terça-feira, 30 de outubro de 2012

30/10 - Boa Noite com Severino Araújo


30/10 - OS NAVIOS ENCALHADOS

FONTE:http://www.conversaafiada.com.br



Publicado em 30/10/2012

SANTAYANA, FHC E
OS NAVIOS ENCALHADOS

As outras avançam com as luzes apagadas, na rota contrária ao interesse nacional.

Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana, extraído do JB online:

OS NAVIOS ENCALHADOS



por Mauro Santayana

Severo Gomes – sua morte prematura, há 20 anos, ao lado de Ulysses Guimarães, foi lembrada estes dias – era uma inteligência peregrina. Sabia quase tudo do Brasil e não escondia sua ação em favor do golpe em 1964; explicava-a como desvio político equivocado. Mais tarde, conforme dizia sorrindo, transformara-se em um democrata infiltrado no governo autoritário. Ministro de Agricultura do governo Castello Branco e, mais tarde, de Indústria e Comércio de Geisel, tinha uma visão desolada do sistema administrativo brasileiro.
 

Getúlio agira bem, ao tentar construir uma burocracia de Estado, com o Dasp e os concursos públicos – mas se esquecera de que não tínhamos, no subdesenvolvimento de que padecíamos, de onde retirar um corpo de bons gestores da coisa pública. Bem que ele tentou, mais tarde,  suprir essa dificuldade, com a criação da Fundação Getúlio Vargas, mas os seus sucessores não insistiram nessa necessária formação de quadros.

Severo gostava de contar a sua amarga experiência como Ministro da Agricultura e, mais tarde, da Indústria e Comércio. No Ministério da Agricultura, ele levou todos os meses de gestão sem saber exatamente quantos departamentos havia, nem o que realmente faziam os seus funcionários. Pelo que vira, dizia, o governo se parece a uma frota de navios encalhados, cada um deles preso ao próprio banco de areia, e no meio de denso nevoeiro. Da nave capitânea à última embarcação, os comandantes gritam, da ponte, as ordens, determinando rumo e velocidade, mas os navios permanecem parados. Como os tripulantes sabem que os barcos não se movem, jogam cartas e alguns enchem a pança, porque os celeiros estão cheios de ração.

A imagem é irônica, no estilo de Severo, e  exagerada. Há sempre, em qualquer repartição pública, geralmente entre os mais modestos, aqueles que tentam trabalhar com zelo – e, às vezes, com excesso de zelo. Graças a eles, as coisas funcionam, ainda que devagar. Mas, funcionam em que sentido? Os barcos que avançam, avançam para qual destino? O fato é que temos, hoje, no Brasil, um governo que se identifica na esquerda, mas a máquina administrativa, com seus executivos médios, continua empenhada na prática do neoliberalismo.

O presidente Fernando Henrique Cardoso tratou de colocar, nos postos de decisão (no governo e  nas agências reguladoras) homens convencidos de que, fora da submissão à nova ordem internacional, não há salvação. São esses homens que controlam a máquina do Estado. Acusa-se o governo do PT de “aparelhar” o Estado. A diferença é aquela apontada por Nelson Jobim: os apparatchíki de antes – e que, na sombra, continuam mandando – pertencem às elites, conhecem línguas estrangeiras, seguem com atenção os movimentos do mercado, de que são fundamentalistas fanáticos, e se vestem com esmero.

Enfim, esses que remanescem são competentes naquilo que pretendem. Sendo assim, foram eficientes na transferência maciça de dinheiro, pela ponte internacional do Paraná: emitiram, antes, portaria do Banco Central, que isentava da fiscalização da Receita Federal os carros fortes que iam e vinham do Paraguai. Souberam manipular, com as sutilezas das engrenagens financeiras, as contas CC-5, e, mediante fundos marotos, transferir dinheiros mal havidos ao Exterior, a fim de ali serem lavados e aromatizados. E agora se encontram entre os que aprovam financiamentos do BNDES a empresas estrangeiras, como é o caso da  Telefônica da Espanha e perdoam a sonegação bilionária do Banco Santander, calculada em 4 bilhões – cobrada pela Receita Federal.

Os que conhecem os mecanismos do poder sabem que não é fácil governar. A leitura das melhores biografias de grandes governantes mostra como é difícil tomar decisões das quais depende a salvação ou perdição dos povos. É sempre atual citar Richelieu, quando diz que os homens, em sua vida pessoal, quando erram, podem contar com a salvação eterna. Os Estados, que só têm vida temporal, não dispõem desse consolo: eles se salvam ou se perdem na decisão de um segundo. É sobre esse fio de navalha que devem caminhar todos os dias os governantes. 

Para chegar ao poder, Lula teve que negociar com os empresários, e contou com a ajuda inteligente de José Alencar. Com isso, elegeu-se e empossou-se, mas ele e sua sucessora não conseguiram  que o governo assumisse o pleno controle da máquina administrativa.

É inegável que houve avanços consideráveis no caminho da emancipação de milhões de famílias, mediante as políticas compensatórias do governo, e que essas ações favoreceram  a economia como um todo, e que – apesar de sua fragilidade essencial – a educação deu grandes passos, com o Enem, o Prouni e o programa nacional de formação técnica. Mas são apenas algumas naves que, com a tripulação mudada em boa parte, conseguem avançar no rumo escolhido, vencendo os encalhes e devassando o nevoeiro. As outras avançam com as luzes apagadas, na rota contrária ao interesse nacional.
 

30/10 - FALA, VALÉRIO, FALA !

FONTE:http://www.conversaafiada.com.br



Publicado em 30/10/2012

FALA, VALÉRIO, FALA !
FALA, PIZZOLATO, FALA !

Fala, Valério, fala quem te dava dinheiro na Brasil Telecom. Fala, Valério, fala quem te dava dinheiro na Telemig Celular.
Saiu no Estadão:

VALÉRIO PEDE PROTEÇÃO E DELAÇÃO PREMIADA


Empresário mineiro encaminhou solicitações ao Supremo em setembro

BRASÍLIA – O empresário Marcos Valério, operador do mensalão, encaminhou em setembro para o Supremo Tribunal Federal um pedido de proteção, pois sua vida estaria correndo perigo, e ofereceu em troca delação premiada. O documento é mantido em sigilo e não foi anexado ao processo do mensalão, que já está em julgamento. 


(…)

Navalha
Fala, Valério, fala quem te dava dinheiro na Brasil Telecom.
Fala, Valério, fala quem te dava dinheiro na Telemig Celular.
Quem mandou botar fogo naqueles recibos, em Belo Horizonte, Valério ?
Quem foi ?
Fala, Valério, fala quem te mandou a Portugal.
O que você foi fazer em Portugal, Valério ?
Fala, Valério, fala como é que começou o mensalão dos tucanos, com o Eduardo Azeredo.
E como o mensalão migrou para o PT.
Quem fez o transporte, Valério ?
Quem levou a tecnologia do Azeredo para o Delúbio ?
Quem foi, Valério ?
Valério, quem é o Dr Carlinhos ?
Fala, Valério, fala !
Perdido por 40 perdido por mil, Valério.
Fala, Pizzolato, fala quem te ajudou a comprar aquele apartamento em Ipanema.
Como é o nome dele, Pizzolato ?



Paulo Henrique Amorim

30/10 - PITACO DO DIA

FONTE:http://www.conversaafiada.com.br/



PITACO DO DIA

Tem que fazer o teste do bafômetro no Zé Serra, pois é o segundo poste em que ele se arrebenta.
— Laércio

30/10 - COMO VOTA O MINISTRO CELSO


FONTE:http://www.conversaafiada.com.br


Publicado em 30/10/2012

COMO VOTA O
MINISTRO CELSO DE MELLO

- Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto…votei contra para desmentir a Folha. O Presidente já estava vitorioso … Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do Presidente…
Conversa Afiada recebeu de amigo navegante de nome Guilherme esse breve comentário a respeito do julgamento em que “em dúvida, pau no réu”:


Pela maioria de seus membros, o Supremo Tribunal Federal condenou o silêncio dos autos, transgrediu a semântica da lingua, insultou a lógica e introduziu rituais de degradação no judiciário brasileiro. 

Não tenho mais dúvidas de que o decano Celso de Mello promove, em sucessivos discursos incendiários, fria estratégia de provocação política. 

Espera obter uma declaração ou ato de rebeldia para conseguir, finalmente, a prova que nunca descobriu na Ação Penal 470: objetivos anti-democráticos. 

Que fique à mingua! 


Em seguida, outro amigo navegante, de nome Porfírio, chamou a atenção do blogueiro ansioso para este post do Nassif:

CELSO DE MELLO CONSOLIDA PARCERIA COM VEJA



Por Henrique/ O Outro
Do Última Instância

Celso de Mello suspende publicação de direito de resposta de candidato do PT na revista Veja

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello suspendeu, nesta sexta-feira (26/10), uma decisão da Justiça Eleitoral da Bahia que determinava a publicação de direito de resposta do candidato do PT à Prefeitura de Salvador (BA), Nelson Pelegrino, na revista Veja. Pelegrino concorre no segundo turno das eleições com o candidato do DEM, ACM Neto.

A ação no Supremo tem origem em uma nota da coluna Panorama Holofote, publicada na edição 2287 da revista, de 19 de setembro de 2012. Segundo a coluna, o empresário César Mata Pires, da construtora OAS, teria se aproximado do candidato ACM Neto e sinalizado doação de dinheiro à campanha do candidato do DEM mediante a liberação futura de um alvará para um condomínio de seis mil apartamentos. Conforme a Veja, ACM Neto não aceitou a proposta e o empresário teria feito acordo com Pelegrino. Por causa da matéria, o candidato do PT entrou com ação na Justiça Eleitoral para obter direito de resposta, afirmando “não conhecer o assunto ou haver tratado sobre ele com quem quer que seja”. Pelegrino ainda prometeu processar quem divulgou fatos “inverídicos e desabonadores de sua honra”.

Ao proferir sua decisão liminar, Mello argumentou que o conteúdo da matéria que ensejou o pedido de direito de resposta “parece traduzir o exercício concreto, pelo profissional da imprensa, da liberdade de expressão, cujo fundamento reside no próprio texto da Constituição da República”.

A decisão do ministro do STF foi tomada na Reclamação 14772, ajuizada contra entendimento do juiz da 5ª Zona Eleitoral do Estado da Bahia e do TRE-BA (Tribunal Regional Eleitoral da Bahia), que consideraram que a matéria teria ultrapassado os limites da informação e incidido em excesso de crítica.

A Editora Abril, que publica a revista Veja, entrou com a reclamação no STF alegando descumprimento de decisão do Supremo que afastou qualquer interpretação de dispositivo da Lei das Eleições (9.504/97) que resulte na proibição de crítica jornalística favorável ou contraria a candidatos. Esse entendimento foi firmado na análise da medida cautelar na Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 4451.

“Ninguém ignora que, no âmbito de uma sociedade fundada em bases democráticas, mostra-se intolerável a repressão estatal ao pensamento, ainda mais quando a crítica – por mais dura que seja – revele-se inspirada pelo interesse público e decorra da prática legítima de uma liberdade pública de extração, eminentemente constitucional”, afirmou o relator.
Segundo ele, “as razões de decidir invocadas no ato judicial (que determinou a publicação do direito de resposta) ora questionado revelar-se-iam, aparentemente, em desconformidade com aquelas que deram suporte à decisão proferido pelo STF nos autos da ADI 4451”.



Por fim, o Stanley Burburinho (quem será ele, infatigável ?), recuperou uma jóia da História da Magistratura Ocidental (nada que se compare, é claro, aos dois HCs Canguru ou à declaração escandalosa de que a Golpe de 1964 foi “um mal necessário”): 

PADRINHO REVELA UM MELLO POLÍTICO E MIDIÁTICO



No romance autobiográfico “Código da Vida”, o ex-ministro da Justiça Saulo Ramos conta como ajudou a nomear Celso de Mello para o STF e como rompeu com o ex-pupilo; o ministro havia dado um voto contra José Sarney, que o nomeara, por pressão da Folha de S. Paulo, mas apenas porque a votação já estava decidida em favor do ex-presidente; depois disso, ambos romperam e Saulo disparou: “Você é um juiz de …”


Confira trecho do livro:


“…a Suprema Corte estava em meio recesso, e o Ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:

E continua:

Veio o dia do julgamento do mérito. Sarney ganhou, mas o último a votar foi o Ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura Sarney.

Deus do céu! O que deu no Garoto? Votou contra o Presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação (o assunto do telefonema para o “padrinho”) com a hipótese de Marco Aurélio de Mello (primo do Collor) ser o relator.

Continuando a narrativa:

Apressou-se ele próprio a me telefonar, explicando:

- Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto…votei contra para desmentir a Folha de São Paulo (que na véspera noticiou o voto certo em favor de Sarney)…

O Presidente já estava vitorioso e não precisava mais do meu…Mas fique tranquilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do Presidente…

O Senhor entendeu?

- Entendi.

ENTENDI QUE VOCÊ É UM JUIZ DE …!

Bati o telefone e nunca mais falei com ele. 

Muitos advogados sabiam que Celso de Mello havia sido meu secretário na Consultoria da República e nomeado Ministro do Supremo por empenho meu. (fls. 169 /176 do livro Código da Vida)”.


30/10 - A VERTIGEM DO SUPREMO


 
From: MVM<==>News
Sent: Tuesday, October 23, 2012 5:38 PM
Subject: A vertigem do Supremo - Raimundo Pereira demonstra que viga mestra da tese do Supremo é falsa - 22/10/2012 -
 
A vertigem do Supremo - Raimundo Pereira demonstra que viga mestra da tese do Supremo é falsa -
 
_______________________________________________________________________________________
 
 
22-Out-2012
 
 
 
Raimundo Pereira, jornalista conhecido pelo rigor com que checa as informações que usa, abre a reportagem a ser publicada na sua Revista do Brasil, edição nº 64, nas bancas a partir do próximo 1º de novembro, com a afirmação de que “não houve o desvio de 73,8 milhões de reais do Banco do Brasil, viga mestra da tese do mensalão”. E parte para a demonstração dessa afirmação.
A matéria disseca, analisa a fundo, a tese que Raimundo definiu como a “viga mestra” do mensalão. Escreve: “Essencialmente, a tese do mensalão é a de que o petista Henrique Pizzolato teria desviado de um “Fundo de Incentivo Visanet” 73,8 milhões de reais que pertenceriam ao Banco do Brasil. Seria esse o verdadeiro dinheiro do esquema armado por Delúbio e Valério sob a direção de José Dirceu. Os empréstimos dos bancos mineiros não existiriam. Seriam falsos. Teriam sido inventados pelos banqueiros, também articulados com Valério e José Dirceu, para acobertar o desvio do dinheiro público.”
 
A tese, segundo Raimundo, é falsa. “O desvio dos 73,8 milhões de reais não existe” e “os autos da Ação Penal 470 contêm um mar de evidências de que a DNA de Valério realizou os trabalhos pelos quais recebeu os 73,8 milhões de reais”.
Raimundo não afirma isso por simples boa fé ou por algum interesse em livrar este ou aquele réu: no site da revista ele dá acesso a 108 apensos da Ação Penal 470 com documentos em formato pdf “equivalentes a mais de 20.000 páginas e que foram coletados por uma equipe de 20 auditores do BB num trabalho de quatro meses, de 25 de julho a 7 de dezembro de 2005 e depois estendido com interrogatórios de pessoas envolvidas e de documentos coletados ao longo de 2006”.
Segundo afirma, a auditoria foi buscar provas de que o escândalo existia de fato. Encontrou documentos que provaram o contrário. Com base nas conclusões dos auditores, Raimundo afirma que “o uso dos recursos do Fundo de Incentivo Visanet pelo BB foi feito, sob a gestão do petista Henrique Pizzolato, exatamente como tinha sido feito no governo FHC, nos dois anos anteriores à chegada de Pizzolato ao banco. E mais: foi sob a gestão de Pizzolato, em meados de 2004, que as regras para uso e controle dos recursos foram aprimoradas”.
O jornalista diz que, tendo analisado toda a documentação da auditoria, encontrou questionamentos e problemas. “Mas de detalhes. Não é disso que se tratou no julgamento da AP 470 no entanto. A acusação que se fez e que se pretende impor através do surto do STF é outra coisa. Quer apresentar os 73,8 milhões gastos através da DNA de Valério como uma farsa montada pelo PT com o objetivo de ficar no poder, como diz o ministro Ayres Britto, "muito além de um quadriênio quadruplicado”.”
Em seguida, Raimundo Pereira classifica a conclusão a que chegou o tribunal de “delírio”. Escreve: “A procuradoria da República e o ministro Barbosa sabem de tudo isso [basicamente, da conclusão da auditoria, de que a parte do FIV a que o BB tinha direito foi repassada à agência de publicidade para pagar serviços que foram comprovadamente realizados e que, no final das contas, levaram o BB à liderança no uso da bandeira Visa no Brasil]”. E conclui: “Se não o sabem é porque não quiseram saber: da documentação tiraram apenas detalhes, para criar o escândalo no qual estavam interessados”.
Viga mestra é a que sustenta a construção. Se ela é retirada, ou tem algum problema grave, a própria construção não consegue permanecer de pé.
 
Leia a íntegra da reportagem do Brasil 247:
 
 
 
22 de Outubro de 2012 -
Brasil 247 -

A vertigem do Supremo


247 publica em primeira mão a reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira, um dos mais consagrados jornalistas brasileiros e editor da Retrato do Brasil, sobre o julgamento da Ação Penal 470; amparado em documentos, ele demonstra que o desvio de R$ 73,8 milhões do Banco do Brasil, por meio da Visanet, simplesmente não ocorreu; corte julga o capítulo final, que trata da formação de quadrilha


images%7Ccms-image-000290498.jpg


30/10 - Catarina Migliorini vendeu a virgindade

FONTE:prdpaulo@terra.com.br


Se foi japonês no outro dia pode leiloar de novo.....

Fotos de Catarina Migliorini – A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

Nos últimos dias, vários portais do mundo inteiro noticiaram sobre a brasileira Catarina Migliorini, de Itapema-SC,
que leiloou sua virgindade na internet e acabou sendo arrematada por R$ 1.5 milhões por um japonês.
Veja algumas fotos da garota, que eram exibidas no catálogo do leilão:
01 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

02 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

03 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

04 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

05 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

06 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

07 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

08 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

09 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

10 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

11 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

12 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

13 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

14 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

15 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

16 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

17 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

18 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões

19 catarina migliorini photos Fotos de Catarina Migliorini   A brasileira que vendeu sua virgindade por R$ 1.5 milhões
E um vídeo.
Ps. O garoto do vídeo também foi leiloado, mas parece que foi algo em torno de 8 mil dólares e foi um homem que comprou. (LOL)

30/10 - UM ESCRITOR COMUNISTA


From: Castor Filho
Sent: Friday, October 26, 2012 10:42 PM
To: undisclosed-recipients:
Subject: Graciliano Ramos, um escritor comunista
 

De: Urariano

 
 
26 de Outubro de 2012 - 18h00
 
Graciliano Ramos A retirada de Fabiano (Vidas Secas), no traço de João Pinheiro

Graciliano Ramos, um escritor comunista


Os 120 anos de Graciliano Ramos recebem o presente de O Velho Graça, a biografia de um dos nossos clássicos, que em boa hora a editora Boitempo acaba de reeditar. Se os adjetivos não estivessem tão gastos, diria que esse é um lançamento oportuno e necessário. Mas em atenção a Graciliano, procurarei evitar o excesso de qualificações. E vamos ao trabalho

Por Urariano Mota, especial para o Vermelho


Da velha edição que tenho comigo, de 1992, é que retiro os trechos e reflexões que reúno agora. A primeira delas é que deveria haver no momento uma suspensão das notícias que são um alarido de baixa animalidade, que fazem passar as horas em um vazio sem fim, como as fotos da nudez da última celebridade ou o arremedo de justiça dos astros do STF, porque neste ano, mais precisamente no sábado 27 de outubro, é aniversário de Graciliano Ramos. Diria Camões “cesse tudo o que a musa antiga canta”, mas em relação ao noticiário, que musa? Melhor, esse “que musa?” soaria aos ouvidos dos repórteres como um “que música?”. E para evitar a musa que se confunde com música, vamos ao primeiro trecho que destaco da biografia O Velho Graça, escrita por Dênis de Moraes: 

“Na safra, aparecerão A bagaceira, de José Américo de Almeida; Menino de engenho, de José Lins do Rego; O país do carnaval e Cacau, de Jorge Amado; Os corumbas, de Armando Fontes; Casa-grande e senzala, de Gilberto Freyre.

Em artigo no Diário de Pernambuco, de 10 de março de 1935, sob o título O romance do Nordeste, (Graciliano Ramos) escreveu:

‘Era indispensável que os nossos romances não fossem escritos no Rio, por pessoas bem-intencionadas, sem dúvida, mas que nos desconheciam inteiramente. Hoje desapareceram os processo de pura criação literária. Em todos os livros do Nordeste, nota-se que os autores tiveram o cuidado de tornar a narrativa, não absolutamente verdadeira, mas verossímil. Ninguém se afasta do ambiente, ninguém confia demasiado na imaginação. (...) Esses escritores são políticos, são revolucionários, mas não deram a ideias nomes de pessoas: os seus personagens mexem-se, pensam como nós, sentem como nós, preparam as suas safras de açúcar, bebem cachaça, matam gente e vão para a cadeia, passam fome nos quartos sujos duma hospedaria.’”

Notem o quanto é impressionante como escritores tão distintos, José Lins, Graciliano Ramos, Jorge Amado, sem comunicação entre si, em estados e cidades diferentes, escrevam romances como se estivessem em um só movimento literário. Isso, que para os professores de cursinhos vestibulares, e até em certas cátedras universitárias, ganha feições de prato feito, é mais que coincidência. Esses homens inquietos não escreviam o que escreveram por método ou influência de escola estética. O que os unifica é o espírito do tempo, que no caso eram as ideias de esquerda, a influência socialista, o movimento comunista no Brasil, que refletia o eco de 1917, até mesmo em Palmeira dos Índios, onde vivia Graciliano. E neste ponto, de passagem, cabe uma brevíssima ponderação, que deixo para estudiosos mais capazes: pensa-se que a influência do partido comunista se deu em suas estritas fileiras, ou, de outro modo, nos tenentes e movimentos de massa e de operários. Nada mais inexato. A partir de 1930 a força das ideias socialistas se alastrou no Brasil entre comunistas organizados, comunistas de simpatia (mas simpatia é quase amor, diz um bloco do carnaval do Rio), socialistas, e, de modo geral, em artistas que refletiam o povo brasileiro como se manifestassem uma nova independência. De certo modo, de certo modo, não, de todos os modos, o pensamento que avançou entre nós, da ciência à literatura, recebeu a fecundação do diálogo com o mundo de esquerda. De passagem ainda, mas em outro lugar, deveria ser observada a influência desses escritores nordestinos sobre a literatura dos africanos que se libertaram de Portugal. 

No momento, chamo a atenção para o que me parece um engano, que por força do hábito se tornou um gênero de texto. Penso em Vidas Secas, livro sobre o qual a pesquisa de Dênis de Moraes informa: 

“Cem dias depois de ter sido posto em liberdade, Graciliano iniciaria um novo projeto literário. Escrevera um conto baseado no sacrifício de um cachorro, que presenciara, quando criança, no Sertão pernambucano... As opiniões favoráveis o incentivariam a prosseguir a história, esboçando o perfil dos donos de Baleia. 

O processo de composição do romance – o único que escreveu na terceira pessoa – seria, por razões de ordem financeira, dos mais originais da literatura brasileira. A conta da pensão e as despesas duplicadas com a vinda da família para o Rio o obrigariam a escrever os capítulos como se fossem contos. Era um artifício para ganhar dinheiro, publicando-os isoladamente em jornais e revistas, à medida que os produzia. Às vezes, republicaria o mesmo conto, com título alterado, em outros periódicos. Dos 13 capítulos, oito sairiam nas páginas de O Cruzeiro, O Jornal, Diário de Notícias, Folha de Minas e Lanterna Verde, além de La Prensa, de Buenos Aires...

Um romance desmontável, cujas peças podem ser destacadas para a leitura e seriadas de mais de uma maneira. Como telas de uma exposição que têm vida própria, independente dos demais”.

Mas Vidas Secas não é um romance! E as razões para isso vêm não só de ordem financeira, quero crer. Um romance exige – ainda que a sua realização seja rebelde a linhas de fronteira – algo mais que a repetição de personagens em diferentes relatos. Se assim fosse, A Comédia Humana, de Balzac, seria um só livro. No romance há uma organicidade de pessoas, digo, personagens, que crescem e se diluem em um destino em bloco. E de tal modo que as suas partes autônomas, ainda que seccionadas e vendidas como contos, ganham pleno sentido no conjunto. O todo é a iluminação do particular. O magnífico relato da cachorra Baleia, unido a páginas magistrais pelos personagens que o talento de Graciliano acrescentou, jamais teria unidade absoluta se pertencesse a um romance. Na verdade, Vidas Secas é uma vitória do gênio do escritor sobre as condições difíceis de tempo e lugar em que escreveu o livro, e o seu valor não cai nem um bilionésimo, quando se nota nele um exemplar conjunto de contos em vez de um romance. E aqui, sobre a genialidade do artista, em mais de uma página de sua biografia recebemos lições: 

“A qualidade essencial de quem escreve é a clareza, é dizer uma coisa que todos entendam da forma que você quis. Para escritor que é de ofício autodidata, isso custa anos, porque não está na gramática, nem em livro algum”.

Muito Bom!!!! é o comentário mais ponderado que me ocorre. Para o escritor que é de ofício autodidata, isso custa anos, porque não está na gramática, nem em livro algum, fala o mestre provado. Me acompanhem por favor: em que oficinas de literatura podem se formar escritores essenciais? Em que oficina de escritor se forma a vida? Em que oficinas, a seu modo laboratórios de bebês de proveta, se conseguirá a clareza que só a malhação fora das academias de todo tipo e gênero dá? Em que local se aprenderá a observação que o instinto e a mente e a experiência concebem? 

Em Graciliano Ramos, se o compreendemos bem, há uma teoria da arte, há uma teoria da literatura, há uma lição de sabedoria que deveria ser luz para todo escritor digno do nome. Todos, novos e velhos, escritores livres ou escravos ladinos. Como neste passo, do diário de Paulo Mercadante, citado em O Velho Graça

“Graciliano falou de sua experiência. Escrever é um lento aprendizado, que se estende pela vida, é alguma coia que exige concentração e paciência. Muita paciência mesmo. Não se trata apenas de saber a sintaxe, de dominar um grande vocabulário, mas de ser fiel à ideia e domá-la em termos de uma precisão formal. Por isso, a experiência é essencial, só escapando dessa condição o poeta. Talvez com relação ao escritor haja uma conjugação, Graciliano concluiu, da pessoa como individualidade, do ponto de vista de uma psicologia determinada com o meio onde cresceu e viveu”. 

Entendam. O entusiasmo ponderado acima não significa que da sua escrita venha uma norma, uma lei que diga a um homem que deseje “apenas” (!) expressar o seu pensamento: - olha, fora deste caminho nenhuma salvação é possível. Não é isso. Na literatura só existe um regra: não existe regra. Só existe uma maneira, de todas as maneiras. O reconhecimento da sua grandeza não implica a busca do caminho único da escrita escorreita, limpa e enxuta do mestre. Pois como ficaria a gordura de José Lins? Em que plano assomaria o bolero em forma de letras de Gabriel García Márquez? Ou os torneios vocabulares de Proust? E os delírios de matar de Gogol? Não. Trata-se apenas de retirar da experiência curtida, no sentido de pele enrugada de muitos sóis, de Graciliano aquilo que serve a gordos e magros, altos baixos, desbocados ou contidos. A saber: escrever é um lento aprendizado, que se estende pela vida, é alguma coia que exige concentração e paciência. Muita paciência mesmo. 

E aqui, sem sair do capítulo da excelência da sua escrita, e como nem tudo são flores, entramos em um terreno mais pedregoso. Entramos no embate político do mestre, dentro do partido e fora dele, no mesmo tempo, até como uma prova de que a vida partidária não é uma estufa. A sociedade e a história passam pelos partidos comunistas, onde quer que estejam. Refiro-me ao cume da obra de Graciliano Ramos, o Memórias do Cárcere. Para mim, a literatura política no Brasil tem um pico, cujo nome é Memórias do Cárcere. Até hoje, nada li melhor como retratos de homens comunistas no coletivo de um presídio. É curioso como até nas universidades não veem as Memórias como o melhor livro de Graciliano. Dizem: “não é ficção”, e com isso desprezam para a lata de lixo uma prosa madura, grande, de denúncia, porque “não é ficção”. Mas ela é tão boa ou melhor que a sua melhor ficção. Da primeira edição que tenho, da Livraria José Olympio em 1953, com fac-símiles do manuscrito e retrato do autor no desenho de Portinari, digitei com paciência há seis anos, para publicação no espanhol La Insignia, a página imortal que narra a deportação de Olga Prestes. Está aqui http://www.lainsignia.org/2006/septiembre/cul_014.htm

Pois bem, essa obra não se fez sem conflitos os mais sérios, mais particularmente com Diógenes de Arruda Câmara, o homem que seguia com rigor, digamos, excessivo a disciplina partidária. Diz o livro: 

“Arruda pedira para folhear os originais de Memórias do Cárcere, aborrecendo-se, logo na primeira lauda, com a afirmação de que, no Estado Novo, ‘nunca tivemos censura prévia em arte’... No decorrer da reunião, cobrariam (Arruda, Astrojildo e Floriano Gonçalves) novamente a Graciliano o seu distanciamento do realismo socialista e a falta de vigor revolucionário de seus livros. Um dos presentes, em tom inflamado, diria que ele persistia num realismo crítico ultrapassado e citaria Jorge Amado como escritor empenhado em dar conteúdo participante a suas obras. Ao ouvir o nome de Jorge, Graciliano romperia o silêncio: 

- Admiro Jorge Amado, nada tenho contra ele, mas o que sei fazer é o que está nos meus livros”. 

Conta o livro que em outra oportunidade, anos antes desse dia, Diógenes, em uma reunião com escritores, entre os quais estavam Astrojildo Pereira, Dalcídio Jurandir, Osvaldo Peralva, e o próprio Graciliano, teria feito, segundo o biógrafo Dênis de Moraes, “uma apologia à literatura revolucionária, exigindo que os presentes se enquadrassem nos ditames zdanovistas. A certa altura, citaria como exemplo os poemas de Castro Alves, que a seu ver encaravam os problemas sociais numa perspectiva revolucionária. E o que era mais importante: com versos rimados” . 

E mais, em outro ponto da biografia:

“Em conversas posteriores com Heráclio Salles, ele enfatizaria a aversão ao romance panfletário.

- Nenhum livro do realismo socialista lhe agradou? – perguntaria o jornalista.

- Até o último que li, nenhum. Eu acho aquele negócio de tal ordem que não aceitei ler mais nada.

- Qual a principal objeção que o senhor faz?

- Esse troço não é literatura. A gente vai lendo aos trancos e barrancos as coisas que vêm da União Soviética, muito bem. De repente, o narrador diz: ‘O camarada Stálin...’ Ora porra! Isto no meio de um romance?! Tomei horror.

- Não seria possível purificar o estilo do realismo socialista?

- Não tem sentido. A literatura é revolucionária em essência, e não pelo estilo do panfleto.

Não é de se admirar, portanto, que não tolerasse as fórmulas emanadas de Moscou. Ao tomar conhecimento do informe de Zdanov sobre literatura e arte, esculhambaria:

- Informe? Eu gosto muito da palavra, porque informe é mesmo uma coisa informe.”

A relação de Graciliano Ramos com o PCB, nos últimos anos, é conflituosa, aqui e ali em aberta crise. Mas se destaca nessa relação, por isso mesmo, uma expressão de grandeza do escritor, que não deixou a sua escolha pelo comunismo, mesmo em luta contra a estreiteza da direção na época. Nessa biografia emerge um comunista à velha maneira, à maneira que julgamos clássica, modelar, diferente de comportamentos de algumas militâncias que tudo se permitem, desde que para isso alcancem o poder. Olhem só como agia, e no que agia ele era, o comunista Graciliano Ramos: 

“Recusava assinar artigos (no Correio da Manhã, onde trabalhava como revisor), alegando para os mais íntimos que não concordava com a linha editorial dos jornais burgueses. O máximo que admitia era colaborar com o suplemento literário. Relutava em aceitar aproximação maior com os proprietários do Correio da Manhã, embora mantivesse uma relação cordial com Paulo Bittencourt (o patrão). A ortodoxia política o levaria ao exagero de não comparecer ao jantar pelo aniversário de Bittencourt. A José Condé, que passava a lista de adesões, afirmaria: 

- Não me sento à mesa com patrão. Todo patrão é filho da puta! O Paulo é o que menos conheço, mas é patrão. 

No dia seguinte, Bittencourt se queixaria: 

- Mas, Graciliano, como é que você me faz uma coisa dessas?

- Paulo, eu o repeito, mas você é patrão ...

- Mas eu sou um patrão diferente. 

- Não, Paulo. Todo patrão para mim é ..,

- ... filho da puta. Já sei que você xingou minha mãe. 

O comunista e o burguês acabariam rindo juntos. 

Paulo Bittencourt gostava de provocar Graciliano por suas ideias socialistas. Quando o Correio da Manhã recebeu novas máquinas, Paulo o alfinetaria: 

- Imagine se vocês fizessem uma revolução e vencessem. Todo esse parque gráfico seria destruído. 

Graciliano o cortaria: 

- Só um burro ou um louco poderia pensar isto. Se fizéssemos a revolução e vencêssemos, só ia acontecer uma coisa. Em vez de você andar por aí, viajando pela Europa, gastando dinheiro com mulheres, teria que ficar sentadinho no seu canto trabalhando como todos nós”. 

Esse livro, O Velho Graça, tem uma característica até hoje pouco destacada. Em vez da pura leitura de uma biografia, desperta no leitor uma simpatia profunda pelo biografado. Nele Graciliano Ramos cresce como escritor em uma rara empatia, como um irmão mais que amigo, ou como um amigo mais que irmão. Enfim, como um camarada, fraterno, admirável.