terça-feira, 17 de outubro de 2017

17/10 - O Brasil precisa de PAZ. (REPASSE)

17/10 - 7 Dicas Para Melhorar a Resistência à Insulina

FONTE:Nutricionista Patricia Leite - MundoBoaForma <nutricionista@mundoboaforma.com.br>


[VIDEO] 7 Dicas Para Melhorar a Resistência à Insulina

A alimentação está diretamente ligada a eficiência do seu corpo de lidar com a insulina. A má alimentação e inatividade física podem levar a resistência insulínica e trazer malefícios para saúde e boa forma.

Quando se tem resistência a insulina pode ser mais difícil emagrecer e controlar os níveis se açúcar no sangue.

A boa notícia é que existem algumas mudanças que podemos fazer para tornar o nosso corpo muito mais eficiente nesse sentido.

Assista ao vídeo onde dou 7 dicas para melhorar a resistência à insulina e tenha muito mais facilidade em atingir seus objetivos.

7 Dicas para Melhorar a Resistência à Insulina


Fique a vontade para fazer comentários sobre o vídeo no final da página!

Espero que goste!!

Bjs,
Nutricionista Patricia Leite


















17/10 - Pragmatismo Político DE 16/10

Pragmatismo Político


Posted: 16 Oct 2017 10:33 AM PDT
chavismo está vivo maduro vitória eleições governadores venezuela
O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) venceu em 17 dos 23 estados do país nas eleições para governadores realizadas neste domingo (15/10), segundo os resultados oficiais anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
De acordo com o CNE, os candidatos da oposição venceram em cinco Estados, enquanto que os resultados do Estado de Bolívar ainda não foram divulgados devido à diferença apertada de votos entre os dois adversários.
O PSUV conseguiu ganhar da oposição o estado de Miranda (centro-norte) governado pelo duas vezes candidato à presidência do país Henrique Capriles, e os estados de Lara (oeste) e Amazonas (sul).
Com 95,8% das urnas apuradas, a presidente do CNE, Tibisay Lucena, disse que os resultados são “irreversíveis“, explicando que nestas eleições houve uma participação de 61,14% do censo eleitoral.
O PSUV vai continuar governando os estados de Apure, Aragua, Barinas, Carabobo, Cojedes, Delta Amacuro, Falcón, Guárico, Monagas, Portuguesa, Sucre, Trujillo, Vargas e Yaracuy. A oposição, por sua vez, ganhou em Anzoátegui, Mérida, Nueva Esparta, Táchira e Zulia.

Governo

O presidente do país, Nicolás Maduro, comemorou a vitória chavista. “Ganhamos 75% dos governos do país (…) o chavismo está vivo, está triunfante e está nas ruas”, disse.
A oposição teve cinco vitórias, as reconhecemos como fizemos sempre, e há um governo em disputa“, disse, ao se referir a Bolívar. “Hoje ganhou a verdade da Venezuela, hoje o chavismo arrasou, hoje temos 17 governos, hoje temos 54% dos votos, hoje temos 61% de participação, e hoje a pátria se fortaleceu com 75% dos governos“, afirmou Maduro.
Esta vitória é uma proeza moral e política do povo venezuelano, que conseguiu resistir aos embates da guerra da oligarquia e que disse ‘não às sanções’, ‘não ao intervencionismo’“, finalizou o presidente venezuelano.

Oposição

A coalizão de partidos opositores Mesa da Unidade Democrática (MUD) tinha antecipado minutos antes do anúncio oficial da CNE que os números com que seus operadores eleitorais trabalham eram “muito diferentes” dos que o órgão eleitoral ia divulgar, e já disse – mesmo antes de conhecer os resultados – que não iria aceitar o pleito.
Para a oposição, o CNE tinha tido um comportamento suspeito e diferente do registrado em outras eleições.
O chefe da campanha da MUD, Gerardo Blyde, afirmou afirmou que a aliança opositora pedirá uma auditoria de todo o processo eleitoral. Blyde explicou que a oposição não reconhecia os resultados “não somente devido a todas as violações de lei que vieram sendo cometidas durante o processo“, como a substituição de candidatos e a realocação de centros eleitorais.

20 minutos

Nesta sexta-feira (20/10), a próxima edição do programa “20 MINUTOS”, apresentado por Breno Altman, terá como tema “A Venezuela é uma ditadura ou uma democracia?“.
O programa, ao vivo, começa às 16h30 nas páginas do Facebook de Opera Mundi e parceiros. Assista!
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post “O Chavismo está vivo”, diz Maduro após vitória nas eleições da Venezuela apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 16 Oct 2017 10:07 AM PDT
repórter folha são paulo demitido perguntas danilo gentili
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgaram nota repudiando a demissão do jornalista Diego Bargas, do jornal Folha de S.Paulo, perseguido pelo apresentador Danilo Gentili.
Bargas publicou na última sexta-feira (13) a reportagem “Comédia juvenil ri de bullying e pedofilia“, a respeito de filme concebido e estrelado por Gentili.
O repórter foi demitido depois de o “humorista“, em rede social, incitar o ódio e estimular seguidores a persegui-lo.
De acordo com as entidades, o caso é uma “grave perseguição e intimidação a jornalistas“.
O texto de Bargas é uma reportagem correta, que analisa o filme e reproduz pontos de vista de Gentili e do diretor Fabrício Bittar expressos em entrevista ao jornalista. Gentili, porém, decide massacrar o jornalista em rede social, mostrando sua intolerância à atividade jornalística, e manipular o episódio para tentar melhorar o resultado comercial de seu produto“, diz a nota.
O apresentador acusou Diego Bargas de ser militante do PT, utilizando postagens antigas do repórter elogiando Dilma, Lula e Fernando Haddad. A Folha afirma que o jornalista foi desligado por “ter desrespeitado orientação reiterada sobre comportamento nas redes sociais“.
Danilo Gentili me esmagou como uma barata, só porque ele pode, só porque eu ousei o desafiar“, escreveu Bargas, nas redes sociais.
Para as entidades jornalísticas, a Folha “demonstrou não ter o mínimo compromisso com princípios como a liberdade de imprensa e com a pluralidade, dos quais a empresa se reclama em suas campanhas de marketing“.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Repórter da Folha é demitido após fazer perguntas ‘inconvenientes’ a Danilo Gentili apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 16 Oct 2017 09:32 AM PDT
temer está destruindo lava jato justiça curitiba procurador ministério público
Imagem: Pragmatismo Político
Joelma Pereira, Congresso em Foco
O procurador Carlos Fernando Lima, da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, afirmou, por meio de sua rede social do Facebook, que o governo do presidente Michel Temer está, “pouco a pouco”, destruindo a Lava Jato e a “esperança” que ela representa. O comentário do procurador foi realizado em referência ao pedido da Advocacia-Geral da República (AGU) para que o Supremo Tribunal Federal (STF) reveja a decisão que autorizou prisão após condenação em segunda instância.
Afinal, não há mais oposição das ruas às tentativas de acabar com o pouco conquistado”, ressalta Carlos Fernando, que, no texto, também diz que os políticos estão unidos em prol do financiamento da política com dinheiro dos cofres públicos. Para ele, a Operação Lava Jato nunca esteve “tão a perigo como agora”.
Hoje a classe política está unida, mas não a favor da população, mas a favor da salvação de todos e, principalmente, da salvação de um modo de financiamento da política com o dinheiro desviado dos cofres públicos”, pondera.
Na última semana, a AGU encaminhou um parecer favorável à revisão da prisão em segunda instância ao Supremo. Nessa linha, o governo federal defende que só deve haver prisão depois de esgotados todos os recursos da defesa. Em novembro de 2016, o STF decidiu que um réu pode ser preso após condenação em segunda instância mesmo que ainda tenham recursos pendentes.
No entanto, duas ações tramitam no Supremo e pedem a suspensão da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. O relator das ações é o ministro Marco Aurélio Mello, que além de pedir que a Presidência se manifestasse, também chamou a Câmara, o Senado e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para dar opinião sobre o tema.
O procurador é conhecido por suas fortes críticas ao atual sistema político. Em agosto, durante uma apresentação no 9º Seminário de Transparência e Controle, em Florianópolis, Lima ressaltou que as revelações da Lava Jato precisam resultar na punição dos reconhecidamente culpados para não cair em descrédito. “Precisamos de um Legislativo que não queira se anistiar de qualquer forma e de um Judiciário que não mude a jurisprudências de acordo com a cara do freguês”, declarou.
Essa não é a primeira vez que Carlos Fernando usa sua página pessoal no Facebook para fazer críticas às tentativas de ceifar a Lava Jato ou aos críticos da operação. Ainda em agosto, enredado troca de farpas via Facebook com Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de réus e demais investigados na Lava Jato, o procurador argumentou que na internet é um cidadão e que pode manifestar suas opiniões políticas. “Ainda mais nos dias de hoje, em que nossa política é criminosa”, disparou.
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post “Michel Temer está destruindo a Lava Jato”, diz procurador da operação apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 16 Oct 2017 09:16 AM PDT
rumos música popular brasileira travessia milton nascimento
Norma Odara, Brasil de Fato
Não existia na música brasileira nada parecido, no vasto cancioneiro brasileiro, não existia algo como Travessia. Não era bossa-nova, não era samba-canção, era uma canção super original, sem precedentes, de um cara chamado Milton Nascimento.”, relembra o compositor e músico Lô Borges sobre a canção que mudou a carreira de Bituca, como é conhecido Milton, e o cenário da música brasileira.
Em 2017, a canção completa 50 anos e o Brasil de Fato te convida para um passeio entre os caminhos de pedra de Milton, que resultaram na canção.
Era 1967, Maracanãzinho lotado no Rio de Janeiro, quando a música conquistou o segundo lugar no Festival Internacional da Canção, exibido pela TV Globo, com abertura do maestro Erlon Chaves, acompanhada por um coro de 25 mil espectadores.
Depois disso, Milton passou de um simples compositor a uma das grandes vozes da música popular brasileira. Lô Borges lembra a euforia de ver o amigo se apresentando nas emissoras:
Pô olha lá o Bituca e não sei o que. Eu lembro dele na televisão, cantando travessia, a família inteira reunida, igual fosse um jogo de futebol“, recorda.
A letra da música foi composta pelo jornalista mineiro Fernando Brant, com melodia e voz do Bituca. Além do marco na carreira de Milton Nascimento, Travessia foi a primeira das mais de 150 canções que eles viriam fazer juntos.
Da parceria, outras relíquias como o álbum Clube da Esquina nasceram. Lô Borges conta como foi a criação da música que deu nome ao disco.
Sempre que ele voltava pra Belo Horizonte, ele perguntava: “cadê o Lô?”. E minha mãe falava: “o Lô tá la na esquina, num lugar que eles chamam de Clube da Esquina. O Lô fica o dia inteiro tocando violão lá”. Então, ele chegou na esquina, me chamou e fomos pra dentro da casa da minha mãe, eu estava começando a compor a melodia, os acordes, a harmonia, de uma música que a gente batizou de Clube da Esquina, para homenagear aquela esquina, que eu ficava tocando violão ali, com meus amigos de bairro. Aí nós fomos pra dentro da casa da minha mãe, eu fiquei tocando a música, ele pegou o violão dele e aí ficamos dois violões e ele foi lindamente começando a fazer a melodia da música que se tornou o Clube da Esquina“, conta.
Com a música Travessia também foi assim, bastou Bituca pegar o violão para a melodia nascer. Inspiração divina, segundo Lô Borges.
Várias canções geniais, o cara inspirado, iluminado por Deus, que pega um violão e começa a criar coisas geniais. É inspiração, pegar o violão e começar a harmonia, melodia, vem tudo junto. É uma inspiração divina, que ele traz com ele desde garoto, desde que ele começou a compor, até antes dele compor, ele já era um cara genial“, diz.
A música Travessia é parte do primeiro álbum de Bituca, lançado em 1967. Cinco décadas depois, a canção ainda carrega a mesma vivacidade que só Milton Nascimento poderia criar.
Confira a letra:
Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto
Muito tenho pra falar
Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar
Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar
Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Canção que mudou os rumos da música popular brasileira completa 50 anos apareceu primeiro em Pragmatismo Político.
Posted: 15 Oct 2017 11:13 AM PDT
professor não herói salário educação dinheiro público
Delmar Bertuol*, Pragmatismo Político
É cômodo e oportuno o discurso político de valorização do magistério, afinal, quem discorda de que professores devem ganhar mais? O problema é justamente que os discursos nunca são colocados em prática.
Pra compensar a desvalorização financeira, os governos e até mesmo a sociedade elogiam a classe com hipérboles equivocadas. Fala-se em missão, em heroísmo, em dom, entre outros. Ora, não sou professor por dom. O sou porque estudei – e muito! – uma licenciatura. É claro que alguma simpatia prévia pela profissão eu senti, mas isso ocorre com qualquer outro profissional de qualquer ofício.
Acordo cedo todos os dias não pra cumprir uma missão, mas pra fazer o meu trabalho que, também como em qualquer outro emprego, tem suas peculiaridades e diários desafios, inclusive envolvendo outras pessoas muitas vezes jovens e/ou crianças.
Menos ainda sou um herói. Faltam-me os superpoderes. Além disso, heróis são anônimos, não recebem salários e arriscam as suas vidas pra salvar a sociedade. Professores, além de não ficarem pulando dum prédio a outro atrás de malfeitores, também não são anônimos – o que, inclusive, pode causar algumas situações de desrespeito às suas privacidades -. Aliás, eles respondem civil, administrativa e, se for o caso, mesmo criminalmente pelo o que falam e acontece em suas salas de aula.
Apesar de pouco, ao contrário do Batman, os professores recebem salários. Quando optei por cursar História, sim sabia da situação de desvalorização da profissão, como são cobrados muitas vezes professores que ousam reivindicar. Mas utopicamente acreditava – utopias não morrem, por isso, ainda acredito – que um dia a classe iria ser reconhecida financeiramente.
A alegação antiga – e ultrapassada! – dos governantes é sempre a mesma, faltam verbas públicas. Não! O que falta é vontade política. Coragem de quebrar o status quo há décadas estabelecido. Até porque, historicamente, o magistério é uma área dominada pelas mulheres, logo, é uma profissão que não precisa reconhecimento financeiro. “O marido sim é que precisa ganhar decentemente.” Aliás, tão cômodo como a defesa da valorização dos professores é esse batido discurso da austeridade fiscal. Ouvi um político governista defender que os professores deveriam ganhar como as carreiras da magistratura. Porém – sempre há um entretanto quando se fala disso -, não há dinheiro. Quem dera ganhássemos como os juízes. Só o valor do auxílio-moradia deles já é maior que o salário da maioria dos professores mesmo em final de carreira!
Aos professores, colegas, que tanto sofrem não só com baixos salários como, por último, com perseguições políticas, um feliz Dia do Professor.
Que não deixem morrerem suas utopias.
*Delmar Bertuol é escritor, professor de história da rede municipal e estadual e colaborou para Pragmatismo Político
Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook
O post Sou professor, não herói apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

17/10 - Os Amigos do Presidente Lula DE 16/10

Os Amigos do Presidente Lula


Posted: 16 Oct 2017 11:31 AM PDT


Na véspera da votação da denúncia contra Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma placa em frente ao Congresso com os dizeres: “Formação de quadrilha, corrupção ativa – O grande acordo nacional”, amanheceu nesta segunda-feira (16). O adesivo foi colado em cima da placa oficial com indicação do Congresso Nacional.

O padrão utilizado pelo autor desconhecido é o mesmo empregado pelo governo do Distrito Federal nas placas indicativas oficiais. Com a mesma tipologia e o padrão da cor de fundo.

O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) se manifestou de forma contrário a aceitação da denúncia contra Temer em seu relatório.
Posted: 16 Oct 2017 09:46 AM PDT


A defesa de Dilma Rousseff vai usar as declarações de Lucio Funaro em sua delação premiada para reforçar o pedido de anulação do impeachment que a tirou do cargo, em 2016.

Segundo o doleiro, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha recebeu R$ 1 milhão para "comprar"votos a favor do afastamento da presidenta Dilma

O próprio Funaro teria providenciado os recursos, que teriam sido usados para Cunha "ir pagando os compromissos que ele tinha assumido" com os parlamentares que votaram contra Dilma.

"Desde o início do processo de impeachment, a defesa da presidenta eleita Dilma Rousseff tem sustentado que o processo que a afastou da Presidência da República é nulo", diz o ex-ministro e advogado da petista, José Eduardo Cardozo.

"Agora, na delação premiada do senhor Lúcio Funaro, ficou demonstrado que o ex-deputado Eduardo Cunha comprou votos de parlamentares em favor do impeachment", segue Cardozo, em nota.

Ele afirma que a defesa de Dilma "irá requerer, nesta terça-feira, 17 de outubro, a juntada dessa prova nos autos do mandado de segurança, ainda não julgado pelo STF, em que se pede a anulação da decisão que cassou o mandato de uma presidente legitimamente eleita". Da Colunista Monica Bergamo

Leia, abaixo, a íntegra da nota de Cardozo.

1. Desde o início do processo de impeachment, a defesa da presidenta eleita Dilma Rousseff tem sustentado que o processo de impeachment que a afastou da Presidência da República é nulo, em razão de decisões ilegais e imorais tomadas pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e por todos os parlamentares que queriam evitar "a sangria da classe política brasileira".

2. Agora, na delação premiada do senhor Lúcio Funaro, ficou demonstrado que o ex-deputado Eduardo Cunha comprou votos de parlamentares em favor do impeachment.

3 - A defesa de Dilma Rousseff irá requerer, nesta terça-feira, 17 de outubro, a juntada dessa prova nos autos do mandado de segurança, ainda não julgado pelo STF, em que se pede a anulação da decisão que cassou o mandato de uma presidenta legitimamente eleita.

4. Entendemos que na defesa da Constituição e do Estado Democrático de direito, o Poder Judiciário não poderá deixar de se pronunciar a respeito, determinando a anulação do impeachment de Dilma Rousseff, por notório desvio de poder e pela ausência de qualquer prova de que tenha praticado crimes de responsabilidade.

José Eduardo Cardozo
Advogado da Presidenta Eleita Dilma Rousseff
Posted: 16 Oct 2017 09:06 AM PDT


Nesta semana, as atenções de deputados e senadores estarão voltadas principalmente à análise pela Câmara da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), além da decisão sobre o futuro de Aécio Neves (PSDB-MG), afastado do mandato pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A partir de terça-feira (17), quando retornam a Brasília depois do feriado prolongado do dia 12 de outubro, os deputados se concentrarão na análise, discussão e votação na Comissão de Constituição e de Justiça (CCJ) da Câmara da denúncia do Ministério Público Federal contra o presidente Temer e ministros. O parecer sobre a peça foi apresentado na última terça-feira (10) pelo relator, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que recomendou a rejeição do prosseguimento da denúncia, afirmando que ela se baseia em “delações espúrias, sem credibilidade não havendo justa causa para o prosseguimento da ação penal”.

Como foi concedido pedido de vista coletivo, o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), marcou para terça-feira (17), a partir das 10h, o início das dicsussões da denúncia e do parecer do relator. Pacheco informou que seguirá os mesmos procedimentos adotados na apreciação da primeira denúncia contra o presidente: cada membro da CCJ terá 15 minutos de fala – 66 titulares e 66 suplentes. Serão concedidos ainda 10 minutos para não membros da comissão, contra e a favor do prosseguimento da denúncia, com até 20 em cada grupo. Cada advogado dos denunciados terá 20 minutos para o pronunciamento final.

A votação do parecer na CCJ poderá ocorrer na quarta ou na quinta-feira, a depender do ritmo das discussões. Qualquer que seja o resultado da votação na comissão, o parecer será encaminhado para discussão e votação em plenário da Câmara, prevista para terça (24) ou quarta-feira (25). Para que a Câmara autorize o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigar o presidente e os ministros, serão necessário 342 votos favoráveis de deputados ao prosseguimento da denúncia.

Senado

Enquanto a Câmara se dedica à analise da denúncia, os senadores devem deliberar já na terça-feira (17) sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastou do mandato o senador Aécio Neves. Na última semana, os ministros da Corte decidiram que caberá à Casa Legislativa confirmar ou não as medidas cautelares determinadas pelo STF a parlamentares, como o afastamento do mandato, o recolhimento noturno, dentre outras. Na sessão de terça-feira, os senadores devem decidir sobre o retorno de Aécio ao mandato, revogando ou não a medida cautelar adotada contra ele. A grande polêmica, ainda sem definição, é se essa votação será feita de forma aberta ou secreta.
Posted: 16 Oct 2017 08:58 AM PDT


A semana começa agitada e incerta depois que o website da Câmara dos Deputados publicou vídeos do depoimento do doleiro Lúcio Funaro à Procuradoria-Geral da República (PGR), em agosto deste ano. Entre os citados, estão o presidente Michel Temer e o ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, preso em Curitiba.

As revelações geram especulações sobre a possibilidade de um afastamento do governo pela Câmara. O governo, por sua vez, avalia que a Câmara não tinha a obrigação de publicar os vídeos em sua página. Nesta semana, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa vai analisar o relatório da segunda denúncia contra Temer, por obstrução da Justiça e organização criminosa no caso J&F.

No sábado (14), a defesa de Temer sustentou que a divulgação do material faz parte de um "vazamento criminoso com intenção de insistir na criação de grave crise política no país".

Maia, então, chamou o advogado de "incompetente", e respondeu que o STF não pediu sigilo sobre o conteúdo das delações do doleiro Lúcio Funaro. "Como    é    possível    depreender    da leitura    das    decisões    que    encaminharam    a    denúncia    e    as cópias    dos    inquéritos    à    Câmara    dos Deputados,    não    há    determinação    de    restrição    de    acesso a qualquer    parte    da documentação", disse nota da presidência da Câmara, divulgada no domingo.

"A    única    ressalva    incide    sobre    a    Petição    n.    7.099, procedimento    que    tramita sobre    segredo de    justiça.    Essa    informação    foi    confirmada    pelo próprio    Presidente    da    Câmara    dos Deputados    em    reunião    com    o    Relator,    Ministro    Edson Fachin, e    com    a    Ministra    Cármen    Lúcia, no    Supremo    Tribunal    Federal", completa a nota.

A assessoria do relator, ministro Edson Fachin, do STF, disse que o conteúdo da delação não poderia ter sido divulgado pelo site da Câmara e que o único documento liberado do sigilo foi a inicial da denúncia.

Em seguida, a defesa de Temer soltou uma outra nota, mantendo as críticas, mas tentou amenizar a crise com a Câmara. "Jamais pretendi imputar ao Presidente da Câmara dos Deputados a prática de ilegalidade, muito menos crime, e hoje constatei que o ofício encaminhado a S. Ex.ª pela Presidente do STF, com cópia da denúncia e dos anexos que a acompanham, indicou serem sigilosos apenas autos de um dos anexos, sem se referir aos depoimentos do delator, que também deveriam ser tratados como sigilosos, segundo o entendimento do Ministro Fachin, em consonância com o que tem decidido o Supremo Tribunal", disse o advogado Eduardo Carnelós na nota.

Após a segunda nota de Carnelós, Maia informou que pediu uma audiência com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, para que o tribunal detalhasse o que deveria ficar sob sigilo e o que poderia ser tornado público, o que teria sido feito. Maia fez duras críticas ao fato do advogado de Temer ter chamado a divulgação dos vídeos de criminosa, sem antes confirmar se tais informações estão ou não efetivamente sob sigilo.

De qualquer forma, o advogado de Temer, apesar de manter as críticas, admitiu que, quando fez as afirmações, não sabia que as gravações tinham sido tornadas públicas e que estavam no site da Câmara dos Deputados. Carnelós diz que o ofício enviado a Maia pela ministra Cármen Lúcia, com cópia e anexos da denúncia contra Temer, indicava como sigiloso apenas um dos anexos, sem mencionar os depoimentos de Funaro, como havia determinado o ministro Edson Fachin.

"Jamais pretendi imputar ao Presidente da Câmara dos Deputados a prática de ilegalidade, muito menos crime, e hoje constatei que o ofício encaminhado a S. Ex.ª pela Presidente do STF, com cópia da denúncia e dos anexos que a acompanham, indicou serem sigilosos apenas autos de um dos anexos, sem se referir aos depoimentos do delator, que também deveriam ser tratados como sigilosos, segundo o entendimento do Ministro Fachin, em consonância com o que tem decidido o Supremo Tribunal", escreveu a defesa de Temer.

Para Carnelós, a divulgação dos vídeos, que são públicos, "causa prejuízos" a Temer. Ele criticou o fato de jornalistas darem publicidade a declarações de um "confesso criminoso para influenciar os membros da Câmara", e reforçou que é "muito bem fundamentado" o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que recomendou o rejeição da denúncia contra Temer.

Ainda no domingo, por meio de assessoria, Cármen Lúcia disse que apenas oficiou Maia e que o relator do inquérito, Edson Fachin, é a autoridade máxima e única no processo. De acordo com o gabinete de Fachin, a delação de Funaro não teve o sigilo retirado em nenhum momento.

O secretário-geral da Mesa Diretora, Wagner Soares, subordinado a Maia, determinou que os vídeos fossem divulgados no site da Câmara. O material foi publicado ainda no dia 29 de setembro, uma semana depois de Maia se queixar do assédio de peemedebistas a parlamentares do PSB, que estavam sendo visados pelo DEM. Os vídeos só ganharam repercussão, contudo, após reportagem da Folha, nesta sexta-feira (13).
Posted: 16 Oct 2017 08:25 AM PDT



Ex-magistrado italiano que atuou na Operação Mãos Limpas - inspiração da Operação Lava Jato no Brasil -, Gherardo Colombo disse em entrevista publicada neste domingo (15) no jornal O Estado de S. Paulo que na Itália não seria possível o juiz Sérgio Moro ao mesmo tempo conduzir a investigação e julgar sozinho o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Notei que o juiz [Sérgio Moro] que fez a investigação contra Lula é o mesmo da sentença e isso me deixou um pouco surpreso porque aqui na Itália isso não poderia acontecer", disse.

No país europeu existe uma separação: o juiz que conduz a investigação não pode ser o mesmo que julga o processo. E esse mesmo juiz também não pode emitir sozinho a sentença, que tem que ser feita por um colegiado de três pessoas. Moro conduziu sozinho um processo que na Itália seriam necessários cinco juízes diferentes.
Gherardo Colombo também disse que pessoas não poderiam ser presas para forçar delações premiadas.

"Não existe na Itália um sistema para a corrupção similar ao vosso da delação premiada. Não existe. A delação premiada é um termo que não se pode usar. Nós falamos de colabores de Justiça no campo da Máfia e do terrorismo. A Máfia e o terrorismo são tratados geralmente de um modo muito particular. Não se pode pôr na cadeia uma pessoa para fazê-la falar. Ok? Para contar fatos dos outros", enfatizou.

17/10 - OUTRAS PALAVRAS de HOJE

Imagem inline 1
Boletim de Atualização - Nº 883 - 17/10/2017



Rio Doce, a farsa da “recuperação
Estado brasileiro omite-se e entrega a uma ONG subordinada à Vale os trabalhos de “reparação” dos danos sociais e ambientais causados pelo crime de Mariana. Resultado é desastroso. Por Paula Guimarães e Raul Lemos dos Santos, do Indebate, nosso parceiro editorial (Outras Palavras)

E a Psicometria Eleitoral chega ao Brasil
Cambridge Analitica, que criou métodos manipulatórios para Trump e o Brexit, associa-se a marqueteiro no país. Ele diz que trabalha “no limite da ética” e está negociando com Dória, entre outros. Por Marina Rossi e Flávia Marreiro, no El País (Outras Mídias)

Por uma Economia além do mercado – e do Estado…
Um estudioso de redes sustenta: experimentos como a Wikipedia expõem a viabilidade da colaboração sem fins mercantis e sem controle central. Esta lógica – a dos Comuns – pode contagiar a sociedade. Por Bart Grugeon Plana, com tradução do IHU (Outras Mídias)

Trump, o bufão isolado
Em novo sinal do declínio dos EUA, presidente ameaça romper acordo nuclear com Irã e é rechaçado por seus próprios aliados europeus. Gesto alimenta linha dura de Teerã. Por Vinícius Gomes Melo (O Internacionalista)

Em São Paulo, uma luta em defesa do SUS
Funcionários do Hospital Universitário da USP e população unem-se em defesa de mais uma unidade do sistema público que passa por desmonte com vistas à privatização. Por Raquel Moreno (Blog da Redação)

Amazônia: a itinerância rebelde de um padre-fotógrafo
Atua na remota S.Gabriel da Cachoeira. Prefere escutar os indígenas a rezar missa todos os domingos. Vê uma igreja amedrontada. Espera que Francisco ajude a transformá-la. Luís Miguel Modino, entrevistado por Mauro Lopes (Caminho pra Casa)


Boletim de atualização do site Outras Palavras. Somos copyleft: a  reprodução de todo o material publicado é bem-vinda e sem ônus mercantil, desde que citada a fonte. Interessados em receber o boletim devem clicar aqui. Para deixar de recebê-lo, aqui. Acompanhe nossas novidades também no YouTube e Facebook



_______________________________________________
Boletimdiplo mailing list
Boletimdiplo@listas.tiwa.net.br
https://listas.tiwa.net.br/listinfo/boletimdiplo
Descadastrar: envie email a Boletimdiplo-unsubscribe@listas.tiwa.net.br