terça-feira, 29 de novembro de 2011

29/11 - Tempestade em Copo D'água? (Imperdível)

Vídeo feito por alunos de Engenharia Civil da Unicamp, em resposta ao vídeo do movimento Gota D'Água dos globais.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

28/11 - NÃO MANDE JESUS À MINHA CASA,

 NÃO MANDE JESUS À MINHA CASA,
A MENOS QUE!!!


Bom dia.
Tenho recebido inúmeras correntes mandando Jesus até minha casa. 
Vocês entretanto tem ido até onde ELE gosta de estar???
Há quanto tempo não visita um asilo de pobres??? 
Há quanto tempo não vai há um hospital do SUS visitar os enfermos que não são seus parentes em estados terminais???
Há quanto tempo você não participa de uma sociedade que ajuda os velhinhos ou as crianças abandonadas???  
Há quanto tempo tem deixado Jesus sozinho nos ambientes sórdidos da miséria? 

Edson Campos e Silva - Recife
55. 81. 3465-2535 e 9972-1110
 

28/11 - Demolir por bem ou por mal



Nem que eu tenha que me amarrar a um pilar do Elevado da Perimetral, que querem demolir por bem ou por mal

Vão gastar uma baba para derrubar via expressa que liga Zona Sul às zonas Norte e Oeste do Rio



"Durante a gestão do prefeito Pereira Passos, no início do século XX, deu-se o primeiro aterro marítimo de grandes dimensões com o objetivo de criar uma área central portuária: a demolição do Morro do Senado para aterrar 170 hectares sobre o mar, diante dos morros do Livramento, Conceição, Providência e Saúde. A nova linha de costa possibilitou a construção do berço da Gamboa, primeiro cais do porto moderno".
O Rio de Janeiro e a sua orla: história, projetos e identidade carioca
Verena Andreatta, , Maria Pace Chiavari e Helena Rego, da Secretaria Municipal de Urbanismo 
Mapa parcial da Cidade do Rio de Janeiro com áreas aterradas sobre o mar realizado por Verena Andreatta

Ou você exerce agora sua inalienável cidadania e exige o mínimo de lucidez das autoridades desta mui amada cidade do Rio de Janeiro, ou amanhã milhares de cidadãos de toda a região metropolitana pagarão o preço alto do mais terrível nó no trânsito produzido pelo poder autoritário da miopia e da insensatez.
 
Porque a esta altura só mesmo a mobilização dos cidadãos, principalmente dos que precisam atravessar a cidade, sem obstáculos de sinais, da Zona Sul à Avenida Brasil, à Linha Vermelha ou pegar a Ponte Rio-Niterói, será capaz de tirar a mais imprudente e perigosa das idéias que já passou pela cabeça de um prefeito, no caso Eduardo da Costa Paes, que acaba de completar 42 anos e não tem a menor idéia do que representou para os cariocas e moradores da Baixada a construção a duras penas da única grande via expressa do Rio de Janeiro, o elevado da Perimetral, que liga o aterro do Flamengo às grandes vias de escoamento da cidade em direção às zonas Norte, Oeste, Baixada e Niterói.

Primeiro, o inquieto prefeito disse que derrubaria o elevado no trecho que vai do Arsenal de Marinha, próximo à Praça Mauá, até o Viaduto do Gasômetro, sob a pífia alegação de que essa via essencial, por onde passam diariamente 95 mil veículos, enfeava seu mirabolan te projeto do "Porto Maravilha", numa temerária inversão de prioridades: como se a única preocupação de sua administração fosse "valorizar" a beira do cais, tudo o mais que vá a pique e quem quiser que embarque na mirabolância adjacente - a implantação de túneis em área de aterro precário e lençóis freáticos, já que, como sabem até os ginasianos, tudo aquilo ali foi tomado ao Mar a partir do final do Século XIX, com a utilização de areia extraída dos morros próximos.

Para ser sincero, o prefeito só está pensando nessa extravagância urbana, de consequências imprevisíveis, porque está com o cofre abarrotado pelo dinheiro do PAC, esse projeto majestoso que só consegue sair do papel quando para injetar grana preta no sistema financeiro, em nome do financiamento habitacional.

No final do seu governo, Lula determinou ao Ministério do Trabalho que abrisse as torneiras do FGTS, fundo que pertence aos trabalhadores e não ao governo, e oferecesse casa, comida e roupa lav ada ao projeto do Porto Maravilha, com que Eduardo Paes pretende carimbar sua passagem pela Prefeitura carioca.

Sem pestanejar, o ministro Carlos Lupi abriu uma linha de crédito de quase R$ 8 bilhões do FGTS (e ninguém piou porque, no final da linha os grandes beneficiários serão os empreiteiros e sabe Deus quem mais, e estes estão de bem - ou bens - com essa mídia de boca torta).

Sem todos os estudos preliminares impostos pela legislação, o prefeito foi logo anunciando que só para o bota abaixo do elevado gastaria mais d R$ 1 bilhão, dinheiro que poderia ser usado em construções e não em demolições.

Essa idéia nova de derrubar todo o viaduto da perimetral, agora até o Santos Dumont, - obra de 25 anos - e não apenas o trecho da alegada feiúra, parece muito mais produto de um cérebro com traumas de infância e admirações na adolescência por demolidores de quadrinhos.

Mas é também uma demonstração de força, do controle amplo, geral e irrestrito da Câmara dos Vereadores, e até mesmo da desatenção do ministério público.

Falta alguém com maior experiência, e um pingo de coragem, para soprar ao jovem Eduardo Paes sobre o risco de ter sua própria carreira enterrada nos escombros da via demolida, já que todas as alternativas apresentadas têm conteúdo lotérico e só interessam, rigorosamnte, aos empreiteiros, que terão lucro muito maior na demolição do que em assentar pedra sobre pedra.

A nós, porém, restará a maldição das futuras gerações se calados ficarmos, se não exigirmos discussões amplas e fundadas em informações verdadeiras.


A nós, não. Eu, de minha parte, pretendo fazer qualquer coisa. Nem que seja me amarrar num pilar do elevado que a milhares de pessoas facilita a vida.
 
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28/11 - Migalhas de 28/11/11


Segunda-feira, 28 de novembro de 2011 - Migalhas nº 2.763 - Fechamento às 11h25.

"O que nós costumamos chamar 'milagres' não é mais do que o resultado simples e natural da combinação destas duas forças: o trabalho e o método..."
Olavo Bilac
Conciliação
Tem início hoje em todo Brasil, e vai até o dia 2, a 6ª edição da semana nacional de conciliação e a semana nacional de execução trabalhista.
Inconciliável
Os servidores da Justiça do Trabalho terão o ponto cortado se continuarem em greve. A decisão foi tomada pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho. A Anamatra organiza para o próximo dia 30 uma paralisação dos 3.600 juízes trabalhistas. (Clique aqui)
Competência
AGU defende no STF direito do CNJ de investigar e punir magistrados. (Clique aqui)
Investigação
Eliana Calmon revelou que o CNJ está investigando operações suspeitas envolvendo um grupo de juízes em um esquema de compra de terras e grilagem em áreas do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e divisa entre Bahia e Goiás. A trama envolve tabelionatos e cartórios de registro de imóveis e as terras têm sido usadas para cultivo de soja.
Férias
O juiz Federal Fernando da Costa Tourinho Neto, conselheiro do CNJ, criticou a corregedora-geral Eliana Calmon por defender férias de apenas 30 dias para os magistrados. Na moção, Tourinho lembra que o "cansaço mental" dos juízes, que precisam "decidir bem", exige um período de descanso maior que o da maioria dos trabalhadores brasileiros. (Clique aqui)
Deu BO
Após ter seu carro oficial parado por agentes de uma blitz da lei seca em Copacabana, o desembargador fluminense Cairo Ítalo França David deu voz de prisão a um tenente da PM. Segundo os jornais, ele teria dito que por ser uma autoridade não deveria ser fiscalizado. (Clique aqui)
Olavo Bilac
Ao longo desta semana, a comunidade migalheira terá a oportunidade de conhecer um pouco mais da vida e da obra de Olavo Bilac. Autor de conhecidíssimos versos construídos nos rigores da escola parnasiana, o que não é muito sabido é que Bilac foi, durante toda sua vida, verdadeiro homem de jornal. Clique aqui, migalheiro, e inicie conosco mais uma de nossas imersões literárias.
Condenação
O TJ/SP manteve a condenação da American Airlines por gesto obsceno do piloto americano Dale Robbin Hersh. Em 2004, quando os ianques estavam sendo fichados ao entrar no país, ele mostrou o dedo médio a sete agentes da PF no desembarque no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Para o relator, desembargador Caetano Lagrasta, "a atividade de humorista fica reservada para espaços delineados na Imprensa ou na Mídia, nos teatros e casas de espetáculo ou nos espaços abertos das raves ou nos subterrâneos de clubes noturnos". (Clique aqui)
Assento
É prerrogativa institucional do MP tomar assento em sessões de julgamento e em salas de audiência imediatamente à direita do magistrado que preside o ato, independentemente de atuar como fiscal da lei ou parte. Com este entendimento, a 2ª câmara Cível do TJ/RS decidiu o mérito de MS impetrado pelo MP contra ato do juiz de Direito da 4ª vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, que impediu um promotor de tomar assento no local durante audiência. (Clique aqui)
CPC
Em entrevista nas páginas amarelas da revista Veja, Antonio Cláudio da Costa Machado faz veemente crítica ao novo CPC.
UnB
O ex-reitor da UnB Timothy Mulholland foi inocentado pelo TRF da 1ª região da acusação de improbidade administrativa. Ele foi acusado pelo MPF de desviar R$ 470 mil para decorar, com mobiliário e utensílios de luxo, seu apartamento funcional.
Liberdade de imprensa
O TJ/DF reformou sentença que condenava o jornalista Cláudio Humberto e o Jornal de Brasília a indenizarem uma agente de polícia legislativa. O jornalista e a empresa de comunicação foram acusados de publicar matéria com conteúdo "jocoso, corporativista e desrespeitoso", ofendendo a honra e a imagem da servidora da Câmara Legislativa. Para a turma Recursal, as publicações têm a intenção clara de informar os leitores sobre matéria de interesse público, que se reporta ao tema liberdade de imprensa, sem dolo específico de ofender a honra da autora. (Clique aqui)

28/11 - A ilusão da diversidade de opinião



Grande dica do Prof. Antoun:
22/11/2011, Frugal Dad [vários infográficos]
Traduzido e enviado pelo pessoal da Vila Vudu

Aqui, alguns exemplos:

  • -- Em 1983, 90% das empresas de imprensa (jornais, revistas, redes de TV) eram propriedade de 50 grandes empresas nos EUA;

  • -- em 2011, os mesmos 90% de todas as empresas-imprensa nos EUA pertencem a SEIS hiper, mega, tera-empresas-grupos.

  • -- Em 2011, 232 diretores de jornalismo controlam 90% de todas as notícias distribuídas para 277 milhões de norte-americanos!
As opiniõezinhas de 1 (um) diretor de jornalismo empregado da mega-empresa-imprensa são impingidas, como se fossem opiniões equilibradas, a 850 mil ASSINANTES QUE PAGAM PRA RECEBER INFORMAÇÃO PRESTÁVEL! 

IMPERDÍVEL! (em inglês)

<a href="http://frugaldad.com/2011/11/22/media-consolidation-infographic/"><img src="http://frugaldad.com/wp-content/uploads/2011/11/IllusionofChoice.jpg" alt="Media Consolidation Infographic" width="500"  border="0" /></a>
<p>Source: <a href="http://frugaldad.com">Frugal dad</a></p>
<p>

http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/11/ilusao-da-diversidade-de-opiniao-na.html


http://goo.gl/pQHn2  /twitter

28/11 - A GOTA D’ÁGUA – OS “NEGÓCIOS” DE KASSAB....

A GOTA D’ÁGUA – OS “NEGÓCIOS” DE KASSAB, SERRA, OS AMIGOS DE AGRIPINO MAIA


Laerte Braga


Tem horas que nem a chamada grande mídia consegue evitar que um ou outro, ou outros, dos bandidos que integram a grande quadrilha das elites políticas e econômicas do País, além de seus prepostos no Congresso, nas prefeituras, governos estaduais, em mandatos públicos, saiam ilesos de tanta bandalheira.

Quando isso acontece a maior parte da mídia ignora o fato, ou noticia superficialmente. O dinheiro que sustenta essa turma vem dessas quadrilhas (lembre-se do contrato de Alckimin com a Editora Abril sem licitação, foi feito também por José Serra) e o jeito acaba sendo a crucificação de um dos aliados, o bode expiatório, um anel para salvar os dedos dos esquemas podres que sustentam o capitalismo no Brasil.

É o que começa a acontecer com o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab acusado de corrupção num inquérito policial sobre contrato sem licitação com uma empresa de nome CONTROLAR. Cuida da vistoria de veículos e outras coisas mais. Opera também no Rio Grande do Norte, braço da quadrilha, ou vice versa, versa vice, tanto faz.

No caso de Kassab são dois aspectos. A necessidade de um bode expiatório para livrar a cara de José Serra – Kassab e outros – e isolar o prefeito de São Paulo. É que Kassab ao fundar o PSD imaginou-se maior do que é e nesse jogo sórdido tentou criar um partido/moeda para trocas vantajosas em curto e médio prazo num primeiro momento, consolidando a longo prazo um poder sem tamanho nos subterrâneos do Poder Público.

Pensou que pudesse virar Serra, ou FHC. Pelo jeito vai se estrepar nos “negócios”, ou nos sonhos. Nem por isso deixa a Prefeitura pobre ou vai para a cadeia em termos de condenação, de cumprir sentença (tem sempre um Gilmar Mendes para salvar essa turma).

O que significa dizer que, numa certa e boa medida, o crime compensa.

Quando viajou para Londres Kassab estava informado que poderia ser preso, a tal prisão administrativa e tratou de “negociar” com seu comparsas um jeito de evitar o incômodo, digamos assim.

A Operação Sinal Fechado (Polícia Federal, Ministério Público Federal e juízes decentes), entre outras, resultou na prisão de João Faustino, suplente do senador Agripino Maia (DEM/RN) e tucano de filiação. Foi sub-chefe da Casa Civil do governo de José Serra em São Paulo (o chefe da Casa Civil é o atual senador Aluísio Nunes, ex-ministro da Justiça de FHC), deputado federal pelo Rio Grande do Norte em três mandatos e encarregado de arrecadar fundos para a campanha presidencial do tucano em outros estados que não São Paulo.

O filho de Faustino foi solto no fim de semana passado de uma prisão em Minas Gerais. Estava detido para responder sobre os “negócios”.

Kassab foi da base política de Paulo Maluf, secretário do governo de Celso Pitta e vice-prefeito na chapa de José Serra (2004). Assumiu a Prefeitura de São Paulo quando Serra saiu para ser candidato a governador. Foi reeleito em 2008 depois de uma disputa intra muros tucano/democratas com Geraldo Alckimin. O governador José Serra peitado pelos DEMocratas mandou Alckimin às favas – liderava as pesquisas, Kassab era o terceiro colocado – e colocou todo o esquema a trabalhar para o seu sucessor.

Peitar Serra equivale dizer a chantagear. Naquele momento Serra não tinha como sair da chantagem, iria liquidar com sua campanha presidencial em 2010, pagou o preço. Mais ou menos como FHC no escândalo da concorrência do SIVAM, logo no início de seu primeiro mandato. Chantageado engoliu em seco, aceitou o acordo e pagou. São fatos comuns entre bandidos, o tal rabo preso. Um com outro.

No Rio Grande do Norte esse esquema envolve desde João Faustino, um coordenador geral, ao senador Agripino Maia, ao senador Garibaldi Alves, a ex-governadora Wilma qualquer coisa, todos em partidos diferentes (PSDB, DEM, PMDB e PSB), uma oligarquia que tem o controle da máquina pública e se reveza no saque aos cofres públicos, mais primos, sobrinhos, cunhados, genros, filhos, etc.

O ex-governador de Brasília José Roberto Arruda, quando preso, era o preferido de José Serra para seu companheiro de chapa. Os inquéritos abertos contra Arruda mostravam que recursos públicos estavam, entre outros cofres particulares, sendo desviados para a pré-campanha do candidato tucano. Serra, numa reunião em Brasília, chegou a dizer que a chapa seria de “dois carecas”, ele e Arruda.

A quadrilha opera em todo o País.

Outro fato que chama atenção são os telegramas da embaixada dos EUA para Washington, dando conta da “indignação” das companhias petrolíferas estrangeiras com a decisão de manter a PETROBRAS como operadora do pré-sal, o fracasso do lobby no Congresso (compraram muitos, mas tem quem não se vende) e a declaração de José Serra, num dos telegramas. O então pré-candidato às eleições de 2010 dizia que era para deixar eles fazerem o que bem entendessem que quando fosse ele, Serra, o presidente, tudo chegaria ao desejado pelos chefes maiores.

O fecho de ouro do esquema iniciado com FHC. O Brasil entreposto do capital estrangeiro. Uma espécie de vice-reinado para a América Latina.

A CONTROLAR começou a operar o esquema de vistoria de veículos no governo Paulo Maluf, se manteve no governo Celso Pitta – já com restrições do MP e do Tribunal de Contas, além de técnicos da Prefeitura –, saiu do circuito no governo Marta Suplicy e voltou a toda no governo Serra. Permanece intocada no governo Kassab. Estendeu seu esquema para o Rio Grande do Norte e os planos de João Faustino eram de um faturamento de um bilhão de reais neste ano com os “negócios.

A íntegra da denúncia do Ministério Público pode ser vista em



Já no governo de Celso Pitta, promotores e juízes conseguiram impedir que o “negócio” funcionasse.

Para se ter uma idéia só dos ganhos em São Paulo, o quarto maior aglomerado urbano do mundo e uma frota de sete milhões de veículos, a CONTROLAR inspecionou cerca de um milhão e quinhentos mil desses veículos em 2009 e quatro milhões e meio em 2010, a um custo de R$ 61,98 cada e um faturamento estimado para o ano passado da ordem de R$ 278,91 milhões. O dono de veículo que não pagasse a tarifa estaria impedido de renovar o licenciamento e a multa para tal era de R$ 550,00.

Negócio da China.  

A grande mídia nem toca no assunto, ou toca de leve. Esse tipo de maracutaia não vai para a capa de VEJA. VEJA está no bolso, foi comprada por nove milhões de reais e mais outros contratos semelhantes, só que em outras áreas de operação da quadrilha.

A CONTROLAR opera no Rio Grande do Norte, como os “negócios” da quadrilha se estendem por todo o Brasil. Foram feitas prisões em vários estados na Operação Sinal Fechado, o Brasil para esse tipo de gente é apenas um “negócio” a mais. Nada além disso.

O esquema da CONTROLAR no Rio Grande do Norte  foi montado após o de São Paulo e José Serra, como governador, estendeu as “operações” a outros 217 municípios paulistas  E no meio do caminho a CONTROLAR foi vendida ao grupo CAMARGO CORRÊA, “patrióticos” empreiteiros e bandidos que operam em todos os ramos de “negócios” no Brasil.

O assunto foi ignorado pelo jornal O GLOBO, pelo portal de Daniel Dantas, o IG, um ou outro toque num ou noutro esquema da mídia e sempre de leve, como é que a mídia vai sobreviver sem o dinheiro dessa turma?

Edson José Fernandes Ferreira, o “Edson Faustino” foi preso em Minas, na Operação João Barro, solto agora no dia 25 de novembro. É filho de João Faustino, o do Rio Grande do Norte que operava em São Paulo e no estado nordestino. Serra não trouxe só esse esquema do Rio Grande do Norte não. Roberto Freire veio também, virou conselheiro dum trem qualquer em São Paulo, havia perdido as eleições em Pernambuco e acabou de novo deputado, agora por São Paulo. Fundiu o PPS com a quadrilha DEM/PSDB/PMDB tucano/PSB e outros.

O volume de “negócios” da quadrilha é maior que o revelado pela operação Sinal Fechado. Cobre todos os setores do Estado brasileiro, das máquinas estaduais onde a quadrilha colocou as garras, envolve as elites empresariais, financeiras e latifundiários no País e fora do País.

Vai da inspeção de veículos ao lixo, aos serviços de saúde terceirizados, tem campo fértil em Minas Gerais onde Aécio pontifica com a aberração Antônio Anastasia. As brigas internas são brigas de poder, coisa comum e corriqueira em máfias. Às grandes obras públicas, não há um setor onde não tenham presença, tudo.

As informações obtidas e reveladas aqui passam pelo NOMINUTO, como por 


ou


e, ainda


mais


Há um monte de operações da Polícia Federal onde a turma está envolvida, com um detalhe fundamental. É grande o número de prefeituras em todo o País onde a quadrilha tem ramificações. Em todos os estados sem exceção.
Como se vê, de tudo isso se pode inferir que o grande erro de Lula foi não ter percebido que esse esquema era e é maior que seu carisma, que a forma escolhida para contornar esses obstáculos em seu mandato, que figuras como Luppi, Orlando Silva e outros se beneficiaram do modelo implantado a partir do governo FHC, ideal das máfias que vem desde Collor de Mello. Sarney era e é amador perto dessa gente.

Não existe alternativa dentro desse modelo, do chamado mundo institucional. O cineasta Sílvio Tendler em proposta que faz para o Congresso Nacional mostra a falência de toda essa estrutura e propõe reações que, certamente, os mafiosos montados em cavalos com a bandeira da integridade – para inglês ver – não vão aceitar.

O que acontece em São Paulo, no Rio Grande do Norte, no Espírito Santo, em Minas, no Rio com Sérgio Cabral e no Espírito Santo com Casagrande (fantoche), a luta pelos royalties é fachada para a entrega do pré-sal.

Os caras são criminosos e o faturamento de Nem da Rocinha perto dessas quadrilhas faz do traficante “micro-empresário”.

Acabar com essas máfias é só querer. Não vão querer, eles próprios se julgam e se auto absolvem a despeito de promotores e juízes dignos (tem sempre um Gilmar Mendes).

A luta é nas ruas, é contra eles e o modelo. E antes que o vendaval de podridão caia sobre os trabalhadores e a própria classe média, embevecida porque troca de carro todos os anos perca o sono, porque vai acabar andando a pé.

Nessa altura do campeonato Nem, Fernandinho Beira-mar e outros devem estar imaginando em suas celas que teria sido melhor virar tucano e  tentar um mandato qualquer, ou em qualquer partido.

Esse modelo político e econômico foi desenhado para quadrilhas e os que lutam com bravura de caráter, dignidade, acabam como na igreja onde o sino é de madeira. Não ecoa.             

sábado, 26 de novembro de 2011

26/11 - Bolsonaro e o decoro parlamentar

Colunistas| 25/11/2011 
DEBATE ABERTO

Bolsonaro e o decoro parlamentar

Não se iluda o deputado pelo Rio de Janeiro. Se houver uma vontade política da maioria da Câmara dos Deputados, o seu mandato poderá vir a ser cassado por falta de decoro parlamentar. O conceito de decoro é político. O julgamento político não se submete aos ritos jurídicos comuns.

Os debates parlamentares são, normalmente, incontroláveis. Desde que há parlamentos, as discussões conduzem a insultos e impropérios. Mas nem sempre os mais audaciosos na virulência, ou no mau gosto de seus argumentos, conseguem ser bem sucedidos na política. A ironia inteligente, a lógica no argumento e a paciência didática na defesa de uma idéia, ou de uma posição em assuntos pontuais, são sempre mais eficientes no confronto parlamentar.

O deputado Jair Bolsonaro, quer isso nos agrade ou não, representa uma parcela ponderável do eleitorado do Rio de Janeiro, constituída de militares saudosistas do regime ditatorial, de obstinados lacerdistas, de neoconservadores. Sua presença no Parlamento é assim legítima, de acordo com os ritos da democracia representativa. Ele é protegido, pelo que disser na tribuna, pela imunidade parlamentar. Sendo assim, nada pode impedir seus excessos verbais – a não ser uma ação política. O julgamento político, pelo parlamento, não está sujeito a regras jurídicas. Ele depende da vontade da maioria dos representantes do povo, sobretudo quando se trata de verificar se o acusado ofendeu ou não o decoro parlamentar.

Na defesa de suas idéias, mais do que conservadoras, o deputado Bolsonaro não se impõe limites. Ninguém pode impedir que ele defenda um governo de extrema direita, da mesma forma que seria estúpido impedir que alguém defendesse o contrário, ou seja, uma política de extrema-esquerda, conforme garante a Constituição. Mas aos debates parlamentares convém um mínimo de cortesia e de respeito aos outros. Bolsonaro é costumeiro em se dirigir, sobretudo às mulheres, com palavras pesadíssimas, que não são próprias de um cavalheiro, senhor de sua hombridade - em todos os significados do último vocábulo.

Quase sempre depois de um escorregão mental, ele se desculpa, e procura muletas semânticas, a fim de amenizar o que dissera antes. Essa é uma tática comum, não só no parlamento como na vida de todos os dias, a de desmentir intenções. Na realidade, os doestos, uma vez disparados, permanecem com seus efeitos perversos.

É natural que a muitas pessoas pareça incômoda a postura da sociedade moderna diante de certos comportamentos humanos, que lhes pareçam antinaturais, como é o caso do homossexualismo. A História nos mostra que a intolerância diante desses comportamentos é cíclica e variável nas culturas nacionais de cada época. O fato é que esses comportamentos fazem parte da condição humana. Talvez conviesse ao deputado Bolsonaro ampliar o leque de suas preocupações, e não limitá-las a um só assunto. Ele corre o risco de além da imagem de violento, também se tornar um parlamentar aborrecido, com seu samba de uma nota só.

Sua última tentativa de ofensa à presidente Dilma Rousseff – já acostumada a injúrias vis, como a de que é “assassina de criancinhas” - com a ridícula e desprezível insinuação divulgada, provocou a reação de grande parte dos parlamentares, muitos deles já alvos da agressividade verbal de Bolsonaro. Não se iluda o deputado pelo Rio de Janeiro. Se houver uma vontade política da maioria da Câmara dos Deputados, o seu mandato poderá vir a ser cassado por falta de decoro parlamentar. O conceito de decoro é político. O julgamento político não se submete aos ritos jurídicos comuns. É um ato de vontade da maioria, que o exerce conforme a Constituição.

Como disse, em debate crucial na Assembléia Francesa, o grande Robespierre, ao defender a sentença de morte contra Luís 16, o julgamento político nada tem a ver com a legislação penal.

Sendo assim, convém a Bolsonaro controlar a sua linguagem.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

26/11 - “Odeio os Indiferentes” Gramsci


Beto Almeida (TELESUR)

Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que “viver significa tomar partido”. Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.

A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os.....

Enviado por Nelba Nycz (Midiacrucis) e Sergio Telles via Facebook

http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/11/odeio-os-indiferentes-gramsci.html

http://goo.gl/mWNGg  /twitter




26/11 - A baixaria de Bolsonaro no Congresso

26/11 - A baixaria de Bolsonaro no Congresso

FONTE:http://www.viomundo.com.br/
24 de novembro de 2011  Exame: A baixaria de Bolsonaro no CongressoSexualidade | 24/11/2011 13:56
Jair Bolsonaro solta baixaria sobre a presidente Dilma
da revista Exame

sugerido pelo Marco Aurélio Mello, que opinou Doladodelá

Na tribuna, o deputado questionou a sexualidade da presidente, ao criticar as políticas pró-homossexuais do governo
Brasília – O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou à carga. Em discurso na tribuna da Câmara nesta quinta-feira, além de repetir as tradicionais críticas às políticas pró-homossexuais do governo, deu um passo além: questionou a sexualidade da presidente da República.
“Dilma Rousseff, pare de mentir! Se gosta de homossexual, assuma! Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau!”, esbravejou, ao apontar aquilo que chama de Kit Gay 2 – uma campanha elaborada sob o pretexto de combater o preconceito contra homossexuais nas escolas.
O deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), que discursou em seguida, reprovou a postura de Bolsonaro: “O que nós ouvimos aqui hoje foi um discurso que, se entendi direito, faltou com o decoro parlamentar ao fazer insinuações a respeito da própria presidente da República, quando acho que a opção sexual de qualquer ser humano, deputado, é uma questão de foro íntimo desse mesmo ser”.
Leia também:
Maurício Caleiro: O avanço do conservadorismo desinformado

Seria o médico árabe pró-câncer?
Os coreanos que “atacam” cães de estimação
Antônio David: Chora, malufinho

26/11 - Mário Soares : Um Novo Rumo

FONTE:http://www.viomundo.com.br
24 de novembro de 2011

Mário Soares: Obscuros jogos do capital podem fazer sumir a democracia

Artigo
Um novo rumo
Mário Soares, no sapo.pt
23/11/11 00:05
Este é o momento de mobilizar os cidadãos de esquerda que se revêem na justiça social e no aprofundamento democrático como forma de combater a crise.
Não podemos assistir impávidos à escalada da anarquia financeira internacional e ao desmantelamento dos estados que colocam em causa a sobrevivência da União Europeia.
A UE acordou tarde para a resolução da crise monetária, financeira e política em que está mergulhada. Porém, sem a resolução política dos problemas europeus, dificilmente Portugal e os outros Estados retomarão o caminho de progresso e coesão social. É preciso encontrar um novo paradigma para a UE.
As correntes trabalhistas, socialistas e sociais-democratas adeptas da 3ª via, bem como a democracia cristã, foram colonizadas na viragem do século pelo situacionismo neo-liberal.
Num momento tão grave como este, é decisivo promover a reconciliação dos cidadãos com a política, clarificar o papel dos poderes públicos e do Estado que deverá estar ao serviço exclusivo do interesse geral.
Os obscuros jogos do capital podem fazer desaparecer a própria democracia, como reconheceu a Igreja. Com efeito, a destruição e o caos que os mercados financeiros mundiais têm produzido nos últimos tempos são inquietantes para a liberdade e a democracia. O recente recurso a governos tecnocratas na Grécia e na Itália exemplifica os perigos que alguns regimes democráticos podem correr na actual emergência. Ora a UE só se pode fazer e refazer assente na legitimidade e na força da soberania popular e do regular funcionamento das instituições democráticas.
Não podemos saudar democraticamente a chamada “rua árabe” e temer as nossas próprias ruas e praças. Até porque há muita gente aflita entre nós: os desempregados desamparados, a velhice digna ameaçada, os trabalhadores cada vez mais precários, a juventude sem perspectivas e empurrada para emigrar. Toda essa multidão de aflitos e de indignados espera uma alternativa inovadora que só a esquerda democrática pode oferecer.
Em termos mais concretos, temos de denunciar a imposição da política de privatizações a efectuar num calendário adverso e que não percebe que certas empresas públicas têm uma importância estratégica fundamental para a soberania. Da mesma maneira, o recuo civilizacional na prestação de serviços públicos essenciais, em particular na saúde, educação, protecção social e dignidade no trabalho é inaceitável. Pugnamos ainda pela defesa do ambiente que tanto tem sido descurado.
Os signatários opõem-se a políticas de austeridade que acrescentem desemprego e recessão, sufocando a recuperação da economia.
Nesse sentido, apelamos à participação política e cívica dos cidadãos que se revêem nestes ideais, e à sua mobilização na construção de um novo paradigma.
Mário Soares, ex-presidente e ex-primeiro-ministro de Portugal

Isabel Moreira (deputada independente do PS)
Joana Amaral Dias (ex-dirigente do Bloco de Esquerda)
José Medeiros Ferreira (ex-ministro dos Negócios Estrangeiros)
Mário Ruivo (professor universitário)
Pedro Adão e Silva (ex-dirigente do PS
Pedro Alves (líder da JS)
Vasco Vieira de Almeida (advogado, ex-ministro socialista)
Vítor Ramalho (líder do PS/Setúbal)
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26/11 - “Ninguém pode engavetar a Constituição”

Política
25 de novembro de 2011

Franklin Martins: “Ninguém pode engavetar a Constituição”

por Luiz Carlos Azenha
O ex-ministro Franklin Martins quer que o Partido dos Trabalhadores apresente um marco regulatório das comunicações baseado no cumprimento da Constituição de 1988.
“Não se arranha a Constituição, mas não se deixa a Constituição na prateleira. Ninguém pode ferir a Constituição. Ninguém pode engavetar a Constituição. Devemos ter no marco regulatório a Constituição na forma de marco. Na íntegra”.
Franklin usou uma cópia da Constituição como “prop” durante boa parte de sua apresentação; ao final, diante de militantes e jornalistas, leu os trechos da Constituição relevantes para o debate. “Está tudo ali”, disse, antes da leitura.
O ex-ministro gastou um bom pedaço de sua fala com um tema antigo: a tentativa das corporações de mídia de interditar o debate, alegando que a proposta de um marco regulatório equivale a censurar a imprensa ou ameaçar a liberdade de expressão.
Franklin lembrou que é filho de um jornalista que foi preso cinco vezes durante a ditadura Vargas. O jornal do pai foi censurado. O ex-ministro disse também que todos os que lutaram contra a ditadura militar no Brasil, que nos infelicitou de 1964 a 1985, também lutaram contra a censura. Sem ironia, lembrou que alguns dos que se arvoram defensores da liberdade de imprensa e de expressão, hoje, colaboraram com o regime militar ou pregaram a derrubada do governo constitucional de João Goulart.
[Não sabe quem colaborou? Ouça entrevista com Beatriz Kushnir, autora do livro Os Cães de Guarda]
Franklin disse que o quadro regulatório do setor, hoje, é o do “jeitinho”, dos “laranjas”, um “cipoal de gambiarras”, a “terra de ninguém”, a “lei da selva”. Lembrou que o Código Brasileiro de Telecomunicações, que rege o setor de rádio e televisão, em breve vai completar 50 anos: é de 1962.
Disse que os empresários brasileiros da radiodifusão, a um debate aberto, amplo e transparente, parecem preferir um acerto de bastidores entre eles, as empresas de telefonia e alguns funcionários do governo. Franklin definiu este acerto entre quatro paredes como um “rachuncho”. Disse que um acerto do gênero não daria certo em uma sociedade sofisticada como a brasileira.
Se não houver acordo e, portanto, marco regulatório, Franklin previu que as empresas de radiodifusão serão engolidas pelas teles. Motivo? Em 2010, lembrou o ex-ministro, as teles faturaram 180 bilhões de reais, contra 13 bilhões de reais do setor de radiodifusão.
O ex-ministro enfatizou que o marco regulatório se refere às “comunicações eletrônicas”, não afetando a mídia impressa.
De qualquer forma,  disse que o governo Lula “comeu o pão que o diabo amassou” com a mídia brasileira e lembrou três episódios que, segundo ele, deixaram explícito que Lula e o PT respeitam o direito mesmo de uma imprensa ruim: o jornal que sugeriu que o presidente da República era um estuprador; o jornal que publicou na capa uma ficha falsa da candidata Dilma Rousseff; a emissora de TV que gastou sete minutos para provar a existência de um petardo disparado contra um candidato a presidente. Franklin não mencionou os nomes do jornal, da emissora ou do candidato da oposição.
Ele voltou a destacar o papel da blogosfera como “grilo falante” e, para dar a medida da importância dos blogueiros, citou como exemplo um episódio desta sexta-feira. A carta em que o diretor de redação da revista Veja, Eurípedes Alcântara, anuncia a saída do editor Mário Sabino, começa assim:
“Meus caros, antes que prevaleçam a maledicência e a desinformação, matérias-primas dos bucaneiros da internet, gostaria de esclarecer o que existe de factual sobre a decisão do Mario Sabino de deixar o jornalismo e, como consequência, seu cargo de redator chefe de VEJA”.
A plateia riu.
O relato acima reflete uma hierarquização pessoal. Para fazer a sua própria, ouça as gravações (perdemos os minutos iniciais).
Logo depois de prever que o “rachuncho” não vai dar certo, ele diz:


Sobre a blogosfera e o diretor de Veja:


Pedindo que o PT cobre a instalação do Conselho de Comunicação Social, sugerindo a refundação do Ministério das Comunicações e o fim da perseguição às rádios comunitárias:



Franklin lê os artigos da Constituição que, sugere, devem ser incorporados ao marco regulatório:


Íntegra da entrevista do ex-ministro depois do evento, em que ele fala sobre o termo “controle social da mídia”:



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Franklin Martins: “Ninguém pode engavetar a Constituição”

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Não, não somos racistas


26/11 - Conversa de Helio Fernandes e Celso Brant

FONTE:http://www.tribunadaimprensa.com.br/

Conversa de Helio Fernandes e Celso Brant, mostrando que, sem projeto político, nenhum país existe ou se desenvolve.

O comentarista Vilé Magalhães nos manda uma preciosidade: uma conversa de Helio Fernandes com Celso Brant, publicada em 2003 na Tribuna da Imprensa.
Brant, um grande brasileiro, fala sobre a necessidade de uma Nova Inconfidência. Mmostra bem a nossa falta de soberania e como não avançamos nada de1789 a 2003 (e de 2003 a 2011, nada mudou).
Vale à pena conferir o posicionamento nacionalista de Celso Brant, que morreu em 2004, sem ver o Brasil se tornar independente de verdade.
***
INVULGAR, SINGULAR, FASCINANTE

Helio Fernandes
Celso Brant é um mineiro que vem em linha reta de Tiradentes. Jornalista, escritor, político, deputado, chefe de gabinete do governador Clovis Salgado (que substituiu Juscelino), Secretário do Trabalho com Itamar, defensor intransigente do interesse do Brasil. Se me pedissem para definir Celso Brant em três palavras não convencionais, eu diria: Invulgar. Singular. Fascinante.
Seu segundo livro é “A Nova Inconfidência”. Aproveito, converso com ele, faço apenas as perguntas, o espaço fica admiravelmente preenchido por ele.
* * *
Qual o objetivo da Nova Inconfidência?
Celso Brant – O atraso do Brasil decorre do fato de em 500 anos de história, não ter tido nunca um projeto político. O projeto político é a base da existência de qualquer país. Ele é o esqueleto sem o qual a nação não se mantém em pé. Sem ter consciência do seu destino, a nação está em crise permanente de identidade. Como disse Marco Aurélio, para quem não sabe para onde vai, nenhum vento é propício.
Como se começa esse projeto?
Celso Brant– Quando pretendemos construir uma casa, a nossa primeira iniciativa é mandar fazer a planta. Como construir uma nação sem antes cuidar do seu projeto político? Cada país é o que é o seu projeto político e se realiza à medida que realiza esse projeto.
O país que não tem projeto político é o que nós chamamos de colônia. A colônia não existe para resolver os seus próprios problemas, mas para ajudar a enriquecer os países dominadores.
O Brasil continua colônia?
Celso Brant – É a colônia que não tem sequer consciência de sua situação de colônia. A coisa mais difícil, hoje, é explicar aos brasileiros que não passamos de uma colônia dos Estados Unidos. No entanto, na história humana, nunca houve pior colonialismo do que o americano. Quando éramos colônia de Portugal, ele roubava todas as nossas riquezas. Os Estados Unidos não apenas roubam as nossas riquezas, mas estão tentando destruir o Brasil. Estamos mandando, em dólares, para os Estados Unidos, cem vezes mais do que enviávamos em ouro para Portugal.
Por que Nova Inconfidência?
Celso Brant – A Inconfidência foi a primeira tentativa que tivemos de dar um projeto político para o Brasil. Tiradentes estava longe de ser o mais culto dos inconfidentes, mas era o que tinha a mais clara consciência da nossa realidade. Tinha a convicção de que o nosso atraso resultava da dependência colonial. “Não fosse isso” – explicava – “as ruas de Minas poderiam ser calçadas de ouro”. Tinha sempre em mente o exemplo dos Estados Unidos, que haviam rompido, corajosamente, com a submissão colonial e estavam abrindo o seu próprio caminho. As nossas condições eram ainda melhores do que as dos Estados Unidos “pelas maiores riquezas e comodidades que o Brasil possui”.
Podemos comparar Brasil e Estados Unidos?
Celso Brant – Culturalmente, a nossa situação era melhor que a dos Estados Unidos, já que tivemos, num espaço de cinqüenta anos, um florescimento cultural superior a todos os países da América, em todos os tempos. Nessa ocasião, se reuniu em Vila Rica o mais extraordinário grupo de poetas, músicos, pintores, escultores e arquitetos. A América nunca produziu um gênio que se comparasse ao do Aleijadinho. A nossa economia, na época, nada ficava a dever à americana.
O Brasil foi o maior produtor de ouro do século XVIII. O nosso atraso residia no terreno político. E foi aí que cometemos o erro que inviabilizou nosso futuro. Os inconfidentes não tinham consciência de que a luta pela libertação nacional necessariamente termina com a libertação nacional. Nessa guerra, podemos perder algumas batalhas, menos a final e definitiva. O erro dos inconfidentes foi aceitar a primeira derrota como definitiva. No momento em que foi enriquecida com o aparecimento de um herói e mártir, a sua luta deveria ter adquirido novas forças. Aceitar que a Inconfidência terminou com a morte de Tiradentes na forca, seria o mesmo que admitir que o Cristianismo acabou com a morte de Cristo na cruz, quando, de fato, foi ali que começou.
A Nova Inconfidência pretende corrigir esse erro, retomar a luta pela libertação nacional?
Celso Brant – O problema do Brasil no ano 2003 é o mesmo de 1789: falta de soberania. Portanto, o que precisamos fazer é retomar a bandeira que estava nas mãos de Tiradentes e ele deixou cair ao chão ao ser mortalmente ferido pela fúria do dominador estrangeiro, e levá-la à vitória final. Os inconfidentes tiveram uma luta árdua e difícil. Hoje, o Brasil continua como colônia pela absoluta incompetência da nossa classe política. A submissão do Brasil aos Estados Unidos é agora feita através de acordos com o Fundo Monetário Internacional.
No ano passado, estávamos em condições de nos libertar ao chegar ao fim um dos compromissos firmados com aquele organismo. A grande imprensa, a serviço dos grupos financeiros internacionais, começou a veicular a informação de que o Brasil poderia declarar moratória. O governo negava o boato, dizendo que a economia estava estável, o que era verdade. Mas como o presidente Fernando Henrique Cardoso não passava de um servidor dos Estados Undios, e como o Brasil dever ao FMI era essencial à nossa manutenção na situação de colônia, acabou admitindo pedir um empréstimo de 15 bilhões de dólares. Solicitou 15 bilhões de dólares e o Fundo lhe ofereceu 30 bilhões!
O desenvolvimento do Brasil passa pelo FMI?
Celso Brant – De jeito algum. Desse dinheiro, de que não precisava, FHC recebeu 6 bilhões de dólares, embora já estivesse no fim do governo. Até aí, compreensível, FHC era um traidor. Mas como aceitar que o governo Lula recebesse depois uma outra quota de 4 bilhões e 100 milhões de dólares? O Brasil não precisava nem precisa desse dinheiro. Lula com isso aumentou o nosso fundo de reserva. Eram 48 bilhões de dólares, agora, 52 bilhões.
Como explicar essa operação desnecessária?
Celso Brant – Este é o maior crime que está sendo cometido contra o país. A conquista de soberania para o Brasil, hoje, depende apenas de uma decisão simples: pagar os 6 bilhões de dólares embolsados por FHC, devolver os 4,100 bilhões indevidamente recebidos por Lula, denunciar o atual acordo firmado com o Fundo Monetário e nunca mais solicitar a sua ajuda. Isto porque o FMI, ao lado de juros financeiros, cobra juros políticos, que representam, de fato, a entrega da soberania nacional. O que na realidade estamos fazendo é vender a nossa soberania em troca de alguns caraminguás para engordar a nossa conta bancária.
Terminando, qual a pretensão da Nova Inconfidência?
Celso Brant – O que A Nova Inconfidência pretende é unir todos os brasileiros num projeto simples, o da conquista da soberania, indicando, além disso, o instrumento para se alcançar esse objetivo: a mobilização nacional. A mobilização é o mais importante instrumento para um país realizar o seu projeto político nacional.
***
PS – Meditem em tudo o que está dito acima, pensem no que não está dito, raciocinem no implícito e no explícito, e lamentem profundamente o fato de ainda sermos colônia, quando podíamos ser uma potência i-m-p-o-r-t-a-n-t-í-s-s-i-m-a. (Hélio Fernandes)