domingo, 20 de agosto de 2017

20/8 - VÍDEO - Governo Temer/PSDB Caindo de Podre

FONTE:https://www.youtube.com/watch?v=MTK6AJveF2Y

Governo Temer/PSDB Caindo de Podre , Povo tem Nojo disso!

30/8 - VÍDEO - O motivo que levou Temer a nomear Raquel

FONTE:https://www.youtube.com/watch?v=BLK8vlN419Q

BOMBA! Descoberto o motivo que levou Temer a nomear Raquel Dodge para o lugar de Janot na PGR

20/8 - VÍDEO - General do Exército divulga 'texto BOMBA'

FONTE:https://www.youtube.com/watch?v=BiGnyBkzEUE

General do Exército divulga 'texto BOMBA' contra o Supremo e o Lado duvidoso de Gilmar Mendes" (Publicado em 3 de mai de 2017)

20/8 - VÍDEO - A Primeira "Pizza" do Brasil

FONTE:https://www.youtube.com/watch?v=VjebIfzmblk&feature=push-u&attr_tag=2OqCiCJk4ViVFZY3-6

A Primeira "Pizza" do Brasil

sábado, 19 de agosto de 2017

19/8 - TUDO POR EMAIL de HOJE 1

 
8 Sinais que podem ser sintomas de câncer de pâncreas
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19/8 - Blog FUGAS de HOJE

FONTE:FUGAS <publico.fugas@publico.pt>

Fugas P
 
  Sandra Silva Costa                                           


 
 
19 de Agosto de 2017
 

Se isto é Marrocos, uma caminhada com a voz do Vez e um retrato a branco e azul nos Açores

f t g in
 
Não são propriamente as imagens que mais nos habituamos a ver de Marrocos: jardins luxuriantes ou museus de arte contemporânea. Mas Marraquexe, a cidade rosa, “quer modernizar-se sem perder aquilo que atrai milhares de turistas todos os anos” e está a mostrar também o seu lado mais verde. Entre praças vibrantes e souks labirínticos, a Mara Gonçalves, o Paulo Pimenta e a Sibila Lind perderam-se por templos botânicos (mais ou menos) silenciosos e observaram como "as artes da natureza comungam com as do homem". Também andaram por Casablanca, impressionados com a Mesquita Hassan II, e contam-nos como foi aqui. Já a Andreia Marques Pereira esticou-se ao sol em Saïdia e deu um saltinho a Fez. Atenção, que este relato tem a banda sonora do momento: Despacito.
Passito a passito, hoje temos para lhe oferecer mais um capítulo da nossa série Caminhos de Verão. Na companhia da Andreia Marques Pereira e do Nelson Garrido, percorra o passadiço de Sistelo, no Minho, e deixe-se embalar pela voz do rio Vez e pela fauna e flora que vai surgindo no caminho – e de permeio prove uma merenda regional que contempla fumeiro assado, broa de milho amarelo e vinho branco.
Falando em vinho, o do Porto é um dos ingredientes frequentes nas criações de Carlos Santiago, o bartender do The Royal Cocktail Club, que a Renata Monteiro foi conhecer a propósito da sua recente nomeação para Melhor Mixologista Europeu. Em breve vai também ao México disputar a final mundial do World Class, o concurso que vai escolher, entre 50 profissionais, o Bartender do Ano. Eis o retrato do homem que está a pôr os cocktails em português nas bocas do mundo.
Fecho com uma sugestão nos Açores: o hotel White, na ilha de São Miguel, onde a Francisca Gorjão Henriques pernoitou e se cruzou com a história de João e Catarina Reis, que “deixaram para trás a agitação de Lisboa” para abrirem um espaço onde a principal conquista é o tempo. “No White para-se o relógio e põe-se a vida a andar mais devagar.” Perfeito para quem está de férias, não?
Por falar em férias, deixo-o descansado nas suas. Eu volto no sábado, mas conto com a sua visita durante a semana. Sempre no sítio do costume. Boas viagens!
 
 
 
 
 
 
 
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19/8 - Blog "DE CANHOTA" de HOJE

De Canhota


Posted: 19 Aug 2017 07:30 AM PDT
Publicado em seu perfil no Facebook.

O PCdoB, em seus documentos pré-congressuais, lançou a tese de Frente Ampla como ideia-força para a política de alianças que seria atualmente possível e necessária.

Conceitos se prestam a ambiguidades. Muitos que abraçam essa tese a compreendem como unidade das correntes populares, sob hegemonia de esquerda e com claro programa de reformas estruturais, atraindo personalidades e setores que dissentem da coalizão golpista de centro-direita, a exemplo do senador Roberto Requião ou do governador Ricardo Coutinho (PSB-PB).

Para outros, trata-se da reconstrução de laços com um suposto centro democrático e de um pacto programático com alas ditas "produtivas" da burguesia brasileira, ao redor de um programa ainda ambíguo cujo princípio reitor está na retomada do desenvolvimento e na questão nacional, aparentemente deslocando as reformas estruturais para um plano secundário.

Quem assim pensa, por vezes prefere emitir sinais enigmáticos a argumentos claros. Por exemplo: "é falsa a contradição entre golpistas e anti-golpistas, isso estreita a compreensão do cenário político". Não precisa de muito esforço para entender que essa chave de leitura, potencialmente, acena para a rearticulação, parcial ou completa, do esquema de alianças que prevaleceu nos governos Lula e Dilma.

O PT, em seu 6o Congresso, não definiu um conceito para a política de alianças que propõe em sua tática, até porque convivem - como no PCdoB - distintas compreensões. Mas não seria atropelo afirmar que a orientação petista caberia melhor se o enunciado fosse Frente Popular.
Quais as possíveis diferenças?

A primeira delas é que o arco de alianças representa as forças progressistas, cujos recortes principais são a atitude frente ao golpe e a postura contra as reformas neoliberais. Não é, portanto, um suposto bloco tático de centro-esquerda, mas um pacto estratégico das correntes populares, ainda que momentaneamente possa ser ampliado em eventual segundo turno de eleições presidenciais, por exemplo.

A segunda é que a hegemonia e o programa devem estar claramente definidos. "Ampla" remete à prioridade de alargar o máximo possível as alianças, "popular" diz respeito à centralidade da classe trabalhadora e ao programa de reformas estruturais.

A terceira remete à tática eleitoral se mantidos o calendário e as regras atuais. "Ampla" infere a manutenção da equação tradicional, pela qual elege o presidente da República o bloco político, à esquerda ou à direita, que for capaz de confluir ao centro com mais eficácia e flexibilidade, conquistando o eleitor médio. "Popular" pressupõe o calculo que o cenário não é tradicional e que a crise é sistêmica, não conjuntural, o que faz da identidade e da clareza programática os elementos decisivos, com a dinâmica da campanha determinada por uma lógica centrífuga, ao contrário da clássica lógica centrípeta de outras temporadas.

A quarta diferença potencial diz respeito ao risco de uma alteração estrutural dos paradigmas que determinaram a estratégia de esquerda desde o final dos anos 80. Isso poderia ser provocado, por exemplo, pela impugnação da candidatura de Lula, a ilegalização do PT, o adiamento das eleições ou a adoção do parlamentarismo. Nesse caso, a via central de aproximação do poder, a conquista eleitoral da Presidência, definida há trinta anos, estaria bloqueada. "Ampla" reporta, nessa problemática, a predominância do terreno institucional sob quaisquer condições. "Popular" embute a possibilidade de uma nova estratégia, de desobediência civil e rebelião social.

São diferenças importantes, ainda que - repito - nomes e conceitos sempre se prestem a confusões e mal-entendidos.


Breno Altman é Jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi.
Posted: 18 Aug 2017 04:01 PM PDT
Não se trata de uma anomalia histórica: o supremacismo branco faz parte integrante da formação dos Estados Unidos e suas instituições, desempenhou papel estruturante nas relações de poder e hegemonia. Seu lentíssimo e condicionado desmonte provoca reação de suas frações mais extremas, normalmente acobertadas pelos setores mais moderados.

Essa questão ajuda a desmontar uma das mais maiores farsas da modernidade, acerca do caráter amplo e modelar da democracia norte-americana.

Com fatos e análises, o Jornalista, diretor editorial e fundador do site de notícias Opera Mundi, Breno Altman, aborda essa discussão da melhor maneira possível.

Assistam! Vale muito a pena.

Posted: 18 Aug 2017 02:05 PM PDT
Publicado em seu perfil no Facebook.

Na Alemanha, a vitória do nazismo (fascismo alemão) precisou da estruturação de um forte partido e ideologia para controlar o poder. Isto porque enfrentava os poderosos Partidos Comunista e Social-democrata. A única coisa que contava a seu favor era o tradicional antissemitismo alemão, que os nazistas usaram e abusaram.

No Brasil, o fascismo não precisa tanto de um partido e de uma ideologia estruturada. O histórico apartheid social, constituído a partir da libertação dos escravos, se mantém vivo na sociedade e principalmente na ideologia reacionária da classe média conservadora. Como a esquerda ou o nacionalismo têm de recorrer exatamente à base popular, objeto da discriminação, fica relativamente fácil para o poder econômico nacional e estrangeiro mobilizar setores das classes médias em defesa do golpe, da ditadura militar e da repressão ao povo, sempre que este levanta a cabeça.

Aqui, o racismo e a discriminação social incorporados na alma da classe média, quando mobilizados politicamente, funciona na prática como o fascismo europeu. Portanto, sob a forma imediata do ódio à Lula e ao PT, a mídia e os políticos da extrema-direita, Bolsonaro e Dória, mobilizam o fascismo caboclo esperando a oportunidade para chegar ao poder.


Val Carvalho é militante histórico do Partido dos Trabalhadores.

19/8 - Altamiro Borges DE HOJE

Altamiro Borges


Posted: 19 Aug 2017 11:11 AM PDT
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:


Com tanta coisa acontecendo no Brasil, você poderá se perguntar por que este Blog está insistindo tanto na polêmica sobre se o nazismo foi de esquerda, de direita ou tico-tico-no-fubá.

A resposta é muito simples e preocupante: grupos brasileiros de extrema-direita que tentam transformar a maior expressão da extrema-direita de todos os tempos (o nazismo) em um movimento “de esquerda” têm ligações com os nazistas que saíram às ruas da cidade norte-americana de Charlottesville para pregar suas teses racistas e, de quebra, matar pessoas.

Sim, infelizmente você entendeu direito: neonazistas norte-americanos podem estar infiltrados no Brasil em grupos de extrema-direita que se apresentam como “liberais” – não no sentido norte-americano, que equivale ao termo “progressistas” por aqui, mas no sentido de neoliberais, ou seja, defensores do “livre mercado” e da “desregulamentação” econômica.

No Brasil, há uns tipos que entraram com força no YouTube para propagar teses de direita e até de extrema-direita e que contam com um número enorme de seguidores. Um desses youtubers políticos é um tal de Raphael Lima, que pilota o canal “Ideias Radicais”.

Com um jeitão de garotão inocente, com impressionante suavidade, esse sujeito vem pregando ódio e difundindo mentiras na internet. Recentemente, apareceu neste Blog em post sobre a difusão de mentiras sobre a Venezuela no YouTube, intitulado “Assista denúncia de farsas sobre Venezuela no YouTube”

Trata-se de Raphael Lima, do canal “Ideias Radicais”, que conta com mais de 300 mil inscritos e produz vídeos acessados por centenas de milhares de pessoas.

O tamanho de Raphael no YouTube nem é dos maiores – alguns youtubers brasileiros chegam a ter MILHÕES de inscritos. Mas, em se tratando de política, ele atinge muita gente.

Quão genial o cara é para ter um público desse? Talvez sua ligação com um tal “Instituto Mises” diga alguma coisa.

O Instituto Ludwig von Mises Brasil – ou, simplesmente, Instituto Mises Brasil (IMB) – é um think-tank “ultraliberal” brasileiro voltado à “produção e à disseminação de estudos econômicos e de ciências sociais que promovam os princípios de livre mercado e de uma sociedade livre”.

Segundo a revista Forbes, seria um think tank destinado a advogar a adoção do liberalismo econômico no mundo.

Oficialmente, o instituto Mises possui como método de ação a divulgação do pensamento da Escola Austríaca, à qual pertence o economista Ludwig von Mises, que lhe dá nome – sim, a mesma Áustria em que fica a cidadezinha de Braunau am Inn, onde nasceu Adolf Hitler.

O instituto é conhecido por tender a “uma perspectiva mais radical” das ideias liberais. Adivinhe o nome do canal no YouTube que andou vendendo a tese de que o nazismo foi “de esquerda”? O nome é “Ideias Radicais”.



Antes de entrar no assunto, vale informar ao público desavisado que a luta para vender a teoria louca de que o nazismo seria “de esquerda” vem de longe e tem um material absurdamente farto na internet.

Uma mera busca no Google sobre os termos “nazismo e comunismo” resultará em uma avalanche de memes sugerindo e até afirmando que nazismo e comunismo/socialismo/esquerda são mesma coisa.



O caos se apoderou de Charlottesville no sábado passado. Uma pacata cidade de 45 mil habitantes na Virgínia, nos Estados Unidos, transformou-se no centro do mundo. A maior marcha dos supremacistas brancos nos últimos anos nos EUA levou a confrontos com manifestantes contrários aos racistas e deixou três mortos. Um carro foi jogado contra manifestantes críticos aos grupos racistas.

Foi um crime “premeditado”, disse a polícia.

Esses fatos podem ter muito mais que ver com o Brasil do que se pensa, conforme revelou a revista Vice na última sexta-feira. A matéria revela ligações entre o líder dos supremacistas brancos de Charlottesville e ninguém mais, ninguém menos do que o tal Instituto Mises.

Abaixo, matéria publicada na Vice horas antes de este post ser publicado. Você vai entender de onde veio – e por que veio – essa história absurda de o nazismo, expressão máxima da extrema-direita, ter sido vendido como “movimento de esquerda”.

Posted: 19 Aug 2017 07:33 AM PDT
Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:
 
“O PSDB errou”, dizem personagens escolhidos a dedo, com “cara de povo”, no programa de TV do partido que foi ao ar na quinta-feira à noite. Uma mulher e um adolescente negros, um coroa nordestino e um rapaz mestiço são os narradores. Ao contrário de todos os programas eleitorais tucanos de todos os tempos, nenhum típico paulistano branco de classe média aparece na tela. Os próprios caciques do partido tipicamente paulistanos e brancos ficaram de fora da peça publicitária. De fato, ninguém diria se tratar de um programa do PSDB.

O vídeo foi feito sob comando direto do presidente interino do partido, Tasso Jereissati, e teve o aval do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que inclusive cunhou o termo “presidencialismo de cooptação” utilizado no programa como crítica basilar ao sistema de governo adotado no Brasil. Tecnicamente falando, o programa é impecável e busca atingir a classe média e parte da chamada “nova classe média” que foram às ruas pedir a saída de Dilma Rousseff após a vitória na eleição em 2014. Daí o jovem negro, que aparenta ter sido pinçado da turma de Kim Kataguiri e Fernando Holiday, do MBL (Movimento Brasil Livre), ocupar a maior parte dos 10 minutos de duração do programa, tanto na parte do “erramos” quanto na defesa do parlamentarismo.

A adesão incondicional ao parlamentarismo, aliás, é a aposta mais arriscada que o programa de TV tucano faz, já que o público a que se destina sempre esteve mais interessado em imitar os Estados Unidos do que a Europa. Se os EUA “deram certo”, na visão desses setores, por que seriam convencidos a adotar um sistema que funcionou em países que não acompanham tão de perto?

Os erros que o PSDB cometeu, segundo seu programa eleitoral: basicamente se render ao fisiologismo, ao toma-lá-dá-cá. “Acabamos aceitando como natural o fisiologismo, que é a troca de favores individuais e vantagens pessoais em detrimento da verdadeira necessidade do cidadão brasileiro”, diz o texto, sem se referir às inúmeras denúncias de corrupção envolvendo o partido, que segue inimputável, a despeito das gravações em que seu presidente afastado Aécio Neves pede grana a Joesley Batista, da JBS. Os protestos da esquerda no parlamento contra as reformas macabras de Temer são pintadas como “histeria”, “mau exemplo”, “falta de civilidade”, bem ao gosto da classe média paneleira.

Olhando de fora, o programa tinha tudo para agradar. O acanhado “mea culpa” e as pontuais críticas a Temer, porém, foram suficientes para causar um deus-nos acuda no partido, sobretudo no tucanato aboletado em cargos no governo e que não quer largar o osso de jeito nenhum.

O primeiro a sair em defesa do PSDB, afirmando que o partido não cometeu erro algum, foi o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira. Em sua conta no Facebook, Aloysio descascou o programa e defendeu o governo ardorosamente. “Alto lá!”, escreveu, indignado. “Os governos tucanos que apoiei ou dos quais participei não se reconhecem nessa caricatura. Tenho 30 anos de vida parlamentar e nunca recebi dinheiro ou pedi vantagens para apoiar as agendas em que acredito.”

Principal alvo das bicadas, o publicitário Einhart Jacome da Paz, autor do programa, trabalha com Tasso Jereissati desde 1986, atuou na campanha de Fernando Henrique Cardoso e fez a campanha de Ciro Gomes à presidência em 2002 –tem relação pessoal com Ciro, pois foi casado durante mais de 20 anos com sua irmã, Lia. Na manhã de sexta-feira, Einhart se mostrava não muito surpreso com as reações furiosas, mas estava orgulhoso do vídeo que criou.

“Eu não acredito em pirotecnia e acho que o povo entende as coisas, sim, ao contrário do que dizem. Tem que ter mais conteúdo político-ideológico no programa eleitoral. Nos últimos tempos só teve pirotecnia. E o que a gente propõe? Claramente voltar ao manifesto de criação do partido, em 1988. Resgatar as bandeiras sociais, que o PSDB tinha e não tem mais. Passamos um recado simples e claro, sem ser simplório”, diz. “E quando foi a última vez que o programa do PSDB teve tanta repercussão? Ontem teve 8 minutos de comentários na Globonews, está em todos os jornais. O partido tem uma chance enorme de se recriar.”

A questão é: o PSDB quer se recriar? Nos bastidores, já se fala o oposto, que o programa de TV causará a destituição de Tasso e a volta de Aécio ao comando da legenda.
Posted: 19 Aug 2017 06:51 AM PDT
Por Aldo Arantes, no Blog do Renato:

Uma reforma político democrática deve ter como fundamento a soberania popular. A Constituição, em seu artigo 1º parágrafo único, define que “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos temos desta Constituição”. Portanto qualquer reforma política que vise aperfeiçoar a democracia tem que colocar em primeiro lutar, este princípio. Por outro lado a reforma política deve dar respostas às distorções causadas pelo atual sistema eleitoral.

O sistema político brasileiro está em crise por falta de representatividade decorrente do sistema eleitoral e do financiamento empresarial de campanha. Ele é o fator fundamental da corrupção eleitoral e de um parlamento que representa os financiadores e os eleitores. A consequência disto tudo é um parlamento formado por uma grande quantidade de corruptos e insensíveis às demandas populares. Assim explica-se seu desprestígio.

Para enfrentar tais problemas é necessário um sistema de financiamento de campanha e um sistema eleitoral que aumente a representatividade do parlamento.

O STF decidiu pela inconstitucionalidade do financiamento empresarial abrindo caminho para o financiamento público. No entanto, a aprovação de um Fundo Público de Campanha tem gerado sérias críticas. Este tema traz, em seu bojo, o debate não só do limite do financiamento, mas também do próprio financiamento público.

A discussão mais importante é saber se deve ou não ter financiamento público. O financiamento público é um mecanismo que permite a eleição de candidatos comprometidos com a maioria da população. Sem financiamento público resta o retorno ao financiamento empresarial. E a imprensa já revela articulações neste sentido.

Sem o financiamento público a eleição dos setores com menor poder aquisitivo fica comprometido gerando uma desigualdade na disputa eleitoral. Esta foi a razão da decisão adotada pelo Supremo Tribunal Federal. A democracia, a constituição de um parlamento mais identificado com a maioria do povo tem preço.

O argumento de que o país está em crise e não suporta o financiamento público de campanha é falacioso. O ilegítimo Temer pode gastar milhões para comprar votos de deputados, no entanto não se pode gastar para o avanço da democracia. Quanto ao montante de recursos poder-se-ia minorá-lo com a redução dos custos de campanha, sobretudo, com a proibição da utilização do marketing eleitoral.

O outro aspecto diz respeito ao sistema eleitoral. A adoção do distritão e do distrital misto representam um sério retrocesso político. É o abandono do sistema eleitoral proporcional.

O distritão é um sistema eleitoral que piora o que já é ruim no atual sistema. Elegerá, essencialmente, os candidatos que já têm mandato impedindo a renovação. Fragilizará os partidos políticos pois a campanha será feita em torno do candidato. Eleito ele terá pouco ou nenhum compromisso com o partido. Será uma campanha, na grande maioria dos casos, completamente despolitizada. Não permite a transparência pois o candidato não estabelece compromissos programáticos com seus eleitores.

Este sistema tem um claro objetivo: assegurar a eleição de quem têm mandato. Dos que controlam as direções partidárias e dispõem de recursos e apoio da máquina pública.

É significativo o fato de que toda crítica da grande imprensa recai sobre atual sistema e sobre o distritão. A discussão sobre o projeto de reforma política em tramitação na Câmara dos deputados, no entanto, envolve não só a adoção do distritão em 2018 e 2020 como o distrital misto em 2022. Assim o debate sobre o distrital misto é muito relevante pois como a discussão está polarizada em torno do distritão o distrital misto tem ficado de lado, o que é grave. Este debate é essencial até porque, caso seja aprovada, terá um caráter permanente.

A afirmação da importância do sistema proporcional para a formação de um parlamento que incorpore a diversidade política e social do país foi analisada na Conferência Internacional sobre Representação Proporcional realizada na Bélgica, em agosto de 1885, com participantes de vários países europeus.

A Conferência adotou uma resolução afirmando “que o sistema de eleições por maioria absoluta viola a liberdade do eleitor, provoca fraude e corrupção, e pode dar uma maioria de cadeiras para uma minoria do eleitorado” e ainda “que a representação proporcional é o único meio de assegurar poder para uma real maioria do país, e uma voz efetiva para as minorias, e exata representação para todos os grupos significativos do eleitorado”.

No Brasil a revolução de 1930, abandonou o sistema majoritário para adotar o sistema proporcional que as Constituições de 1946 e de 1988 incorporou.

Durante a ditadura militar foi introduzido na legislação brasileira o sistema distrital misto no País, que terminou não sendo colocado em prática. Com o fim da ditadura o Congresso revogou, em maio de 1985, este entulho autoritário.

Falando sobre o sistema proporcional, em seminário realizado na UNB no ano de 1980, o ex-presidente Tancredo Neves afirmou: “Tenho para mim, com base na minha longa experiência de vida pública, sobretudo encarando o aspecto da realidade socioeconômica do Brasil, que o sistema proporcional é o único capaz, como instrumento de ação política, de promover a rápida democratização das estruturas e das instituições brasileiras. O sistema proporcional é realmente uma ação política que determina que as resistências reacionárias, conservadoras e imobilistas têm que ceder à pressão das reivindicações populares, fazendo que a história siga sua marcha implacável”.

Vários constitucionalistas se manifestaram sobre as vantagens do sistema eleitoral proporcional. Paulo Bonavides se refere ao sistema proporcional, afirmando que ele torna “a vida política mais dinâmica e abre à circulação das ideias e das opiniões novos condutos que impedem uma rápida e eventual esclerose do sistema partidário, tal como acontece onde se adota o sistema eleitoral majoritário, determinante da rigidez bipartidária”.

José Afonso da Silva, após tecer críticas ao sistema eleitoral proporcional de lista aberta praticado no Brasil, afirmou “Afastar pura e simplesmente o sistema de representação proporcional significa afastar um instrumento importante para a consecução de uma democracia social, porque esse sistema é o único que possibilita a democratização da representação parlamentar, com a eleição de representantes mais afinados com os interesses populares. O que é preciso é corrigir-lhe os defeitos…”.

Analisando o sistema eleitoral distrital misto constata-se que sua adoção trará inúmeras consequências negativas como reduzir a representação dos diversos segmentos de representação da diversidade política, social e cultural no Congresso. Significará a redução da presença das minorias no parlamento. Com isto se reduzirá o voto de opinião. Já o sistema proporcional, assegura uma representação política mais próxima da realidade do país.

No sistema eleitoral distrital misto o eleitor vota num candidato pelo sistema majoritário e noutro pelo sistema proporcional. Por este sistema as oligarquias locais terão papel decisivo nas eleições parlamentares, transformando os deputados federais em verdadeiros vereadores federais voltados para a busca de verbas para os municípios que representam. Abandonam, com isto, as atividades específicas de um parlamentar federal que é cuidar dos problema do país.

E mais, o distrito influenciará na votação proporcional contribuindo para aumentar a influência do voto regionalizado em detrimento do voto de opinião. Tal fato fica fortalecido com a a aprovação da emenda que permite um candidato concorrer pelos dois sistemas. Assim a adoção do sistema eleitoral distrital misto propiciará uma representação política elitista e distante da maioria da sociedade onde a representação dos trabalhadores, mulheres e negros será menor do que nos dias atuais.

O atual sistema eleitoral proporcional de lista aberta é criticado, por ignorância ou má-fé, como se fosse a única forma do sistema proporcional. Aliás esta é a menos usada no mundo.

O sistema eleitoral proporcional de lista pré-ordenada é adotado por um grande número de países no mundo. Por este sistema a eleição se dá em torno de um programa para enfrentar os problemas do país. Isto permitirá a elevação da cultura política assegurando, também, o voto consciente. Por outro lado vota-se na lista de candidatos indicada pelos partidos para representarem seu programa.

Por estas razões as propostas em pauta não atendem aos objetivos dos que querem aperfeiçoar nossa democracia. Nestas condições o melhor é manter o sistema atual.

Pela importância do assunto o mais democrático será a convocação, pelo próximo parlamento, de um plebiscito para que o povo decida qual o melhor sistema eleitoral para permitir o avanço e modernização da sociedade brasileira. É falsa a ideia elitista de que o povo brasileiro não estaria preparado para discutir este tema. Tal ponto de vista subestima a capacidade do nosso povo e revela o receio de sua manifestação.

* Aldo Arantes foi deputado constituinte de 1988 e é membro da Comissão Política do Comitê Central do PCdoB.
Posted: 19 Aug 2017 06:46 AM PDT
Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

O parlamentarismo volta a ser apresentado como solução política para o Brasil. A articulação, liderada pelo PSDB, faz lembrar o ano de 1961, quando um “acordo” permitiu a posse de João Goulart, sob a condição de se implantar o sistema que retirava os poderes do presidente. O pretexto dos mudancistas da época era tirar o país da crise após a renúncia de Jânio Quadros.

O ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, define a ideia de um parlamentarismo brasileiro, tanto nos anos 60 do século passado como hoje, de maneira objetiva. “No mundo, é um sistema de governo. Mas, no Brasil, é um instrumento de golpe, como foi na crise da posse de João Goulart. Sem discutir o parlamentarismo como tese, mas no nosso país é um instrumento que visa a impedir que as massas possam influir na composição do poder, quando vota para presidente.”

Amaral lembra que o sistema foi rejeitado três vezes no Brasil: em plebiscito realizado em 1963, ainda sob o governo Jango; na Constituinte de 1988, quando o Congresso Nacional optou pelo presidencialismo; e em novo plebiscito, realizado em 1993, quando 55,4% dos eleitores novamente escolheram o presidencialismo, contra apenas 24,6%.

A população brasileira mal sabe que o parlamentarismo significa transferir a chefia de Estado a um primeiro-ministro, ou seja, ao Congresso Nacional. Se houver plebiscito, e portanto uma campanha em que os eleitores sejam esclarecidos, é praticamente impossível que a ideia passe pelo crivo popular. “A ideia teria uma rejeição muito grande, porque seria entregar o orçamento público para um parlamento como o atual. É uma loucura completa”, diz o analista político Antônio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Roberto Amaral lembra que o histórico recente da Câmara dos Deputados seria um péssimo cabo eleitoral para os defensores da mudança de sistema hoje. “No parlamentarismo, quem governa é o Congresso. Se transferirmos os destinos do país ao parlamento, seríamos governados por esse Congresso que está aí, que elegeu Eduardo Cunha, que tem cerca de 300 a 400 personagens respondendo a processo, e que é controlado pelo poder econômico. Um Congresso sem representação e legitimidade, que legisla de costas para a população”, avalia. “Podemos ter um Congresso em conflito com o presidente como tivemos com a Dilma. Vai ser uma sequência de golpes. E outra questão crucial é a fragilidade dos partidos brasileiros, que não têm controle sobre suas bancadas.”

Sabendo das dificuldades de defender a ideia junto à população, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) propõe a adoção do parlamentarismo – segundo ele a partir de 2022 –, mas sem plebiscito. Segundo ele, no seu partido há quem defenda a necessidade de consulta popular, do que ele discorda. "Na minha opinião, não (precisa de plebiscito)”, disse, no dia 9, após reunião da Executiva Nacional do PSDB. O senador afirmou que a adoção do voto distrital misto já em 2018 seria o primeiro passo para a transição de sistema.

Uma pesquisa divulgada na segunda-feira (14) pelo Instituto Paraná Pesquisas revelou que 59,6% dos brasileiros (consultados pela internet) não sabem sequer o que é parlamentarismo e 46,4% rejeitam a mudança, contra 39,4% a favor. “Os parlamentaristas nunca se deram ao trabalho de explicar, porque, se explicar, aí que a população fica contra”, ironiza Amaral.
Oportunismo

Para o cientista político do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, a estratégia do PSDB tem um caráter claro. “É um oportunismo. Por que eles não levantam esse tema por ocasião das campanhas eleitorais, assumindo que são parlamentaristas quando disputam as eleições?” Na sua opinião, os tucanos tentam “arrumar uma saída e, concluído o mandato de Temer, garantir o poder de qualquer jeito lá na frente”.

Mas ele avalia que as dificuldades não serão pequenas para a ideia avançar. Isso porque muitos políticos são defensores da tradição presidencialista, independentemente de sua ideologia. Ele lembra que o DEM (como antigo PFL) desemprenhou papel importante a favor do presidencialismo, na campanha de 1993. Como o PT, o PDT é outro que defende o sistema atual.

Já o PMDB deve apoiar o parlamentarismo, avalia Queiroz, uma vez que Michel Temer está apoiando o sistema. Mas, mesmo assim, a proposta não deve passar. “Teria uma rejeição muito grande. Não há ambiente para a mudança, porque os parlamentares têm outras prioridades e não vão dar um segundo golpe sequenciado.”

Seja como for, a própria mudança em si já projeta discussões jurídicas. A tese do senador Tasso Jereissati de que não é necessário um plebiscito está longe de ter respaldo na interpretação da Constituição. Para o tucano, uma proposta de emenda à Constituição (que precisa de 308 votos nas duas casas legislativas) é suficiente.

“Se o parlamentarismo foi rejeitado em plebiscito, só um plebiscito poderia decidir a questão. A população se pronunciou em plebiscito, que é maior que emenda. E eu levanto mais uma coisa: se o pronunciamento plebiscitário sobre o texto de 1988 não a torna a decisão cláusula pétrea, na vigência da atual Constituição”, avalia Roberto Amaral.

Em 1961, o primeiro gabinete parlamentarista "reuniu representantes dos principais partidos – o PSD, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e a União Democrática Nacional (UDN) –, tendo à frente o primeiro-ministro Tancredo Neves, do PSD", conforme lembra a Fundação Getúlio Vargas.
Posted: 19 Aug 2017 06:39 AM PDT
Por Joaquim de Carvalho, no blog Diário do Centro do Mundo:


Doria fala para empresários no Ceará

Lula recebido em Cruz das Almas, Bahia

Duas imagens deste 18 de agosto de 2017 mostram não apenas dois políticos, mas dois Brasis.
No mesmo dia em que Doria perde o seu quarto secretário em oito meses — Gilberto Natalini, do Verde, deixou o cargo supostamente por não ceder a construtoras –, ele foi a Fortaleza, Ceará, falar sobre gestão.

O que um prefeito que perdeu seu quarto secretário em oito meses têm a ensinar sobre gestão? Rodízio muito grande na equipe de primeira escalão revela que ou líder escolheu mal sua equipe, ou a convivência com ele é insuportável.

Sejam por um ou outro motivo, as trocas constantes no secretariado de Doria mostram que ele pode ser qualquer coisa, menos um gestor eficiente.

Já a outra imagem é a de Lula cercado por gente na sua chegada ao Recôncavo Baiano, onde, durante o governo do petista, foi inaugurada uma universidade.

Em uma, há um mar de gente.

Na outra imagem, mesas com pessoas convidadas pelo Lide, a organização criada por Doria para defender interesses dos empresários durante o governo de Lula - o nome disso se chama lobby - , a grande obra da vida do prefeito.

Os dois discursaram e deram entrevista.

Frases de um e de outro mostram o tamanho de cada um como político.

Lula disse que Doria o ataca porque ele, Lula, está na frente da pesquisa e usou uma metáfora futebolística: quem enfrentar o Barcelona vai tentar conter o Messi, não o Mascherano. Faz sentido, qualquer pessoa entende.

Doria respondeu de uma forma que qualquer um entende também, mas foi com canelada: “além de sem vergonha, preguiçoso, mentiroso e covarde, você é inexpressível (sic)”, disse.

Doria tentou entrar na metáfora futebolística: disse que, se Lula é Messi, ele é Neymar, que é negro e defende a seleção argentina. Não convenceu.

Na plateia de Doria, as imagens não mostram negros.

Já Lula foi a uma universidades onde negros, muitos africanos, receberam diploma universitário, muitos deles pioneiros na família com ensino superior.

Doria se comportou no Ceará como sempre: um homem mimado, que, contrariado, baixa o nível.

Já Lula, cuja alfabetização Doria colocou em dúvida, ao dizer que talvez ele não soubesse ler, teve um dia de estadista: ele foi o patrono da 2a. turna do Bacharelado em Humanidades, do Campus dos Malês da Universidade da Integração Nacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em São Francisco do Conde, entidade criada em seu governo.

Doria, que quer ser o candidato da direita para enfrentar Lula, terá de aprender muito chegar à primeira divisão da política. Nesta sexta-feira, seu comportamento foi de várzea.
Posted: 19 Aug 2017 06:28 AM PDT
Por Vera Kern, na revista CartaCapital:

Com a ação em Charlottesville, o ativista de direita de 34 anos Jason Kessler visava aproximar os diversos grupos radicais de direita americanos. Protegidos pelo direito constitucional à livre opinião, eles se apresentaram sob o slogan "Unite the Right" (Una a direita, em tradução livre).

Em primeiro plano, protestavam contra a retirada de um monumento ao controverso general da Guerra Civil Americana (1861-1865) Robert E. Lee, que liderava as tropas do Sul escravagista. No entanto, por mais distintas que fossem suas raízes e estilos, na passeata na cidade em Virgínia o foco comum dos direitistas era a "identidade branca" dos Estados Unidos.

Segundo dados fornecidos por Kessler, o movimento "Unity and Security for America" defendia a união das seguintes organizações:

Ku Klux Klan

Em reação ao movimento de direitos civis dos afro-americanos, voltou a se formar na década de 1960 a Ku Klux Klan (KKK), que aparecera pela primeira vez em 1865. O grupo é responsável por numerosas atrocidades e assassinatos. Hoje, calcula-se que conte entre 5 mil e 8 mil integrantes.

Da passeata em Charlottesville participou também David Duke, um dos mais destacados neonazistas americanos e ex-líder da KKK. Após os distúrbios que mataram uma mulher e feriram mais de 20 outras pessoas, ele instou o presidente Donald Trump a "dar uma boa olhada no espelho e se lembrar que os americanos brancos é que o colocaram na presidência, não os esquerdistas radicais".

Críticos condenam o chefe de Estado republicano a não ter se distanciado o suficiente do agitador ultradireitista Duke durante sua campanha eleitoral.

Supremacistas brancos

Adeptos da "White Supremacy" estão convencidos de que existe uma raça branca, e se empregam o termo como sinônimo para grupos humanos de determinada cor de pele, origem ou associação.

Supremacistas brancos como os das Aryan Nations creem fanaticamente na superioridade biológica daqueles de origem europeia, estando convencidos de que, numa sociedade multiétnica como a dos EUA, os brancos estão no topo da hierarquia.

Em Charlottesville também estavam representados os supremacistas da organização Vanguard America, reconhecíveis por seus escudos negros com armas cruzadas brancas.

Alt Right

O movimento Direita Alternativa é relativamente novo na cena radical. Baseado na ideologia racista, ele instiga contra a esquerda política e as minorias. Richard Spencer, diretor do think tank extremista National Policy Institute" (NPI), é considerado o mentor da Alt Right. Em 2010 ele fundou a revista Alternative Right, cunhando assim o nome do movimento.

Alguns contam entre os porta-vozes da direita alternativa o veículo de opinião populista de direita Breitbart, que durante vários anos foi dirigido pelo estrategista-chefe de Trump, Steve Bannon.

A Alt Right está intimamente entrelaçada com supremacistas e nacionalistas, porém costuma se apresentar de forma mais discreta. Alguns apontam também conexões com o ultradireitista Movimento Identitário da Europa.

Nacionalistas

Os nacionalistas americanos são próximos aos supremacistas, porém se distinguem por um componente ideológico importante: eles repudiam a ideia de uma sociedade multiétnica, almejando a um Estado unicamente branco.

Neonazistas

Os neonazistas dos EUA adotaram sua ideologia e simbolismo dos nacional-socialistas alemães. Adolf Hitler é seu visionário, modelo e herói. Eles agitam contra judeus, não brancos, homossexuais e portadores de deficiência. No fim dos anos 1960 foi fundado um partido nazista americano, porém sem sucesso. O Movimento Nacional-Socialista (NSM) é considerado a maior organização neonazista do país.

Especialistas em extremismo de direita atribuem aos neonazistas americanos contatos estreitos com a Alemanha. Assim, o hoje morto líder William Pierce teria circulado frequentemente nos meios do Partido Nacional-Democrata da Alemanha (NPD) e falado em suas reuniões.

Ao contrário da Alemanha, nos EUA símbolos nazistas como a cruz suástica, a saudação hitlerista e o uniforme marrom nazista não são proibidos, estando protegidos em nome da liberdade de opinião.

Neoconfederados

Os neoconfederados evocam o "Velho Sul". Sob a bandeira confederada, querem o retorno ao espírito e à vida nos estados sulistas antes da Guerra Civil Americana. Considerando-se vítimas do Norte, que aboliu a escravidão, eles se caracterizam pela postura antidemocrática, homófoba e racista. Embora sua conexão histórica os distinga de outros ultradireitistas, há pontos de coincidência com os supremacistas.
Posted: 19 Aug 2017 06:20 AM PDT
Por Tereza Cruvinel, em seu blog:
O “desajuste fiscal” de Temer e Meirelles, gerador de um déficit público futuro adentro que somará R$ 726 bilhões entre 2017 e 2020, traz imensos danos ao país, mas propicia um “benefício político” ao governo. Logo que o aumento do rombo deste ano para R$ 159 bilhões for aprovado pelo Congresso (via alteração na LDO), o governo vai liberar recursos para várias rubricas, inclusive mais de R$ 1 bilhão para emendas parlamentares.

O valor total destinado a emendas foi parcialmente contingenciado, por força de lei, em valores proporcionais aos recursos orçamentários contingenciados este ano para tentar cumprir a meta, agora estourada. E com isso Temer, que torrou a “munição” de emendas autorizada com a rejeição da primeira denúncia de Rodrigo Janot por corrupção passiva, agora vai dispor do poder de liberar mais verbas aos parlamentares para enfrentar uma segunda denúncia. Poderá usá-las, inclusive, para agradar aos aliados na labuta que será a aprovação de medidas do pacote de medidas restritivas anunciado anteontem, como as maldades dirigidas aos funcionários públicos. 

Ou, quem sabe, para arrancar medidas empacadas como o Refis e a reoneração da folha de pagamento das empresas. Está visto que os deputados não estão dispostos a se desgastarem com tais medidas, a menos que recebam uma boa compensação. Emendas compensam o desgaste porque eles podem faturar junto aos eleitores estas verbas destinadas a obras municipais ou regionais.

Para enterrar a primeira denúncia o governo gastou R$ 4,5 bilhões em emendas. Segundo um levantamento do Estadão, o governo poderá liberar R$ 1 bilhão a mais até dezembro se a nova meta fiscal, que deveríamos chamar anti-meta, for aprovada pelo Congresso. De cara, o governo deve autorizar despesas da ordem de R$ 10 bilhões em várias setores, incluindo neste pacote a liberação das emendas que estão contingencias.

A matéria do Estadão identifica a possibilidade de liberação de novas emendas mas não aponta o destino político a que estão reservadas. Mas não há dúvida, e os deputados já esperavam por isso. Elas serão usadas, fundamentalmente, para barrar uma segunda denúncia e para tirar o governo de outros sufocos no Congresso, agora que a base começou a esfarelar a olhos vistos.
Posted: 19 Aug 2017 06:13 AM PDT
Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:



Hoje cedo, falou-se do desespero do governismo divulgando um áudio falso de um jornalista da Globo dizendo que a emissora teria feito um acordo com Lula para atacar o Governo e a Lava Jato.

Só um microcéfalo poderia acreditar nisso, vendo o bombardeio diário do império global contra o ex-presidente.

Claro que, no Brasil de hoje, porém, não faltam microcéfalos.

Entre outros os que acreditam que se Lula aparece – nas pesquisas reservadas que têm – crescendo no eleitorado, isso só pode ser a Globo, porque os microcéfalos acham que o povo não tem cérebro algum.

O espantoso é que ninguém menos que Michel Temer ajudou a espalhar a manobra de quem acha que, assim, enfraquece Lula.

É o que revela o site Poder360:

Na mensagem de voz, 1 narrador afirma que se demitiu da TV Globo devido ao alinhamento da emissora com o PT. O tom é de revolta. A suposta armação teria objetivo de levar Lula (PT) de volta à Presidência.
Temer tomou o cuidado de dizer que não sabia se o áudio era verdadeiro. Sempre que pode, o presidente afirma não compreender a razão de ser alvo de uma cobertura tão ácida por parte da TV Globo.

É impressionante que um presidente da República, mesmo “fake” como o que temos, preste-se a difundir informações anônimas com um caráter evidente de falsidade.

O senhor Temer não é um molecote do MBL a quem se possa tolerar a ajuda na disseminação de boatos.

E “tomar o cuidado” de dizer que “não sabe se é verdadeiro” não reduz em nada a imbecilidade de seu ato. Se tem suspeitas de que seja falso, porque disseminar?

Claro que espalhou porque lhe interessa. A Globo está contra o personagem – mas não contra seus atentados aos direitos do povo – simplesmente porque Temer tem a ojeriza de 90% dos brasileiros e o império dos Marinhos se protege – ao contrário do PSDB, aliás – dos respingos da lama palaciana.

Que, convenhamos, não para de crescer.