sexta-feira, 31 de julho de 2015

31/7 - BOA NOITE com Minha Bossa Nova

Minha Bossa Nova


Posted: 31 Jul 2015 11:32 AM PDT
Programa Minha Bossa Nova
Edição 111 - Parte 1
Sergio Mendes


Posted: 31 Jul 2015 11:32 AM PDT
Programa Minha Bossa Nova
Edição 111- Parte 2
Sergio Mendes


Posted: 31 Jul 2015 10:17 AM PDT
Programa Minha Bossa Nova
Edição 111 - Parte 3
Sergio Mendes



Posted: 31 Jul 2015 10:04 AM PDT
Programa Minha Bossa Nova
Edição 111 - Parte 4
Sergio Mendes



31/7 - BRASIL! BRASIL! de HOJE

BRASIL! BRASIL!


Posted: 31 Jul 2015 05:13 AM PDT

Luis Nassif, GGN

"No jornalismo existem as reportagens e as análises. As reportagens baseiam-se em fatos; as análises, em raciocínios.

Uma das formas de burlar o leitor é rechear um artigo com meras impressões pessoais - do gênero que os compêndios jornalísticos denominam de gossips – e atribuí-las a fontes, anônimas ou não. É diferente da análise propriamente dita, que exige raciocínio, levantamento de ângulos não percebidos pelo leitor.

O gossip tem sido fartamente utilizado para desqualificar qualquer ato de Dilma, uma declaração solta, uma proposta política. Em vez de se debruçar sobre as implicações da atitude, montam-se análises superficiais baseadas no achismo, mas atribuídas a fontes em off para ganhar alguma verossimilhança."
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Posted: 31 Jul 2015 05:07 AM PDT
Reunião no escritório da UTC deliberou sobre propina para o andar de cima, em benefício do PMDB de Cunha
"Segundo delator, em reunião no escritório da empreiteira, ficou acertado o pagamento de propina para o PMDB em contratos com a Eletronuclear

Helena Sthephanowitz, RBA  

O escritório político do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no centro do Rio de Janeiro, fica no famoso Edifício De Paoli, na Avenida Nilo Peçanha, 50, sala 2.909. No andar de baixo fica a filial carioca da empreiteira UTC, na sala 2.809. Pela numeração, as salas são na mesma coluna, ou seja, o piso do escritório do deputado é o teto do escritório da empreiteira.
Esse  é o tipo de coincidência digamos, desagradável, para o presidente da Câmara no momento atual, já que tanto ele como a empreiteira estão encalacrados na operação Lava Jato.

A partir da delação premiada de Dalton Avancini, ex-presidente da empreiteira Camargo Correa, os procuradores da Lava Jato expandiram a investigação para suposto cartel na construção da Usina Nuclear de Angra III, e suspeitam que teria havido pagamento de propina para o PMDB, partido de Cunha.
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Posted: 31 Jul 2015 04:26 AM PDT
Dilma e governadores em encontro de 2011 (Foto: Julia Chequer/R7)
Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

"Escrevo antes de começar a aguardada reunião da presidente Dilma Rousseff com todos os governadores, marcada para as 16 horas desta quinta-feira, no Palácio do Planalto.

A grana acabou e a arrecadação de todos está caindo. Em resumo, este é o ponto em comum entre o governo federal e os estaduais neste momento.
O que podemos esperar deste encontro, além da foto oficial com todos juntos e sorridentes, que certamente tem um peso político próprio?
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Posted: 31 Jul 2015 03:21 AM PDT

Fernando Brito, Tijolaço 

A entrevista da ex-advogada do denunciador de Eduardo Cunha, Júlio Camargo, de Paulo Roberto Costa e de vários delatores da Lava Jato, a Dra. Beatriz Catta Preta, ao Jornal Nacional  é grave, estranha e incompleta.
Ela diz ter recebido ameaças “veladas, cifradas”.

Perfeitamente, é possível: os interesses atingidos com o depoimento-bomba de seu ex-cliente são, por certo, os de gente mafiosa, capaz mesmo de ameaçar a integridade física.

Contudo, é difícil crer que, com a publicidade em torno do caso e diante do que era dever de D. Beatriz – procurar a polícia e identificar os autores da ameaça –  que alguém pudesse levar algum plano de violência em frente.
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Posted: 30 Jul 2015 05:50 PM PDT

Posted: 30 Jul 2015 05:47 PM PDT
Assad foi preso na décima fase da Operação Lava Jato
"As investigações sobre o empresário abrem novas perspectivas 

Henrique Beirangê, CartaCapital

De origem libanesa, 62 anos, ele se identifica como um atleta de alta performance. Chegava a correr 17 quilômetros por dia e disputou a maratona de Nova York. Diz ter optado por uma vida saudável, motivo que o levou a se afastar dos negócios. Empresário do ramo de eventos há três décadas, trouxe ao Brasil estrelas da música, como a banda U2, a cantora Amy Winehouse e a diva pop Beyoncé. Fachada? Sim, segundo a Polícia Federal. Preso desde março por suposto envolvimento nos desvios da Petrobras, o doleiro Adir Assad é notório frequentador das páginas policiais.

Há quatro meses a força-tarefa da Lava Jato tenta arrancar informações de Assad, detido na décima fase da operação. Até agora ele mantém o silêncio e nega participação no esquema. Ao juiz Sergio Moro declarou-se um “estranho no ninho” na penitenciária paranaense que também abriga o ex-tesoureiro do PT João Vaccari e  o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque.
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Posted: 30 Jul 2015 05:36 PM PDT

Fernando Brito, Tijolaço 

"A imagem aí de cima é a reprodução da capa do Estadão, por volta de 10 horas da manhã e reflete bem o que quis dizer Pablo Villaça com seu texto “Apesar da Crise”, reproduzido dez dias atrás  neste Tijolaço.

Foi uma “escapadela” do clima de pessimismo geral  com a economia que vemos, diariamente, nos jornais, com areas fúnebres quanto ao destino do país.
Que é, afinal,  a “pressão do mercado”, sempre voraz, por ganhos e mais ganhos.

Ontem o Banco Central deu mais uma turbinada nos juros, ratificando nossa triste sina de voltarmos a ser os campões mundiais de remuneração ao capital – o que, claro, nos joga sempre para o final da tabela em termos de remuneração do trabalho.
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Posted: 30 Jul 2015 05:32 PM PDT

Redação, Rede Brasil Atual

As elites brasileiras não aceitam fazer sua contribuição para resolver a situação de crise do país, criticou hoje (29) o economista, professor e escritor Marcio Pochmann em entrevista à Rádio Brasil Atual. “Os que mandam no país não aceitam pagar mais impostos”, afirmou, destacando que o esgotamento de políticas anticíclicas, como as desonerações da indústria para motivar o consumo, exige que o país adote reformas mais profundas para continuar combatendo a pobreza.
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Posted: 30 Jul 2015 05:26 PM PDT
Posted: 30 Jul 2015 05:12 PM PDT

Viralizou nas redes sociais um post no facebook em que o crítico de cinema Pablo Villaça ironiza a forma como a mídia noticia a crise econômica. Você pode ler abaixo.

APESAR DA CRISE

———————
Eu fico realmente impressionado ao perceber como os colunistas políticos da grande mídia sentem prazer em pintar o país em cores sombrias: tudo está sempre “terrível”, “desesperador”, “desalentador”. Nunca estivemos “tão mal” ou numa crise “tão grande”.

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Em primeiro lugar, é preciso perguntar: estes colunistas não viveram os anos 90?! Mas, mesmo que não tenham vivido e realmente acreditem que “crise” é o que o Brasil enfrenta hoje, outra indagação se faz necessária: não lêem as informações que seus próprios jornais publicam, mesmo que escondidas em pequenas notas no meio dos cadernos?
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Posted: 30 Jul 2015 05:05 PM PDT

"Conto com vocês. Quero dizer, do fundo do coração, que vocês podem contar comigo", disse a presidente aos 27 governadores, ao abrir encontro no Palácio da Alvorada nesta tarde; "Há muito que nós sabemos que o Brasil se passa nos estados e nos municípios. Se nós não tivermos um projeto de cooperação federativa, em que nos articulemos e façamos com que ela dê frutos e resultados, não estaremos trilhando o bom caminho. O bom caminho é aquele da cooperação", discursou Dilma; ela defendeu seu mandato, ressaltando que o cumprirá até o fim, em 2018, afirmou que a economia do Brasil tem condições de se recuperar e que a reunião desta quinta-feira tem papel importante na condução dos destinos do País

 Brasil 247

Em um discurso de cerca de meia hora na abertura da reunião com os 27 governadores e ministros do governo, no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff disse na tarde desta quinta-feira 30 que "o bom caminho é aquele da cooperação" e defendeu um "projeto de cooperação federativa".

"Conto com vocês. Quero dizer, do fundo do coração, que vocês podem contar comigo. Há muito que nós sabemos que o Brasil se passa nos estados e nos municípios. Se nós não tivermos um projeto de cooperação federativa, em que nos articulemos e façamos com que ela dê frutos e resultados, não estaremos trilhando o bom caminho. O bom caminho é aquele da cooperação", afirmou Dilma.
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Posted: 30 Jul 2015 05:58 AM PDT

Posted: 30 Jul 2015 05:57 AM PDT

"Segundo o ministro, o diálogo será a base da ofensiva do governo para recuperar estabilidade e afastar o fantasma do impeachment 

Najla Passos, Carta Maior

O governo Dilma Rousseff aposta em três ações estratégicas para colocar fim à crise política e afastar de vez o fantasma do impeachment: estabilizar as relações com o Congresso, estimular o ambiente de cooperação com governadores e prefeitos e criar mecanismos de diálogo direto com a sociedade.

Quem afirma é o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rosseto, para quem o cenário de instabilidade é real e não pode ser desmerecido, embora ele siga otimista que o país tem maturidade democrática para superar a crise. “Nós vivemos uma instabilidade política como esta geração nunca viu”, afirma.

Rosseto admite a gravidade deste momento político em que a oposição brasileira está mais “venezuelana” e “aventureira” do que nunca. “É uma oposição que não se contenta mais em criticar o governo: quer impedi-lo de governar”, alerta.  

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Posted: 30 Jul 2015 05:42 AM PDT

"Cotas de televisão do campeonato brasileiro: “apartheid futebolístico” e risco de “espanholização”

Emanuel Leite Jr., viomundo

Até 2011, os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro eram negociados pelo Clube dos Treze.

A entidade realizava, também, a divisão dos recursos – o que ficou conhecido por “cotas de TV”. Cenário que mudou em 2012. Após um racha na associação*, cada clube acordou individualmente com a Rede Globo.

O futebol brasileiro passou, então, de um modelo de negociação coletiva com divisão que não agredia a isonomia (causando, por isso, o que denomineiapartheid futebolístico), para o modelo de negociação individual (trazendo o risco da “espanholização”, em alusão à concentração em apenas dois clubes – na Espanha, Real Madrid e Barcelona).

Ironicamente, no ano em que o governo espanhol promulgou o Real Decreto-ley 5/2015, regulamentando uma negociação coletiva da exploração comercial dos conteúdos audiovisuais do campeonato espanhol, no Brasil o fosso entre os clubes deverá se aprofundar ainda mais.

A Globo prepara um novo contrato em que vai aumentar substancialmente os valores oferecidos a Flamengo e Corinthians. Este é o tema que analiso em meu livro, “Cotas de televisão do Campeonato Brasileiro: apartheid futebolístico e risco de espanholização”, que lanço nesta quinta-feira, 30 de julho."
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Posted: 30 Jul 2015 05:35 AM PDT
Maria Luiza Quaresma Tonelli, GGN

"Desde a década de 80 Adauto Novaes foi o organizador de um ciclo de debates que reunia, anualmente,  alguns dos mais brilhantes intelectuais do Brasil e do exterior para discutir temas que posteriormente eram publicados em livros.  Em 2007 foi publicado o livro O Esquecimento da Política, que reúne ensaios de vários autores que expõem, cada um ao seu modo, as diversas formas do esquecimento da política. São abordagens que tratam não do fim da política, como esclarece Adauto Novaes no início do livro. Trata-se da análise de várias formas daquilo que se coloca no lugar da política, ou seja, a política realizada por outros meios.

Para nos ajudar a pensar a respeito da nossa atualidade, passo à abordagem de partes do artigo “ O Esquecimento da Política ou Desejo de Outras Políticas?” do pensador Francis Wolff no livro acima citado.

Segundo Wolff, há duas causas que provocam o esquecimento da política: a face comunitária e a face do poder. Podemos esquecer que vivemos em e através de comunidades políticas e que a política é essencialmente uma questão de poder, de projetos e de decisões.
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Posted: 30 Jul 2015 05:18 AM PDT

Fernando Brito, Tijolaço 

O senador e eternamente marrento Romário tocou de lado para que seus eleitores chutassem.

Ontem,  publicou no Facebook a pergunta “inocente”:
Alguém aí tem notícias dos repórteres da revista Veja Thiago Prado e Leslie Leitão, que assinaram a matéria afirmando que tenho R$ 7,5 milhões não declarados na Suíça? E do diretor de redação Eurípedes Alcântara? Dos redatores-chefes Lauro Jardim, Fábio Altman, Policarpo Junior e Thaís Oyama?
Gostaria que eles explicassem como conseguiram este documento falso.

E tascou os links para as páginas de Facebook dos indigitados, sem sugerir nada, porque era desnecessário.

Foi uma avalanche de críticas e ironias nas páginas cujos endereços eletrônicos foram fornecidos pelo “baixinho”.
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Posted: 30 Jul 2015 05:04 AM PDT

Hélio Doyle, Brasil 247

Há em Brasília um movimento clandestino que envolve importantes figuras da República, dos três poderes. Seus participantes não falam sobre seus objetivos e agem com muito cuidado. Nas reuniões, geralmente à noite, os celulares são deixados fora da sala. Há extrema cautela nas conversas com jornalistas, para que nenhuma pista seja involuntariamente dada.

O que quer o movimento clandestino, do qual participam até ministros de Estado e de tribunais, é dar à crise política e econômica a solução que convém a seus participantes: o afastamento da presidente Dilma e a ascensão do vice-presidente Michel Temer. Que, elegante e inteligente, não participa de nenhuma conversa nesse sentido. Caso o objetivo dos clandestinos seja atingido, Temer simplesmente cumprirá sua função constitucional – jamais poderá ser acusado de ter conspirado em causa própria.
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31/7 - A tirania dos salvadores da pátria

Folha Diferenciada


Posted: 30 Jul 2015 01:41 PM PDT

O mérito elogiável do combate ao desvio de dinheiro derrete na seletividade das ações e evidencia um fanatismo ideológico raso.
por: Saul Leblon



A lógica que produz um ambiente fascista nem sempre é feita de inciativas coordenadas por um diretório central, mas de arranques impunes, que amaciam a rota para esse segundo momento.

Ordenadas pela dinâmica cega de interesses graúdos, ações aparentemente dispersas conduzirão a avalanche pulverizada até o seu arremate totalitário.

O contrapiso do caminho consiste, entre outras coisas, em raspar do imaginário social suas referências reais e simbólicas, numa espiral erosiva de desamparo que desidrata o futuro, desqualifica o passado e leva à exasperação do presente.

Sedimenta-se aí o território dos salvadores da pátria.

O surgimento de candidaturas municipais atreladas ao bordão da ‘segurança’ nas eleições de 2016, caso da do apresentador Datena, cogitada em São Paulo, prefigura o ovo que choca nessa incubadora de boas e más intenções.

Na história de uma sociedade, as intenções são soterradas pela articulação objetiva dos fatos que as precedem e as sucedem.

Quem não entende isso presta-se ao papel de um joguete de suas próprias ações.

Nunca esquecer: a ‘Operação Mãos Limpas’, em 1992, figurava como o golpe definitivo no combate à endogamia entre o dinheiro privado e a podridão da política italiana.

Lá como cá o núcleo dos ilícitos começava nas distorções de financiamento do sistema eleitoral.

E terminava sabe-se onde.

A devassa ocupou dois anos e expediu 2.993 mandados de prisão; 6.059 figurões tiveram as contas e patrimônios dissecados -- entre eles, 872 empresários , 438 parlamentares, quatro ex-primeiros-ministros.

Não terminou em pizza.

Cerca de 1.300 réus foram condenados; apenas 150 absolvidos.

Suicídios, assassinatos, fugas e humilhações pontuaram a faxina.

O furacão jurídico destruiu a Primeira República Italiana.

Cinco grandes partidos, incluindo-se a Democracia Cristã, o Partido Socialista e o Partido Comunista, o maior e mais estruturado do ocidente, viraram poeira da história.

Na Itália não se viu a seletividade partidária, quase obscena, que goteja nas ações dos promotores do Paraná.

O espaço que se abriu, porém, não encontrou forças mobilizadas, tampouco projetos organizados, nem propostas críveis para catalisar a revolta e a desilusão da sociedade.

Vale repetir o que já se observou nesse espaço: tragicamente, o que se pretendia combater, ganhou impulso avassalador.

A independência entre o poder político e o poder econômico derreteu completamente.

Um país desprovido de partidos fortes, desiludido de suas lideranças, virou refém direto do dinheiro grosso, na figura de um de seus detentores caricaturais, Il Cavaliere.

Silvio Berlusconi, um produto despudoramente representativo do vazio chocado em uma sociedade atomizada, feita em estilhaços políticos, emergiu solitariamente como il capo, ancorado em um sistema de comunicação pautado por valores sabidos.

O desfecho da Mãos Limpas foi o horror na forma de uma liderança bufa, que substituiu a hegemonia de Gramsci pela indigência ubíqua de sua própria rede de televisão.

Não, não foi uma ressaca passageira.

Foi o desdobramento de uma sangria estrutural da política sacrificada na unidimensional lógica da faxina policial.

Silvio Berlusconi e sua fortuna de US$ 6 bilhões ficaram nove anos no poder.

A Itália de apequenou em todas as frentes; hoje patina à beira de um poliprecipício, candidata a se tornar a próxima Grécia.

O horizonte brasileiro agrega novidades a esse horizonte.

As características rebaixadas e despudoradamente contaminadas de partidarismo dos condutores da ‘faxina’ local, amplificam os riscos e os seus desdobramentos.

De um lado, arquiteta-se um politicídio seletivo engatado na ostensiva caça ao PT; de outro, o engessamento de um projeto incômodo à agenda conservadora, o pré-sal, ameaçando de obsoletismo uma das poucas alavancas de irradiação de um novo ciclo de desenvolvimento.

O desdém manifesto pela república de Moro em relação ao interesse público neste tema dá a medida da indigência histórica e geopolítica que move as ações em curso da assepsia policial que paralisa o país.

Diante da liquefação econômica, social e política, as ferramentas de resposta são sonegadas aos alvos da ofensiva tosca e incapaz de enxergar a nação em meio ao vendaval.

A ferramenta da comunicação com a sociedade, por exemplo.

Monopolizada nas mãos de anões cívicos e predadores ideológicos, resume-se cada vez mais a um press release de porta de cadeia.

Instala-se assim a lógica da voz única, que costuma arrematar a chacina de uma época e acionar o ciclo das manifestações mórbidas em uma sociedade sem forças para se reinventar.

Na Itália, o limbo foi preenchido pelo fascismo bufo de Berlusconi.

Um breve apanhado do rufar dos tambores por aqui sugere que avançamos bem em direção ao desconhecido.

As prisões de suspeitos, adrede condenados por uma instância jurídico-policial que vaza ‘pronunciamentos’, cegamente reiterados pelo jornalismo parceiro, compõem o relógio da vida brasileira.

Assiste-se a uma troca: a tirania da corrupção cede espaço à tirania do combate à corrupção.

O mérito elogiável do combate ao desvio do dinheiro público derrete no método e seletividade das ações.

O descompromisso com o custo a ser pago pela sociedade e o seu desenvolvimento evidencia o fanatismo ideológico raso, a visão ordinária de país que ordena todo o processo.

O acoelhamento diante das tiranias ancora-se na expectativa de que as coletas de cabeças restringir-se-ão às casas marcadas com a estrela, ou às mansões capazes de girar a rosca em torno dos alvos perseguidos.

No caso brasileiro, o tempo político, como bem caracterizou o cientista político Marcos Nobre, foi capturado pelos ponteiros da ação jurídico policial.

Amanhece a nação com a manchete da nova captura e adormece na incerteza da próxima detenção.

Tudo recoberto pelo mutismo do mundo político, intelectual e –com raras exceções— do ambiente jurídico.

Disso para um Estado de exceção, quanto falta?

Nesta 2ª feira, um almirante ligado ao projeto nuclear brasileiro foi preso.

Contra ele pesa a delação de um empreiteiro.

Extraída pelo método Paraná, que alguns preferem denominar de delação chantageada, consiste em um processo indutivo simples: ‘você me entrega, eu te dou uma domiciliar; você se cala eu te faço apodrecer aqui..’

Simples assim. E às vezes lubrificado pelo trabalho de convencimento de advogados que vendem catta por lebre às famílias dos detidos, em endogâmica parceria com o juiz Moro.

A prisão de um militar de alta patente, como Othon Luiz Pinheiro da Silva, considerado o pai do projeto nuclear brasileiro sugere um ‘ecumenismo justiceiro’ logo arguido por antecedentes sugestivos.

O almirante sempre foi um ferrenho adversário da assinatura de protocolos adicionais, destinados a aumentar o controle norte-americano sobre o programa nuclear brasileiro.

Em 2004, em entrevista ao Diário do Paraná, fez grave alerta.

Denunciou a espionagem dos EUA sobre o processo de enriquecimento de urânio em centrífugas, desenvolvidas no país sob a sua teimosia e liderança. ‘O Brasil é um país infestado de espiões americanos, atentos a todos os movimentos que faz para ser mais independente. Os EUA não têm o menor interesse em que o Brasil seja autônomo em termos de defesa. Para um país agressivo, como os EUA’, explicou, ‘é muito mais difícil invadir um país capaz de desenvolver um artefato nuclear de pequeno porte’.

Passemos.

Almirantes, empreiteiros, tesoureiros, políticos vão se empilhando no saco sem fundo de ações que irradiam o clima sufocante de uma sociedade à mercê de um poder paralelo que a devora por dentro.

A alternativa, reiterada diuturnamente pela mídia, é entregar-se à cirúrgica extirpação do câncer, em operação sem prazo para terminar, nem limites para agir.

A história está coalhada de exemplos, recentes até, de ‘operações de libertação’ em sociedades ‘salvas de demônios’ para serem entregues ao inferno da anomia.

A mobilização para exterminar o PT da sociedade brasileira, a começar pela sua presença no imaginário popular, guarda semelhanças com essas guerras fraudulentas.

Erradicar o PT da vida política nacional é um sonho antigo das elites que, finalmente, farejam o cheiro do abate próximo.

Em 2005, nos albores do chamado ‘mensalão’, já se preconizava livrar o Brasil ‘ dessa raça pelos próximos trinta anos’.

A novidade agora é a forma passiva como um pedaço da própria intelectualidade progressista passou a reagir diante da renovada determinação.

Doze anos de presença do PT no aparelho de Estado, sem maioria no Congresso, por conta do estilhaçamento intrínseco ao sistema político, explicam um pedaço do desencanto.

O partido que venceu três eleições presidenciais nunca elegeu nem 20% dos deputados federais para uma governabilidade mínima.

Deriva daí o mecanismo através do qual o sistema de financiamento de campanha alimenta a chantagem do Congresso e do capital privado contra o Executivo e pulveriza a máquina pública em uma constelação de micro interesses dificilmente compatíveis com a coerência, as urgências e prioridades da nação.

O back vocal a serviço dos promotores vazadores faz o resto agora ao descarregar nos erros do partido –que não são poucos-- a tragédia da democracia brasileira.

Espetar nos seus dirigentes --‘chefes de quadrilha’-- a responsabilidade pela teia que restringe a soberania do voto é o ponto alto da asfixia do esclarecimento em curso.

A hipocrisia se mede pela pouca atenção dispensada ao debate de uma verdadeira reforma política e partidária.

Por trás das ideias, melhor dizendo, à frente delas, caminham os interesses.

Cortar a ‘gastança’ é a contrapartida econômica das mutilações e dissimulações em curso na esfera política.

Vocalizadores dos apetites dos mercados anunciam o ingresso do país no mais longo ciclo de recessão de sua história.

Antes de enxergar a luz no fim do túnel, vaticina o colunismo dos plantonistas de bancos, a sociedade brasileira terá que ficar mais pobre, amargar um exército maior de desemprego, submeter-se a uma corrosão superlativa dos salários, vender ‘ativos’ (leia-se, o pre-sal, já apregoado por Serra no grande leilão patrocinado por Moro)

Interditado o mercado interno e o investimento público, destroça-se o pouco da capacidade autônoma do Estado de coordenar a economia, que havia sido restaurada na última década.

É a purga corretiva pelo ‘erro’ cometido nos últimos doze anos.

Desde 2003, uma política de desenvolvimento associada à expansão do emprego, do salários e dos direitos sociais ousou triscar –sim, triscar-- interesses estabelecidos.

O rufar dos tambores da salvação nacional pela purga desembestada de direitos e referências não é incomum na história dos povos.

O mais famoso, talvez, o Tratado de Versalhes, de 1919, colocou a derrotada Alemanha da Primeira Guerra de joelhos, impondo-lhe reparações equivalentes a 3% de um PIB em frangalhos, ademais de autorizar o saques de fábricas e da então poderosa marinha mercante germânica.

A pilhagem associada à crise mundial de 29 esfarelou a moeda alemã e exauriu a poupança e o emprego das famílias.

O desamparo pavimentou a chegada de um salvador da pátria que promoveu a mutação do desespero em ódio coletivo contra um segmento social. O resto é sabido. E temido.

Mas o flerte com graduações mais ou menos letais do mesmo veneno nunca foi abandonado integralmente pelos guardiões do dinheiro e da pureza das nações. A ver


Carta Maior

31/7 - Mino: Lula vence em 2018. Será um passeio!

FONTE:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/07/31/mino-lula-vence-em-2018-sera-um-passeio/

Publicado em 31/07/2015

Mino: Lula vence
em 2018. Será um passeio!

FHC mentiu sobre um encontro que não houve. Para variar


O Conversa Afiada reproduz o editorial do Mino na Carta dessa semana.





Leia também:

31/7 - PiG e Moro não fecham a Camargo!

FONTE:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/07/31/1%c2%aa-leniencia-pig-e-moro-nao-fecham-a-camargo/

Publicado em 31/07/2015

1ª leniência. PiG e Moro
não fecham a Camargo!

FHC vai ficar feliz! A Camargo vai continuar a financiar o iFHC!

Como previsto pelos ministros Simão e Adams começam a frutificar os acordos de leniência que preservarão as empresas – e punirão os executivos comprovadamente corruptores.

Os acordos de leniência obrigam as empresas a pagar o que devem e a colaborar com a investigação.

Mas, a vida segue e as empresas não perdem a idoneidade indispensável para continuar a fornecer ao Estado.

E poderao voltar a levantar dinheiro emprestado nos bancos – inclusive os estatais.

(Dificuldade vai ter a Globo, agora que foi humilhantemente rebaixada pela S&P’s)

Essa é a essencia de um acordo de leniência.

Acordo de leniência não significa, como querem o Globo e o PiG, a punição da pessoa jurídica.

Uma extensão da delação premiada do Moro, essa que o decano do STJ considera uma roubada.

O Moro e o PiG tinham criado uma figura nova no Direito Universal: a empresa criminosa !

A empresa que abandona o seu CNPJ de madrugada, pega um punhal e assassina a velhinha tucana pelas costas, na saída de uma padaria, numa esquina de Hygyenopolys.

Isso começa a ser corrigido.

Quem comete crime é pessoa fisica.

Assim como o Serjão, que comprou a reeleição do Fernando Henrique em dinheiro vivo, e partiu dessa para melhor, com o login do PSDB !

O Moro não quebrou a Petrobras, nao vai fechar a Eletronuclear – nem o parque de engenharia pesada do Brasil.

O Moro nao vai acabar com um estrondo, mas com um …

Not with a bang, diria o bardo …

Veja como o Globo tenta trocar a noticia, como fez uma “repórter” de Brasilia da CBN:


Investigada na Lava Jato, Camargo Corrêa fecha acordo de leniência



Acordo foi assinado com o Cade e o MPF nesta sexta-feira (31).
Objetivo é comprovar cartel na licitação para a construção de Angra 3.


A empreiteira Camargo Corrêa fechou nesta sexta-feira (31) um acordo de leniência com Ministério Público Federal (MPF) e a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A empresa é investigada pela Operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção na Petrobras e outras empresas públicas.

O acordo de leniência é semelhante à delação premiada, mas é firmado com pessoas jurídicas que desejam cooperar com a Justiça. Para que o acordo seja firmado, é preciso que a empresa colaboradora confesse a participação nos ilícitos, pague ressarcimento pelos prejuízos causados, e revele informações para as investigações.

(…)


Paulo Henrique Amorim

31/7 - VÍDEO - É essa a PF que vai investigar o atentado ao Lula

FONTE:http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2015/07/31/e-essa-a-pf-que-vai-investigar-o-atentado-ao-lula/


Publicado em 31/07/2015

É essa a PF que vai
investigar o atentado ao Lula

Ela conseguiu ser pior que …



Em tempo: o Conversa Afiada reproduz matéria do site Cidade de Minas:

Alguns ovos eclodiram │ Tristes registros da manifestação de 12/04 │ NÃO PASSARÃO!!



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