sábado, 30 de abril de 2016

1/5 - A bala de prata de Lawrence da Arábia

FONTE:http://www.istoe.com.br/reportagens/452198_A+BALA+DE+PRATA+DE+LAWRENCE+DA+ARABIA



COMPORTAMENTO
|  N° Edição:  2421 |  29.Abr.16 - 19:00 |  Atualizado em 01.Mai.16 - 00:09

A bala de prata de Lawrence da Arábia

Descoberta de projétil em deserto saudita confirma feitos do lendário militar na Primeira Guerra e pode dar fim à sua fama de mentiroso

Camila Brandalise (camila@istoe.com.br)
Em uma das mais icônicas cenas de “Lawrence da Arábia”, de 1962, o protagonista homônimo, militar britânico que comandou a revolta árabe contra os turcos em meio à I Guerra Mundial, dá ordem para que os combatentes comecem a atacar um trem inimigo. Em dado momento, Lawrence, vivido pelo ator Peter O´Toole, insiste no cessar-fogo, mas sua tropa não lhe dá ouvidos. Pega, então, uma pistola, atira para o alto e grita: “Parem!”. A cena, assim como todo o filme, é fiel às memórias de T. E. Lawrence narradas por ele no livro “Os Sete Pilares da Sabedoria”. E é por isso que a veracidade do ocorrido é controversa. Os relatos de Lawrence são historicamente questionados, e há quem julgue-os fantasiosos. A descoberta de um resquício daquele tiro, porém, pode limpar a barra de um dos mais importantes personagens da história moderna e tirar-lhe a pecha de mentiroso.
BALA-1-IE.jpg
ÁLIBI 
T. E. Lawrence, que já foi visto como um dos grandes embustes da 
história, e a bala encontrada por arqueólogos britânicos
BALA-2-IE.jpg
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Bristol, na Inglaterra, seguiu os passos de Lawrence e descobriu uma bala da mesma arma usada por ele no embate contra os turcos na própria região da emboscada, Hallat Ammar, na Arábia Saudita. A alegação é de que apenas o britânico portaria aquele tipo de pistola, uma Colt automática. Com dez anos de trabalho, o projeto “Great Arab Revolt” (Grande Revolta Árabe) encontrou outros indícios que comprovam histórias colocadas em xeque. “O papel dele foi obscurecido pela necessidade de se manter encoberto. Isso facilitou para que os detratores negassem seus feitos”, afirma à ISTOÉ o arqueólogo Neil Faulkner, diretor do projeto. “Ele pode ser considerado o teórico seminal da guerrilha moderna”, diz. “Foi capaz de se tornar um líder como nenhum outro oficial britânico.” Revisionista histórico, Faulkner acaba de lançar o livro “Lawrence of Arabia’s War” (A Guerra de Lawrence da Arábia, sem previsão de lançamento no Brasil), que desconstrói outras verdades sobre os conflitos sauditas na Grande Guerra, entre 1916 e 1918, e exalta o papel de Lawrence no conflito. Uma obra que deverá fazer mais por sua reputação do que as sete estatuetas do Oscar abocanhadas pelo aclamado filme que leva seu nome.
BALA-3-IE.jpg
ARTE 
Em ''Lawrence da Arábia'', Peter O´Toole revive um conflito que agora se comprova real
Colaborou Raul Montenegro
Foto: ROBERTO DE BIASI/AE, Ali Baldry

30/4 - VÍDEO - Mídia se afunda na própria lama

FONTE:https://www.youtube.com/watch?v=kjj4wEqgVGk

Com mansão dos Marinho e FHC, mídia se afunda na própria lama


Publicado em 18 de fev de 2016
De tanto chafurdar na lama, a mídia sucumbiu na própria lama, bem mais imunda que aquela que, hipocritamente tentou atingir. O que é o triplex do Lula, que não é dele, ou a lancha de lata de Marisa Letícia, ex-primeira dama, diante da monumentalidade arquitetônica e da ilegalidade flagrante da mansão dos Marinho, os donos da Globo?

Construída em área de reserva ambiental, ou seja, ilicitamente, por empresas laranjas envolvidas com paraísos fiscais especializadas em lavagem de dinheiro, a mansão é um achincalhe a audiência que a Globo diz tanto cultivar.

E o que dizer das denúncias da ex-namorada de Fernando Henrique Cardoso, o intocável FHC, Mirian Dutra: utilização de empresa de lobby para mantê-la no exterior, da revista Veja para pregar mentira e encobrir a gravidez, o pagamento de dois abortos e o apartamento de 200 mil euros para o filho que FHC diz hoje não ser dele? E isso, porque até aqui ninguém falou do apartamento bilionário na Avenida Foc, em Paris, onde só moram cheiks e outros magnatas.

A mídia teria outra missão mais nobre que se especializar em mexericos? Não é o caso de se pensar em dar prioridade à educação pública, que está sendo demolida pelo tucano governador de São Paulo e pré-candidato a presidente, Geraldo Alkmin, e deixar os escândalos - amorosos ou não - para a jurisdição que lhes compete, ou seja, a justiça e a polícia? É o que proponho, como jornalista e batalhador da mídia alternativa.

30/4 - Merval manda Serra aceitar Itamaraty de Temer

FONTE:http://www.tijolaco.com.br/blog/merval-manda-serra-parar-de-fazer-bico-e-aceitar-itamaraty-de-temer/


Merval manda Serra parar de fazer bico e aceitar Itamaraty de Temer

serrafazenda
Merval Pereira torna explícito o que a gente já vinha suspeitando.
José Serra achou pouco o Ministério da Relações Exteriores do governo de usurpação.
Acha que merece muito mais, por ter metido o peito na porteira e arrastado os renitentes Aécio e Alckmin para o compromisso de não apenas colaborarem, mas integrarem a rosca de interesses espúrios que se juntará em torno do traidor coroado.
O senador Jose Serra parece que não quer assumir o Ministério das Relações Exteriores porque quer um cargo que lhe dê dimensão interna. Relações Externas não é assunto que interesse ao povo brasileiro, de maneira geral. Ele tem condição de fazer um grande trabalho, mas para a carreira política dele não leva a lugar nenhum. Acho que deveria aceitar. 
Merval, você está trocando as bolas.
Quem ia gostar do Itamaraty – e não duvido que pedisse se tivesse uns cinco anos a menos- seria Fernando Henrique, Muita viagem, muito salão dourado, muita bajulação…O velho ia ficar radiante e ainda ia dizer que iria salvar a imagem do Brasil no exterior, arruinada pelo golpe.
Serra quer outra coisa:  negócios, não recepções.
E como é que ele os vai fazer se, de um lado, tem um ministro da Fazenda forte como Henrique Meirelles e de outro o que tem para vender – a infraestrutura brasileira – vai ficar com Moreira Franco, que rivaliza em intimidade com a D. Marcela, em matéria de Temer.
Serra pode até aceitar, mas para manter um pé no governo, enquanto estica o outro para seus “muy amigos” tropeçarem.
Em qualquer ministério que não seja o que ele quer, Serra será duas coisas apenas: candidato a presidente e um elemento desagregador.
As duas coisas que tem sido nos últimos 20 anos.

30/4 - Cunha não quer nada de Temer. É amor puro e desinteressado

FONTE:http://www.tijolaco.com.br/blog/cunha-nao-quer-nada-de-temer-acredite-se-quiser/


Cunha não quer nada de Temer. É amor puro e desinteressado. Acredite, se quiser…

amare
Nessa, nem o boa-praça e bonachão Jorge Bastos Moreno, que acredita em vazamento de Michel Temer e em espírito de estadista no Traíra do Tietê, conseguiu crer.
É que Eduardo Cunha enviou-lhe um desmentido à matéria em que se descreve que ele estaria tentando – e conseguindo, ao que se sabe – emplacar peças-chave no governo de usurpação.
A ação de Cunha para derrubar Dilma, claro, foi movida  pelo mais puro espírito cívico.
A indicação de seus ex-advogados para a área de assuntos jurídicos da Casa Civil e para o próprio Ministério da Justiça é mera coincidência.
Sua trêfega tropa de choque – “Por Deus e pelos meus filhinhos” –  está satisfeita e se contentará com uma foto com o presidente do golpe, com uma dedicatória.
“Eternamente seu, Michel”.
Vocês, desgraçados materialistas, não conseguem perceber a plenitude e o alcance do amor.
Eduardo Cunha, como um monge, irá deixar-se imolar no Supremo Tribunal Federal.
Dirá: Temer, meu amor, seja feliz, meu sacrifício será a sua liberdade. De ti, nada quero, senão que não sejas a salvação do Brasil e me arranje alguns contratos novos, porque aqueles com o Fernando Baiano deram xabu.
Ah, Moreno, só você mesmo, com sua crédula candura, para transformar o dia 30 em Primeiro de Abril.

30/4 - Sobre sonhos que não se realizam

FONTE:http://www.tijolaco.com.br/blog/marceu-o-sonho-de-brasil-de-jango-o-brasil-sem-sonhos-de-temer/


Marceu: o sonho de Brasil de Jango; o Brasil sem sonhos de Temer

jangomariathereza
Uma “palinha”, como se dizia no meu tempo, de mais um bela crônica de um sujeito que uma dia compreenderá que a História só se entrega à sua dura e incerta caminhada se tiver a voz dos poetas a animá-la, os que  façam perceber a grandeza das derrotas e lhe retire a soberba nas vitórias.  Marceu põe lado a lado a trajetória de um vice que assumiu (e com votos), João Goulart, e morreu só por seus sonhos e outro, que se prepara para usurpar, badalado e assediado por suas ambições.
Reproduzo um trecho e remeto ao seu blog, que precisamos fazer que não se cale, em nome da delicadeza humana, matéria já escassa neste país e que ameaça virar prêmio de loteria, de tão rara, nos tempos estúpidos em que nos desventuramos.
E a delicadeza humana é o nosso coração, o único que, se destruído, é capaz de nos matar. Do resto, a gente escapa, alguma hora.

Siga lendo no Blog do Marceu Vieira.

FONTE:https://marceuvieira.wordpress.com/2016/04/30/sobre-sonhos-que-nao-se-realizam/
jango
jango

Sobre sonhos que não se realizam

Daqui a pouco mais de sete meses, no dia 6 de dezembro, uma terça-feira de Lua minguante, como informa o calendário, vai fazer 40 anos que Jango morreu. Eu era uma criança num país subjugado pela ditadura militar, e nem sabia da existência dele. Muito menos soube da morte dele na época.
Entretido nas brincadeiras de um quintal vasto e cheio de crianças, entre goiabeiras, mamoeiros, uma amendoeira, dois abacateiros, um pé de abiu, um de romã, um de pitanga, ignorava o país real que prendia, torturava e matava quem ousasse desafiar seus subjugadores.
Hoje, à custa daqueles presos, torturados e mortos, meus filhos têm liberdade e conseguem saber o que vai no Brasil e construir sua própria opinião – pra minha alegria, convergente com a minha.
Naquele Brasil em que eu fui criança, naquele país em que Jango foi sepultado, não era assim. Na escola, não se falava dele, nem de seus sonhos, tampouco se informou de sua morte.
Derrubado da Presidência pelos generais de 1964, herdeiro político de Getúlio Vargas, Jango, como eu saberia mais tarde, estava no exílio da Argentina às 2h45 de uma madrugada de domingo pra segunda-feira quando seu coração parou de bater, fulminado por um enfarte.
Um enfarte que, segundo seus amigos, havia se elaborado aos poucos em seu peito no curso de mais de uma década de solidão no exílio.
Tinha 58 anos de idade. Havia chegado à Presidência da República aos 43. Com 35, já era ministro do Trabalho de Vargas. Desterrado de seu país, morava em Corrientes, província do município de  Mercedes, na Argentina.
Seu corpo atravessou a fronteira brasileira ainda na tarde de 6 de dezembro de 1976. Entrou no país pela Ponte Internacional de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, acompanhado por um cortejo de carros e sonhos. Sonhos que jamais viraram realidade.
O número redondo do aniversário de sua morte, em dezembro, será apenas uma coincidência. Um emblema pra quem, volta e meia, tenta imaginar o país que teria sido o de Jango e, por causa do golpe, não chegou a ser. O Brasil que só existiu no projeto – e, antes de nascer, foi abortado.
No dia seguinte ao do enfarte de Jango, Carlos Castello Branco, o Castellinho, com quem eu dividiria a mesma redação muitos anos depois, escreveu no “Jornal do Brasil”: “Poucos políticos foram tão cruamente julgados por seus contemporâneos, sobretudo depois de deposto.”
E ainda: “João Goulart se imaginou um pioneiro da revolução social do Brasil. E, certamente, deve ter morrido na expectativa de que a História será com ele mais amena do que seus contemporâneos.”
Hoje, a amenidade que a História dedica a Jango é a do esquecimento. Seu modelo de Brasil estatal se amofinou e desmoronou a cada privatização da era tucana. O trabalhismo que representava foi dizimado primeiro na ditadura e, em seguida, na própria democracia, eleição após eleição.
Antigos companheiros de luta, salvo um ou outro, estão mortos ou também esquecidos. Sua vida, sua trajetória, seu sonho, nada disso virou algo além de um túmulo na sua gaúcha São Borja. Sua memória, como ele próprio em vida, foi degredada e desterrada.
Grande proprietário rural, Jango governou o Brasil pensando na reforma agrária. Se daria certo ou não, jamais se saberá. Aquele Brasil não houve. Deposto, teve a intenção devastada.
O que de mais relevante ocorreu no setor agrário brasileiro desde sua morte foi o massacre de 19 trabalhadores sem-terra em Eldorado dos Carajás, no Sul do Pará, em 1996. Fernando Henrique Cardoso governava o país. O massacre, cometido por 150 policiais militares, completou 20 anos no último 17 de abril.
Pois o Brasil do quadragésimo aniversário da morte de Jango conspira por um lugar curioso na História universal – o daquele que agrediu violentamente a democracia com base em recursos constitucionais.
O Brasil do quadragésimo aniversário da morte de Jango vive, enfim, a expectativa da derrubada de Dilma e da ascensão de Michel Temer.
Produtor de maus políticos em larga escala, este Brasil assiste ao julgamento da presidente como quem vê um filme já sabendo seu final. Um julgamento que, pro espanto da imprensa lá de fora, mas não a daqui, é conduzido justamente pelos mesmos maus políticos que esta terra não se cansa de produzir, não se cansa de produzir, não se cansa de produzir.
Dilma é julgada por transgressões fiscais, mas será condenada por crimes que não cometeu. Envergonha o silêncio da grande imprensa brasileira sobre isso. A grande imprensa brasileira estava amordaçada na morte de Jango. Agora não está. Diz o que quer. Ou deixa de dizer o que não quer dizer.
Quem queria o Brasil de Jango, quando havia Jango no Brasil, sabia o país que poderia vir a ser com ele. Quem quer o Brasil de Temer não parece se importar com o Brasil que será. Basta que não seja o de Dilma.
É previsível o país que será o de Temer. Ainda será injusto na distribuição de sua riqueza. Ou, provavelmente, será mais injusto. Continuará repartindo mal as oportunidades. Os pretos não deixarão de ser maioria nas prisões ou onde mais a indigência se faz presente.
Sem Dilma, e com Temer, a saúde pública não vai melhorar. Permanecerá indecente. O trem que sacode todo dia lotado de gente pobre ainda será assim. O país seguirá refém dos infortúnios que o assombram.
O fim da corrupção, desejo alegado por quem quer Temer na cadeira de Dilma, não vai acontecer. A corrupção, possivelmente, só terá menos visibilidade – porque já haverá um cristo na cruz pra salvar a classe política de todos os pecados.
Jango morreu sem satisfazer os seus sonhos e os de uma parcela de Brasil que punha fé em seu ideal. Morreu condenado sem julgamento formal.
Morto, não mereceu do então ditador Ernesto Geisel, que presidia o país naquele 6 de dezembro, sequer uma decretação de luto oficial. O mesmo Geisel cuja memória, por ironia, mereceria essa deferência do governo civil do professor Fernando Henrique ao morrer em 12 de setembro de 1996.
Jango, como tudo faz crer que acontecerá com Michel Temer, também chegou à Presidência depois de ser eleito como vice. Era o primeiro na linha de sucessão de Jânio Quadros, que renunciara em 1961. Mas era um tempo em que se votava também pra vice. Ele não era da chapa de Jânio. Ao contrário, na eleição, fora seu opositor.
Antes, já havia vencido a disputa pelo posto de vice de Juscelino Kubitschek com mais votos do que o próprio presidente.
Outra coincidência com Temer é que Jango também era casado com uma jovem primeira-dama muito bela, recatada e do lar. Dona Maria Thereza tinha apenas 21 anos quando o marido tomou posse.
Mas as coincidências param aí.
Às vezes, fazemos tudo pra conseguir alguma coisa. Ou achamos que fazemos. Não raro, em ocasiões de muita aflição, fazemos tudo errado, imaginando fazer o certo. Aí, se não conseguimos o objetivo, o resultado é uma sensação misturada de frustração, melancolia e arrependimento.
Visitando a História 40 anos depois, fica a sensação de que os contemporâneos de sonho de João Goulart foram todos assim. Nenhum de seus seguidores ou companheiros de luta chegou ao poder.
Os sentimentos são universais. Todo mundo estará sempre passível de sentir fome, frio, saudade, desejo disso ou daquilo. Agora mesmo, há uma multidão de gente ali fora, querendo coisas. Seja a satisfação de um sonho contrariado, seja a vitória do time do coração, seja um país mais justo, qualquer coisa.
Uns conseguem. Outros, não. Jango não conseguiu. Se conseguisse, talvez não houvesse hoje nada disso. Se conseguisse, talvez não houvesse hoje o sacrifício de Dilma, ou talvez nem houvesse Dilma, e talvez o Brasil fosse outro.
Mas é só um sonho. E há sonhos que não se realizam.

30/4 - O Brasil dos dois pesos e duas medidas

FONTE:http://www.tijolaco.com.br/blog/o-brasil-dos-dois-pesos-e-duas-medidas/


O Brasil dos dois pesos e duas medidas

cunharao
Liga um amigo gozador e diz que a democracia no Brasil deveria ser aferida pelo  Instituto de Pesos e Medidas.
“Brito, ninguém passava no teste da balança”
E dá exemplos.
ex-possível ministro da Justiça de Michel Temer foi advogado de réu da Lava-Jato e assinou manifesto comparando o tribunal de Moro à Inquisição.
Por muito menos, no meando promotores menos fanáticos, Dilma teve duas ações suspendendo sua posse. Se indica alguém como Antonio Mariz de Oliveira – que não disse mais do que competia a um legalista e por isso “rodou” -corre o risco de amanhecer com o japonês na porta.
E o PSDB, que não explicou gastos de R$ 1,1 milhão na campanha de 2010 vai poder pagar a diferença, a partir do ano que vem e em seis vezes sem juros. Já as supostas irregularidades das contas de Dilma são para perder o mandato, se os deputados e senadores não lhe tiram antes.
Aliás, segundo Monica Bergamo, na Folha, já se arranjou uma “fórmula” genial, melhor que separar (como?) os gastos da campanha de Dilma dos da de Temer.  Cassada Dilma, arquiva-se, porque com Temer “não vem ao caso”.
Da balança para o relógio, a coisa é igual. Há quatro meses o pedido de afastamento de Eduardo Cunha dorme no STF, ocupadíssimo em saber se os espectadores podem comprar pipoca na carrocinha e entrar na sala de projeção comendo.
Na Câmara, nem se fala. Como registrou hoje o ótimo Bernardo Mello Franco: “Enquanto o impeachment corre como uma lebre, o processo contra Eduardo Cunha caminha a passos de tartaruga (…)O processo contra Cunha já bateu um recorde. É o mais longo da história da Câmara, arrastando-se há mais de 170 dias.” E não vai dar em nada.
Acabo tendo que concordar com meu amigo. Não é ele quem faz piada.

30/4 - A incrível honradez de Cunha


FONTE:http://www.tijolaco.com.br/blog/incrivel-honradez-de-cunha-propina-gente-nao-da-so-toma/

A incrível honradez de Cunha: propina a gente não dá; só toma!

autoescola
“Não podemos transformar suspeitos de corrupção em heróis, pois isso é uma inversão de valores, pela qual o corrupto torna-se vítima, e o cidadão de bem, vilão. A Globo não pode transformar o suspeito de corrupção em herói”.
A frase é de Eduardo Cunha, acredite, e está hoje no jornal O Globo.
Mas o corrupto não é ele, ele é o cidadão de bem.
É sobre a história de um suposto pedido de propina de um examinador do Detran no exame de motorista de sua filha Camila.
E que foi afastado do cargo e punido rapidamente, enquanto Cunha, com as bênção do STF, tem suas propinas denunciadas e exibidas há mais de um ano e continua lá, cassando a carteira de Presidente da República de Dilma Rousseff.
Óbvio que não posso dizer que o examinador não pediu propina, mas mesmo que o tenha feito, dá para imaginar a cena.
-A senhora não ligou a seta para entrar na vaga, está reprovada, mas se me der R$ 400 a gente alivia…
-O quê? O senhor sabe a quem está pedindo propina? Eu sou a filha de Eduardo Cunha!
-E daí?
-Daí que lá em casa a gente não dá propina. Só recebe!!! Isso não vai ficar assim!

30/4 - O jogo, agora, vai ser fora do estádio

FONTE:http://www.tijolaco.com.br/blog/o-jogo-agora-vai-ser-fora-do-estadio-por-jari-da-rocha/


O jogo, agora, vai ser fora do estádio. Por Jari da Rocha

mst
A frustração, ao presenciar a derrota do grande plano de conciliação das classes, deve mesmo ter levado o ex-presidente Lula as lágrimas. Não por arrependimento.
Lula sabia que não poderia mexer com as grandes fortunas sem ser importunado. Manter os lucros exorbitantes entreteria os milionários enquanto os mais necessitados iam sendo puxados do buraco negro da miséria.
Atender a população carente de um lado e deixar a elite continuar a encher as burras de dinheiro.
Lula deve ter pensado. Ou é “o que der” ou não será nada.
Conseguiu varrer a miséria e é justamente esse o seu capital político. Capital político, aliás, internacional.
Esticar a corda com o segundo mandato de Dilma foi fatal. Não havia, como vemos, tanta gordura para queimar. Era um risco muito alto e a corda arrebentou.
Dilma não é Lula. Lula não é Dilma.
Cardozo é o sujeito que será lembrado pela apatia no período regulamentar e pelo gigantismo depois do apito final. Enquanto todos já vão para o chuveiro, Cardozo segue em campo com arrancadas sensacionais pela esquerda, cruza, cabeceia, dá de trivela e pode até fazer algum gol.
As luzes do estádio já começam a ser apagadas e a técnica ainda parece nutrir alguma esperança.
Lula sempre gostou de usar metáforas futebolísticas. O juiz roubou, mas o time também não se ajudou, diria.
Ministros patéticos se acotovelam no corredor. Não são culpados, ninguém deve lhes ter exigido competência em caso de incêndio.
Correm de um lado para o outro, atônitos. Outros, menos preocupados, mal sabem o que acontece. Há também quem faça sessão de fotos com alguma gostosona para mostrar para os netos.
À presidenta resta ainda o último gesto (quantas vezes se falou disso?).
Deve estar relutando porque isso seria admitir culpa ou que não seria uma jogada republicana.
Às favas com republicanismos. Ou ela luta por novas eleições agora ou espera, pacientemente, o inimigo enterrá-la viva.
Não há decência no Senado e o Supremo é caolho.
Em meio a todo medievalismo teocêntrico e bárbaro, quando não se espera mais nada dos bravos combatentes da legalidade, algumas vozes vão surgindo. Vozes juvenis.
Os jovens vêm surpreendendo a cada dia que passa. Superam-se a cada batalha, a cada dificuldade imposta pelos bandidos multimídia da nação.
Essa multidão de meninos e meninas estão fazendo a diferença e nos dão esperança no futuro. Eles têm brilho nos olhos.
(Não são os ‘brasileirinhos’ que a voz descontrolada e hipócrita – ausente nos tempos de penúria – pede para ser ouvida. Onde é que estava essa senhora quando se morria de fome no Brasil?)
Alento que contrapõe o histerismo pentecostal grandiloquente e a caduquice de velhos babões que pisoteiam na própria história.
Eles venceram, mas o sinal não está fechado para esses jovens.
Nem, tampouco, para quem não foge da luta.
Enquanto Lula enxuga as lágrimas, enquanto ministros se atropelam, enquanto Dilma (e Cardozo) está sentada, com a boca cheia de dentes, esperando o STF chegar e enquanto ratos vão se escondendo nos armários da transição (muitos já cooptados pelo novo chefe), um homem dá um passo a frente.
Ele vem de Lagoa Vermelha e tem na ponta da língua os nomes de todos os líderes dos movimentos sociais. Sabe de cor (de coração) quem é quem na luta pela verdadeira democracia e aponta o dedo na cara dos farsantes, dando nome aos bois que travam o país.
Acima dele está Lula, ninguém mais.
João Pedro Stédile é o maior nome da luta e da resistência hoje. Isso é um fato e nem ele, nem Rui Falcão nem Lula escondem mais isso.
Ele chamou a briga pra si e não dá sinais de arredar pé.
Enquanto Cardozo avança, no escuro, pelo meio campo, Stédile já cercou o estádio.
A guerra só termina quando acaba.
E a guerra mal começou.