficos.
7. Crescerá o nacionalismo árabe. Fundado por Gamal Abdel Nasser, poderá ganhar papel preponderante. Esse nacionalismo defende a soberania e a independência dos países árabes, respeito aos direitos de seu povo e solidariedade ao povo palestino. A esquerda poderá crescer.
8. Modelo neoliberal em xeque. Difícil que os rumos da revolução árabe substituam o modelo capitalista pelo socialismo. No entanto, encontra-se em xeque o modelo de capitalismo financeiro denominado neoliberal.
9. Mitos e “teorias” que caíram por terra. Pelo menos dois. Que as redes sociais da internet e os celulares foram os responsáveis pela revolução árabe. Apenas 20% da população egípcia tem acesso à internet (em outros países, ainda menos) e apenas um terço possui celulares. Que não houve líderes e o processo foi espontâneo. Lideranças ficarem ocultas ou não serem famosas não significa ausências de líderes. Quanto às “teorias”, pelo menos duas esfumaçaram-se: a de Francis Fukuyama (O Fim da história) e a de Samuel Huntington (Choque de civilizações). A de Fukuyama já estava desmoralizada há uma década. Agora se enterra de vez a de Huntington.
10. Crise e declínio do s Estados Unidos. Os EUA sofrem maior aprofundamento e desestabilização em seu processo de declínio de sua posição hegemônica no sistema de relações internacionais com a presente Revolução Árabe, que tem sentido democrático, popular e anti-imperialista.
De uma coisa temos certeza: a democracia se constrói pela soberania de um povo. Os EUA passaram anos afirmando que levariam a “democracia” para o OM . “Durante nove anos os EUA forçaram uma porta, que só se abre para fora. E mais. Essa porta só se abre por vontade própria. Os acontecimentos das últimas semanas demonstraram com clareza que não apenas partes importantes do OM estão prontas para a mudança, mas também esse impulso vem de dentro”, afirmou o professor de Relações Internacionais da Universidade de Boston Andrew Bacevich. Cem por cento de acordo.
 
A história recente dos levantes
Certa vez, perguntaram para Chu En Lai, um dos líderes da Revolução Chinesa de 1949, o que ele achava da Revolução Francesa de 1789. Tal pergunta foi feita no início dos anos 1970. A sua resposta, como bom chinês, foi: “ainda é cedo para dizer”1. Danton, líder dessa revolução, dizia: “precisamos de audácia, mais audácia e sempre audácia”. É verdade. Ele foi guilhotinado e quem o guilhotinou também morreu dessa forma. São as idas e vindas de uma revolução. Depois disso veio Napoleão (1800), a Restauração (1814), a Revolução de 1848 (que incendiou parte da Europa), a Comuna de Paris (em 1871). Por isso é muito prematuro formar uma opinião mais completa do processo revolucionário em curso no mundo árabe.
 
Cabe aqui, no entanto, um pequeno histórico do processo. Os levantes populares em curso no OM tiveram seu início, de forma inesperada, com o caso do jovem de 26 anos Mohamed Bouazizi, um vendedor de frutas ambulante com formação universitária. Inconformado com o fato de a polícia corrupta ter-lhe tomado seu carrinho, que era seu ganha-pão, por ele não aceitar pagar propinas, decidiu atear fogo ao seu corpo em frente ao palácio presidencial onde governava, desde 1988, o ditador Zine Abdine Ben Ali. Isso ocorreu em 15 de dezembro de 2010. A partir desse momento, até a queda do regime em 16 de janeiro, transcorreram 32 dias de grandes manifestações.
 
A polícia atacou com fúria a multidão diariamente que, de peito aberto, a enfrentou. O ditador – chamado pela imprensa internacional durante todos esses anos de “presidente” por ser amigo de Washington – fugiu em debelada com sua família e, dizem, com mais de cem malas carregadas de ouro e dólares.
 
Sabe-se que não há como o mundo substituir a sua dependência do petróleo e gás natural pelos próximos 30 ou mesmo 50 anos. E os governos longevos e ditatoriais garantem a estratégia norteamericana de domínio do fluxo na região dos países árabes
 
Em todos os 22 países árabes temos a presença de governos longevos. Ou são monarquias absolutistas ou são ditaduras disfarçadas de democracias, onde a cada cinco ou seis anos, fazem-se “eleições” farsescas, fraudulentas para tentar legitimar ditadores amigos dos Estados Unidos. Desta forma, garantem ao império norte-americano a defesa de seus interesses nessa estratégica região, em especial a garantia do fluxo de petróleo para a América, a passagem dos seus navios petroleiros e cargueiros pelo Canal de Suez e pelo Estreito de Ormuz no Golfo.
 
Há também a questão estratégica da defesa incondicional por parte dos EUA, do Estado sionista de Israel. “No caso da política de Obama para o OM, são cegos guiando um cego e cegos aconselhando um cego no salão oval da Casa Branca”2, afirmou em seu blog a escritora e jornalista inglesa Helena Cobban, em uma clara alusão a Bill Daley, Ben Rhodes, Tony Blinken, Denis McDorough, John Brennan e Robert Cardillo, assessores e conselheiros de diversas funções de Obama, todos, indistintamente, militantes fanáticos pró-Israel e a serviço do lobby judaico.
Acerta Ury Avnery, um dos maiores escritores e intelectuais israelenses, quando diz: “estamos passando por um evento geológico. Um terremoto de vastíssimas dimensões, que está mudando a paisagem no OM. Montanhas viram vales, ilhas emergem do mar e vulcões cobrem a terra de lava”3.
 
Como diz o professor da Universidade Americana de Beirute, Ahmad Massouli*, Obama comete erros e mais erros na sua política externa para a região. Não consegue sequer barrar os assentamentos judaicos na Cisjordânia (os EUA vetaram em 18 de fevereiro o congelamento no CS/ONU) e vai se antagonizando com mais de 1,6 bilhão de muçulmanos de todo o mundo. Massouli arrisca dizer que vamos presenciar um novo mundo árabe, revolucionário e que não será mais submisso aos interesses norte-americanos. Os EUA só conseguirão criar boas relações com o mundo árabe quando a questão palestina estiver completamente resolvida4.
 
Ahmad Shah Massoud » Ministro da Defesa do Afeganistão em 1992, firmou-se como líder militar na ascensão do regime Talibã. Representou a Frente da União Islâmica para a Salvação do Afeganistão, a Aliança do Norte, mas foi morto pela Al Qaeda em 2001.




 
Sem exceção, os governos árabes próamericanos têm como características: 1. Sempre combateram o comunismo desde a chamada Guerra Fria; 2. Desde 1979, combateram o Irã de Khomeini; 3. Tudo fazem para liquidar o islã político, a que chamam de “fundamentalista”; 4. Sempre adotaram posições contrárias aos movimentos sociais, em especial contra os sindicatos; 5. Atuaram sempre contra as resistências libanesa e palestina5. Foi nesse caldeirão que a revolução árabe teve início.
 
Regra geral, as grandes reivindicações, praticamente unânimes em todos os países, são as seguintes: 1. Revogação do Estado de Emergência; 2. Libertação de todos os presos políticos; 3. Liberdade de organização partidária; 4. Liberdade sindical e de organização social; 5. Liberdade da imprensa e de expressão; 6. Eleições livres para presidente e para o Parlamento; 7. Convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte Livre, Democrática e Soberana.
 
Não está claro se tais avanços serão possíveis, em especial na Tunísia e no Egito, que foram os primeiros países a derrubarem seus governantes. “Para impor mudança tão ampla, o movimento de massas egípcio teria de quebrar a espinha dorsal do regime, que é o seu exército”6. Não se vê, no momento, condições para que isso ocorra. A tomada da “Bastilha” egípcia não aconteceu. “O espírito do governo de Hosni Mubarak, a essência de seu regime, seus métodos estão longe de acabar”7 .

Os levantes populares em curso no OM tiveram seu início, de forma inesperada, com o caso do jovem de 26 anos Mohamed Bouazizi, que se imolou publicamente
 
Um dos maiores sociólogos da atualidade, Immanuel Wallerstein, conclui: “Os EUA, aflitos para ficarem ao lado dos vencedores, mas sem saber exatamente quais serão e sem querer perder o apoio dos ditadores e monarcas absolutos de que ainda julgam precisar, fazem do Irã e da Turquia os dois maiores ganhadores com o processo revolucionário que agita os países árabes”. Sendo assim, “é possível que estejamos testemunhando o nascimento de um novo tipo de política revolucionária que não é definido pelos protestos maciços das massas nas ruas, mas pela maneira como os participantes se reuniram”8 .
 
A questão central em todo o OM não é e nunca foi religiosa. Claro que o componente religioso pode existir, mas os conflitos são essencialmente políticos. São disputas territoriais, coloniais, por recursos energéticos e hídricos. Nesse sentido, Robert Fisk menciona: “se são revoltas seculares, por que só se falam das religiões?”9. Até esse jornalista inglês fica espantado com isso. Não há dúvidas que isso faz parte de uma estratégia midiática para tentar mostrar o pano de fundo dos conflitos no OM como religioso, para enganar as massas e, mais do que isso, indispor bilhões de pessoas contra uma das maiores religiões, que é o islã.
 
Um a revolução em curso

A concepção de esquerda marxista ensina que o termo “revolução” está relacionado diretamente com a tomada revolucionária do poder, mudanças profundas na estrutura de direção do Estado de um determinado país e, fundamentalmente, de troca da classe social que manda no país. Ou seja, mudanças na superestrutura, na economia, na ideologia, nos costumes, etc.
 
Mas o que está ocorrendo mesmo no mundo árabe? Uma “revolta”? Uma “insurreição”? Uma “rebelião”? É fato que tudo isso está acontecendo por lá. Mas está, sim, em curso uma revolução nesse mundo. Que caráter terá essa revolução é que no momento não é possível prever. Será essa revolução meramente democrática e patriótica? Será uma revolução mais avançada, de caráter mais popular e progressista? Ou chegará a ser até socialista, alterando profundamente o modelo econômico dos países, que hoje são todos capitalistas de inspiração neoliberal (“financeirização” do capital)?


Quando Vladimir Ilitch Ulianov, mais conhecido como Lenin, líder da Revolução Bolchevique de outubro de 1917, tratou desse tema, dois anos antes desse histórico acontecimento, estabeleceu claramente as condições objetivas para que uma revolução pudesse ocorrer em um determinado país. E isso é uma das formulações do pensamento científico marxista, sobre as leis gerais das sociedades humanas. Essas condições objetivas ocorrem quando “os de cima já não conseguem mais governar como antes e os de baixo já não aceitam mais ser governados como antes”. Isso pode ser lido no texto Bancarrota da II Internacional, escrito entre maio e junho de 1915.

Ele diz que as condições objetivas são decorrentes de questões relacionadas com a materialidade da vida das pessoas. Isso poderia ser desemprego elevado, fome e miséria, ausências de liberdades, arrocho salarial, repressão política, etc. Tudo isso não determina, ainda assim, que as condi ções subjetivas para que uma revolução aconteça estejam dadas.

É preciso que ocorra uma combinação entre as condições objetivas e as subjetivas. Estas últimas guardam uma relação direta com a necessidade de uma liderança política revolucionária – aqui entra a necessidade de um partido de feições revolucionárias, detentor de uma teoria revolucionária que, além de dar uma direção correta para as amplas massas, contribua para elevar seu nível de consciência política.

É possível que estejamos testemunhando o nascimento de um novo tipo de política revolucionária. Processo está em curso, com caráter progressista, mas sem liderança

Se apenas as condições objetivas fossem suficientes para que uma revolução de caráter mais socialista ocorresse, a Índia, o Paquistão, o Afeganistão e tantos outros países extremamente pobres já seriam os mais socialistas d o mundo. E não são. Faltamlhes as condições subjetivas, um partido avançado com uma teoria revolucionária. Dessa forma, não há erro conceitual algum em que se use o termo Revolução Árabe. O seu caráter vai depender das lideranças que a conduzem – pulverizadas por vários países – e os compromissos e tarefas que ela possa vir a assumir.

Portanto, há sim um processo revolucionário em curso, com caráter anticolonial, democrático e progressista geral, mas que ainda tem a sua liderança em disputa. E essa disputa, diga-se de passagem, não é com ninguém menos que a maior potência política, militar e econômica do planeta, que são os Estados Unidos da América. Tal revolução ou revoluções – são vários países em processo avançado de mudanças – nada tem a ver com as que ocorreram no leste europeu, que tinham, a propósito, alguns nomes de cores (Laranja, de Veludo, Rosa e outras bobagens mais).






 Lejeune Mirhan é sociólogo, professor, escritor e arabista. Membro da Academia de Altos Estudos Ibero-Árabe de Lisboa e diretor do Instituto Jerusalém do Brasil. Colunista de Oriente Médio do Portal da Fundação Maurício Grabois (FMG). Colaborador desta publicação. e-mail: lejeunemgxc@uol.com.br
"A criança que fui agora chora na estrada. Deixei-a ali quando vim ser quem sou.
Mas hoje, vendo que o que sou é nada, quero ir buscar quem fui onde ficou."
(FERNANDO PESSOA)

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Actividad reciente:
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- "Solo los obreros y los campesinos iran hasta el fin, solo su fuerza organizada lograra el triunfo"
A. C. Sandino


- "de todas las clases que hoy se enfrentan con la burguesia, solo el proletariado es una clase verdaderamente revolucionaria"
C. Marx y F. Engels, Manifiesto del Partido Comunista


- "Sin Teoria Revolucionaria no hay Movimiento Revolucionario"
V. Ilich Ulianov - Lenin


- "Compañeros obreros y campesinos, esta es la Revolución socialista y democrática de los humildes, con los humildes y para los humildes. Y por esta Revolución de los humildes, por los humildes y para los humildes, estamos dispuestos a dar la vida... "
Fidel Castro R. -1961


- "Después de Nerón Somoza, la Revolución Popular Sandinista. Tal es la aspiración del movimiento guerrillero nicaragüense inspirado por el ideal justiciero de Carlos Marx, Augusto César Sandino y Ernesto Che Guevara, ideal de liberación nacional y socialismo, ideal de soberanía, tierra y trabajo, ideal de justicia y libertad"
Carlos Fonseca A. - 1969


- "los terminos medios son la antesala de la traición"
Ernesto Che Guevara


- "Tenemos que hacer una lucha revolucionaria, y eso pasa, por forjar conciencia de clase, lo decía Marx... Se necesita ¡la conciencia de clase! para ser revolucionario; para no convertirse en un instrumento de la contrarrevolución"
Daniel Ortega S. - 30-04-2008


- "Aqui en Venezuela, nuestra batalla es una expresión de la lucha de clases : El pueblo, las clases populares y los pobres contra los ricos y los ricos contra los pobres y los sectores populares"
Hugo Chavez F. - 30-11-2008


- "que no se reblandezcan con los cantos de sirena del enemigo y tengan conciencia de que por su esencia, nunca dejará de ser agresivo, dominante y traicionero; que no se aparten jamás de nuestros obreros, campesinos y el resto del pueblo; que la militancia impida que destruyan al Partido"
Raoúl Castro R.




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30/6 - Por que Israel teme a Flotilha da Paz ???


Por que Israel teme a Flotilha da Paz?
Por uma  simples razão.
A Flotilha da Paz carrega duas armas poderosas.
Poderosíssimas e podem causar danos jamais imaginados pelos dirigentes sionistas.
E que armas são essas?
Amor ao próximo e solidariedade.
Isso mesmo.
Amor ao próximo e solidariedade, as armas mais temidas pelos governantes de Israel.
Eles temem que a Flotilha contamine a população do país.
A Flotilha navega também com um símbolo terrível para os inimigos da ajuda humanitária.
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O símbolo Hedy Epstein, 86 anos, estadunidense, judia, cujos pais foram vítimas dos nazistas.
Hedy Epstein já havia participado da primeira Flotilha e ficou indignada com a violência e o massacre praticados pelos soldados de Israel.
Os palestinos de Gaza estão preparando uma recepção inesquecível para os navegantes da Flotilha.
E uma, em especial, para a cidadã do mundo Hedy Epstein.
Hedy Epstein, judia, 86 anos, a avó que todo mundo queria ter.
POSTADO POR GEORGES BOURDOUKAN

30/6 - AZEREDO (Propinoduto Mineiro) quer aprovar o AI-5 Digital

FONTE:castorphoto@gmail.com
De: Vila Vudu 

O IMPÉRIO CONTRA-ATACA: AZEREDO QUER APROVAR O AI-5 DIGITAL
29/6/2011, Blog Trezentos (http://www.trezentos.blog.br/?p=6096)

Na página 17 do Relatório que o ex-Senador Azeredo, agora deputado, escreveu e quer votar nesta quarta-feira está escrito:
“Conclui-se, portanto, que, ao direito de conectar-se a um sistema deve-se contrapor o dever social de identificação, sob pena de que o anonimato venha a permitir àqueles de má-fé praticarem diversas modalidades de crimes e infrações.”
Confirmando o que vários pesquisadores têm afirmado, a proposta de Azeredo é acabar com a navegação anônima e assim, implantar o completo vigilantismo. Quem se beneficiará disto, as grandes corporações que rastreiam perfis dos cidadãos, que passarão a ter seu rastro digital completamente identificado. Quem mais? A indústria da intermediação que quer ameaçar os jovens que compartilham arquivos digitais; as agências de vigilância estatal e não-estatais; os governos de países autoritários e os criminosos que não terão mais nenhuma dificuldade para reunir os dados dos cidadãos.
Aplicando no Brasil a prática do cadastramento obrigatório os criminosos serão afetados? Obviamente que não. Criminosos usam sofisticados esquemas para se esconder nas redes.
Os únicos prejudicados pela navegação escancarada seremos nós internautas. Em uma rede cibernética, como a Internet, não podemos esquecer que nenhuma máquina pode se esconder por muito tempo, pois trata-se de uma rede de comunicação e controle.
Para se ter uma ideia da gravidade do vigilantismo absurdo da proposta de Azeredo, basta entrar agora no site < http://panopticlick.eff.org/ > que a Eletronic Frontier Foundation criou para mostrar que quando acessamos um site qualquer nosso computador fica completamente vulnerável. No caso, o site remoto irá dizer que navegador você está usando e tudo que está instalado nele. Isto é possível porque trata-se de uma rede baseada em protocolos de controle.
Assim, ao vincularmos uma identidade civil a navegação de um número de IP estamos constuindo um controle inaceitável dos cidadãos.
Azeredo representa os segmentos da comunidade de vigilância que não aceita que as pessoas possam criar na rede conteúdos e tecnologias, sem ter que pedir autorização para Estados e para as grandes corporações.
MOMENTO HOBBESIANO E SENSACIONALISMO
Azeredo quer aprovar seu parecer que transforma situações de exceção que só poderiam ser autorizadas pelo Poder Judiciário em regra de funcionamento da Internet. Por isso, seu projeto foi chamado de AI-5 Digital.
É repudiado por todo o movimento democrático e pelos pesquisadores de cibercultura e pelos acadêmicos de diversas universidades do país. Na primeira tentativa de aprovar o AI-5 Digital, a sociedade civil conseguiu arregimentar mais de 162 mil assinaturas em um abaixo-assinado denominado “Pelo veto ao projeto de cibercrimes – Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira” <http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?veto2008 >.
Para tentar aprovar o projeto aproveitando os exageros da mídia e o sensacionalismo da Rede Globo e da Revista Época, Azeredo quer transformar um ataque infantil a sites do governo em algo que justifique a aprovação urgente de suas medidas vigilantistas. Nenhuma delas por sinal alteraria o cenário dos ataques. Em um show de sensacionalismo desinformativo, a Revista Época afirma que os ataques da semana passada foram os maiores que o Brasil já sofreu. Completamente falso. No próprio Parecer que pretende aprovar, Azeredo coloca os dados que mostram que somente no ano de 2009 tivemos mais de 300 mil registro de diversos incidentes na rede no CERT.br.
2006     197.892
2007     160.080
2008     225.528
2009     358.343
2010     142.844
2011      90.759
Fonte: http://www.cert.br/stats/incidentes/
Também, em 2009, foram reportados ao CERT 896 notificações de ataques de negação de serviço, os DOS, que geram a elevação de acessos a um serviço para retirá-lo da rede.
Os ataques da semana passada foram menos lesivos para o governo e para os cidadãos do que os vazamentos “qause analógicos” de dados da Receita Federal, expondo as declarações de renda de inúmeros brasileiros.
Estranhamente um conjunto de ataques gera capa de uma revista importante, uma semana depois do Presidente da Febraban clamar pela aprovacão de uma lei de crimes digitais (leia AI-5 Digital do ex-Senador Azeredo).
Azeredo aprendeu com George W Bush. Espalhar o medo é um bom modo de aprovar medidas extremas que destroem direitos em função de uma pretensa segurança. No fundo Azeredo quer atender os interesses da Febraban que sonha em responsabilizar provedores de acesso por ataques que venham a sofrer. Igualmente pretende abrir caminho para a indústria do copyright agir a partir da criminalização de práticas corriqueiras na rede, intimidando jovens, bloqueando redes P2P, fechando lan houses e acabando com redes wi-fi abertas.

AZEREDO RETIRA UMA EXPRESSÃO INDEFENSÁVEL DO SEU PROJETO E ACHA QUE ENGANA
Muitos especialistas denunciaram a generalidade abusiva da criminalização pretendida pelo ex-Senador. Em julho de 2008 escrevi no blog do samadeu:
“[O projeto Azeredo] abre espaço para intimidar os usuários das redes P2P, permite criminalizar jovens que copiam vídeos de TVs a cabo, músicas de dispositivos de comunicação (CDs, DVDs, i-pods, etc), ela torna a obtenção e transferência de informação em desconformidade com a autorização do titular da rede um ato criminoso. Em seguida, ela obriga os provedores que receberem denúncias de indicíos atos criminosos a entregarem seus usuários para as autoridades, leia-se polícia.
Isoladamente, o artigo 285-B é inaceitável.
“285-B. Obter ou transferir, sem autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores,dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso, dado ou informação neles disponível.”
Um filme que está em uma “rede de computadores” ou “dispositivo de comunicação”, por exemplo, um vídeo que passa pela TV a cabo (protegida por restrição de acesso) e que foi postado no Youtube, se for transferido para uma rede P2P, SERÁ CONSIDERADO CRIME PELA LEI DO SENADOR AZEREDO. Esta possibilidade é o que chamo de criminalização das redes P2P e de uma série de repositórios de vídeos, como Youtube.”
(http://samadeu.blogspot.com/2008/07/por-que-o-projeto-sobre-crimes-na.html)
Além disso, se você comprar um CD e passá-lo para o seu próprio computador, isto deixará de ser uma mera violação da sua licença (uma parte das gravadoras proibem em suas licenças as pessoas de colocarem músicas de seus CDs em pen drives e computadores) e passará a ser crime, pois seria enquadrado como violação de “dispositivo de comunicação” em “desconformidade com a autorização do legítimo titular”.
Azeredo disse que isto era uma inverdade.
Todavia, todos perceberam que o que Azeredo trazia a agenda oculta da Febraban e da Indústria de Copyright.
Agora, Azeredo coloca em seu parecer que é pela aprovação do substitutivo inclusive dos artigos 285-A e 285-B, “exceto as expressões “de rede de computadores, ou” e “dispositivos de comunicação ou”.
O que será que aconteceu? Por que Azeredo mudou de ideia?
Simples. Azeredo quer lançar a confusão e dizer que já resolveu o problema. Na verdade, o artigo continua praticamente igual simplesmente mantendo a expressão “sistema informatizado”. Pen drive é sistema informatizado. TV Digital, reprodutor de DVD, computador, laptop, tablet, também são.
O projeto do atual ex-senador Azeredo continua
INÓCUO CONTRA OS CRIMINOSOS,  ABUSIVO CONTRA CRIADORES E INOVADORES;
E ARBITRÁRIO DIANTE DE CIDADÃOS.
PROJETO CONTINUA CRIMINALIZANDO PRÁTICAS COTIDIANAS NA REDE E COIBINDO A CRIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS.
Azeredo sabe que não consegue aprovar o cadastrato obrigatório para acessar a Internet, por isso no artigo 22 joga mais “uma casca de banana”. Veja:
“o artigo 22 trata de obrigações para os provedores do serviço de acesso à Internet no Brasil:
- manter em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de 3 (três) anos, com o objetivo de provimento de investigação pública formalizada, os dados de endereçamento eletrônico da origem, hora, data e a referência GMT da conexão efetuada por meio de rede de computadores e fornecê-los exclusivamente à autoridade investigatória mediante prévia requisição judicial. Estes dados, as condições de segurança de sua guarda e o processo de auditoria à qual serão submetidos serão definidos nos termos de regulamento.”
Repare que ele quer criar um novo mercado de segurança para os seus aliados ao dizer que a “condição de segurança” da “guarda” dos logs de acesso será definida em regulamento, ou seja, pelo Poder Executivo. Além disso, para saber se as lan houses, os telecentros, as prefeituras, as escolas, empresas que fornecem acesso à Internet estão guardando os dados conforme o regulamento, elas terão que ser submetidos a um “processo de auditoria”. Será pago ou gratuito, Azeredo? Ah! Não sabemos, pois isto será feito depois na regulamentação da lei.
Além disso, deveríamos exigir que as informações que os provedores guardam de nossos logs na rede e de nossa navegação sejam armazenadas pelo menor tempo possível, exceto suspeita e ordem judicial. Em uma rede cibernética, não podemos tornar vulneráveis nossa privacidade e direito de navegação sem sermos vigiados.
PARA AZEREDO É PIOR ACESSAR INDEVIDAMENTE UM SITE E COMPARTILHAR UM ARQUIVO EM REDES P2P DO QUE INVADIR UM APARTAMENTO…
Seguindo a linha de exgeros na criminalização, Azeredo exagera nas penas. Penas de acesso indevido vão de 1 a 3 anos enquanto a invasão de domicílio no código penal tem pena mais branda.
NÃO É POR MENOS QUE A PODEROSA ASSOCIAÇÃO DO COPYRIGHT NORTE-AMERICANA PEDIU A APROVAÇÃO DO AI-5 DIGITAL
Buscando ampliar a criminalização de práticas coletivas e cotidianas de milhões e milhões de internautas, a IIPA, Associação internacional de Propriedade Internacional que no relatório 2009 fazia referência a necessidade de aprovar o AI-5 Digital no Brasil, agora chegou aos limites da agressividade.
Leia meu post de fevereiro de 2010 e baixe o Relatório (em inglês)
http://www.trezentos.blog.br/?p=4231 >
EM DEFESA DA CIDADANIA NA REDE: PELA APROVAÇÃO DO MARCO CIVIL DA INTERNET.
A estratégia de exagero e de atemorizar a sociedade é antiga. Azeredo tentou dizer que seu projeto seria para proteger as crianças da pedofilia. Pedofilia já é crime. Depois de ver fracassar sua tentativa de enfiar sua agenda dos bancos e da indústria do copyright como proteção das crianças, agora vem dizer que seu projeto visa proteger-nos dos ataques “terroristas”. Quem seriam eles? “Os hackers”. Ocorre que os hackers constroem e desenvolvem coisas. Hackers, como demonstrou Manuel Castells, estão na origem e no desenvolvimento da rede mundial de computadores. Quem destroi são crackers.
Independente da disputa semiológica. Antes de mais nada temos que rParecer_ Azeredo_2_CCTCI_=__PL_84_1999-2evindicar que o projeto que regulamenta a Internet no Brasil e que define os direitos e deveres dos internautas denominado Marco Civil seja enviado pelo Ministério da Justiça para o Congresso Nacional.
O Marco Civil foi construído colaborativamnete pelos diversos setores da sociedade contando com milhares de contribuições em uma plataforma aberta na rede, em duas rodadas, durante mais de seis meses. Não dá para aceitar que o Seandor Azeredo venha dar um tapetão porque o Palocci segurou o projeto ao invés de enviá-lo logo o início da gestão. Não dá prá aceitar que o PSDB venha dar um golpe de mão para apoiar a implantação do vigilantismo e do controle desmedido da rede.
Antes de criminalizar precisamos decidir quais os nossos direitos na rede. Deve ser considerado crime a violação de alguns desses direitos. Não todos.
A liberdade e a diversidade cultural na rede deve sobreviver aos ataques das grandes corporações de dos grupos vigilantistas, inconformados com a liberdade de criação e compartilhamento.
DIGA NÃO AO AI-5 DIGITAL.

30/6 - Um Domingo Alegre na TV

FONTE:anapaisagismo@gmail.com

Revista do Brasil n˚ 60
Um Domingo Alegre na TV –Laurindo Lalo Leal Filho

Presente em praticamente todas as residências, a TV tem no domingo uma audiência cativa de milhões de pessoas. Não é preciso sair de casa para consumi-la e, o mais importante, não é necessário tirar dinheiro do bolso. Poucos se dão conta de que o pagamento é feito na hora de comprar qualquer produto ou serviço anunciado, uma vez que o custo da propaganda está embutido no valor pago. Mas quem vai se lembrar disso logo depois do almoço de domingo?
Pena que a TV brasileira retribua tão mal a fidelidade do público. Se sua qualidade já é duvidosa em qualquer dia da semana, no domingo torna-se insuperável. A emissora líder de audiência mantém há anos no ar o Domingão do Faustão, responsável por um dos momentos históricos da TV brasileira quando exibiu o “sushi erótico”. Em programa recente mostrou pés com calos e frieiras, em todos os detalhes, como se nada de mais agradável pudesse ser oferecido ao telespectador.
O argumento de que quem não quer ver cenas desse tipo muda de canal não se sustenta porque as alternativas são do mesmo nível. Na verdade, troca-se de canal para ver a mesma coisa com outra roupagem. Basta lembrar o Gugu e a farsa do PCC, outro momento histórico.
Desligar a TV é abrir mão de um direito de cidadania. Afinal, as emissoras receberam do Estado as concessões dos canais para prestar um serviço ao público, e deveriam fazê-lo com qualidade. É como se deixássemos de pegar o ônibus porque ele está sujo ou atrasado. No caso da TV, o telespectador fica condenado a ter como divertimento na tarde de domingo, além dos programas de auditório, partidas de futebol e, depois, suas intermináveis mesas-redondas. Para não falar de programas com quadros beirando a escatologia, como acontece, em alguns momentos, no Pânico. A seguir temos doenças, crimes e catástrofes nas revistas eletrônicas da noite, deixando um travo amargo na garganta do público. Nada mais melancólico para o fim do dia consagrado ao descanso e a retomada de ânimo para uma nova semana de trabalho.
Mas não é todo brasileiro que passa por esse sofrimento na TV. Há os assinantes de canais pagos. No domingo das frieiras do Faustão, eles podiam ver no Canal Viva (da mesma Globo) Chico Buarque e Caetano Veloso em seus melhores momentos. Esses telespectadores, com certeza, terminaram o domingo em alto astral.
Se os concessionários de canais de televisão são insensíveis à elevação cultural da população, que pode e deve ser oferecida pela TV, cabe então ao Estado agir para forçar a oferta de programações realmente diversificadas. Está mais que na hora de o Brasil instituir um órgão regulador para para o rádio e a TV capaz de intermediar as relações entre o público e as emissoras, criando políticas voltadas para atender aos mais diferentes gostos e anseios da população.
“É sempre melhor superestimar a mentalidade do público do que subestimá-la”, dizia no século passado um dos primeiros diretores da BBC, a rede estatal britânica. Enquanto outro acrescentava a necessidade de a televisão “despertar o público para ideias e gostos culturais menos familiares, ampliando mentes e horizontes, além de elevar a qualidade de vida do telespectador, capacitando-o para uma enriquecedora experiência de vida, em vez de meramente puxá-lo para o rotineiro”.
Poderíamos começar a buscar esses objetivos, aqui no Brasil, pela programação dos domingos. É aquela que precisa de uma ação mais urgente tal o grau de degradação a que chegou. Com isso teríamos um final de descanso mais alegre, menos tenso, inspirador de uma semana melhor.

30/6 - Marina descobriu a América?

ÉPOCA - Vamos Combinar


Posted:
Confesso que estou escandalizado com o esforço do Pão de Açucar para fundir-se com o Carrefour. A possibilidade dessa operação receber ajuda do BNDES me parece ainda mais absurda. Não estou preocupado com a guerra de acionistas brasileiros e franceses. Minha impressão é que esse negócio é uma ameaça à concorrencia e ao consumidor. Se [...]
Posted:
Vamos combinar que nenhuma pessoa maior de idade, vacinada e com titulo de eleitor em dia tem o direito de ficar surpreso com os desmandos, abusos e desvios que marcam o Partido Verde. Embora seu tamanho diminuto jamais tenha chamado a atenção de eleitores, quem costuma prestar atenção à nossa vida política sabe que a [...]
  ÉPOCA - Paulo Moreira Leite

30/6 - A reinvenção do Populismo Católico

De: Antonio Ozaí da Silva 

boa noite.
Informo que foi publicado novo post no BLOG DA REA:

Pelas regras da Igreja Católica, o processo de beatificação só poderia ser aberto cinco anos depois da morte da pessoa. Essa regra canônica pode ter sido dispensada pelo atual papa pelo fato de que Bento XVI foi seu colaborador mais próximo durante mais de 20 anos. Na igreja dos primeiros séculos o martírio representou o sinal de santidade da pessoa... LEIA NA ÍNTEGRA: http://espacoacademico.wordpress.com/2011/06/29/%e2%80%9cjoao-de-deus%e2%80%9d-e-a-reinvencao-do-populismo-catolico/

Sugiro, também, a leitura de:

O que é misoginia?

por ANTONIO OZAÍ DA SILVA
É um ideário milenar e legitimado pela autoridade da religião e da cultura ocidental. Não é de estranhar, portanto, que ideias misóginas sejam compartilhadas pelas próprias vítimas e reforçada por comportamentos reproduzidos nas relações cotidianas entre homens e mulheres de todas as idades, no espaço doméstico, do trabalho e escolar... LEIA NA ÍNTEGRA: http://antoniozai.wordpress.com/2011/06/29/o-que-e-misoginia/

Permanecemos abertos às críticas, sugestões e contribuições.

Muito obrigado.
Abraços e tudo de bom,

____________________
Antonio Ozaí da Silva
blog: http://antoniozai.wordpress.com
blog da REA: http://espacoacademico.wordpress.com/
Twitter: http://twitter.com/antoniozai

30/6 - Quem tem medo da História? (Silvio Tendler)

Quem tem medo da História?


Silvio Tendler
 

Estamos assistindo, perplexos, à enorme conspiração contra a verdade, a história e a memória.

O Ministério da Defesa, o Ministério das Relações Exteriores, dois ex-presidentes da República, políticos de diferentes matizes, se unem para que o Brasil não conheça a sua verdade.

Já é difícil fazer filmes, livros e peças de teatro sobre personagens reais -- mesmo os de vida pública --, sem autorização do próprio ou de familiares e herdeiros. Agora, a pá de cal chega com a intenção de trancafiar documentos para que a verdadeira História não se revele.

E quem orquestra essa trama contra o futuro do Brasil? Sim, porque povo sem memória é povo sem futuro e estaremos sujeitos eternamente a sermos alimentados por contos da carochinha. Mas, afinal, o que querem esconder de nós? Quem bateu, torturou, mandou prender e arrebentar? Quem negou passaportes, quem expedia os tenebrosos atestados ideológicos, que impediam o acesso à escola ou ao emprego?

Estive duas vezes no Smithsonian Institute em Washington. Na primeira, percorri uma exposição que retratava as condições de vida dos negros nos Estados Unidos e as lutas pela conquista dos seus direitos cívicos.

Estavam ali expostas todas as mazelas de uma sociedade que destinava banheiros públicos e bebedouros diferentes para negros e brancos. Escolas diferentes, lugares separados nos transportes públicos, os mais confortáveis e em maior quantidade sempre destinados aos brancos. E se faltasse lugar, o negro sentado deveria ceder o lugar ao branco. Uma sociedade que queimava jovens por razões de cor se expunha ali como um ato de superação do passado, de construção do novo.

Na segunda vez assisti a exposição que tratava das condições de vida dos imigrantes japoneses e seus descendentes nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Vi coisas que nem os livros escolares nem o cinema americano me contaram. Vi fotos de lojas de japoneses atacadas por norte-americanos enfurecidos com os ataques japoneses a Pearl Harbor, imagens de famílias sendo recolhidas aos campos de concentração nos Estados Unidos para isolar o perigo amarelo e imagens de batalhões de jovens soldados nipo-americanos para guerrear diretamente contra o exército japonês como uma afirmação do patriotismo norte-americano!

A exposição termina com uma carta do então Presidente Ronald Reagan pedindo desculpas à comunidade japonesa pelas humilhações impostas.

Querem nos impedir de saber a verdade sobre a guerra do Paraguai, ao que parece, uma verdadeira carnificina praticada para atender interesses de poderoso banqueiro inglês. Nós não podemos saber o que os paraguaios sabem e contam a seus filhos, por quê?

Resistirão almirantes, generais e marechais à lupa da História? Suas biografias corresponderão às narrativas descritas nas pinturas das grandes batalhas? O silêncio que nos impõem deve ser a razão porque não cultivamos nossos heróis e não preservamos sua memória, a total falta de identificação de identidade com eles.

Os que nos negam conhecer a verdadeira História do país são cúmplices das carnificinas, dos torturadores, dos alcaguetes a soldo do Estado; dos que ordenaram censurar jornais, revistas, peças de teatro e músicas.

Não podemos nos calar e aceitar como fato consumado essa violência da censura que tentam nos impor.

Construir um país livre representa lutar para conhecer a história. Não queremos cultivar falsos heróis e, a partir de hoje, personagens da história oficial estarão sob suspeita, enquanto não nos deixarem conhecer os documentos que abrigam verdades, que, mesmo dolorosas, devem ser reveladas.

Enviado por Silvio Tendler

http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/06/quem-tem-medo-da-historia.html

30/6 - ARAGUAIA: O massacre que as Forças Armadas querem apagar

Carta O Berro..........................................................repassem
 
 
 
 
 
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Araguaia: o massacre que as Forças Armadas querem apagar

Por Revista Consciência.Net em 21/06/2011
Em meio ao debate sobre a emenda que propõe o sigilo eterno de documentos do governo, a ‘Pública’ revisita uma das histórias mais obscuras do período militar: a repressão à guerrilha do Araguaia (1972-1975).
Em três dias de pesquisa nos 149 volumes do processo judicial que investiga o desaparecimento dos guerrilheiros do Araguaia, a Pública coletou relatos de dezenas de moradores que foram obrigados a prender, enterrar, matar e decapitar guerrilheiros – e sofrem até hoje as consequências do que viveram nesse tempo.
Reportagem especial de Marina Amaral e Tatiana Merlino, da agência Pública
Araguaia: o massacre que as Forças Armadas querem apagar
Em entrevista exclusiva, a juíza titular da 1a Vara da Justiça Federal, Solange Salgado, diz que, passados quase 40 anos, reina o medo de se falar sobre o assunto entre os que participaram do conflito. Mateiros e ex-militares que colaboraram com o Grupo de Trabalho Araguaia – que investiga o caso desde 2009 em cumprimento à sentença judicial promulgada por Solange Salgado em 2003, que obriga a União a entregar os corpos dos desaparecidos às famílias – estão recebendo ameaças.
Por isso, quando esteve na região no ano passado, para recolher e checar informações sobre o paradeiro dos corpos, a juíza optou por preservar o sigilo dos autores dos depoimentos. “Foi uma garantia que o Poder Judiciário deu a essas pessoas. Elas ainda estão muito apavoradas, se sentindo muito acuadas”, disse ela à Pública.
Nossa reportagem esteve em Marabá, no Pará, e conversou com ex-mateiros e ex-soldados que confirmaram a realização das chamadas “Operações Limpeza”, por meio das quais os restos mortais dos guerrilheiros foram desenterrados e transportados a outros locais. Além disso, cinco entrevistados afirmaram ter visto atuando na repressão o ex-diretor do Dops de São Paulo Romeu Tuma, falecido em outubro do ano passado.
VÍDEO: 5 MIL CRUZEIROS POR CABEÇA: http://apublica.org/2011/06/video-tres-colaboradores-contam-sua-historia/

 
 
 
 
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23/6 - Seis Meses - Marcos Coimbra

Carta Capital 652

Seis Meses – por Marcos Coimbra

O Governo Dilma completa seu primeiro semestre. Não é nada, não é nada, já se foi a metade do ano. Tempo suficiente para fazer um balanço mais significativo do que aquele realizado nos cem dias e que diz pouco. Quando apenas se passaram três meses, mal dá para os integrantes de um novo governo conhecerem seus gabinetes e saberem o nome de quem serve o cafezinho.
Agora, já temos várias pesquisas que mostram como a população vê o governo e o avalia. Elas permitem montar um retrato da imagem atual da presidenta e seu trabalho. Muito do que elas dizem era esperado. Mas nem tudo.
De maneira geral, essas pesquisas mostram que Dilma Rousseff, aos olhos da grande maioria da opinião pública está: 1) cumprindo expectativas; 2) não decepcionando; 3) surpreendendo positivamente.
CUMPRINDO EXPECTATIVAS
Embora seja difícil para certas pessoas entenderem, Dilma e a maioria da população tinham combinado uma coisa simples ao longo do processo eleitoral de 2010: ela se comprometia a continuar o trabalho de Lula e os eleitores a votar em seu nome.
Ela não se propunha a fazer malabarismos, não dizia que, com ela, o Brasil se reinventaria. Como candidata de continuidade, sua plataforma era inteiramente conhecida. Daria sequência ao que estava em curso, aprofundaria as características do governo anterior, corrigiria equívocos e melhoraria o desenho de algumas políticas.
Os eleitores não exigiam que ela tivesse atributos notáveis ou heroicos. Não estavam à procura de “salvadores da pátria”, não achavam que precisavam de “intelectuais brilhantes”. Bastava-lhes a segurança (ainda que nunca plena) de que ela faria a parte dela, honrando sua palavra e dando-lhes a continuidade que queriam.
Quando votaram em Dilma, as pessoas sabiam que ela não era uma política profissional, que não era uma “velha raposa”do Congresso. Que não tinha experiência de chefiar um governo. Que, por isso, precisaria aprender fazendo, se beneficiando da colaboração de quem havia passado por aprendizado semelhante.
Nesses primeiros seis meses de governo, Dilma foi o que prometeu. Manteve seu compromisso de continuidade, não passou rasteira em ninguém, não tirou coelhos da cartola.
NÃO DECEPCIONANDO
As pessoas comuns costumam ser menos volúveis do que se imagina. Elas não se impressionam com o vaivém do cotidiano. Coisas que parecem terremotos aos olhos de alguns são episódios menores para elas.
Houve, por exemplo, quem imaginasse (ou desejasse, o que é bem outra coisa) que um caso como o de Antonio Palocci fizesse com que a população se decepcionasse com Dilma. Sabe-se lá o porquê, talvez imaginando (ou desejando) que debitassem da conta dela o que cobrava dele.
É evidente que isso não fazia sentido e as pesquisas mostraram que, de fato, o caso Palocci foi irrelevante para a imagem de Dilma. A maioria que gostava dela continuou gostando, assim como tampouco mudou a minoria que não.
Mais sem sentido é outra “decepção”: a “volta de Lula”. Há quem imagine (ou invente) que as pessoas fiquem decepcionadas sempre que Lula vai a Brasília e aconselha a presidenta. Ao contrário, qualquer pesquisa mostra que a população (incluindo aqueles que não gostam de Dilma) não vê problema algum nisso.
SURPREENDENDO POSITIVAMENTE
Dilma tem correspondido às expectativas que havia em relação a ela e a seu governo e não tem decepcionado. Está fazendo o que se esperava de alguém com seu perfil, enfrentando dificuldades semelhantes às que tiveram seus antecessores, seja no plano político, seja no administrativo.
Mas tem reagido a elas, em alguns casos, de maneira original. Na substituição de Palocci, por exemplo, fez algo que surpreendeu e agradou às pessoas comuns: usou do caso para radicalizar sua aposta na contribuição das mulheres ao governo. Em vez de se assustar com a dificuldade, foi adiante.
No fundo, seja quando mantém seus compromissos, seja quando não decepciona ou quando surpreende de forma positiva, Dilma honra o pacto firmado com a população no ano passado. Isso, cumprir o que promete, talvez seja o atributo mais valorizado em um político.
Não é estranho, portanto, que Dilma esteja terminando seu primeiro semestre com níveis recordes de aprovação. Goste-se ou não dela, é isso o que está acontecendo.