segunda-feira, 31 de outubro de 2016

31/10 - Crivella vai fechar a Globo!

FONTE:http://www.conversaafiada.com.br/politica/crivella-vai-fechar-a-globo-1


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Crivella vai fechar a Globo!

Nem contra Lula, Dilma e Brizola a Globo foi tão sórdida!
publicado 30/10/2016
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Marcelo Crivella se elegeu prefeito do Rio com uma goleada: 59 vs 41 da Globo.
Para derrotar Crivella, a Globo se aliou a um candidato que defendia ideias que ela não defende.
Para derrotar Crivella, a Globo fez o que há de mais sujo e torpe numa campanha eleitoral - 
sem mencionar o fato irrelevante (no Brasil) de que se trata de uma empresa de 
comunicação, que explora um bem público, o espaço eletro-magnético.
Por que a Globo se enlameou tanto, de forma tão desavergonhada?
Por causa das ideias de Crivella, um senador de desempenho sereno, competente, leal?
Que saiu do campo de apoio à Dilma porque foi uma decisão do partido, o PRB?
Não!
Foi por motivos menores, subalternos!
Que ignoraram os interesses mais legítimos dos cidadãos eleitores da cidade do Rio de Janeiro.
A Globo tentou destruir o Crivella por motivos econômicos, financeiros, e por preconceito 
religioso!
Porque a Globo é uma falsa carola, uma católica de fachada, de missa sétimo dia, que 
transmite as missas e os eventos católicos com a devoção dos que buscam entrar no fundo da
 agulha - "é mais fácil um camelo passar no fundo da agulha que um rico entrar no reino do 
céu!," dizia um judeu sabido - , o catolicismo dos que pretendem abrir o cofre com a chave de 
um padre.
(Não há de ser com a ajuda desse Papa...)
A Globo tem preconceito de classe (e talvez de raça) contra os evangélicos, contra os
 pentecostalistas!
Porque eles são mais pobres e mais morenos!
A Globo tentou destruir o Crivella porque o Crivella é devotadamente, sinceramente militante 
da Igreja Universal do Reino de Deus, cujo líder, seu tio, Edir Macedo, é o dono da rede Record 
(onde, com orgulho, trabalho).
A Globo, como se sabe, está para ser googlada pelo Google.
A Globo vai morrer gorda - de IBOPE alto e caixa baixa.
A audiência da Globo não paga mais a folha de pagamentos, como costuma dizer meu 
informante Valdir Macedo!
E um dos instrumentos dessa iminente decadência é a competição da Record - que a enfrenta
 com profissionalismo e competência!
(Especialmente aos domingos, num programa chamado "Domingo Espetacular" - modestamente
... Quá, quá, quá!)
(Especialmente na indústria do Cinema, onde a Globo nunca teve competência para entrar!
 Os filhos do Roberto Marinho - eles não têm nome próprio - só sobrevivem nos negócios e 
atividades que herdaram o do pai. O que fizeram de original deu errado!)
Crivella simboliza a ascensão da Record, da IURD e dos pentecostalistas!
A Globo viu no Crivella o carrasco que vai conduzi-la à forca montada no Projac.
Que já está montada, aliás - pelos eleitores do Rio de Janeiro!
Não adianta: a SECOM do Temer não vence a força do vento!
E o vento deixou de soprar para a Globo - há muito tempo!
Em tempo: na última hora, Datafalha e Globope tentaram ajudar a Globo e tomaram uns
 pontinhos do Crivella...
PHA

31/10 - VÍDEO - Dom Orvandil sobre Gilmar Mendes

FONTE:https://www.youtube.com/watch?v=mBSl23a1i_E

Gilmar Mendes é pago para nos perseguir.

31/10 - VÍDEO - PRIMEIRAMENTE


FONTE:https://www.youtube.com/watch?v=7_OUXxaQDb4

Uma valiosa contribuição ao Conversa Afiada

31/10 - Danos causados pela Lava Jato à economia brasileira.....

FONTE:http://www.viomundo.com.br/politica/moniz-bandeira-o-estado-brasileiro-parece-desintegrar-se-nem-na-ditadura-militar-a-pf-invadiu-o-congresso.html
VIOMUNDO

Moniz Bandeira: Danos causados pela Lava Jato à economia brasileira já superam em muito o custo da corrupção

31 de outubro de 2016 às 17h53
  

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Moniz Bandeira aponta interferência dos EUA no golpe que derrubou Dilma e critica atuação do MP, PF e Judiciário
O historiador e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira faz várias críticas a segmentos da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário por estarem atuando de forma politizada e seletiva para tentar atingir, principalmente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em especial no âmbito da Operação Lava-Jato.
Em entrevista ao jornal A Tarde, de Salvador (BA), ele condenou a atuação “antinacional” desses setores, que muitas vezes têm passado “por cima das leis, como senhores de um poder absoluto e incontestável”.
Para Moniz Bandeira, parece que “o Estado brasileiro está se desintegrando”.
Na entrevista , ele aponta também a interferência dos Estados Unidos na efetivação do golpe que derrubou a presidenta legítima Dilma Rousseff.
Sua tese central é de que os EUA aliaram-se com segmentos do empresariado brasileiro, junto com setores do MP, Judiciário e da mídia, para construir no Congresso o caminho para a derrubada de um governo alinhado aos interesses nacionais, colocando em seu lugar um totalmente submisso a Washington, como é o caso do usurpador Temer.
A abertura da exploração do pré-sal para empresas estrangeiras é um dos principais motivos.
O juiz Sérgio Moro é uma das principais expressões dos agentes locais a serviço de Washington, pondera Moniz Bandeira, pois atua de forma a prejudicar empresas nacionais que competem em mercados externos.
“Os danos à economia brasileira superam, em escala muito maior, todos os prejuízos que a corrupção que ele diz combater”, afirma Moniz Bandeira.
O cientista político acabou de lançar mais um livro: A desordem mundial (Ed. Civilização Brasileira), um amplo estudo do caótico cenário internacional.
Aos 80 anos, ele também tem sido homenageado pela sua vasta obra e história de vida de intelectual engajado.
Em junho, foi homenageado pela União Brasileira de Escritores. No dia 4, a homenagem é na USP.
Leia a íntegra da entrevista :
Em seu livro A desordem mundial, o senhor aborda diversos pontos de tensão ao redor do mundo. O mundo retrocedeu na busca pela paz entre as nações? Como o Brasil do golpe parlamentar / impeachment se encaixa neste complicado tabuleiro de xadrez?
Desde o governo do presidente Lula da Silva, o Brasil, conquanto mantivesse boas relações com os Estados Unidos, inflectiu em sua política exterior no sentido de maior entendimento com a China e a Rússia e empenhou-se na conquista dos mercados da América do Sul e África, a favorecer as empresas nacionais, como todos os governos o fazem.
Ao mesmo tempo, reativou a indústria bélica, com a construção do submarino atômico e outros convencionais, em conexão com a França, a compra dos helicópteros da Rússia e dos jatos da Suécia, países que aceitaram transferir a tecnologia, como determinou a Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo Decreto Nº 6.703, de 18 De dezembro de 2008.
E essa transferência de tecnologia, que os Estados Unidos não aceitam realizar, é necessária, indispensável, ao desenvolvimento econômico e à defesa do Brasil, pois “la souveraineté est la grande muraille de la patrie”, conforme o grande jurista Rui Barbosa proclamou, ao defender, na Conferência de Haia (2007), a igualdade dos Estados soberanos.
Outrossim, ele advertiu, citando Eduardo Prado, autor da obra A ilusão Americana, que não se toma a sério a lei das nações, senão entre as potências cujas forças se equilibram. Esta lição devia pautar a estratégia de segurança e defesa nacional.
O Brasil é e sempre foi um pivot country no hemisfério sul devido à sua dimensão geográfica, demográfica e econômica, a maior do hemisfério, abaixo dos Estados Unidos, apesar da assimetria.
E constituiu com a Rússia, Índia e China o bloco denominado BRIC, contraposto, virtualmente, à hegemonia dos Estados Unidos, e abrir uma alternativa à preponderância do dólar nas finanças e no comércio internacional.
Tais fatoresinter alia, como a exploração do petróleo pré-sal sob o controle da Petrobrás, dentro de um contexto em que os Estados Unidos deflagraram outra guerra fria contra a Rússia e, também, contra a China, concorreram para que interesses estrangeiros, aliados a poderoso segmento do empresariado brasileiro, sobretudo do Sul do país, encorajassem e financiassem o golpe parlamentar, conjugando a mídia e o judiciário, com o apoio de vastas camadas das classes médias.
Como o senhor viu o processo do impeachment e a ascensão de Michel Temer ao poder? Como em 1964, há quem diga que o golpe / impeachment atende a interesses norte-americanos — desta feita, no pré-sal. O senhor acredita nesta hipótese?
O Estado brasileiro parece desintegrar-se. Nem durante a ditadura militar a Polícia Federal invadiu o Congresso.
Ela ganhou uma autonomia, que não podia ter, não respeita governo nem a Constituição, e muitos de seus agentes são treinados e conectados com o FBI, DEA, CIA etc.
Os promotores-públicos e juízes, por sua vez, passam por cima das leis, extrapolam, como senhores de um poder absoluto e incontestável. Estão incólumes.
Quase nunca são penalizados. E, quando o são, afastados das funções, continuam a receber suas elevadas remunerações, dez vezes ou mais superiores aos dos juízes da Alemanha, França, Inglaterra, Estados Unidos e outros países altamente desenvolvidos, segundo a European Commission for the Efficiency of Justice (CEPEJ) e outras fontes.
Certos magistrados do STF comportam-se como políticos partidários. Outros, que se deviam resguardar, fazem declarações públicas, antecipando julgamentos, e afiguram como se estivessem intimidados pela grande mídia, um oligopólio, uníssono na condenação, aprovação ou omissão de fatos.
O Congresso está pervertido, muito dinheiro correu para a efetivação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, canalizado pela CIA e ONGs, financiadas sustentadas pelas fundações de George Soros, USAID e National Endowment for Democracy (NED), dos Estados Unidos.
E esse golpe de Estado, que começou com as demonstrações em São Paulo, no estilo recomendado pelo professor Gene Sharp, no seu manual Da Ditadura à Democracia, traduzido para 24 idiomas, atendeu a interesses estrangeiros, entre os quais, mas não apenas, não o único, a exploração das camadas de pré-sal, que, de acordo com a Lei 12.351 estaria a cargo da Petrobras, como operadora de todos os blocos contratados sob o regime de partilha de produção, condição esta anulada pelo projeto 4.567, em tramitação na Câmara de Deputados.
Todo o alicerce da república, proclamada com o golpe de Estado de 1889, está podre. É um lodaçal.
Como o senhor vê o juiz Sergio Moro? Herói inquestionável para uns, inquisidor a serviço da plutocracia para outros, ele é sinônimo de polêmica, inclusive, por que passou por um estágio no FBI, segundo a filósofa Marilena Chauí.
O que Marilena Chauí disse é, virtualmente, certo. De qualquer modo, o fato é que o juiz Sérgio Moro, condutor do processo contra a Petrobras e contra as grandes construtoras nacionais, realizou cursos no Departamento de Estado, em 2007.
No ano seguinte, em 2008, o juiz Sérgio Moro passou um mês num programa especial de treinamento na Escola de Direito de Harvard, em conjunto com sua colega Gisele Lemke. E, em outubro de 2009, participou da conferência regional sobre “Illicit Financial Crimes”, promovida no Rio de Janeiro pela Embaixada dos Estados Unidos.
A Agência Nacional de Segurança (NSA), que monitorou as comunicações da Petrobras, descobriu a ocorrência de irregularidades e corrupção de alguns militantes do PT e, possivelmente, passou informação sobre o doleiro Alberto Yousseff a delegado da Polícia e ao juiz Sérgio Moro, de Curitiba, já treinado em ação multijurisdicional e práticas de investigação, inclusive com demonstrações reais (como preparar testemunhas para delatar terceiros).
Não sem motivo o juiz Sérgio Moro foi eleito como um dos dez homens mais influentes do mundo pela revista Time.
Seu parceiro, o procurador-geral Rodrigo Janot, acompanhado por investigadores federais da força-tarefa responsável pela Operação Lava Jato, em fevereiro de 2015, foi a Washington buscar dados contra a Petrobrás e lá se reuniu com o Departamento de Justiça, o diretor-geral do FBI, James Comey, e funcionários da Securities and Exchange Commission (SEC).
Sérgio Moro e o procurador-geral da República Rodrigo Janot atuaram e atuam com órgãos dos Estados Unidos, sem qualquer discrição, contra as companhias brasileiras, atacando a indústria bélica nacional, inclusive a Eletronuclear, levando à prisão seu presidente, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva.
E ainda mais eles e agentes da Polícia Federal vazam, seletivamente, informações para a mídia, com base em delações obtidas sob ameaças e coerção, com o objetivo de envolver, sobretudo, o ex-presidente Lula.
Os danos que causaram e estão a causar à economia brasileira, interna e externamente, superam, em uma escala muito maior, imensurável, todos os prejuízos que a corrupção, que eles dizem combater.
E continua a campanha para desestruturar as empresas brasileiras, estatais e privadas, como a Odebrecht, que competem no mercado internacional, América do Sul e África.
No Brasil e no mundo, parece estar ocorrendo uma espécie de levante conservador antiprogressista. Quem o senhor acha que está por trás da paranoia anticomunista que desenterraram lá dos anos 1950 em pleno século 21? A quais interesses serve este tipo de manipulação da opinião pública?
Não estou a ver nenhuma paranoia anticomunista no Brasil nem na Europa.
Em São Paulo, os grupos de pessoas que levantaram a questão do comunismo, nas demonstrações contra a presidente Dilma Rousseff, eram inexpressivos e ninguém levou a sério.
Aldo Rabelo, dirigente do PC do B, foi ministro da Defesa do Brasil e nenhum problema houve com as Forças Armadas.
Como o notável historiador Eric Hobsbawm, que conheci em Londres em 1978, disse certa vez à agência de notícias Telam, da Argentina, “já não existe esquerda tal como era”, seja socialdemocrata ou comunista.
Ou está fragmentada ou desapareceu. Ele toda a razão tinha.
Entretanto, o elevado desenvolvimento tecnológico favoreceu a concentração de riqueza e de poder e as disparidades sociais aumentaram ainda mais nos países da periferia do sistema capitalista, alimentando o fundamentalismo religioso, em meio à instabilidade política.
E oito anos após o colapso financeiro de 2007/2008, mais de 44 milhões de pessoas estão desempregadas nos países da Europa e nos Estados Unidos.
Mesmo assim, as grandes corporações bancárias e industriais, o capital financeiro internacional, tratam de impor ao país reformas no sentido de acabar com os direitos sociais, conquistados pela classe trabalhadora ao longo do século XX.
E, ainda mais, os Estados Unidos pretendem eliminar a legislação nacional dos diversos países para que os interesses das megacorporações multinacionais, do capital financeiro, sobrepujam a soberania dos Estados nacionais nas relações econômicas e comerciais, conforme estatuídas nos dos Tratado de Parceria Transatlântica (TPA), Tratado Trans-Pacífico (TTO) e Tratado Internacional de Serviços (TISA).
Mas a resistência aumenta.
Numan Kurtulmus, vice-premiê turco, declarou (no dia 20 de outubro), que a operação para libertar Mossul (Iraque) do Estado Islâmico e a guerra na Síria podem levar Estados Unidos e Rússia a um conflito direto, uma “3ª Guerra Mundial”. E ainda há a situação complicada na Ucrânia. Isto vai de encontro ao tópico das “guerras por procuração” que o senhor desenvolve em seu livro. Estamos a caminho de um conflito global?
O polo maior de tensão não é Mossul. É Aleppo, na Síria. Lá os Estados Unidos estão em um beco sem saída.
A cidade, a segunda maior e mais importante da Síria, sob intenso bombardeio, está na iminência de cair sob o domínio completo das forças de Bashar al-Assad. E se Aleppo cair, Damasco, que já conquistou Latakia, Homs e Hama, dominará praticamente toda a Síria.
Essas cidades concentram 70% da população e os mais significativos redutos industriais e praças de comércio do país, cujo resto do território é quase todo deserto.
Os Estados Unidos, entretanto, continuam a sustentar a resistência dos que chamam de “rebeldes moderados”, na verdade, terroristas da Jabhat Fatah al-Sham (Frente da Conquista da Síria), Jabhat al-Nusra, ramo de al-Qaeda na Síria, Ahrar al-Sham e mais diversos grupos jihadistas.
Por volta do dia 20 de outubro de 2016, a Rússia enviou dois maiores navios de sua Marinha de Guerra, o cruzador de combate Pyotr Velikiy (099), movido a energia nuclear, e o porta-aviões Almirante Kuznetsov para o leste do Mediterrâneo, com a tarefa de instituir uma zona de exclusão naval de 1.500km, ao longo do litoral da Síria, e enfrentar qualquer ataque de países do Ocidente contra Damasco.
Por outro lado, uma fragata da Marinha de Guerra da Alemanha e o porta-aviões Charles de Gaulle já se dirigiram para a mesma região.
Quanto à Ucrânia, Washington está consciente de que a Rússia não vai devolver a Criméia e Kiev alternativa não tem senão reconhecer a autonomia da região de Donbass, Donetsk e Luhansk.
Não creio, porém, que a Rússia e os Estados Unidos/OTAN cheguem, diretamente, a qualquer confronto armado seja por causa da Ucrânia ou da Síria. Uma guerra nuclear aniquilaria toda a humanidade.
Há quem defenda os Estados Unidos como o país mais democrático do planeta. Mas logo no primeiro capítulo do seu livro, o senhor relata uma tentativa de golpe fascista em 1934, alinhado ao governo alemão hitlerista e bancado pela elite econômica ianque. Há ainda o histórico de intervenções (abertas ou secretas) que os EUA praticam em todo o mundo, inclusive no Brasil, sempre vendendo sua ideia de “democracia”, também amplamente documentado em sua obra. O mundo ficaria melhor sem essa política intervencionista? Ou ela serve ao equilíbrio de poder?
Os Estados Unidos, devido às suas tradições culturais e políticas e ao elevado desenvolvimento do capitalismo, precisavam e precisam conservar a mantra do “excepcionalismo”, do exemplo de democracia perfeita etc.
Porém, a suposição de que lá nunca houve golpes de Estado não corresponde propriamente aos fatos históricos.
Se nos Estados Unidos não houve golpes militares, ocorreram quatro assassinatos de presidentes e cinco atentados, que fracassaram.
Constituíram atos de violência e aparentemente resultaram de conspirações, para mudança de governo.
Abraham Lincoln (1865), James Garfield (1881), William McKinley (1901) e John F. Kennedy (1963) foram assassinados.
E Andrew Jackson (1835), Franklin D. Roosevelt (1933) (como presidente eleito), Harry S Truman (1950), Gerald Ford (1975) e Ronald Reagan (1981) sofreram tentativas de assassinato.
No entanto, na América espanhola, apesar da instabilidade, nunca geralmente ocorreu a necessidade de matar o presidente, o que só ocorreu em meio de uma revolução ou de um golpe militar, como, e.g., no Chile (Manuel de Balmaceda, 1891), Bolívia (Gualberto Villarroel, 1946) e Chile (Salvador Allende, 1943).
Quase sempre bastou que o Exército se rebelasse, desse um golpe e expulsasse ou exilasse o presidente.
É necessário, entretanto, não esquecer que os golpes de Estado, ocorridos, sobretudo, a partir da Segunda Guerra Mundial, como no Brasil, Argentina, Chile etc., foram encorajados pelos Estados Unidos, cujas intervenções, diretas e/ou indiretas, só produziram, desde o fim da Guerra Fria, guerras, terror, caos e catástrofes humanitárias.
A onda do ódio conservador atualmente em voga tem dado força a candidatos de perfil bastante controverso, como Donald Trump, Marine Le Pen e no Brasil, Jair Bolsonaro. O senhor acredita que eles possam chegar ao poder em seus países? Que consequências adviriam da eleição deles?
Jair Bolsonaro é caricatura, comparado com Donald Trump e Marine Le Pen. Não creio que esse coronel, uma reminiscência grotesca do que houve de pior na ditadura militar, pudesse ser eleito presidente no Brasil.
Os fatores que alimentam as candidaturas de Donald Trump (Hillary Clinton é uma excrescência neoconservadora, responsável também pela sangueira na Líbia) e Marine le Pen são outros e diversos.
Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama, do Partido Democrata, é igual ou pior que seu antecessor George W. Bush, neoconservador do Partido Republicano.
Na França, François Hollande, do Partido Socialista, é da mesma laia que seu adversário conservador e colonialista Nicolás Sarkozy. Entre les deux mon cœur balance. Je ne sais pas laquell au pis-aller. E daí é que Marine le Pen desponta.
O senhor será homenageado pelos seus 80 anos na USP. Como se sente?
Sinto-me confortado. É um reconhecimento de minha obra.
Fiz meu doutoramento na Universidade de São Paulo, onde sempre tive e tenho muitos amigos desde meus 20 anos de idade.
Sinto muitas saudades e, infelizmente, meu coração, enfermo, não mais me permite voar cerca de 11/12 horas para rever o Brasil.
Morei muitos anos em São Paulo e lá vivi, clandestinamente, durante a ditadura militar. E profundamente grato sou as homenagens que meus queridos amigos e colegas da União Brasileira de Escritores (UBE) e a Universidade de São estão prestar-me, aos meus 80 anos.
Vejo que meu trabalho, ao longo de tantas décadas, não foi em vão. Frutificou.
Qual sua relação com a Bahia hoje? O senhor tem memória afetiva daqui? Sente falta?
Apesar de viver tantos anos longe, nunca deixei de amar a Bahia, onde nasci e me criei, até 18/19 anos de idade, quando passei para o Rio de Janeiro e São Paulo e então me tornei citizen of the world.
Porém meus vínculos com a Bahia nunca se desvaneceram. São e continuam profundos. Sou descendente de Garcia d’Ávila, da Casa da Torre, e de Diogo Moniz Barreto, que chegou à Bahia com Tomé de Sousa e foi primeiro alcaide-mor de Salvador.
Aí estão minhas raízes, que se alastraram pelo Recôncavo e adjacências.
Tenho muitas saudades da Bahia, a Bahia histórica, a Bahia que sempre cultivou a cultura e deu ao Brasil grandes escritores, poetas, romancistas, e homens de ciência.
Na Bahia, recebi uma educação humanística, desde o Colégio da Bahia, até o primeiro ano, na Faculdade de Direito, no Portão da Piedade, o que me valeu para toda a minha vida e carreira acadêmica, como cientista político e historiador.
Nas duas instituições de ensino tive excelentes professores, dos quais guardo as melhores recordações.
E sinto muito orgulho por haver recebido da Faculdade de Filosofia e Ciências Humana da UFBA, importante universidade de meu Estado natal, ora sob a gestão do eminente reitor, Prof. Dr. João Carlos Salles, o título de Dr. honoris causa.
Sim, sinto falta de tudo, que tive, na minha infância e adolescência, da comida, das moquecas, mas, até hoje, conquanto a viver na Alemanha há mais de 20 anos, não dispenso a pimenta e a farinha.
Entrevista publicada originalmente no jornal A Tarde

31/10 - Advogado de Lula dá aula a Merval

FONTE:http://www.tijolaco.com.br/blog/advogado-de-lula-da-aula-merval-em-carta-aberta/


Advogado de Lula dá aula a Merval em carta aberta. Lembra do “Eureka”, Merval?

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Demolidora, para quem se disponha a analisar  com equilíbrio, a carta aberta enviada a Merval Pereira, colunista de todos os cantos das Organizações Globo, pelo advogado de Lula, Cristiano Zanin.
Merval deveria ter mais cuidado em seus julgamentos, até porque ele próprio já errou feio, há quase 20 anos, quando “sentenciou” um presidente de associação de moradores do Complexo da Mangueira a ser o “traficante Eureka”, aplicando a “cognição sumária” do jornalismo a um informante policial que o “identificou” numa foto.
Caio Túlio Costa, primeiro ombudsman da Folha, contou esta história em detalhes, em 1989.
Senhor Jornalista,
Ao contrário do afirmado (“Preparando o terreno”, O Globo, 19/10/2016), nem o ex-Presidente Lula e nem nós, seus advogados, atuamos para “desacreditar a Justiça”. Todo o trabalho de defesa está escorado em dois pilares: fatos e técnica jurídica. Não usamos “convicções” ou simulacros de legalidade.
O senhor citou, com desdém, o fato de termos arguido a suspeição do Desembargador João Pedro Gebran, do TRF4, para julgar os procedimentos que abrimos contra o juiz Sergio Moro perante aquela Corte. Ora, é a lei que nos permite fazer esse questionamento, pois o art. 254, I, do Código de Processo Penal estabelece que o magistrado (juiz, desembargador ou ministro) não pode julgar um “amigo íntimo” (essa expressão é da lei, caso desconheça). Apontamos, por meio de provas, a possibilidade de haver a relação entre o desembargador Gebran e o juiz Moro. Apresentamos à Corte, por exemplo, um livro em que o primeiro reconhece uma “crescente amizade” e afinidade com o segundo em um texto que indica tal proximidade. Tanto é que o próprio desembargador Gebran, de forma conscienciosa e correta, suspendeu o julgamento que seria realizado na data de hoje para melhor analisar o assunto.
Em relação ao juiz Moro, o senhor considerou “natural” ele não ter acolhido os fundamentos que apresentamos para mostrar a sua suspeição e consequente impedimento legal para julgar o ex-Presidente Lula. Mas o fez ao seu modo, sem debater os fatos e as provas. E no caso de Lula eles falam por si. Afinal, há uma vasta sequência de fatos – todos comprovados — que mostram que o citado agente público praticou violações claras às garantias fundamentais de Lula, como, por exemplo, ao privá-lo de sua liberdade por meio de uma condução coercitiva sem previsão legal, ao divulgar suas conversas interceptadas para alcançar fins estranhos ao processo, ao grampear 25 advogados do nosso escritório para monitorar a defesa do ex-Presidente, ao fazer 12 acusações contra nosso cliente em documento dirigido ao STF, ao participar de eventos com políticos e pré-candidatos do PSDB e de outros partidos que antagonizam Lula e, ainda, ao participar de eventos da própria Globo, que sabidamente não aprecia Lula.
Suas afirmações acabam confirmando a correção da nossa atuação. Quando o senhor reconhece que há outros juízes responsáveis por ações ou investigações envolvendo o ex-Presidente Lula sem que tenhamos apresentado questionamentos sobre a imparcialidade desses magistrados, como fizemos em relação aos magistrados citados acima, é porque somente usamos desse meio de defesa quando efetivamente temos provas para usá-lo. Não é uma receita válida para qualquer caso.
O senhor fala – mais uma vez sem razão – que nossa estratégia é de “politizar os processos” sem revelar o denso conteúdo jurídico das defesas apresentadas e que estão disponíveis a qualquer interessado no site www.abemdaverdade.com.br. Na realidade, sua intenção é a de esconder a defesa do Lula, pois ela é sólida, baseada em provas, e supera, à toda evidência, as “convicções” dos acusadores que elegeram o ex-Presidente como inimigo.
Também é clara a sua intenção de ocultar os ilícitos praticados pela Lava Jato. Só se fala em investigações contra Lula. E as investigações contra os agentes do Estado que violaram a Constituição e as leis, chegando a praticar condutas que a lei, em tese, define como crime? Por que nem uma palavra?
Usaremos, sim, de todos os recursos que a lei prevê para ver reconhecida a inocência de Lula, no Brasil e no exterior. Se o país aprovou, por meio de decretos legislativos, a competência de órgãos internacionais para apurar violações a garantias fundamentais, ela também deve servir a Lula. O comunicado feito à ONU em julho é um exemplo disso. Mas falar em asilo é algo despropositado e só poderia ter vindo de alguém como você, que atua para esconder que a defesa de Lula não deixa qualquer margem de possibilidade e, sobretudo, de legitimidade para qualquer condenação criminal.
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31/10 - O PSOL ocupa o lugar do PT?

FONTE:http://www.tijolaco.com.br/blog/o-psol-ocupa-o-lugar-do-pt-o-do-voto-popular-e-que-nao-e/


O PSOL ocupa o lugar do PT? O do voto popular é que não é…

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O mapa acima, que “roubei” do Facebook da Tandara Santos, é o retrato mais expressivo da besteira que é dizer que: a) o PSOL tomou o lugar do PT e 2) e, bem pior, que o PSOL é a alternativa de esquerda no Brasil.
Lamento, porque gosto muito de amigos psolistas, nos quais reconheço sinceridade, mas não lucidez nesta quadra difícil.
Penso que se vergam com muita facilidade aos ventos contrários e aceitam o discurso dominante, como fez Freixo hoje ao declarar que foi prejudicado por ““tudo de ruim que aconteceu durante o ciclo do PT na Presidência”.
No fundo, talvez, não acreditem no conceito – e na sabedoria do conceito – do voto de classe.
E não entendam que o Brasil não é um país partido entre uma elite e uma massa, no qual a primeira vive bo século 21 e a segunda, embora de celular, vive no 19.
Mas o mapa não evidencia apenas o erro do PSOL, mas o do PT.
A preocupação em ser palatável, “republicano”,  “de todos”.
Não, a política tem lado e o povo humilde não reconheceu no candidato “de esquerda ” o seu lado.
Como, historicamente, reconheceu em Getúlio, em Jango, em Brizola e em Lula o seu lado.
Os “puros” cometem este erro e pagam por isso um preço.
No primeiro comentário que fiz, após o primeiro turno das eleições, já registrava este traço na candidatura Freixo.
É bom lembrar, porém, que Freixo teve um percentual – 18% – bem pior do que os 28% obtidos na eleição anterior, em 2012, quando foi a grande surpresa.
Infelizmente, esta onda não chegou à Zona Oeste (à parte pobre, formada por Realengo, Bangu, Campo Grande e Santa Cruz), onde Freixo teve entre 6 e 11% dos votos. Na parte rica, como era natural que fosse, venceu Pedro Paulo.
O problema da esquerda não é fazer uma política de alianças.
É tanto não fazê-la quanto deixar que as que faz as conspurquem.
O mapa aí de cima é apenas uma pálida ideia do que seria uma candidatura Lula mo povão.
Onde você v~e a vitória do Crivella, em geral, veria a de Lula.
E onde vê a de Freixo, provavelmente veria a de seu adversário.
A esquerda “moderna” anda se esquecendo da luta de classes.




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