terça-feira, 31 de janeiro de 2012

31/1/12 - Corrupção pública

Corrupção pública

Sidney Rezende | Sidney Rezende | 31/01/2012 09h51
A corrupção não é uma prática exclusiva dos organismos públicos. Incontáveis exemplos também são identificados em empresas privadas. A diferença é que muitas destas investigações em organizações particulares não chegam até a opinião pública. Muito malandro escapa ileso.
No caso da empresa pública, o desvio de dinheiro ganha mais importância porque está envolvido o meu, o seu, o nosso dinheirinho. Todos temos que saber mesmo o que acontece. Na empresa privada, muitas vezes, é um problema do dono e dos acionistas.
Agora mesmo, caso mais recente, segundo o jornal "Folha de S.Paulo", foi afastado o presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, por suspeita de receber propina de fornecedores do órgão via duas empresas no exterior em nome dele e da filha.
Ocorre que muitas outras suspeitas, ou mesmo comprovações de desvio de dinheiro, continuarão existindo até que os criminosos sejam flagrados. Por quê? Pela simples razão que os cargos são ocupados por seres humanos e a ocasião faz a facilidade do cidadão. Temos que trabalhar nos mecanismos de controle.
Para estancar isto, é preciso criar processos de trabalho suscetíveis a acompanhamento público e dos superiores. E a fiscalização e a punição precisam ser exemplares.
No Brasil, estamos acostumados a passar a mão sobre a cabeça dos corruptos e malfeitores. Veja aquela deputada que não foi cassada mesmo tendo um vídeo mostrando que ela embolsou uma grana. E os políticos que mensalmente ganham algo impróprio de alguém para facilitar a passagem de um interesse escuso.
O nosso espírito deve ser o de sempre: tolerância zero com os ladrões. E mecanismos de controle eficientes, já!

31/1/12 - TIJOLAÇO - Vários textos

Do jornal francês Libération:
“A cena é a mesma, todos os dias: à hora do almoço, uma multidão silenciosa aglomera-se diante das grades da Câmara de Atenas, a dois passos da praça Omonia. Quantos são? Cem? Muitos mais?
“À noite, são duas ou três vezes mais”, diz, suspirando, Xanthi, uma mulher jovem que a Câmara encarregou de “controlar a multidão”. O ambiente fica tenso, quando os portões finalmente se abrem e as pessoas formam uma longa fila até ao balcão onde lhes é entregue uma Coca-Cola light e uma espécie de puré de batata, numa tigela de plástico.

Ouvem-se gritos e discussões. Tem de ser tudo muito rápido: a distribuição demora apenas meia hora. No meio de um certo número de marginais e de idosos que usam roupas velhas, destaca-se de imediato uma nova categoria de cidadãos, até agora pouco habituados a mendigar alimentos.”
Hoje, divulgou-se o nível de desemprego na zona do Euro em 2011: 10,4%. O maior, na Espanha (23%), mas taxas muito altas em países como Portugal (13,6%), França (9,8%) e Itália (8,6%).
Cenas e números quase inacreditáveis para nós, que crescemos vendo o capitalismo europeu como a possibilidade de um estado de bem-estar social mesmo dentro deste sistema econômico.
O welfare-state, em nome da eficiência, foi sendo paulatinamente desmontado em nome da eficiência. Princípios dos partidos socialistas europeus, como a estatização do sistema bancário, bandeira de François Mitterrand, abandonados e tratados como “velharia de ideias” , obsoletas.
E, como a Europa do capitalismo social não reformou o sistema bancário, colocando-lhe algum nível de controle social, o sistema bancário reformou a Europa, colocando a sociedade europeia sob seu controle.








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Postado por Fernando Brito Comentar
Reproduzo aí em cima o vídeo da entrevista da Presidenta Dilma Rousssef, que escapa, com firmeza, da estreiteza mental da nossa imprensa, que repete – a maioria sem saber – o discurso da guerra-fria, transformando as restrições do regime cubano como “justificativa” para toda a perseguição e bloqueio do maior – e mais armado – país do mundo a uma pequena ilha, há quase 50 anos.
É curioso que os “regimes amigos” dos EUA jamais sofram qualquer tipo de discriminação por esta questão e, com eles, seja legítimo termos relações de cooperação econômica.
Como é dever de qualquer governante que deseje a soberania de seu país, ela recusa discutir os problemas internos de outra nação.
Dilma, sem ser grosseira, ridiculariza a “idelologização” da mídia sobre a diplomacia brasileira, reaforma nossos desejo de colaborar – e não de colonizar – com as nações latinoamericanas e africanas e, na última provocação, sobre se iria ver Fidel Castro, não titubeira:
- Sim, com muito orgulho, eu vou.



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Postado por Fernando Brito 3 comentários
O campo de Carioca é dos mais distantes da costa. Se a empresa petroleira não avisa, como se pode saber de um vazamento, ainda mais de pouca dimensão?
A Petrobras divulgou à imprensa hoje, às 13h30, a ocorrência de um derrame de óleo num dos poçõs ligados a um navio plataforma no Campo de Carioca, a 300 km da costa de São Paulo.
A empresa levou apenas cinco horas depois do acidente para tornar pública e informação, inclusive da dimensão do vazamento (até 160 barris, 5% do total admitido pela Chevron no poço do campo de Frade, no litoral fluminense.
O vazamento foi num tubo e o poço foi imediatamente  fechado, para interromper o fluxo de óleo. A empresa diz ter mobilizado os recursos necessários para remover o petróleo vazado.
Já a petrolífera americana só admitiu à ANP o acidente mais de 48 horas depois do “kick” que, segundo ela,o teria causado e mais outras 24 horas para dar as primeiras e vagas informações públicas. E não tinha os meios adequados para monitorar e controlar o problema.
Qualquer vazamento de petróleo é grave, seja o óleo estatal ou “privatizado”, até porque a poluição não é ideológica. As autoridades públicas devem agir imediata e severamente.
Mas para agirem, precisam saber. E não é possível que a gente imagine poder haver um “fiscal” em cada um dos milhares de poços marítimos  deste país e é por isso que se tornam relevantes as diferenças entre uma empresa pública, com responsabilidade social e outra, privada, como a Chevron.
Ainda mais nos poços do pré-sal, que apresentam vazões várias vezes maior do que os do pós-sal e onde, por isso, o mesmo tempo devazamento pode, em tese, representar volumes muito maiores de derrames.
Se já não bastassem todas as razões econômicas para que a operação destas jazidas fosse restrita à Petrobras, há esta, a da transparência ambiental.
O risco da atividade petroleira é grande e tem de ser administrado com rigor, sem restrições econômicas ou das razões de mercado das petroleiras.



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Postado por Fernando Brito 3 comentários
Muitos devem ter lido o noticiário sobre o PDT nos sites, com declarações que fiz após a reunião do Diretório Nacional do partido. Em geral, pelo que li, elas traduzem corretamente o que disse. Demorei um pouco, tentando obter um vídeo com áudio melhor mas, como não o consegui ainda, vai este, com muitos ruídos. Para quem quiser saber o que declarei – e que é o que penso – sobre a necessária revitalização do trabalhismo, conservando seus compromissos históricos e sobre o meu entendimento de que, no presidencialismo, compete à presidenta escolher aquele que venha a ser seu escolhido e que aos partidos cabe fazer indicações se e quando solicitados a isso.



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Postado por Brizola Neto 15 comentários
Postei, lá no Projeto Nacional, uma rápida análise sobre o IGP-M de janeiro, divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas.
E o gráfico que vai aqui no post, mostrando que a tendência de queda da inflação, que a gente vem mostrando aqui faz tempo, não era surpresa para ninguém no “mercado” muito antes de o Banco Central decidir começar a baixar os juros.
O IGP-M de janeiro, de 0,25%, é o menor já registrado, exceto pelo medido em plena crise mundial, em janeiro de 2009.
A inflação de janeiro, que costuma ser alta, não vai ser baixa, não, pela variação do preço dos transportes, dos alimentos e das escolas.
Mas seus fundamentos nos preços do atacado são de correção baixa ou nula dos preços. E, dependendo de novos abalos na Europa, até mesmo de baixa.
A urubulândia, que sonhava com um descalabro nos preços para continuar sua cantilena da impossibilidade de um crescimento forte do país lutou – e ainda luta – o quanto pôde.
Mas perdeu, embora tenha conseguido criar um clima de expectativa por aumento de preços que é extremamente prejudicial.
Que, porém, se desfará, como tudo que não tem base na realidade.





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Postado por Fernando Brito 10 comentários
Ao escrever o  post anterior, sobre o  machismo da nossa imprensa, ainda não havia tomado conhecimento das insinuações feitas pela revista Época de que a futura presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, teria recebido vantagens indevidas na empresa por conta de uma nomeação retroativa.
E, acintosamente, apesar de ser ela reconhecida por todos como pessoa que construiu uma história de competência desde que entrou há quase 30 anos, por concurso na empresa, depois de ter sido estagiária, diz que ela só ascendeu na carreira por “ter ficado amiga de Dilma Rousseff”.
Já na primeira, provocação, Graça mostrou que não está para brincadeiras.
Além das explicações oficiais da empresa, a nova presidente desafiou a Época a examinar seus contracheques e ver se ela recebeu algo indevido.
Fez muito bem.
E fará muito bem se não se enganar pela boataria que os jornais – especialmente O Globo, que nutre um especial ódio pela Petrobras – andam fazendo sobre possíveis (e naturais) troca de ocupantes de cargos de direção, como tratou ontem o blog do Zé Dirceu. Embora a armação já de início não se sustente, porque tanto Graça quanto o ex-presidente do PT, José Eduardo Dutra são servidores de carreira da empresa, é bom estar atento a isso o tempo todo.
Porque O Globo não se pejou de dizer que “estava sendo criada uma diretoria” só para abrigar o petista, embora tivesse a função tivesse sido  anunciada publicamente antes mesmo da  eleição de Dilma Rousseff.
Hoje, no finalzinho da resposta de Dutra, o jornal se comporta como o lobo da fábula, ao reconhecer que a decisão é antiga, mas emendar dizendo que “está sendo efetivada apenas agora”.
Sabem como é: se não foi você foi seu pai, ou seu avô…



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Postado por Fernando Brito 18 comentários
Quando eu era um estagiário da editoria de Esportes de O Globo, no final dos anos 70, contava-se a história de que  ao descer à redação, coisa que não fazia muito, um dos irmãos de Roberto Marinho – se ainda me recordo, Rogério – perguntou a um velho funcionário do jornal, espantado com a quantidade de mulheres na redação:
- Mas elas se comportam direitinho?
Três décadas e meia depois, o comportamento da imprensa em relação às mulheres que chegam aos cargos de poder político parece lembrar este comportamento.
O Estadão, a partir de uma boa reportagem de Sérgio Torres, onde a futura presidente da Petrobras, Maria das Graças da Silva Foster, é apresentada como uma lutadora, boa mãe e amiga, militante política e até capaz de fazer-se pequenas tatuagens, é chamada de “dama de ferro”;. Expressão, aliás, que o repórter jamais utiliza.
Em outra “reportagem” a coisa é com Dilma. É chamada de autoritária e até – novamente a editoria – tem sua antessala definida como “sala de torturas”, porque todos teriam medo do que irá acontecer ao encontrarem a presidenta. O seu defeito? Ela “se irrita com promessas não cumpridas, projetos que não param em pé, pressão de aliados políticos por cargos no governo e “vazamentos” de notícias. Erros de português e números trocados também a tiram do sério”.
Ora, francamente, era para gostar? Cidadãos adultos, Ministros de Estado, dirigentes de empresas públicas, só porque vão tratar com uma chefe mulher devem esperar, ao deixarem de ser consistentes e competentes, a serem tratados na base do “bilú-bilú”? Isso é uma idiotice total e, que espera algo assim, não deve levar uma, mas duas broncas: além da ineficácia, outra pela visão deformada que têm da condição feminina.
Mas como Dilma e Graça são mulheres, o fato de serem chefes exigentes é – e nem tão veladamente assim – criticado. “Gerentona”, “dama de ferro”, “duríssima”, “exigente” são alguns dos rótulos que lhes pregam.
Ora, as duas têm um trabalho duro, difícil, onde cada erro, além da exposição política, causa prejuízo ao povo brasileiro. Não estão ali por carreira ou brincadeira, nem pelo salário, apenas. Têm uma imensa responsabilidade.
Fossem homens, ninguém iria lhes cobrar gentilezas e rapapés. E é exatamente por esse comportamento machista, que acha que mulheres devem ser “polianas” que, às vezes, até têm de subir uma ou duas oitavas o tom do comando, porque sempre vai haver um bobalhão achando que ordem de mulher não é como ordem de homem e que é possível enrolá-las com “jeitinho”.
Ter chefe exigente e “cobrador” nunca foi problema para ninguém.
Pessoalmente, trabalhei por mais de 20 anos com uma pessoa tida como difícil e autoritária, Leonel Brizola. Nem era, mas também não era “um docinho”, nem deveria ser.  Isso nunca me fez mal algum e muito menos me tornou um cordeirinho amedrontado, por duas razões.
A primeira, retidão e lealdade. A segunda, um própósito em comum, como se deve ter quando se está em um projeto de mudança de um país. Levei algumas broncas e “peitei” algumas coisas e ninguém saiu machucado disso. E ele próprio, o mais velho, tomava a iniciativa de minimizar o estrago: “lenha boa é que sai faísca”, dizem bem os gaúchos.
Será que deve ser diferente só porque é uma mulher?
Mas a imprensa, infelizmente, reproduz essa visão machista que deveria ter ficado no passado de um país onde, felizmente, as mulheres começam – e apenas começam – a ter papéis decisórios secularmente “pertencentes” aos homens.
Nossos meios de comunicação, tão “moderninhos” e “politicamente corretos” deviam ter vergonha de pensarem como há 35 anos pensava o irmão Marinho, parte de um tempo no qual o mais importante que se podia dizer de uma mulher era  ser “senhora do Fulano de Tal”.
Que vergonha!




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Postado por Fernando Brito 34 comentários
A manifestação do presidente da Associação dos Magistrados, secundado por outros desembargadores, presidentes e ex-presidentes de Tribunais de Justiça, afirmando que  os acusados no chamado “mensalão” estão por trás das críticas ao comportamento de alguns integrantes do Judiciário é um desrespeito à própria ideia de independência e altivez que merece a Justiça.
Narra o “Estadão”: “O Supremo está emparedado por pessoas que querem abalar os alicerces do Judiciário”,brada Henrique Nélson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)”.
Excelência, com a vênia que lhe pede um leigo, isso parece ser uma acusação, e a acusações, se bem me recordo, carecem de um mínimo de provas, se estão na esfera pública.
Do contrário, são apenas política.
E no campo da política, a discussão é livre.
Politicamente, o pronunciamento do presidente da AMB, feito num evento público, é de uma total irresponsabilidade:
“”Estamos vivendo no Brasil (…) um momento onde aqueles que deveriam zelar e velar pelas garantias constitucionais brasileiras muitas vezes assumem posição de afrontar. O Supremo tem sido sistematicamente afrontado”.
Opa! Quem é que está afrontando as garantias constitucionais, Excelência? Que decisão judicial não está sendo acatada? Que tribunal está sendo desrespeitado?  Em que o Supremo tem sido afrontado?

É o caso de indagar: quem quer abalar o Judiciário são aqueles que chamam a atenção sobre possíveis desvios, que fazem com que alguns percebam do Estado – ou de terceiros – valores que precisam ser explicados ou os que trazem à luz estes fatos?
Juízes são cidadãos e servidores, como todos. É da essência da República.É próprio do Estado de Direito.
É curioso que esse discurso jamais tenha surgido quando acusações – até mesmo muito menos graves – pesam sobre Ministros de Estado ou parlamentares. Ninguém, e seria absurdo que o fizesse, disse que o Executivo ou o Legislativo estavam sendo afrontados ou emparedados.
Ninguém foi contra exigir que o ex-ministro Palloci, por exemplo, indicasse a origem de seus ganhos. E a chefe do Executivo, oferecida a possibilidade de explicação e defesa, sempre agiu com firme prudência.
Ninguém, até agora – salvo  integrantes da mais alta cúpula do Judiciário – disse que há banditismo na Justiça. E o fez depois de chegarem às suas mãos, pelos meios legais, informações estarrecedoras sobre movimentações financeiras.
Não se tem notícia de ninguém que tenha se expresado com um décimo da virulência que faz hoje o ex-presidente do TJ do Rio de Janeiro, Marcus Faver, em entrevista a O Globo:
A imprensa tem denunciado gravações apontando venda de sentenças por juízes…
FAVER: Isso é muito grave, gravíssimo. Se há isso, é crime e o autor disso, me desculpe a expressão, se for um juiz deve ser enforcado em praça pública.
Quem vende sentença tem que ter essa punição?
FAVER: A punição maior. Um enforcamento em praça pública
Ninguém está procedendo com tais arroubos. Ninguém está propondo que se faça, mesmo aos maus juízes, nada que não a aplicação da lei, que não não enforca, nem literal nem figurativamente. A severidade que se quer é o cumprimento estrito da lei, o direito de defesa, a observância dos direitos da coletividade como maior que o mero interesse pessoal.
Ninguém mais do que os fracos precisam do Judiciário. Ninguém mais do que a multidão de pobres deste país, ajuda a remunerar, com dignidade, seus mais elevados servidores.
Ao Judiciário, mais do que a qualquer um, deve competir a tarefa de por-se acima de suspeitas, para que não o  encaremos como parcial e hipócrita e não com o respeito que o vemos.
Mas, ainda no campo da política, o que se depreende de, sistematicamente, o  “dura lex, sed lex” no Brasil  ser o contrário do que o simplório capitão Rodrigo Cambará diz em “O Tempo e o Vento”:
- Buenas, e me espalho. Nos pequenos dou de prancha, e nos grandes dou de talho.
Não é hora de nossos magistrados verem que não é possível ir de talho nos humildes do Pinheirinho e nem de ir prancha nos grandes, ao aceitarem que se apure os eventuais abusos e comprometimentos nas estruturas da Justiça?
Certamente é muito mais lúcido e democrático do que rugir por uma suposta ameaça às intituições que, além de proteger eventuais culpados por desvios, ameaça uma crise institucional, terreno onde medra o golpismo contra as próprias instituições e a democracia.
Este, sim, devemos perguntar a quem interessa, e não é difícil saber que é aos que não atingem o poder pelos caminhos da vontade popular.

31/1/12 - Políticos são todos iguais?

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Políticos são todos iguais?

A sensível diferença entre Lula e Andrea Matarazzo político do PSDB

José Serra trata o povo assim: Cumprimenta de longe,depois, lava as mãos com álcool
Para quem acha que Partidos e politicos são todos iguais. 

31/1/12 - 10 mais destrutivos comportamentos humanos

Carta O Berro.........................................................repassem

 

Entendendo os 10 mais destrutivos comportamentos humanos


Ao longo do tempo, a raça humana já inventou muitas formas diferentes de destruir a si mesma. Muitos cientistas já se dedicaram a analisar algumas atitudes que as pessoas tomam, mas grande parte dessa área de conhecimento ainda permanece um mistério para muita gente. Esta lista com dez comportamentos destrutivos é uma tentativa de jogar alguma luz sobre este assunto.
10 – Mentira
Contar uma mentira não é tão fácil para quem não está acostumado: um estudo cronometrado concluiu que a mentira leva 30% a mais de tempo para ser falada do que a verdade. Outras pesquisas mensuram quantas vezes uma pessoa mente em um dia, um ano ou na vida inteira, por exemplo. Em uma destas investigações, feita por psicólogos da Universidade de Massachussets (EUA), 60% dos participantes foram flagrados mentindo pelo menos uma vez em uma conversa de dez minutos.
Mas ainda não está clara a origem da tendência à mentira. A maior parte dos psiquiatras a atribui a problemas de auto-estima: quanto mais baixa, maiores as chances do uso da mentira para mascarar a situação. Psicólogos de outra universidade americana, a Washington and Lee (Lexington, Virginia), afirmam que a definição de mentira já é algo impreciso. Para eles, a mentira depende de duas coisas: a pessoa que conta deve acreditar que sua frase é falsa, e deve estar com intenções claras de que o interlocutor a aceite como verdade. Se fugir desse perfil, já não pode ser chamada de mentira.
9 – Violência
Será que a violência só acontece quando existe um motivo? Ou o cérebro e genes do ser humano são condicionados a uma busca natural por ela? Muitos pesquisadores já acreditaram na segunda opção. Analisando a pré-história, nossos ancestrais tinham hábitos como canibalismo, por exemplo, mas pesquisas recentes indicam que eles eram mais pacifistas do que o homem atual.
No mundo animal também existe violência, quase sempre relacionada à luta por comida, parceiros sexuais ou território. Os seres humanos, em maior ou menor escala, apresentam essas mesmas características: estudos de 2008 mostram que existem áreas específicas no cérebro para esse fim.
Alguns psicólogos acreditam, por essa razão, que o ser humano é uma das espécies mais violentas do planeta: o mecanismo hormonal responsável por isso é ativado muito facilmente. Mesmo que a situação violenta não tenha uma relação aparente com o instinto de sobrevivência animal.
8 – Roubo
Já não é algo novo na sociedade a existência dos cleptomaníacos, pessoas que teriam tendência natural ao roubo. Um estudo com 43 mil pessoas descobriu que 11% admitiram já ter roubado uma loja pelo menos uma vez. Mas se esta atitude nem sempre é motivada por necessidade, é preciso que algum fator emocional a explique: a adrenalina da ação, por exemplo.
Uma pesquisa de 2009, conduzida pela Universidade de Minnesota, os participantes foram ministrados ou com um placebo ou com doses de naltrexona, um fármaco que reduz a compulsão por álcool e outros vícios, como drogas e jogo. E o teste mostraria que a substância reduz também a compulsão ao roubo, ou seja, ele também seria uma espécie de vício nocivo instalado em nossas mentes.
Fatores neurológicos à parte, também já foi registrado o ato de roubar no mundo animal. Algumas espécies de macaco usam truques para chamar a atenção dos rivais, tirá-los do lugar onde vivem e roubar a comida deles durante a ausência.
7 – Traição
Por que o ser humano, já tendo escolhido um parceiro conjugal, continua sujeito à tendência de procurar outra pessoa? Em cada cinco americanos, um acha que a traição é moralmente aceitável ou que essa atitude nada tem a ver com moral. Alguns estudos lançam um paradoxo: são justamente as pessoas com mais integridade moral, em teoria, que tendem a trair mais.
E qual seria o motivo? Psicólogos explicam que é justamente porque tais pessoas tiram a traição conjugal da esfera da ética. Em alguns casos, alguma condição ou atitude do parceiro traído seria justificativa suficiente para isso. Fatores de gênero e poder também estão envolvidos nessa balança, mas muitos aspectos sobre a traição continuam obscuros.
6 – Vícios
Todos os fumantes sabem, atualmente, que estão fazendo mal a seus pulmões, e mesmo assim fumam. Mas talvez isso não se explique apenas pela dependência química que a nicotina causa no corpo: fatores psicológicos podem levar as pessoas a manter este e outros maus hábitos de vida. Por que, apesar da consciência do mal, as pessoas buscam justificar suas atitudes (dizendo coisas como: minha avó tem 90 anos e fumou a vida inteira)?
Uma psicóloga canadense, da Universidade de Alberta, elencou cinco razões além da biologia para afirmar porque as pessoas não largam seus vícios. Seriam elas: rebeldia interna natural, necessidade de ser aceito socialmente, incapacidade de realmente compreender os riscos do vício, visão egocêntrica de mundo (algo como não se preocupar com as pessoas que vão sofrer se você morrer) e predisposição genética.
5 – Bullying
A palavra que entrou na moda em um passado recente, no Brasil, serve para explicar uma atitude muito antiga: a discriminação. No caso de crianças, psicólogos ainda divergem sobre a origem deste comportamento entre os dois ambientes que elas freqüentam: a família e a escola. A maioria dos educadores acredita que a influência comece em casa, mas em ambos os cenários a criança encontra condições sociais para praticar o bullying.
É claro que esta atitude não se limita às escolas: uma pesquisa afirmou que 30% dos profissionais norte americanos já passaram pela experiência da discriminação no trabalho. Tomando o bullying como uma condição psicológica do ser humano, a maioria dos profissionais acredita que esteja relacionado a questões de status e poder: quando humilhamos uma pessoa, nos colocamos em patamar superior perante o grupo.
4 – Alterações artificiais no corpo
Quem nunca fez tatuagem já deve estar cansado de ouvir histórias de como é dolorido e de como foram sofridas as horas que a pessoa passou na cadeira da loja para imprimir um desenho na própria pele. Mesmo assim, essa e outras várias mudanças artificiais no corpo continuam atraindo muitos interessados e estão cercadas de fascinação.
Cirurgias plásticas no rosto e no corpo, implantes e adereços pelo corpo fazem parte da história moderna do ser humano. Psicólogos não negam que a principal razão seja mesmo a busca pela beleza e para se ficar mais apresentável na sociedade. Mas não seria apenas isso. A questão, conforme especialistas afirmam, não está apenas na pessoa se sentir bem perante os outros, e sim consigo mesma. Mas uma coisa, obviamente, está ligada à outra.
3 – Stress
Será que as pessoas têm a escolha de se estressar ou não diante da vida que levam? Muitos estudos já comprovaram que ele piora a saúde em todos os sentidos e podem levar o corpo a um precoce ataque cardíaco ou um até um câncer.
O ambiente do trabalho sempre foi tomado como a maior fonte de stress. E a tecnologia moderna representou, conforme explicam os pesquisadores, uma ameaça em potencial: quanto mais celulares e laptops nós temos, menor fica a linha que separa o trabalho do descanso: levamos trabalho para casa, temos menos tempo para relaxar e acabamos nos estressando mais. As velhas dicas de bom sono, boa alimentação e exercícios físicos regulares ficam cada vez mais válidas diante desta situação.
2 – Jogo
Não é apenas o ser humano que tem uma impulsão natural a apostar: até os macacos o fazem. Um experimento concluiu que os primatas se sujeitaram a testes contínuos para conseguir um prêmio, no caso uma tigela de suco de frutas. E se tinham a oportunidade de conseguir um pouco mais, mesmo arriscando perder o que já tinham, eles tentavam. Mas como surge essa tendência?
Psicólogos afirmam que o nosso cérebro tente a acreditar nas próprias vitórias. Logo, quando a gente vence por muito pouco, não pensa nisso como uma quase-derrota e que as chances de perda eram muito maiores do que a de ganho. Pensamos que a vitória deve ser repetida, por isso vamos novamente ao jogo sem pensar nas consequências. Muitas histórias de fortunas perdidas em cassinos, por exemplo, foram motivadas por este simples mecanismo mental.
1 – Fofoca
O que a vida alheia tem de tão interessante, que nos torna atraídos a falar dela várias vezes e com muitas pessoas? As fofocas criam laços pessoais. Ela é usada socialmente, conforme explicam os especialistas, para aproximar duas pessoas que não gostam de uma terceira.
Os psicólogos pensam na boataria como um dos fatores mais destrutivos porque ela está atrelada a outros: quem fofoca nem sempre tem compromisso com a verdade, e a vida dos outros pode ganhar uma versão totalmente distorcida na boca do interlocutor. [LiveScience]

31/1/12 - ÉPOCA - Vamos Combinar

ÉPOCA - Vamos Combinar


Posted:
Flavio Giosa, executivo, com um cargo numa entidade ambiental, resolveu fazer as contas reais sobre a lei do saco plástico. O título é significativo: “Menos sacolas, mais lixo nas ruas.” São quatro conclusões básicas: Os  supermercados farão uma economia de R$ 500 milhões por ano com a medida. (Nenhum centavo será repassado ao consumidor). 100 [...]
Posted:
O desembarque de inspetores da ONU em Teerã, onde irão investigar as pesquisas nucleares do país, coloca uma pergunta política: o que vai acontecer com a diplomacia dos Estados Unidos, União Europeia e Israel se não surgirem provas de que o Irã prepara sua bomba atômica? Este é um problema sério. A maioria dos serviços de inteligência do [...]
  from ÉPOCA - Paulo Moreira Leite

31/1/12 - Programa “Explode Coração!”

FONTE:http://festivaldebesteirasnaimprensa.wordpress.com/

Programa “Explode Coração!” é o grande sucesso do desgoverno Mauckmin!

Foto: Zanone Fraissat/Folhapress
“Explode Coração!” é a frase que os bandidos bem tratados de São Paulo utilizam, quando acionam o mecanismo de dinamite nos caixas eletrônicos.
Praticamente, todos os dias, um ou dois caixas eletrônicos são explodidos no Estado de São Paulo, desgovernado por Mauckmin e por tucanos há uns vinte anos.
Esse programa, o “Explode Coração!”, é o que tem mais beneficiado o crime organizado em São Paulo e conta com o total apoio do desgoverno do estado, que nada faz para impedí-lo.
Na madrugada desta terça-feira, segundo o site Folha.com, “criminosos explodiram simultaneamente caixas eletrônicos de duas agências bancárias –Itaú e Santander– na rua Sete de Setembro, no centro de Serra Negra (139 km de São Paulo)”.
Como sempre, a polícia não sabe de nada, inclusive quanto foi levado pelos meliantes.
A principal justificativa do desgoverno Mauckmin para deixar rolar o “Explode Coração!” é que todos os recursos da política de segurança pública estão concentrados no outro programa de sucesso de Mauckmin, o “Pau nos Pobres”, com as bem sucedidas operações na Cracolândia e Pinheirinho.
Abaixo, alguns links que mostram a pujança do programa “Explode Coração!”:
Criminosos explodem caixas eletrônicos em São Paulo – 10/01/2012
Câmera registra explosão de caixa eletrônico durante a virada de ano – 04/01/2012
Criminosos explodem caixa eletrônico no litoral de SP – 24/12/2011
Caixa eletrônico é explodido na Grande SP – 23/12/2011
Quadrilha explode caixa eletrônico na Grande São Paulo – 22/12/2011
Bandidos explodem caixa eletrônico na zona sul de SP – 17/12/2011
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Quem tiver interesse em constatar a mais de centena de ações do “Explode Coração!”, somente durante o desgoverno Mauckmin, clique aqui, e terá a lista de matérias sobre o assunto, no site Folha.com.
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Clique aqui e veja a centena de fotos das ações do bem sucedido programa do Mauckmin, o “Explode Coracão!”
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Chuva em SP é a mesma de sempre e, infelizmente, os desgovernos tucanos também…

Programa "Alaga Zona Leste", em janeiro de 2011

O G1 informa hoje (clique aqui) que a média de chuvas de janeiro/2012 é apenas 3% superior à média de janeiro/2011.
Que provavelmente esteve na média dos últimos cinquenta anos.
O que significa que a grande quantidade de alagamentos e os enormes prejuízos causados aos que circulam na capital e imediações só tem uma explicação: desgoverno!
Entra ano, sai ano, entra lago, sai lago e os investimentos dos seguidos desgovernos do PSDB (Covas, Alckmin, Serra e, novamente, Alckmin ou Mauckmin) são ínfimos, para não dizer que não existem.
Trata-se do Programa “Alaga São Paulo”, um dos principais dos desgovernos Serra e Mauckmin.
A imprensa, no entanto, que é tão crítica e rígida com o governo federal é incapaz de realizar a mínima crítica aos seguidos governos tucanos.
Toda vez que tem grandes alagamentos em São Paulo, para a imprensa, a culpa é da chuva que, coitada, apenas cumpre o seu papel, que é… chover!
Até a minha neta de cinco anos sabe que o papel da chuva é chover e que o papel dos governos é garantir que ela escoe normalmente, para lagoas, rios e para o mar – além de se infiltrar no solo – sem formar alagamentos.
Para tanto, precisa gastar dinheiro nisso, em vez de obras desnecessárias como o alargamento do Rio Tietê.
 
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Desgoverno Mauckmin tem novo recorde: PMs paulistas mataram 20% dos assassinados em 2011


Desgoverno Mauckmin praticando "Tiro aos Pobres"

O desgoverno Mauckmin mostrou ao que veio, em 2011, estimulando a PM a ser mais violenta do que já é normalmente e sendo complacente com os crimes cometidos por policiais militares em serviço.
Trata-se de outro importante programa de desgoverno, o futuramente famoso “Tiro aos Pobres”
Não é este humilde blog quem afirma isso, mas matéria da Folha de São Paulo, publicada hoje (27/1/12).
O título já diz tudo: Um em cada 5 mortos em São Paulo é vítima de PM
As 290 mortes cometidas por PMs são casos de “resistência seguida de morte” (229) e homicídios dolosos fora do trabalho (61).
Essa é a maior média de mortos por PMs desde 2005, proporcionalmente ao total de pessoas mortas na cidade.
Agora entendemos as ações da Cracolândia, da USP e de Pinheirinho. Ou não?
Em São Paulo entidades de Direitos Humanos reclamam que a polícia criou uma figura jurídica que não existe no Código Penal para registrar crimes contra a vida.
É a expressão “resistência seguida de morte” , usada pela polícia para justificar os homicídios.
Dificilmente esses casos são investigados e os inquéritos costumam ser arquivados.
E o arcebispo de São Paulo, não fala nada sobre isso?
Saudades do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns…
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FHC decreta o fim de Serra

Blog do Nassif, qui, 26/01/2012 – 08:00
Coluna Econômica – 26/01/2012
Na segunda-feira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso concedeu uma entrevista ao blog do The Economist. Na terça-feira a entrevista foi reproduzida pelos principais jornais.
Nela, FHC rompe com limitações emocionais, reconcilia-se com sua biografia e ajuda a salvar o que resta do PSDB: rompe politicamente com José Serra, através de um diagnóstico duro:

  • O PSDB perdeu as eleições de 2010 devido a erros primários na campanha.
  • Esses erros foram de responsabilidade exclusiva de José Serra, por seu individualismo, arrogância e pelos conflitos que criou dentro do próprio partido.
  • Aécio Neves é o candidato natural do PSDB nas próximas eleições.  Serra não tem possibilidade de vitória.
A terça-feira foi dos piores dias da vida de Serra. Contrariando seus hábitos – de dormir tarde e levantar tarde – antes das 7 da manhã estava no Twitter – o sistema de mensagens curtas da Internet. Mandou uma mensagem insossa: “É a primeira vez que entro para dizer BOM DIA A TODOS”.  Alguns minutos depois, outra mensagem, desta vez com críticas ao governo Dilma. Depois sumiu, contrariando seu padrão de atuação.
Ontem à tarde houve evento na prefeitura de São Paulo. No palco principal, o prefeito Gilberto Kassab, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente FHC em demonstrações explícitas de civilidade política. Serra, na plateia, passando despercebido.
É preciso entender melhor as relações históricas entre FHC e Serra para avaliar o peso das declarações de FHC.
Ambos conviveram no exílio. FHC sempre foi um bom conhecedor de pessoas e considerava Serra por demais voluntarista, personalista, autoritário e arrogante. Foi esse o motivo para quase tê-lo deixado de fora na montagem do seu ministério, em dezembro de 1994.
Por outro lado, Serra tornou-se muito próximo a dona Ruth, quase um filho problemático sendo orientado por ela. Essa aproximação logrou quebrar resistências de FHC que se tornou o grande avalista de Serra, o único aliás.
Foi graças a esse apoio que, depois de perder as eleições para prefeito de São Paulo, Serra foi nomeado Ministro da Saúde, depois de uma atuação medíocre como Ministro do Planejamento. Na Saúde, ganhou cacife político com uma gestão corajosa.
A fraqueza emocional de FHC – bancando a candidatura de Serra – foi fatal para o PSDB e quase fatal para o país. Tivesse sido eleito, em lugar de uma reunião política civilizada – como a que ocorreu ontem na prefeitura de São Paulo – ter-se-ia um país em pé de guerra.
Vários fatos contribuíram para que FHC revisse definitivamente seu julgamento sobre Serra.
A gota d’água foi o livro de Amaury Ribeiro Jr., “A Privataria Tucana” – um nome inadequado para um livro que revela sinais de corrupção especificamente em Serra, não no partido.
A primeira reação de FHC foi vir a público deblaterar contra o livro, que comparou ao famoso “Dossiê Cayman” – uma patacoada criada por partidários de Paulo Maluf com acusações inverossímeis contra FHC, Covas, Motta e o próprio Serra.
Depois, leu o livro. Informações que circularam semanas atrás davam conta de que ficou escandalizado com o que leu.
Agora, o PSDB fica livre para se reconstruir.

Os jornalões e Serra – 1

Na entrevista, FHC unge Aécio Neves como candidato natural do partido e tece elogios ao governador de Pernambuco Eduardo Campos. A grande agonia de Serra foi acompanhar a repercussão nos jornais. Há alguns anos, FHC tornou-se o referencial máximo para os grandes grupos de mídia do eixo Rio-São Paulo. Serra tem boa ascendência, contato com alguns jornalistas influentes, mas o que o segurava era o aval de FHC.

Os jornalões e Serra – 2

No dia seguinte, houve uma tentativa da Folha de minimizar a entrevista, supondo que FHC tivesse desagrado gregos e troianos, serristas e aecistas. Os primeiros (na verdade meia dúzia de tucanos) por desqualificar Serra; os segundos, por expor Aécio, que pretende ficar em segundo plano até ser indicado. O apoio de FHC consolida Aécio no PSDB. Não terá repercussão maior fora da mídia e dos partidos políticos.

A fim da blindagem

Em toda sua vida política, Serra sempre foi protegido por uma blindagem, devido ao seu passado intelectual. Essa blindagem impediu que fosse questionado sobre a mudança do padrão de vida ainda em pleno governo Montoro – no qual ocupou seu primeiro cargo público. Em pouco tempo saiu de um pequeno sobrado na Vila Madalena para um sobrado amplo perto da Praça Panamericana. Aos amigos dizia ter conseguido um aluguel barato.

Os iludidos

Sua atuação de bastidores iludiu não apenas a FHC, mas também Lula, seus colegas na Unicamp, jornalistas, amigos dos tempos de exílio. Nas eleições, algumas de suas características ficaram evidentes, como o uso de dossiês contra adversários – de Aécio a Dilma -, o discurso religioso, destoando de toda sua vida política. Mas ainda havia crença de que não se valeu da influência política para ganhos pessoais.

O livro de Amaury

O livro “A Privataria Tucana” demoliu as últimas defesas de Serra. Pelos documentos apresentados, reconstitui-se sua trajetória nas privatizações. Para fora do governo, fazia um discurso aparentemente crítico à privatização desvariada. Para dentro, era o encarregado da privatização e seu defensor mais acerbo. Tempos atrás, o próprio FHC afirmou que Serra foi o mais radical defensor da privatização da Vale.

Privatização e benefício pessoal

Nem se considere a questão ideológica. A privatização tem um conjunto de méritos assim como uma série de restrições. Daí a importância de ser trabalhada sem dogmatismo. Mas Serra abriu mão de projetos que poderiam tê-la legitimado – como, por exemplo, a privatização com fundos sociais, beneficiando optantes do FGTS, cotistas do FAT. Boicotou a iniciativa. Agora, sabe-se que havia interesses de ordem pessoal em sua posição.
 
2 Comments Publicado por em 26 26UTC janeiro 26UTC 2012 em Uncategorized
 

Massacre em Pinheirinho: mais uma ação do programa “Pau nos Pobres”

Este vídeo mostra uma boa parte da história e da recente ação do desgoverno Mauckmin, expulsando de forma truculenta os seis mil moradores que lá moravam há oito anos.
O prefeito de São José dos Campos disse que não era praça de guerra.
Veja você e confira:
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A culpa não é da PM, é do Mauckmin!

O Mauckmin está em paz com sua consciência, e você?

Uma pessoa poderia promover a regularização da posse ou a remoção das famílias de Pinheirinho de forma pacífica, por ter autoridade para tal: o desgovernador Geraldo Mauckmin.
E para isso poderia contar com a ajuda do governo federal, que tinha interesse em buscar soluções negociadas, já que a área tinha oito anos de ocupação, com famílias instaladas, comércio, igreja e outros equipamentos que caracterizam um bairro.
Entretanto, o Mauckmin, com o apoio da justiça estadual e do imprefeito tucano Cury, de São José dos Campos, estava determinado a expulsar aquelas milhares de pessoas do modo mais rápido possível, para devolver o terreno ao mega-especulador Naji Nahas.
Esse era o objetivo estratégico do desgovernador. Afinal, nenhum programa de governo é mais importante do que o seu “Pau nos Pobres”!
Assim, utilizou o aparato da PM para realizar o seu intento, com a truculência típica da direita quando no poder.
A PM não tem poder sobre o desgovernador. Mesmo que quisesse não poderia desobedecer a ordem superior.
O desgovernador Mauckmin, que não consegue resolver o problema de homicídios e assaltos no Estado de São Paulo é um homem sem coração.
É um homem mau!
Ele é o único responsável por tudo o que aconteceu e agora diz que vai avaliar…
É aquele tipo de carola católico (Opus Dei) que tem coração de pedra, porque coloca a Lei acima do Amor.
Bem, quem classificou esse tipo de pessoa não fui eu, mas um carpinteiro/rabino de Nazaré, chamado Jesus. É só ler com atenção o Novo Testamento.
Carolas direitosos como o desgovernador de SP preferem guardar o sábado (observar a Lei) do que fazer o bem nesse dia. Fato condenado pelo tal carpinteiro/rabino.
Um homem mau, muito mau, esse desgovernador…
O pior é que ele consegue dormir com tranquilidade, após um ato de violência dessa magnitude.
Freud explica?
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Mauckmin, o anti-Robin Hood: tira dos pobres e dá pros ricos

Mauckmin: desse eu tenho medo...
O desgovernador Alckmin – ou melhor, desgovernador Mauckmin, a partir de agora – consolida a sua carreira política mostrando ao que veio: expulsar os pobres de São Paulo, sonho da elite carcomida e reacionária do estado mais rico da federação.
No melhor estilo anti-Robin Hood, que é o de tirar dos pobres para dar para os ricos.
De preferência utilizando todo a força do aparato repressivo das Polícias Militar e Civil.
Está sendo assim em Pinheirinho, São José dos Campos: tirou a moradia e o local de convivência de seis mil pessoas para dar a um único rico, o Naji Nahas.
Na verdade, temos que ser honestos, esse também foi o plano de Serra e de Kassab, durante suas passagens pela prefeitura de São Paulo e pelo governo do estado.
Faz parte da sanha elitista demo-tucana, felizmente apeada do poder no meu Planalto Central.
Aqui, neste modesto blog, temos mostrado os diversos programas de ação dos desgovernos Alckmin, Serra e Kassab com essa finalidade. Clique nas tags abaixo para acessar os respectivos posts:
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Até a OAB do Ophir criticou a ação da PM do desgoverno Alckmin!

PM fazendo carinho num rapaz em Pinheirinho (Foto: Nilton Cardin/Sigmapress/AE
Até o “alckimista” Ophir Cavalcante, presidente nacional da OAB, considerou ilegal e desrespeitosa com os moradores a ação da PM do Desgoverno Alckmin, em Pinheirinho, São José dos Campos.
Veja abaixo a matéria extraída do site da OAB
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, condenou a violência policial neste domingo (22) durante operação de reintegração de posse de uma área na região de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP). Após um dia de intensos confrontos com moradores da comunidade, a Polícia Militar divulgou a retirada de cerca de 1.600 famílias que moravam irregularmente em um terreno privado. A ação terminou com 16 presos e uma pessoa ferida, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.
Procurado pela reportagem do jornal, Ophir declarou que a violência teria sido evitada se o processo fosse suspenso e aguardasse uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Independente de respeito ou desrespeito às decisões judiciais, é preciso respeitar os milhares de moradores do local. O governo de São Paulo tem uma boa Procuradoria, que poderia ter orientado a PM neste caso”, disse Ophir Cavalcante.
De acordo com o jornal, ao longo da semana um imbróglio entre diferentes esferas do Judiciário fez o caso ser transferido diversas vezes entre a Justiça Federal e Estadual. Esta última foi a que concedeu para os proprietários a ordem de reintegração de posse.
“É um processo antigo, esperar mais dez ou 15 dias não teria problema. As pessoas desabrigadas ficaram em completo abandono, é uma questão de humanidade”, acrescentou Ophir. Ocupando uma área de cerca de 1,3 milhão de metros quadrados, a invasão Pinheirinho ocorreu há oito anos. Nos últimos dias, o clima no local tem sido de tensão. A área, onde vivem cerca de 6.000 pessoas, é alvo de uma disputa entre os invasores e a massa falida de uma empresa, proprietária do terreno.
A prefeitura da cidade confirmou que houve um ferido por tiro. Atendido no pronto socorro, a vítima passou por cirurgia e a condição de saúde é estável.
(Do site da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil)
 
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