sábado, 29 de junho de 2013

29/6 - Médicos brasileiros versus Médicos cubanos





Publicado em 27/06/2013 por Urariano Motta [*]

Recife (PE) - Na coluna Um golpe comunista no Brasil, nós já havíamos observado que a Associação Médica Brasileira havia ameaçado acionar a Justiça e levar a classe dos MÉDICOS para as ruas, caso a ex-terrorista Dilma Rousseff importasse médicos cubanos.

O presidente da associação Floriano Cardoso chegara mesmo a afirmar que o governo seria o responsável direto por erros, complicações e mortes que poderiam ocorrer caso médicos incompetentes passassem a atender o povo brasileiro.

Naquela ocasião, nada dissemos do risco de erros e de morte que todos já sofremos sem necessidade de importação dos médicos de Cuba. Os formados em medicina nas faculdades caça-níqueis, os profissionais submetidos ao regime do lucro e do desprezo pela vida da população já dão conta, com muita competência, do serviço.

Para isso, para quê trazer o jaleco alienígena?

Mas agora, o que antes era ameaça se concretiza: a AMB (Associação Médica Brasileira) anunciou ontem que haverá uma paralisação nacional dos médicos no dia 3 de julho. O protesto, segundo a entidade, será feito por conta da decisão do governo federal de trazer médicos do exterior para que trabalhem no Sistema Único de Saúde.

Avisa a AMB que serão mantidos apenas os serviços de urgência e emergência. Cirurgias e atendimentos eletivos, por exemplo, não serão feitos em 3 de julho. Não vem ao caso aqui, longe do colunista sequer a insinuação, que na greve serão mantidos todos os gêneros de cuidados médicos nos hospitais privados e nas clínicas particulares.

Jovens médicos formados em Cuba
Como o Dr. Jekyll, muitos dos nossos profissionais de medicina têm uma face pública e uma privada, queremos dizer, uma face particular, das suas contas bancárias. Sobre isso nem é bom falar. É natural, elementar, Mr. Hyde, que todo o mundo precisa sobreviver.

A novidade maior, a esperteza escorregadia, vem do novo discurso dos dirigentes da categoria médica. Eles falam agora que não se opõem à vinda de médicos pura e simplesmente. Não, longe disso. O problema é que os médicos de Cuba têm que passar antes pelo Revalida, a Revalidação do Diploma Médico, porque, afinal, o povo tem que ser bem cuidado, não é qualquer um chegar aqui com diploma de quinta categoria pra cuidar dos brasileiros.

E sabe o leitor onde reside a esperteza?

Heleno Rodrigues Correa Fo.
O Revalida é uma prova que até mesmo os que a elaboram são incapazes de passar. Ou segundo as palavras do Dr. Heleno Rodrigues Correa Filho, conselheiro do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde e professor associado da pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Campinas:

No Revalida, exigem conhecimento sobre coisas que não são da rotina médica diária. E perguntam sobre o que nem eles sabem responder. São exames para reprovar 90% dos candidatos. E reprovam mesmo. O exame de revalidação de diplomas estrangeiros é elaborado por professores de universidades renomadas que estão politicamente decididos a não deixar entrar ninguém. O objetivo não é filtrar profissionais para o mercado, e sim impedir que entrem pessoas. Não há avaliação externa ao Revalida.

Quando são reprovados 90% dos candidatos, ninguém vem a público reclamar de tamanho absurdo, dizer que no Reino Unido ou na América do Norte uma prova assim seria reestruturada. Por que brasileiros passam em exames nos Estados Unidos e americanos não passam no Revalida brasileiro? É porque tem alguma coisa errada... Essa direita que não quer modificações no Revalida é a mesma que não quer as cotas nas universidades e os médicos oriundos dessa escola cubana.

A opinião acima é um petardo demolidor sobre as “boas intenções” da AMB. E vem de um especialista médico, que bem conhece a prova e os seus pares. Mas o diabo do Revalida é que ainda assim se aprovam 10%. Então o que exigem mais agora, para que o povo brasileiro não fique sem médicos? Os nacionais querem, por cima, uma prova de português para os médicos alienígenas. É justo. Do meu canto, deixo a sugestão de uma prova matadora para esses 10% de invasores.

Na prova de português, os médicos cubanos devem ser submetidos a uma prova dividida em 3 partes.

  1. Na primeira, uma análise sintática de todo o canto IV de Os Lusíadas, com identificação de orações, objetos, acessórios, inversões, elisões, alusões, metros raros, mais exegese com identificação dos personagens em Camões e suas biografias.
  2. Na segunda, uma interpretação de frases com gírias cariocas, pernambucanas, amazonenses e gaúchas.
  3. Na terceira, uma redação toda em termos da fala do caboclo do Acre. Pronto, creio não haver melhor Revalida para nos livrar de mais uma invasão comunista.
____________________

Urariano Motta [*]é natural de Água Fria, subúrbio da zona norte do Recife. Escritor e jornalista, publicou contos em Movimento, Opinião, Escrita, Ficção e outros periódicos de oposição à ditadura. Atualmente é colunista do Direto da Redação e colaborador do Observatório da Imprensa. As revistas Carta Capital, Fórum e Continente também já veicularam seus textos. Autor de Soledad no Recife (Boitempo, 2009) sobre a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife, em 1973, e Os corações futuristas (Recife, Bagaço, 1997). Este ano lançou o romance O filho renegado de Deus (Recife-Bertrand-Brasil, 2013).

Enviado por Direto da Redação




[A rede castorphoto é uma rede independente tem perto de 41.000 correspondentes no Brasil e no exterior. Estão  divididos em 28 operadores/repetidores e 232 distribuidores; não está vinculada a nenhum portal nem a nenhum blog ou sítio. Os operadores recolhem ou recebem material de diversos blogs, sítios, agências, jornais e revistas eletrônicos, articulistas e outras fontes no Brasil e no exterior para distribuição na rede]

29/6 - RONALDO - LIVREIRO de 27/6/13

RONALDO - LIVREIRO


Posted: 27 Jun 2013 06:57 PM PDT
Rede Brasil Atual

por Helena Sthephanowitz

ELZA FIÚZA/ARQUIVO ABR
No ano 2000, o então ministro da Saúde fez proposta para atender ao interior do país

Derrotado por Dilma Rousseff na eleição de 2010, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) apareceu esta semana na imprensa para criticar a proposta da presidenta de trazer médicos do exterior para atuar no Brasil. José Serra disse que trazer profissionais de Cuba é, "completamente fora da realidade". "Com todo o respeito, no Brasil qualquer pessoa pode atuar como médico, só precisa passar em um exame. Os cubanos que fizeram o exame, de cada 100 passavam cinco."

O ódio de Serra por Dilma e pelo PT chegou a ponto de fazê-lo esquecer que, em janeiro de 2000, quando ocupava o cargo de ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso, defendeu a vinda de cubanos para atender às regiões em que faltavam profissionais médicos. Ele havia estado no país de Fidel Castro no ano anterior.

Naquele ano, o Ministério da Saúde redigiu um decreto sobre a atuação do médico estrangeiro no país – o motivo era regulamentar a atuação dos profissionais que vinham do exterior, em especial cubanos que atuavam em cidades da região Norte que sofriam com a falta de atendimento. Conforme reportagem daFolha de S. Paulo de janeiro de 2000:


“Pela primeira vez o governo federal vai regulamentar a atuação de médicos estrangeiros no Brasil. O Ministério da Saúde elaborou um decreto que está na Casa Civil da Presidência da República e deve ser assinado nos próximos dias. O decreto autoriza a atuação de médicos estrangeiros onde não haja médicos brasileiros.

Levantamento do CFM (Conselho Federal de Medicina) constatou que 59,4% dos médicos brasileiros trabalham nas capitais e apenas 39,5% atuam no interior.

O Ministério da Saúde informou que não existem médicos em 850 dos 5.507 municípios brasileiros

O acerto com o governo cubano teria sido feito pessoalmente pelo ministro José Serra (Saúde) quando ele esteve em Cuba em 1999"

Na mesma reportagem, o então e também atual presidente do Conselho Federal de Medicina, Edson de Oliveira Andrade, dizia que o problema era a falta de incentivo para o médico trabalhar no interior. "Nunca houve uma política de interiorização no Brasil", disse ao jornal. Hoje, o argumento do conselho é que falta estrutura para o médico no interior. A entidade propõe um plano de carreira para os médicos.

O problema de Serra é que a pele de cordeiro é curta para encobrir o lobo...
Posted: 27 Jun 2013 06:24 PM PDT
Matéria Incógnita

Paulo Maurício Machado

AÉCIO, AGRIPINO E FREIRE FOGEM DAS RUAS


O cartum acima deixa bem claro por que motivo os presidentes dos partidos de oposição se colocaram oficialmente contra o Plebiscito e a favor do Referendo.

Ou alguém acha que Aécio Neves (PSDB), Agripino Maia (DEM) e Roberto Freire (PPS) aceitariam o diálogo com as ruas em busca de entendimentos e consensos?

É óbvio que os conservadores e neoliberais preferem a confrontação e a manutenção dos comportamentos de elite, com “reformas” de fachada e de gabinete.

O que eles querem é fornecer um prato-feito e frio que seja engolido pela população através de um simples Sim ou Não…

E ninguém se engane, porque na base aliada os políticos profissionais do PMDB, das bancadas “religiosas” e do agronegócio, por exemplo, vão aderir ao cardápio estragado.

Tudo devidamente distorcido e manipulado pelos meios de comunicação que, por sinal, já perceberam o risco de também ter questionados seus bilionários monopólios.

Para compreender ainda melhor por que os poderosos temem o plebiscito, vale um exercício. Examine algumas perguntas que poderiam ser apresentadas aos eleitores.

Isso, apenas, para alimentar as especulações com algumas sugestões de cinco perguntas “perigosas” ao povo, daquelas capazes de fazer qualquer demotucano tremer no galho:

1. Você concorda que as empresas devem ser proibidas de financiar políticos e partidos?

2. Você considera que a Lei 9.709 deve ser alterada, de modo a facilitar a convocação de Plebiscitos e Referendos (inclusive por iniciativa dos cidadãos), e a ampliar os mecanismos de democracia direta (inclusive por meio da Internet)?

3. Você é a favor de limitar as reeleições a dois mandatos, no máximo, para todos os postos dos poderes Executivo e Legislativo?

4. Você considera que as eleições brasileiras, para os poderes Executivo e Legislativo, devem admitir candidaturas de pessoas não ligadas a partidos políticos?

5. Você concorda com a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte voltada para a reforma do sistema político?

Enfim, Reforma Política, Plebiscito e Constituinte são, obviamente, as três principais novidades na agenda nacional.

Dialogam diretamente com algo que se sente todos os dias, e que as ruas expressaram com clareza, nas últimas semanas: o descrédito do sistema político.

Compreende-se, portanto, a distância que se estabeleceu entre o povo, seus representantes e intermediários. É como se os governos, os partidos e a mídia fossem analógicos, e a sociedade, digital.

Concluindo, nas capas de hoje, 27, da Folha, do Estadão e do Globo, estas três palavras “perigosas” (Reforma, Plebiscito e Constituinte) estão literalmente banidas.

Desapareceram não só da manchete e demais títulos, mas também dos textos. Comparecem, é claro, nas páginas internas, aquelas que ninguém perde tempo de ler.

Mesmo assim, são tratadas como:

1. “Descabelada proposta” (editorial do Estado);

2. “Proposta impraticável” (artigo de José Serra no mesmo jornal);

3. “Cheque em branco” (opinião do ministro do STF Ayres Britto, destacada pelo Globo);

4. “Populismo danoso” (texto do diretor da sucursal em Brasília da Folha).

Por tudo isto é que o cartum acima é tão didático… ou precisa desenhar mais um pouquinho?


Leia mais em: http://www.materiaincognita.com.br/entenda-por-que-oposicao-rejeita-plebiscito-e-defende-referendo/#ixzz2XTAUyE1I
Posted: 27 Jun 2013 06:07 PM PDT
Carta Maior


Com a economia do país estagnada e um desemprego rondando a casa dos 8%, o ministro da Economia do Reino Unido, George Osborne, anunciou quarta-feira (26), na Câmara dos Comuns, mais um drástico corte dos gastos. O corte no orçamento será em média entre 8 e 10% para todos os ministérios e representará uma eliminação de 144 mil empregos públicos. Diante da crise, a resposta de Osborne tem sido eliminar cortar o salário dos funcionários públicos e benefícios sociais, como o seguro-desemprego. Por Marcelo Justo.

Marcelo Justo
Londres - No momento em que a economia não cresce e o déficit fiscal aumenta, o ministro da Economia do Reino Unido, George Osborne, reage com a previsibilidade de um reflexo pavloviano e anuncia um drástico corte dos gastos. Na Câmara dos Comuns, nesta última quarta-feira (26), indicou que o corte no orçamento será em média entre 8 e 10% para todos os ministérios e representará uma eliminação de 144 mil empregos públicos.
A austeridade de Osborne é como o paradoxo de Zenão na corrida entre Aquiles e a tartaruga: por mais que corte-se o gasto com a velocidade do herói grego, o déficit fiscal seguirá aumentando porque o crescimento tartaruga devora todos os sacrifícios. Em 2010, Osborne prometeu que com o primeiro corte – de 140 bilhões de dólares em cinco anos – se obteria um equilíbrio fiscal para o fim do período governamental em 2015. No ano passado, teve que reconhecer que esta meta não seria cumprida em função da “crise na zona do euro” e esticou a meta do equilíbrio fiscal para 2017-2018.

Os novos cortes de aproximadamente 18 bilhões de dólares anunciados na Câmara são uma tentativa de cumprir desta vez com este objetivo escorrediço, mas o prestigiado e independente Instituto de Estudos Fiscais antecipou que, em 2017-2018, será preciso continuar com os cortes em grande escala. O Instituto calcula que o governo terá que cortar cerca de 40 bilhões de dólares adicionais, equivalentes a tudo que se gasta em transporte ou uma quarta parte do orçamento em educação.

O problema de fundo é que a tartaruga só cresceu desde 2010: o Fundo Monetário Internacional acaba de diminuir sua projeção para este ano para 0,7%. Do mesmo modo, dados tão genéricos como o Produto Interno Bruto (PIB), quase abstratos para a população, escondem mais do que revelam a debilidade da economia.

Uma investigação da “Resolution Foundation” mostrou que para mais da metade da população o crescimento será zero, enquanto que os direitos das 100 empresas mais importantes aumentaram em 10% seus rendimentos no ano passado, em média uns 7 milhões de dólares adicionais.

Longe dessas alturas, o salário médio caiu de um aumento anual de 5%, em 2007, para um pálido 0,9 no último trimestre, enquanto que a inflação se encontra em 2,8%: a disparidade com os preços está comendo os salários.

A resposta de Osborne tem sido eliminar o aumento automático do salário dos funcionários públicos e cortar os benefícios sociais, como o do desemprego, que está hoje chegando à casa dos 8%. Uma das medidas é um tanto insólita: os desempregados terão que esperar uma semana antes de poder receber o seguro desemprego. “Estes primeiros dias têm que ser dedicados a buscar trabalho, não a se registrar como desempregado”, disse Osborne. Segundo o ministro, com a austeridade “o Reino Unido está saindo de cuidados intensivos e movendo-se na direção de uma recuperação”.

O líder trabalhista condenou os anúncios. “Nos dizem que a economia está sendo saneada, mas a realidade é que as coisas estão piores para as famílias. O que precisamos é de um plano para crescer, melhorar o nível de vida e baixar o déficit”, assinalou. O agregado final sobre o déficit é a chave de sua resposta. Na semana passada, o mesmo Miliband prometeu que manteria as restrições de gastos implementadas pelos conservadores, caso ganhar as eleições de 2015.

O aparente paradoxo trabalhista é mais fácil de explicar e entender que o da tartaruga e da lebre. Acredite-se ou não, após quatro anos de austeridade e estagnação, os britânicos ainda dão mais crédito aos conservadores no manejo da economia e consideram que a prioridade é baixar o gasto público. Ao mesmo tempo – paradoxos da opinião pública – uma pesquisa em maio mostrou que cerca de 58% pensa que o atual plano fracassou e que votaria na oposição. O trabalhismo, que há muito tempo prefere não se arriscar com nada, decidiu rolar esse tema com a barriga até as eleições e prometer a quadratura do círculo: seguir com a austeridade e crescer economicamente.

Tradução: Katarina Peixoto
Posted: 27 Jun 2013 05:51 PM PDT
Rede Brasil Atual

por Helena Sthephanowitz publicado

AG. SENADO
Demóstenes Torres: salário de dois dígitos para não fazer nada, com o consentimento do MP

Em meio a protestos nas ruas contra corrupção, privilégios e campanha contra a PEC-37, o Ministério Público de Goiás finalmente denunciou à Justiça o ex-senador e ainda procurador Demóstenes Torres (ex-DEM) por vários crimes, junto com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Paradoxalmente, Demóstenes continua no cargo de promotor do próprio Ministério Público de Goiás, recebendo um salário bruto de R$ 24.117,62 mil por mês. Apenas para não trabalhar, já que está afastado enquanto responde a processos internos.

Seus colegas procuradores goianos, constrangidos, tentaram suspendê-lo em definitivo, mas o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) considerou o cargo vitalício, e o tem mantido afastado, sem perder o salário.

A Polícia Federal passou um ano e três meses investigando o que resultou na Operação Monte Carlo, e entregou o relatório e as provas colhidas ao Ministério Público para denunciar. A denúncia do MP acontece um ano e cinco meses depois da operação deflagrada e ainda tem de ser aceita por um juiz para o processo começar a tramitar.

O MP de Goiás declarou que apurou fatos, como o recebimento de R$ 5,1 milhões em dinheiro indevido por Demóstenes, além de outras vantagens indevidas, como presentes de alto valor e viagens.

Atualmente, um grande número de policiais defende a PEC 37, que dá só a eles a incumbência da investigação criminal. O Ministério Público é contra. Juristas se dividem, com muitos considerando que quem denuncia não tem isenção para investigar imparcialmente, e o acúmulo das duas funções deixaria poderes demais na mão de um órgão sem ter quem o controle.

Note-se também: os policiais civis e federais tem trinta dias de férias por ano, e ganham menos. Os procuradores do MP tem férias de sessenta dias e ganham mais.

Enquanto essa discussão acontece, pelo menos a instituição Ministério Público poderia reformar seus estatutos para o contribuinte não ter de pagar um salário de R$ 24 mil para um procurador, afastado por corrupção, ficar sem trabalhar.
Posted: 27 Jun 2013 05:32 PM PDT
Desabafo Brasil

Reproduzido do Instituto Lula: O livro “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil – Lula e Dilma” ultrapassou, em pouco mais de um mês, a marca de 470 mil downloads no site da Flacso, a Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais. Organizado por Emir Sader e Pablo Gentili, o livro é uma reflexão sobre as conquistas da última década. O texto inicia com uma entrevista com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reúne reflexões de alguns dos melhores pensadores brasileiros. É uma proposta de aprofundamento das discussões sobre os governos Lula e Dilma Rousseff pela ótica progressista. Como diz Lula no primeiro capítulo, o debate é fundamental para o futuro. “Não se muda gerações de equívocos em apenas uma geração”. Isso requer ainda muita reflexão e muito trabalho.

“Fica claro que esse sucesso virtual não prejudica a venda do livro — cuja primeira edição, de três mil exemplares, se esgotou em três semanas — e demonstra o potencial enorme de leitores de que dispomos”, conta Emir Sader. Para efeito de comparação, o sociólogo conta que no Conselho Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (Clacso), tem uma biblioteca virtual com dezenas de milhares de livros abertos para download gratuito. Mensalmente, são baixados cerca de um milhão e 200 mil textos e livros. Sozinho, o livro “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil – Lula e Dilma” representou um terço da média histórica de toda a biblioteca. “Sinto que estamos contribuindo para politizar o debate político no Brasil, com visões alternativas àquelas disseminadas pela velha mídia, cujos jornais e revistas cada vez mais se parecem uns aos outros”, conta.

Pablo Gentili, também organizador do livro, conta que o número foi uma surpresa mesmo para quem está acostumado ao volume de acessos no site da Clacso, de mais de 40 mil textos ao dia. Além do tema, Pablo diz que a qualidade dos convidados está por trás do sucesso que tornou o livro “um verdadeiro blockbuster”

Para baixar o livro:

“10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil – Lula e Dilma” está disponível gratuitamente nas versões PDF e ePUB, formato de arquivo digital padrão específico para ebooks e pode ser baixado no link: http://www.flacso.org.br/dez_anos_governos_pos_neoliberais/livro1.php

Desabafo!!!
Posted: 27 Jun 2013 05:22 PM PDT
O Cafezinho

por Miguel do Rosário


O Cafezinho acaba de ter acesso a uma investigação da Receita Federal sobre uma sonegação milionária da Rede Globo. Trata-se de um processo concluído em 2006, que resultou num auto de infração assinado pela Delegacia da Receita Federal referente à sonegação de R$ 183,14 milhões, em valores não atualizados. Somando juros e multa, já definidos pelo fisco, o valor que a Globo devia ao contribuinte brasileiro em 2006 sobe a R$ 615 milhões. Alguém calcule o quanto isso dá hoje.

A fraude da Globo se deu durante o governo Fernando Henrique Cardoso, numa operação tipicamente tucana, com uso de paraíso fiscal. A emissora disfarçou a compra dos direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2002 como investimentos em participação societária no exterior. O réu do processo é o cidadão José Roberto Marinho, CPF número 374.224.487-68, proprietário da empresa acusada de sonegação.

Esconder dólares na cueca é coisa de petista aloprado. Se não há provas para o mensalão petista, ou antes, se há provas que o dinheiro da Visanet foi licitamente usado em publicidade, o mensalão da Globo é generoso em documentos que provam sua existência. Mais especificamente, 12 documentos, todos mostrados ao fim do post. Uso o termo mensalão porque a Globo também cultiva seu lobby no congresso. Também usa dinheiro e influência para aprovar ou bloquear leis. O processo correu até o momento em segredo de justiça, já que, no Brasil, apenas documentos relativos a petistas são alvo de vazamento. Tudo que se relaciona à Globo, à Dantas, ao PSDB, permanece quase sempre sob sete chaves. Mesmo quando vem à tôna, a operação para abafar as investigações sempre é bem sucedida. Vide a inércia da Procuradoria em investigar a privataria tucana, e do STF em levar adiante o julgamento do mensalão “mineiro”.

Pedimos encarecidamente ao Ministério Publico, mais que nunca empoderado pelas manifestações de rua, que investigue a sonegação da Globo, exija o ressarcimento dos cofres públicos e peça a condenação dos responsáveis.

O sindicato nacional dos auditores fiscais estima que a sonegação no Brasil totaliza mais de R$ 400 bilhões. Deste total, as organizações Globo respondem por um percentual significativo.

A informação reforça a ideia de que o plebiscito que governo e congresso enviarão ao povo deve incluir a democratização da mídia. O Brasil não pode continuar refém de um monopólio que não contente em lesar o povo sonegando e manipulando informações, também o rouba na forma de crimes contra o fisco.




- See more at: http://www.ocafezinho.com/2013/06/27/bomba-o-mensalao-da-globo/#sthash.vyoJ1eAe.dpuf
Posted: 27 Jun 2013 05:00 PM PDT
Opera Mundi

Dramaturgo decidiu terminar contrato de locação; casa recebe cerca de 200 mil espectadores ao ano

Divulgação/Berliner Ensemble
Imagem inetrna do teatro que recebe mais de 15 milhões de euros de ajuda estatal por ano
A companhia Berliner Ensemble, fundada em janeiro de 1949 pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht e sua mulher, a atriz e diretora Helene Weigel, é um marco da história do país e sua imponente casa se tornou um ponto turístico na área próxima à chamada ilha dos museus de Berlim, em frente ao rio Spree. Mas seus dias de referência cultural na capital alemã podem estar contados.

O dramaturgo Rolf Hochhuth, 82 anos, membro da Fundação Ilse Holzapfel, proprietária do imóvel desde 1992, decidiu terminar o contrato de locação do espaço sob a alegação de que o atual diretor do Berliner Ensemble, Claus Peymann, descumpriu determinações acordadas entre as partes.

Divulgação/Berliner Ensemble
Fachada do prédio do treatro; fechamento deve ser discutido pela justiça alemã
Uma delas era a encenação anual da peça “Der Stellvertreter”, ou “O Substituto”, sobre a inércia do papa Pio 12 frente à deportação de judeus durante a Segunda Guerra, de autoria do próprio Hochhuth. Ela deveria ter sido montada entre os dias 16 e 18 de outubro de 2012 no palco do teatro para marcar o extermínio de judeus berlinenses.

O teatro recebe custeio estatal de 15,4 milhões de euros anuais, amealha cerca de 200 mil espectadores ao ano e é considerado uma das casas de espetáculo mais importantes de Berlim, ao lado do Deutsches Theater, do Volksbühne e da Deutsche Oper.

São comuns montagens das peças de Brecht - a "Ópera dos Três Vinténs" estreou na casa em 1928, assim como "Mãe Coragem", em 1949 - e do escritor russo Anton Chekov, em especial "O Jardim das Cerejeiras". O programa conta também com obras de William Shakespeare e de Friedrich Schiller. Todas as peças são em alemão. Os ingressos custam a partir de 6 euros (cerca de R$ 15).

A disputa pelo uso do teatro vai para a justiça alemã. Segundo o advogado da companhia, Peter Raue, Hochhuth não tem o direito de dizer qual peça deve ser encenada pelo Berliner Ensemble. O caso também está sob análise na prefeitura de Berlim.

Posted: 27 Jun 2013 06:42 AM PDT
Hoje na História

NASCE O ESCRITOR JOÃO GUIMARÃES ROSA
27 de junho de 1908


"No dia 27 de junho de 1908 nascia, em Cordisburgo (MG), João Guimarães Rosa, escritor,  diplomata e médico. Considerado um dos grandes escritores brasileiros, ele foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1963. Contudo, temendo sofrer de forte emoção, adiou a cerimônia de posse por quatro anos. Coincidência ou não, ele morreu três dias depois, vítima de infarto. Sua morte aconteceu no Rio de Janeiro, no dia 19 de novembro de 1967, quando ele tinha 59 anos.

Entre suas obras, destaca-se “Grande Sertão: Veredas” (1956). Seus contos e romances são ambientados, na maioria, no sertão brasileiro. A sua obra é caracterizada pelas inovações de linguagem, com influência do vocabulário popular, regional e erudito."
Posted: 27 Jun 2013 06:34 AM PDT
Brasilianas.Org

Por jns

Do Iol News
O Medo do caos após a morte de Mandela
Former president Nelson Mandela
IOL News | Kashiefa Ajam, original 'Fear of mayhem after Mandela’s death'

O país aguarda ansiosamente por notícias de saúde de Nelson Mandela.

Há um temor por parte de alguns brancos que os negros possam empunhar as armas e tomar o que eles acreditam que é devido a eles. Dizem que o país vai queimar e vai ser o caos.

Organizações alertam as pessoas brancas para ficarem preparadas e protegerem suas famílias, a menos que os negros entreguem as suas armas de fogo como o governo do ANC (African National Congress) solicitou há alguns anos atrás. Isso, dizem eles, era o plano do governo o tempo todo.

Esta semana o Mídia 24 revelou que o SANDF (South African National Defence Force) tinha sido colocado em modo de alerta depois que foi especulada a existência de um plano secreto de contingência desde que Mandela ficou doente. Os soldados foram advertidos para se preparar cerca de 10 dias antes de Mandela ter sido internado no hospital.

O mais notável foram os comentários de cidadãos comuns que expressam medo.

Oamis Lacad Ariedlac, mencionou a história de "Uhuru" (o massacre contra a população branca): "Fui informado que o seu retorno será encaminhado depois da partida de Mandela. Tudo o que precisa é de um pequeno grupo de indivíduos com o mesmo pensamento para cumprir esta profecia. Espero que eu esteja errado, mas a realidade não pode ser ignorada, nem o alto nível de empobrecimento e insatisfação ao nível da base da população. Agora, com Malema e sua turma buscando um novo mandato, a retórica mais ardente é aguardada, agravando ainda mais o potencial de conflito."

Leon Wolfe escreveu: "Os mais pobres dos pobres vão usar o conflito como desculpa para saquear. O mais estúpido dos estúpidos vai usá-lo como desculpa para o assassinato. O ANC vai fugir. Os EUA (já a caminho) vai usá-lo como desculpa para "restaurar a ordem" e garantir recursos minerais do AS para benefício próprio (...) Veja o número de violentos protestos sobre a prestação de serviços como um exemplo da mentalidade reinante neste país; estar pronto para matar ou ser morto."

Matérias jornalísticas de lugares tão distantes como a Austrália, o Reino Unido e os EUA apresentam a visão de alguns sul-africanos sobre este momento delicado:

No início deste ano Sebastian Rossouw, da Igreja Católica Regina Mundi, em Soweto, expressou seu temor no The Australian: "Muitos de nós tememos que o que ele representava também possa morrer. É uma preocupação que, quando Mandela partir, surgirá uma ameaça de guerra civil. As pessoas estão preocupadas se ele morrer e se ainda teremos democracia. Será que ainda teremos a paz?"

Ernst Roets, vice-presidente-executivo do grupo racial para os direitos das minorias AfriForum, disse ao TheGuardian que as organizações de manutenção de paz estão trabalhando para resolver as preocupações das pessoas.

"Nós temos um monte de medo. Nós recebemos ligações de pessoas dizendo que estão com medo sobre o dia da morte de Mandela, perguntando o que eles devem fazer. Há organizações marginais que dizem para ‘fugir do país’. Estamos incentivando as pessoas a ficarem atentas e cuidar de sua própria segurança."

O comentarista político Max du Preez foi repreendido depois que criticou os opositores.

"A versão mais suave do susto o ‘genocídio branco’ é que o ANC consideraria o final de Mandela como uma espécie de licença para começar a se comportar como o Zanu-PF do Zimbabwe, porque a última voz da tolerância, da razão e da reconciliação caiu em silêncio. Mesmo as pessoas mais moderadas acreditam que a morte de Mandela levaria a uma queda acentuada no valor do rand e da bolsa de valores", escreveu ele.

"Eu suspeito que a única consequência da morte de Mandela vai ser um período de tristeza, nostalgia e um sentimento de coesão nacional. Ele vai lembrar os sul-africanos de todos os grupos e convicções da transição quase milagrosa do apartheid para a democracia e da era dourada sob a sua presidência a partir de 1994". - Saturday Star
Posted: 27 Jun 2013 06:33 AM PDT
Diário do Centro do Mundo
KIKO NOGUEIRA

Os vídeos que fazem sucesso pegando carona nos protestos para promover ideias desconexas.



Maia, professor de inglês e criador do Change Brazil



A paulista Carla Dauden, que vive em Los Angeles há cinco anos, onde faz um curso de cinema, resolveu gravar um depoimento que chamou “No, I’m not going to the World Cup”. Em inglês, Carla diz que resolveu fazer isso porque “toda vez que eu conto para alguém que sou do Brasil, uma pessoa conta que está indo para a Copa do Mundo”. Qual o grande problema disso ninguém sabe, mas vamos lá.

Seguem-se 6 minutos de críticas fundamentadas sobre o fato de a imagem do país ser associada, segundo ela e seis pessoas entrevistadas, a samba, carnaval, mulheres e futebol. Com a cara amuada, ela reclama que a Copa vai custar 30 bilhões de dólares (na verdade, são 13), enquanto a Saúde está um lixo, os criminosos saem das favelas e vão para as ruas etc – o horror, o horror. “O que vem com samba, festa e dança?”, ela pergunta, para responder em seguida: “Drogas”.

Uau.

Surpresa com o sucesso (até agora, são mais de 3 milhões de views), Carla escreveu nas redes sociais que não é favorável ao impeachment de ninguém, não pertence a nenhum partido (apesar de ter clareza das “convicções ideológicas”) e que falou em inglês porque seu objetivo era “trazer atenção internacional ao tema.”


Os benefícios dessa atenção internacional ainda são um mistério. Mas, inspirado em Carla, o professor de inglês Silvio Roberto Maia Junior, de Joinville, montou o “movimento” Change Brazil e gravou o vídeo “Please Help Us” (1,4 milhão de visitas). Numa edição acelerada, Maia faz um discurso longo, confuso e cheio de clichês, comparando as manifestações no Brasil ao que acontece na Síria e rogando ajuda de organismos internacionais como Greenpeace, WWF e Cruz Vermelha (!). Maia já postou mais cinco vídeos, alguns em português com um sotaque pesadíssimo (morou 13 anos nos Estados Unidos). Sempre pedindo para espalhar sua mensagem com a hashtag #changebrazil.

“Funcionou. Nosso movimento ganhou muito mais notoriedade ao redor do mundo do que outros do século 21, e muito mais rapidamente”, diz ele. Em sua última incursão videota, Maia responde a acusações de que estaria sendo pago por algum organismo estrangeiro. “Eu não queria me tornar famoso”, afirma. “Não sou de esquerda e nem de direita. A falta de uma pauta não é tão importante. Não podemos parar de lutar agora”.

A revista Mad tinha uma seção muito boa. Era o Panaca do Mês. É bobagem acreditar que Maia ou Carla estejam trabalhando para a CIA ou o FBI. O que Maia fala é fruto de sua cabeça – e, apesar de insistir no contrário, de um desejo gigantesco de aparecer. “Este vídeo ganhou enorme repercussão e o mundo inteiro ficou sabendo sobre o jeito que os políticos desprezavam o povo brasileiro”.

Ninguém deu a Carla ou Maia um mandato para que eles falassem em nome do povo brasileiro. Ok, eles não precisam. Mas, ao pegar carona numa insatisfação difusa e transformar isso num bololô panfletário, demagógico e mal informado, eles não diferem dos políticos que supostamente desprezam. Apenas, ao invés de uma bancada, usam o Facebook e o YouTube. “A maldade do mundo quase sempre vem da ignorância, e as boas intenções podem causar tanto dano quanto a malevolência e a falta de entendimento”, disse Camus.

Posted: 27 Jun 2013 06:28 AM PDT
Conversa Afiada

Genro quer Constituinte exclusiva:



Saiu na pág 3 da Folha (*):


Mais um passo da revolução democrática

(…)

Um processo constituinte atípico para promover uma profunda reforma política, precedido de um plebiscito convocado segundo a Constituição, é uma oportunidade extraordinária para fazer avançar o sistema por dentro da democracia.

Esse processo poderia incorporar a contribuição, por meio das novas tecnologias à disposição do colegiado de representantes constituintes, de milhões de jovens das redes, cujas linguagens, desafios e desejos não foram compreendidos por nenhum partido até o presente.

Todas as agremiações, sem exceção, foram pegas de surpresa e ou tentaram se unir aos movimentos ou tentaram direcioná-los segundo os seus interesses políticos imediatos.

Teríamos daí, no Brasil, uma experiência democrática de vanguarda. A eleição daria origem a uma assembleia de representantes, que incluiria pessoas eleitas sem partido. Combinado a isso, contaríamos com a participação e a colaboração direta de milhões, não só por meio das mobilizações sociais tradicionais, mas igualmente pelos meios virtuais, tanto para receber contribuições como aferir opiniões.

Resta saber se o Congresso Nacional terá a ousadia de vencer sua paralisia burocrática para responder à crise nacional. A questão do país não é uma corrupção em abstrato. A questão do país é a corrupção concreta de um sistema político vencido e é um cansaço da democracia, que não ousa inovar-se.

TARSO GENRO, 66, é governador do Rio Grande do Sul. Foi ministro da Justiça, da Educação (ambos no governo Lula) e prefeito de Porto Alegre pelo PT (1993-1996 e 2001-2002)


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Posted: 27 Jun 2013 06:27 AM PDT
Brasil de Fato

Mais do que nunca é preciso fortalecer a unidade das forças populares e de esquerda 


Editorial da edição 539 do Brasil de Fato


As mobilizações que percorrem todo o país abrem a possibilidade de avançar nas mudanças estruturais que interessam ao povo brasileiro.

Milhões de pessoas vão às ruas protestar pela primeira vez, conquistando vitórias na redução das tarifas, proporcionando elevação da autoestima e uma experiência inigualável de protagonismo popular.

A correlação de forças se altera numa rapidez impressionante, com a entrada em cena de mobilizações populares que não se colocavam desde a década de 1980. A retomada da capacidade de lutas que já vinha sendo sinalizada por um crescimento contínuo do número de greves desde 2004, agora demonstra a presença de um elemento subjetivo, da coragem de enfrentar a repressão e do ânimo de ganhar as ruas. Já não restam dúvidas de que ingressamos numa nova etapa de reascenso da luta de massas. A retomada da luta de massas, conjugando as lutas que já vinham se acumulando com atos e marchas massivos que estão ocorrendo, configuram o momento privilegiado para que o governo federal assuma compromissos com a pauta das mudanças estruturais que conformam um projeto popular.

Para as forças de direita, as mobilizações e protestos devem ser canalizados para desgastar e desestabilizar o governo federal, inviabilizando o favoritismo do PT nas eleições gerais de 2014. Eles querem recuperar a pauta neoliberal, fortalecendo os setores rentistas, financeiros, retomando a subordinação internacional aos interesses estadunidenses e rompendo as alianças com os governos progressistas da América Latina.

O enorme poder concentrado da mídia passa a atuar como verdadeiro partido político da classe dominante, interferindo nas mobilizações, premiando e fortalecendo a imagem de “líderes” que se amoldam aos seus interesses e condenando aqueles que denunciam os reais inimigos dos interesses do povo. Atuam na disputa pela interpretação das mobilizações, sendo instrumentos poderosos para construir uma leitura, influenciando nas pautas que vão para as ruas e promovendo líderes adequados aos seus interesses.

Os atos e marchas são predominantemente progressistas até o momento, mas a disputa política e ideológica com as forças de direita se acelera.

Assistimos uma acirrada disputa pelos rumos das mobilizações populares. As forças de direita não conseguem organizar uma manifestação política expressiva desde a “marcha pela família e a propriedade”, às vésperas do golpe de 1964. Desde os anos de enfrentamento com a ditadura militar as ruas são dos que defendem os interesses populares. Agora, tentam instrumentalizar as atuais lutas que surgem por reivindicações legítimas e progressistas. Buscam isolar a esquerda organizada dos atos, utilizando de pequenos grupos de extrema direita que insuflam palavras de ordem e agressões para impedir as organizações populares de promoverem essa disputa.

As crescentes manifestações irrompem num momento em que o governo Dilma sinalizava, pressionada pelos setores rentistas, pelo grande capital especulativo internacional, com um recuo nas medidas progressistas que reduziram os juros, mudaram a política de câmbio e criaram mecanismos para proteger e incentivar a indústria nacional. O recuo foi ganhando forma desde o final do ano passado, quando estes setores iniciaram uma contraofensiva, com o amplo apoio da mídia, exigindo o ajuste fiscal e a elevação de juros, sob a ameaça da inflação crescente. Isto veio de forma articulada com uma “campanha” para derrubar o ministro Guido Mantega.

As manifestações refletem a situação que se instaurou nos últimos anos, nas grandes cidades, com o avanço da especulação imobiliária, o aumento no custo de vida – muito além dos salários – e o baixo investimento em serviços públicos. Em muitas delas, eles ficaram paralisados, gerando um sucateamento destes serviços, como podemos identificar claramente na péssima qualidade dos transportes. Nos grandes centros urbanos, a população, que vai para a escola e para o trabalho em ônibus e metrôs apertados, perde de três a quatro horas por dia no trânsito, tempo que poderia utilizar para estar com a família, estudando ou participando de atividades culturais.

Mas a atual crise não se limita aos seus aspectos econômicos e sociais mais evidentes. O atual sistema político não possibilitou que nossa sociedade superasse as principais características herdadas de sua condição colonial. Seus diferentes ciclos de desenvolvimento sempre reproduziram a desigualdade social interna e a dependência externa.

As mobilizações também têm expressado forte sentimento de rejeição ao atual sistema político. Generaliza-se a percepção de que há uma “blindagem” da política aos verdadeiros interesses do povo brasileiro. Nesse contexto, os partidos políticos e os próprios políticos são vistos como parte de uma mesma engrenagem subordinada aos interesses das elites e a democracia representativa se apresenta, aos olhos da juventude, como um mecanismo que impede a democracia efetiva. Mesmo as bandeiras de partidos de esquerda passam a ser vistas como símbolos da burocracia, apesar de seu histórico de lutas.

Sem a entrada em cena dos milhares de trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade, dos jovens negros e negras das periferias, esse processo não se desenvolverá a ponto de demonstrar ao conjunto da sociedade brasileira quais são os reais inimigos do povo. Ou seja, aqueles que longe de defenderem um projeto nacional, são diretamente atrelados aos interesses do imperialismo, que nesse momento de crise econômica mundial investe sobre a América Latina, para desestabilizar governos progressistas e forjar golpes contra o povo.

Mais do que nunca é preciso fortalecer a unidade das forças populares e de esquerda. Sabemos quem é o inimigo, podemos construir uma ampla unidade e apresentar um programa que traga soluções para os problemas básicos do povo. É a possibilidade que temos de acumular forças para avançarmos na construção de um Projeto Popular para o Brasil.
You are subscribed to email updates from Ronaldo - Livreiro

29/6 - PROJETO SÃO FRANCISCO



Projeto São Francisco vai implantar sistemas de abastecimento para 325 comunidades


Serão beneficiadas 20 mil famílias em comunidades rurais, indígenas e quilombolas no sertão nordestino
Maior obra de infraestrutura hídrica do país, o Projeto de Integração do Rio São Francisco também vai levar abastecimento de água tratada para quase 20 mil famílias que vivem próximas aos Eixos Leste e Norte do empreendimento. A licitação para a elaboração dos projetos executivos desses sistemas de abastecimento, que contemplarão 325 comunidades da Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco, foi publicada nesta semana, no Diário Oficial da União. O estudo receberá investimentos de aproximadamente R$ 15 milhões e deverá ser iniciado em 90 dias, sob a supervisão do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), do Ministério da Integração Nacional.
 A empresa vencedora da licitação será responsável pelo desenvolvimento de projetos para construção de sistemas de abastecimento de água nas comunidades localizadas até cinco quilômetros dos Eixos Norte e Leste dos canais do Projeto de Integração do São Francisco. São povoados rurais, comunidades quilombolas, indígenas e assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ao longo de 25 cidades do semiárido nordestino. Esta ação faz parte dos 38 programas ambientais desenvolvidos pelo Ministério da Integração Nacional. 
 O Programa de Implantação de Infraestrutura de Abastecimento de Água vai garantir o acesso à água tratada para 19,6 mil famílias. A licitação ainda prevê a realização de um diagnóstico socioeconômico desses povoados. Com base nesse levantamento, o DNOCS definirá as localidades que, além de receber os sistemas de abastecimento de água, serão contempladas com um reservatório de água bruta para dessedentação de animais e irrigação de pequenas hortas em sua volta. "O projeto identificará as áreas que permitirão a instalação de um ponto verde. Isso vai beneficiar os pequenos produtores rurais", explica a coordenadora do DNOCS em Pernambuco, Rosana Bezerra. 
 A expectativa é que a construção dos sistemas de abastecimento seja iniciada no segundo semestre de 2014. Rosana Bezerra conta que algumas dessas localidades poderão ter a data de entrega antecipada. "Elaboramos um plano de trabalho pelo qual serão entregues os projetos executivos por trechos. À medida que os estudos forem concluídos nas primeiras comunidades visitadas, iniciaremos as obras o mais rápido possível", prevê a coordenadora do DNOCS em Pernambuco.
Projeto São Francisco - Empreendimento do governo federal, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Projeto São Francisco visa garantir segurança hídrica para 12 milhões de pessoas que vivem em 390 municípios do agreste e do sertão de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. 
Municípios que terão comunidades beneficiadas pelos sistemas de abastecimento:
Bahia - Curaçá e Abaré;
Ceará - Barro, Mauriti, Brejo Santo, Jati, Penaforte;
Paraíba - Monteiro, Cajazeiras, Monte Horebe e São José de Piranhas;
Pernambuco - Sertânia, Cabrobó, Custódia, Betânia, Floresta, Inajá, Ibimirim, Petrolândia, Verdejante, Parnamirim, Mirandiba, Terra Nova e Salgueiro.
 

29/6 - Mensagens de blog - Portal Luis Nassif

Mensagens de blog - Portal Luis Nassif


Posted: 28 Jun 2013 08:51 AM PDT
Através do convite feito pelo Pároco da cidade de Apodí, padre Maciel Rodrigues, o DNOCS participou no último final de semana das festividades em alusão ao padroeiro do município de Apodí, São João Batista, no Rio Grande do Norte.
O DNOCS esteve presente na festa em comemoração a São João Batista, com um estande – espaço no qual foram recebidas inúmeras pessoas que tomaram conhecimento das ações desenvolvidas pelo órgão, nos seus 103 de existência, nas áreas de infraestruturara hídrica, irrigação, piscicultura etc. Revistas foram entregues aos visitantes, com informações e dados. Dom Mariano Manzana, bispo de Mossoró, foi um dos contemplados com um exemplar da revista do DNOCS, com o título ‘Fonte de Vida Sustentável no Semiárido Brasileiro’, editada este ano.
Uma das ações da Autarquia mais abordada foi á questão da implantação do perímetro Irrigado de Santa Cruz do Apodí, que se encontra em andamento no município do mesmo nome. A comunidade aguarda com esperança, a conclusão da obra pela perspectiva de emprego, e desenvolvimento para a região, declarou o padre Maciel.
Segundo o comerciante Francisco Valdevino Alves, que é radialista e foi por diversas vezes gestor municipal e vereador, ao tomar conhecimento da implantação do referido projeto, ele se manifestou contrário, mas ao conhecer de perto a potencialidade do empreendimento, entende hoje, que a sua importância é inadiável para o desenvolvimento do município e região.
“É um grande avanço não só para Apodí, mas para todo Rio Grande do Norte e para o Brasil, os projetos irrigados do DNOCS que eu conheço, só traz progresso para região, onde ele está situado e qualidade de vida para seus habitantes”, declarou o motorista Antonio Erivando Lima, de 57 anos.
“O projeto vai trazer benefícios como geração de emprego, incremento nas atividades do agronegócio, com os critérios de desenvolvimento sustentável”, disse  Geraldo Manuel de Almeida, 67 anos, Administrador de empresas, aposentado.
A participação do DNOCS no evento foi idealizada pelo presidente da Comissão de Fiscalização da Obra, José Bartolomeu da Silva Ramos e pelo gestor da área de comunicação e serviço social, Cleiton Palmeira, da KL Engenharia.





Posted: 28 Jun 2013 08:50 AM PDT


Imagem: veio daqui
O Pêndulo de Newton consiste num conjunto de 5 pêndulos iguais, perfeitamente alinhados e em contato justo com os seus adjacentes quando estão em repouso.
Cada bola do pêndulo está suspensa de uma estrutura fixa por dois fios de igual comprimento, inclinados com o mesmo ângulo em sentido contrário um do outro. Este arranjo dos fios que fazem a suspensão restringe o movimento dos pêndulos a um só plano.
Foi desenvolvido com o objetivo de mostrar a Lei do Impacto entre os Corpos e a Lei da Conservação de Energia. Não produz movimento perpétuo porque a gravidade e o atrito não o permitem.
O Pêndulo de Newton tem sido um "brinquedo" popular em ambientes de trabalho. E há quem atribua a capacidade de aliviar os estresses ao ato de contemplá-lo.

Os físicos são pais dedicados

Micropoema: Pêndulo parando
This posting includes an audio/video/photo media file: Download Now
Posted: 27 Jun 2013 07:54 PM PDT

Estamos de luto, nosso amigo Arnaldo Carrilho partiu, foi chamado por Deus para assumir uma importante embaixada numa das mais  belas moradas do Pai. 
Aguarde-nos, Arca d'Itam, breve chegaremos aí para auxiliá-lo nessa empreitada divina. Aspiramos ao cargo de Mensageiro da Luz, portanto, assim como você, um dia também chegaremos lá.

Embaixador progressista Arnaldo Carrilho faleceu nesta quarta

Faleceu nesta quarta-feira (26), em Brasília, o embaixador Arnaldo Carrilho. Progressista, amigo das causas justas e revolucionárias em todo o mundo, aliado da causa anti-imperialista, Carrilho foi embaixador do Brasil na Palestina, na República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Vietnã, e muitos outros países, durante 47 anos de carreira no Ministério de Relações Exteriores do Brasil.

Fepal
Embaixador Arnaldo Carrilho
Ebaixador Arnaldo Carrilho faleceu nesta quarta (26), em Brasília, após 47 anos de carreira do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), com atuações progressistas.

O carioca Arnaldo Carrilho morreu aos 76 anos, em decorrência de uma insuficiência renal aguda e complicações decorrentes de problemas cardíacos. 
 
Provavelmente em função do seu empenho anti-imperialista e solidariedade à luta dos povos, Carrilho foi o primeiro embaixador do Brasil em Ramallah (sede administrativa da Autoridade Palestina, na Cisjordânia) e em Pyongyang, Coreia Popular.
A Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) afirmou: “Externamos nosso profundo pesar pelo falecimento do embaixador Arnaldo Carrilho. Nossos sentimentos aos familiares e amigos desse homem que lutou com diplomacia e entusiasmo contra as injustiças e pela autodeterminação dos povos”.
Carrilho participou de uma conferência no Fórum Social Mundial Palestina Livre, em novembro de 2013, em Porto Alegre, e em sua página, a Fepal reproduziu uma mensagem do embaixador pela ocasião do falecimento do famoso poeta palestino Mahmoud Darwish, em 2008: Máhmude Deruíche vive! Para sempre! É próprio do destino dos que sofrem da doença esperança. Vamos herdá-la, com vigor fortalecido.”
Socorro Gomes, presidenta do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Conselho Mundial da Paz, disse que o embaixador contribuiu para a “consolidação da cultura brasileira com outros povos, foi fundamental no relacionamento com a Palestina e teve sempre muito respeito, apoio, simpatia e consciência da importância do apoio à luta pelo Estado palestino".
Sobre o seu papel na política externa brasileira, Socorro também disse que Carrilho "foi muito importante na consolidação dessa política de amizade e defesa da autodeterminação dos povos no Brasil. Pessoa muito séria, humanista, de valores nobres, amigo do Cebrapaz; estive com ele em alguns momentos, como quando interveio no FSM pela Palestina, em uma mesa em que participei, e deu uma grande contribuição”.
Teve 47 anos de carreira no Ministério de Relações Exteriores (Itamaraty), dos quais 37 passou no exterior, incluindo 12 no mundo islâmico e 10 na Ásia, enquanto abriu cinco estabelecimentos diplomáticos: Jeddah, na Arábia Saudita, Berlim Oriental, Bissau, Praia, e Pyongyang. 
No período em que esteve no exterior, serviu em quatro países socialistas: Polônia, Alemanha Oriental, Laos e Coreia do Norte. 
Antes de chegar a Pyongyang, Carrilho foi designado embaixador extraordinário junto à cúpula América do Sul – Países Árabes, uma iniciativa emblemática na lógica da cooperação Sul-Sul da diplomacia brasileira e latino-americana. 
Carrilho também defendeu ativamente o cinema brasileiro no exterior e ficou bastante reconhecido no âmbito nacional por esse ativismo.
Por Moara Crivelente, da redação do Vermelho

___________________________________________________________________
Na última madrugada, eu ainda sem saber do falecimento do embaixador Arnaldo Carrilho e sem ter entendido bem a mensagem do Eugênio, postei nossa atualização no tópico que ele abriu: 
 
Todo sertanejo traz no peito o cheiro e a cor de sua terra. A marca de sangue dos seus mortos e a certeza de luta de seus vivos.
Camarada, a Palestina nunca mais será a mesma, siga em paz.

Desculpa, Eugênio, às vezes o Diabo nos distrai com suas maldades.

_______________________________________________
Leia também...

Zero Zero X-9 Contra Dilma - Os Diamantes são Eternos - A Diamba Também




(Extraído de Pesquisadora inglesa revela: o Coisa Ruim sempre foi um entreguista de carteirinha - Prosaico papiar de periodistas pauteiros da PressAA)


 
Hipocrisia explícita
Mais uma do TARTUFO-MÓR 
De: Silvio Pinheiro 
"É própria de 'regimes autoritários' a proposta
da presidente Dilma Rousseff de convocar de
uma Assembleia Constituinte para a reforma
política".
                                Fernando Henrique Cardoso
 
 
_____________________________________________________________________
 
Regime autoritário? 
 
Seria isso um ato falho do Farol de Alexandria? 
 
Vejamos:
 
 
Na época não tínhamos a internet relativamente popularizada, como hoje, mas dá pra encontrar muita coisa daqueles tempos da Privataria Tucana. 
 
Não tivermos tempo ainda de pesquisar, mas alguém pode nos informar se essa proposta de "constituinte restrita" restringia-se a aprovar a reeleição para presidente da República? Não, achamos não deve ter nada a ver ou a reaver.
 
De qualquer forma, fica aqui outro registro:
 
(Para ler a continuação, clique AQUI)
_________________________________________

Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

______________________________________________

PressAA
.
.
This posting includes an audio/video/photo media file: Download Now
Posted: 27 Jun 2013 06:34 PM PDT


Pouca gente sabe que Stravinsky esteve no Brasil duas vezes, a primeira em junho de 1936. Uma crônica de Luís Martins (publicada originalmente em O Estado de S. Paulo em agosto de 1965) descreve algumas impressões do compositor russo sobre o nosso país durante essa visita. Reproduzida abaixo, esta crônica abre a série Crônicas musicais de Luís Martins, que será publicada às quintas-feiras no Blog do IMS a partir de hoje e pelas próximas quatro semanas.



Quem trouxe Stravinsky ao Rio de Janeiro na ocasião foi a escritora e ativista política argentina Victoria Ocampo, que organizara para ele uma apresentação em Buenos Aires. Investida do papel principal em Perséfone, a própria Ocampo declamava, enquanto Stravinsky regia sua ópera-balé com libreto de André Gide.



A segunda e mais conhecida visita de Stravinsky ao Brasil ocorreu em 1963, quando ele regeu duas apresentações da Missa, uma no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a Filarmônica de Londres, outra na Candelária, com a Sinfônica Nacional.





Luís Martins por Tarsila do Amaral



Stravinsky, por Luís Martins (LM) *




A VIII Bienal vai-se inaugurar com a Missa de Stravinsky… Lembro-me de Stravinsky e dele até conservo uma fotografia autografada. Foi em 1935 ou 36, no Rio. O grande compositor realizara em Buenos Aires uma série de concertos e, de passagem pela antiga capital da república brasileira, parara uns dias a fim de realizar, no Teatro Municipal, um único espetáculo: se bem me lembro, a apresentação de Perséfone, com Victoria Ocampo declamando e o próprio maestro regendo a orquestra do Municipal.



Havia na plateia umas oitenta pessoas – na maioria, críticos de música, artistas, jornalistas e intelectuais ­– e Stravinsky estava por conta. Eu sabia, porque o entrevistara durante um ensaio. Estava por conta com a orquestra.



– Não a entendo – dizia, agastado. – Em qualquer parte do mundo um “dó” é um “dó” e um “fá sustenido” é um “fá sustenido” etc. Aqui é o que passa pela cabeça dos músicos…



Não sei bem se tratava de “dós” e “fás sustenidos” (sou ignorantíssimo em termos técnicos musicais), mas o sentido da coisa era esse. Stravinsky achava que era o fim a nossa principal orquestra.



O pequeno número de espectadores que o aplaudiu na noite do espetáculo (aliás, delirantemente, pretendendo compensar a escassez com o entusiasmo) parece que também o desapontou terrivelmente. Ao embarcar para a Europa, ele declarou, com a maior sem-cerimônia, aos jornalistas:
­


– O Brasil ainda está muito verde para a minha música. Talvez daqui a cinquenta anos ele venha a compreendê-la…



Cinquenta anos ainda não se passaram. Trinta bastaram para que as plateias brasileiras compreendessem a música de Stravinsky; e até menos, pois há muito ele já é aqui justamente conhecido e admirado.



Aliás, muitas coisas mudaram… A orquestra do Teatro Municipal do Rio é hoje um conjunto musical de primeira ordem ­– e há muitos anos já deve ter aprendido que um “fá sustenido” não é precisamente um “si bemol”… E o gosto das plateias amadureceu, tornou-se mais polido e requintado. O Brasil de 1965 está para Stravinsky.



Com um certo atraso, convenhamos. Mas eu falo de um Brasil antigo, anacrônico, sonolento, quase colonial… É uma pena que o grande compositor não esteja aqui, para ver com os seus próprios olhos a transformação – e como se enganou como profeta.




(Coleção Pedro Corrêa do Lago)





* O carioca Luís Martins (1907-1981) foi cronista do jornal O Estado de São Paulo de 1949 a 1981, onde assinava uma coluna diária com as iniciais LM. Na década de 1930, trabalhou em O Jornal, dos Diários Associados, o que explica a dedicatória na foto (“Aos Diários Associados, uma lembrança de Igor Stravinsky – Rio, 21 de junho de 36”).





Stravinsky e Nijinsky




A Sagração da primavera – no Clássico da Rádio Batuta, Arthur Dapieve apresenta diferentes gravações da célebre e agora centenária composição de Stravinsky para o balé de Nijinsky.





************
Fonte: Blog do IMS (Instituto Moreira Salles).

************
This posting includes an audio/video/photo media file: Download Now
Posted: 27 Jun 2013 03:57 PM PDT
ATÉ QUANDO VAMOS NOS RESTRINGIR A DISCUTIR, SEM APRESENTAR SOLUÇÕES?
UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL
Desde meados de 2012 venho publicando este tópico, com pequenas revisões. Não tenho a pretensão de estabelecer métodos de ensino. Procuro alertar sobre a necessidade de um aumento substancial no investimento do ensino básico.
Esse projeto surgiu, depois de observar que necessitamos de uma base para a construção de um Brasil altamente desenvolvido, com justiça social e que, na conjuntura atual, possa unir o nosso povo em torno de algo que supere a pulverização de ideias e ideologias que não têm conseguido aglutinar o nosso povo, possibilitando aos inimigos externos que não desejam ver esse gigante desenvolvendo tecnologia, com uma indústria pujante, própria, lado a lado com os povos irmãos latino-americanos. Essa base necessária chama-se educação!
Na Finlândia, por exemplo, um dos primeiros passos para o seu desenvolvimento foi a valorização dos professores. Hoje, para ser professor da rede básica é exigido curso superior e mestrado. Ser professor passou a ser a carreira mais cobiçada, valorizada. Há uma preparação especial e só os melhores alunos conseguem chegar lá. A quantidade de matérias é ampla, propiciando a formação técnica e crítica dos estudantes. Da escola, não sai, apenas, um técnico, mas uma pessoa com preparo para definir suas opções na vida.
Antes de 1960, a Finlândia era, praticamente, um país madeireiro. Hoje, as pessoas falam duas línguas estrangeiras e o país é conhecido pela Nokia, uma das maiores fábricas de celulares do mundo, produto que importamos e em troca exportamos, entre outros produtos primários, o café. Em nosso país querem suprimir matérias como Geografia e História, talvez, como consequência da supressão de professores. Educação que para essa gente é gasto e não investimento!
No Brasil, o que precisamos?
São inaceitáveis as seguintes afirmações:
1. É uma sobrecarga o grande número de matérias obrigatórias no currículo escolar.
2. O Brasil vai quebrar, caso haja um grande aumento do investimento público na educação.
3. Aqueles que necessitam lutem sozinhos pelos seus direitos.
Na INFOERA; com o avanço exponencial dos componentes integrados, em consequência da miniaturização, já alcançando o nível atômico, ao lado do vasto uso da nanotecnologia, do vertiginoso desenvolvimento do software e das comunicações; passa a ser mais importante, cada vez mais, o ser humano pensante, com um amplo conhecimento geral que permita o seu desenvolvimento, quando estiver fora da tradicional cadeira escolar. O trabalho rotineiro será, então, executado pelas máquinas e robôs, como está acontecendo, até no Brasil. O mundo da WEB tende a ser incomensurável.
Precisamos preparar nossas crianças para esse mundo que se avizinha a uma velocidade alucinante, com mais e mais competição, em qualquer tipo de sociedade que se apresente.
No futuro que se avizinha as pessoas passarão a ter suas atividades em casa ou viajando. Quem não estiver preparado, sofrerá as consequências do ócio.
A verdade mostra que a nossa educação é, faz décadas, pífia! O Brasil necessita de uma escola pública; em tempo integral, de qualidade; que permita fornecer o básico às nossas crianças, para que elas se encaixem nesse mundo que se descortina.
Observem que poucas são as escolas a obter um nível de avaliação razoável no IDEB.
Outra observação é que os piores índices, em geral, são verificados nas regiões onde predominam altos níveis de violência. Quanto maior índice de violência, tanto menor o IDEB!
Guardo cerca de 1000 testes aplicados; nos últimos 10 anos (redação de pelo menos 15 linhas, matemática e conhecimentos gerais); em jovens entre 18 a 25 anos, todos com secundário completo, muitos já frequentando faculdades particulares. É uma calamidade!
O caminho para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelado à EDUCAÇÃO. Precisamos, com urgência, investir, pelo menos 15% do PIB no orçamento da educação. Deve ser disponibilizada escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade: o café da manhã, o almoço, a janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo.
Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, associações, sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial.
A construção civil deve ser acionada para a construção de escolas de alta qualidade, com quadras esportivas, espaços culturais, áreas de refeição e cozinhas bem equipadas etc. Tudo isso exigindo qualidade, porém sem luxo. Durante esse período, o governo deve investir na preparação de professores para atender à grande demanda.
Como esse projeto é de prioridade nacional, os recursos deverão vir, entre outros: de uma nova redistribuição da nossa arrecadação; de uma renegociação da dívida pública; com a inclusão do bolsa família; com a criação de uma CPMF exclusiva para educação etc.
Para a construção inicial dos centros educacionais e formação de professores, sugiro que se invista cerca de 40% das nossas reservas. Alerto, que sem a federalização esse projeto não terá sucesso.
O objetivo desse projeto não é, apenas, a formação indivíduos tecnicamente muito bem preparados, mas seres humanos que enxerguem com clareza o mundo que os cerca.
Não temos tempo para ficar aguardando a época do pré-sal.
Observações e consequências previsíveis:
1. O tráfico perderá sua grande fonte de recrutamento, pois todas as crianças estarão, obrigatoriamente, em tempo integral, das 07 às 18 horas, na escola. Serão desnecessários tantos investimentos em presídios e no efetivo policial. É uma fonte de recursos que migrará para a educação.
2. Para aqueles adolescentes que já participam de contravenções graves, podem ser planejadas escolas albergues, dando mais ênfase ao esporte e à cultura.
3. A saúde será, também, uma grande beneficiária, pois teremos crianças bem alimentadas, sinônimo de bem-estar para elas e seus pais. Toda escola deverá ter um posto de saúde.
4. O setor financeiro deve saber que isso levará o país, em médio prazo, a outro nível de prosperidade. Será bom para todos que desejam uma nação economicamente forte.
5. A federalização da educação é uma necessidade, evitando aumentar as diferenças nas diversas regiões do Brasil. A educação deve ter o mesmo nível em todo país.
6. Fiscalização rigorosa, prevista em lei, controlada pela sociedade; com a participação dos pais, dos professores, dos sindicatos, com poderes e recursos para denunciar erros, desvios de verba e de rumo.
7. Recursos adicionais: os pais pagarão 5% do salário / entradas pela mensalidade de cada filho matriculado. Isso é muito menos do que arcam, hoje, nas escolas particulares que, na sua maioria, não adotam o tempo integral.
8. O pequeno agricultor deve ter prioridade no fornecimento dos produtos alimentícios dessas escolas. Surgirá, então, um mercado pujante, nesse vasto Brasil, aumentando nosso mercado interno. Tornando-se, também, numa importante política para manter o homem no campo. A formação de pequenas cooperativas agrícolas deve ser incentivada para permitir a aquisição de maquinário destinado ao cultivo da terra, armazenagem da colheita e entrega dos produtos nas escolas.
9. A EMBRAPA deverá receber recursos adicionais para dar todo apoio a essa gente do campo, aproveitando para ensinar como praticar uma agricultura sustentável e como cuidar das matas ciliares. As escolas estabelecidas no campo devem ter no currículo aulas teóricas e práticas de como recuperar as áreas degradadas. O governo, por intermédio da Embrapa, fornecerá mudas e orientação de como proceder. As escolas localizadas dentro do perímetro urbano devem adotar a sistemática de, uma ou duas vezes por mês, participar, em conjunto com suas irmãs do campo, de mutirões para recuperar áreas degradadas, proporcionando uma maior integração da cidade com o campo. As crianças da cidade não ficariam tão alienadas, quanto à vida do interior.
10. O Brasil deixará de ser, apenas, um país exportador de produtos primários. No campo da agricultura, teremos uma maior diversidade e qualidade. Como está, cada dia, temos menos variedades de frutas e verduras, pois ao grande produtor não interessa essa variedade. Neste ritmo, só pensando na exportação, muitas espécies desaparecerão!
11. Com o advento dessa geração bem educada, passaremos a ter produtos manufaturados, desenvolvidos e produzidos, aqui, com alta tecnologia. Nossa indústria crescerá, em função do mercado interno e da exportação de produtos com melhor qualidade.
12. O futuro da energia: Pequenas usinas de energia solar, eólicas e hidroelétricas devem proliferar para atender às novas exigências dessas escolas e dos pequenos agricultores. A sobra dessa energia será integrada à rede nacional, evitando possíveis apagões.
13. A energia nuclear, ainda, é cara e perigosa. Devemos pesquisá-la, intensamente.
14. Outras fontes de energia, como a eólica, a solar e a biomassa poderão aumentar a nossa independência.
15. Não é com a devastação da Amazônia que vamos abastecer o mundo com carne. Precisamos desenvolver tecnologia para multiplicar as cabeças de boi por metro quadrado. Um povo educado e culto saberá combinar o desenvolvimento com a preservação ambiental.
16. Os psicopatas sempre olham o presente; não se importam com o futuro! Estudos bem elaborados confirmam que no meio da sociedade há cerca de 3% a 5% dessa praga. Num país com uma população de 190 milhões, temos, assim, pelo menos, 5.7 milhões praticando todo tipo de ato daninho à sociedade; inclusive contra a educação. Quanto mais permissivo o ambiente, mais os traficantes, os corruptos e lavadores de dinheiro atuam. Com um povo educado essa gente não desaparece, porém o grau de atividade será bem menor. Eles estarão, com certeza, na linha de frente, em oposição a um plano como este!
17. Para alcançarmos tudo isso, quiçá, vamos necessitar de uma nova forma de praticar a política: mandato único em todos os níveis, partidos sem caciques, país unitário (seria o ideal), lei única, câmara única e, consequentemente, deputados estaduais e vereadores só para a fiscalização. Os incomodados dirão: Que blasfêmia! Quem não dá a devida atenção à educação, deseja o status quo. Surgirão com uma infinita quantidade de argumentos contra, lançados pelos psicopatas e por muitos que não se dão conta que estão adotando os argumentos dessa gente.
Muitos irão dizer que só precisamos melhorar a gestão, num faz de conta que não estão vendo os milhões de crianças perambulando pelas ruas ou trabalhando para ajudar no sustento familiar. Não querendo, ainda, tomar conhecimento dos milhares que estão sendo recrutados pelo tráfico. Muitos ou estão dominados pela propaganda ou simplesmente têm receio de contrariar banqueiros, construtoras, empreiteiras e grandes empresas com potencial de participar do execrável financiamento privado para as eleições.
18. A nossa federação tem sido o berço esplêndido dos caciques, dos modernos coronéis, alojamento de mafiosos, fonte das guerras fiscais e muitas outras mazelas. Dentro desse quadro federativo a educação, dificilmente, terá guarida. Lutam desesperadamente pelos royalties do petróleo. Planejam implantar o Trem Bala num país que não possui uma rede ferroviária para escoar sua produção. Para a educação sobra o engodo.
19. Com um projeto como esse, as nossas Forças Armadas, repensariam seus projetos de importação, voltando sua atenção para o desenvolvimento tecnológico próprio. Não temos ameaças de vizinhos. Importar tecnologia militar de ponta é dar continuidade à nossa dependência. Um alto índice de educação será a base da nossa segurança. Daqui, sairão nossos pesquisadores, jovens que dedicarão seu tempo ao estudo, sem os desvios e vícios dessa sociedade doentia. Jovens que terão orgulho do pedaço de torrão onde nasceram e daqueles que pensaram neles. Jovens que não irão para as ruas queimar a bandeira do seu país e praticar todo tipo de vandalismo. Isso é utopia? Para quem não pensa em tal futuro, sim.
20. Essa escola deve acolher as crianças a partir dos 04 anos de idade com o objetivo de termos um bom nivelamento. Poucos são os pais, dentro dessa vida estressante, que têm condições de educar seus filhos durante os 04 aos 07 anos. Há uma tendência de deixarem essas crianças na frente da televisão, mesmo quando sob o cuidado de algum adulto. Dentro da classe média isso acontece, também. Que alternativa sobra para as camadas menos favorecidas que, muitas vezes, necessitam usar os precários meios de transporte, já antes do sol nascer? Há estudos que comprovam ser essa faixa etária a mais importante como base para o aprendizado futuro.
21. As atuais escolas de pequeno porte devem ser reformadas e usadas como creches.
22. Lendo um artigo sobre a escola na China, chamou-me à atenção o fato de 02 crianças; filhas de brasileiros, que lá estão estudando; externarem o desejo de retornar à escola brasileira, alegando que a professora, no Brasil, passava uma folha para o dever de casa e que na escola chinesa ela recebia quatro folhas, com a obrigação de entregar o trabalho de casa totalmente feito. Para as crianças chinesas, aquele procedimento era normal. Elas não cresceram sentadas ou deitadas no sofá, só vendo desenhos animados e novelas.
Já morei num condomínio, com 108 apartamentos, onde havia uma quadra de futsal que, praticamente, não era usada. Nos fins de semana, quando encontrava um menino solitário no térreo e perguntava onde estavam os coleguinhas que não desciam para brincar um pouco; a resposta não era que estavam estudando e sim que a meninada gostava mesmo era do videogame, estavam jogando, por isso não desciam. A obesidade começa a se tornar a companheira inseparável do péssimo desempenho escolar! É por isso que o entrevistador obteve aquela resposta na China. Tornemos a saúde a companheira do conhecimento!
23. Há um programa internacional de avaliação de estudantes (PISA), no qual, em teste recente, entre 65 participantes, o Brasil obteve o desagradável 54° lugar. A China, representada por Xangai, foi a primeira colocada. Existe um projeto para expandir o sistema adotado em Xangai, com cerca de 15 milhões de habitantes, para todo país. É, apenas, um exemplo, mas precisamos saber o que acontece no mundo para facilitar imitar o lado bom e evitarmos o negativo.
24. Imaginem o salto quantitativo e qualitativo que teríamos nos esportes. Em todas futuras olimpíadas estaríamos nas primeiras colocações. Em Londres, obtivemos desempenho inferior a países infinitamente menores em dimensões territoriais e populacionais, como Jamaica e Cuba.
25. Está disponível na internet uma grande gama de informações esclarecedoras; muito bem fundamentadas e algumas foram comprovadas com os vazamentos de documentos sigilosos pelo Wikileaks; de que nosso desenvolvimento tecnológico sofre sabotagens de todo tipo, daqueles que não desejam ver o nosso país no cenário internacional com produtos de alto índice tecnológico. O interesse é que sejamos, exclusivamente, fornecedores de comodities!
Vejam, só, como exemplo, os revezes e sabotagens praticados ao PROJETO ESPACIAL BRASILEIRO, tendo seu ápice na explosão da base de Alcântara, quando tudo foi destruído e as vidas de 21 cientistas foram ceifadas, em 22 de agosto de 2003.
Até nossos satélites para uso nas telecomunicações, na vigilância do desmatamento, no monitoramento do clima estão sendo lançados no exterior, apesar de Alcântara ser um local privilegiado para essa atividade. Os interesses mesquinhos entrelaçam-se. A sabotagem indireta é um ataque silencioso e muito perverso que o Brasil e o seu Programa Espacial vêm sofrendo, sem tréguas, já faz mais de 20 anos. Tudo isso acontece porque recebem a ajuda e cooperação dos mesmos que lutam contra a educação no Brasil.
You are subscribed to email updates from Mensagens de blog de todos - Portal Luis Nassif