sexta-feira, 31 de março de 2017

31/3 - SARAIVA 13 de HOJE

SARAIVA 13


Posted: 31 Mar 2017 03:33 AM PDT
Quanto mais batem, mais cresce
Quanto mais batem, mais cresce
Já disse algumas vezes, e sou obrigado a dizer mais uma: se eu fosse um barão da mídia, marcaria uma reunião com meus pares para ver o que está errado na caça a Lula.

Quanto mais a mídia bate, mais Lula cresce.

É o que mostra a mais recente pesquisa da praça, a Ipsos, divulgada hoje.

Entre os políticos, constatou a Ipsos, Lula é o personagem mais aprovado (38%) e menos rejeitado (59%). Desde fevereiro, ele ganhou sete pontos positivos — sob pedradas contínuas.

O que parece claro é que, quanto mais se agrava a crise política e econômica brasileira, mais Lula surge como uma esperança de reencontro com tempos bem melhores.

Contra isso, não há nada que a imprensa possa fazer. Os números altos de Lula são uma tragédia para a mídia. Não apenas porque as empresas jornalísticas o abominam, mas sobretudo por mostrarem a perda de influência de jornais, revistas etc.

A pesquisa sugere também que o golpe está cobrando um preço alto dos golpistas.

É particularmente interessante observar o desempenho dos líderes do PSDB. Aécio tem 74% de reprovação e 11% de aprovação. Alckmin, 67% e 16%. Serra, 70% e 20%.

O mentor intelectual do golpe, FHC, não aparece mais bonito na foto: 67% o reprovam contra 23% que o aprovam.

Também a situação de Doria, visto hoje como o plano B dos tucanos, não é exatamente entusiasmadora.

Hoje, ele é reprovado quase que pelo triplo das pessoas que o apoiam: 45% negativos contra 16% positivos.

Mas o fato maior do levantamento é mesmo Lula. Sua posição mostra não apenas sua força extraordinariamente resistente — mas também o bem-vindo enfraquecimento da mídia como influenciadora e manipuladora da sociedade.

Paulo Nogueira
No DCM









31/3 - VÍDEO - REDE TVT - CHÃO DE FÁBRICA

FONTE:https://www.youtube.com/watch?v=mWyBQy26ub0&feature=push-lsb&attr_tag=b7MnkMXvLklShh0B-6

Chão de Fábrica - AO VIVO

31/3 - Se você ainda não viu...

RIO, 31 DE MARÇO DE 2017

Se você ainda não viu...


Desemprego, morte e blindagem

Boa noite! A morte da menina Maria Eduarda, dentro de uma escola em Acari, levou o prefeito Marcelo Crivella a prometer blindar as unidades do município. Será? Enquanto isso, família e professores se emocionam ao falar da garota. Outra notícia ruim é a taxa de desemprego que nunca esteve tão alta. E para levantar o astral, tem show de Elton Jonh e James Taylor, amanhã, na Apoteose. Bom fim de semana! 

DENISE RIBEIRO, EDITORA EXECUTIVA

Já chegou abril

O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato, confirmou que vai concluir em abril a análise sobre os pedidos de abertura de inquérito contra políticos acusados de receber propina da Odebrecht.

Vaivém de Adriana​

​MPF recorreu da decisão do STJ que concedeu prisão domiciliar a Adriana Ancelmo​. Entenda as restrições para ela permanecer no apartamento no Leblon.

Luto por Maria Eduarda

Leia o relato de um professor que trabalha na escola onde a menina de 13 anos foi morta.

Depois da morte…

Após morte de Maria Eduarda, Crivella afirma que vai blindar escolas. Os PMs que executaram homens do lado de fora do colégio em Acari estão envolvidos em 37 autos de resistência.

Vai subir

Tarifa do metrô do Rio subirá para R$ 4,30 a partir de domingo.

Elas por Elas

A jornalista Glória Maria e a promotora do Ministério Público de São Paulo Gabriela Manssur estiveram entre os destaques do primeiro dia do evento “Elas por Elas”, dedicado ao empoderamento feminino.

Sem efeito

O Instituto do Câncer de São Paulo anunciou a suspensão de novos testes com a “pílula do câncer”. A entidade alega que não houve “benefício clínico significativo” nas pesquisas feitas até agora.

Crise no mercado de trabalho

Brasil tem hoje 13,5 milhões de desempregados, a maior taxa desde 2012. 

Déficit na contas

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, afirmou, pelo Whatsapp, que o rombo da Previdência “já começou a comer” o Orçamento da União.

Crise na Venezuela

O Mercosul convocou uma reunião de emergência para discutir a situação na Venezuela, embora o governo negue uma tentativa de golpe. Uma jornalista foi agredida pela polícia, nos protestos. Veja o vídeo.

Ataque ao Pentágono

O FBI divulgou imagens inéditas do atentado de 11 de Setembro ao Pentágono.

Maracanã nos tribunais

A Odebrecht tenta derrubar a liminar que libera o uso do Maracanã para o jogo entre Fluminense e Liverpool-URU, pela Copa Sul-Americana

Elton John  e James Taylor

Apesar de terem seguido caminhos diferentes — um extravagante, outro discreto —, os colegas de geração Elton John e James Taylor reúnem seus estilos em uma única turnê, amanhã na Praça da Apoteose.

Revolução sexual no cinema

Estrelado por Annette Bening, Elle Fanning e Greta Gerwig, o filme "Mulheres do século 20", se passa na Califórnia dos anos 70. Veja o que o Bonequinho achou.

31/3 - Dilemas eleitorais de Putin para 2018

FONTE:Castor Filho <castorphoto@gmail.com>


Dilemas eleitorais de Putin para 2018 
28/3/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline

Sobre as divisões dentro do governo Putin, ver também
  • "O que Putin tem de fazer, mas não faz", 24/1/2016, Saker, trad. em Blog do Alok
    ____________________________________________________

A onda de protestos que varreu a Rússia no domingo responde a fortes correntes subterrâneas. Claro que 7 mil, 8 mil pessoas numa manifestação em Moscou, cidade de 12 milhões de habitantes, não é grande coisa. Mas, no específico contexto da Rússia, o número de manifestantes nunca interessa muito; a simples evidência de que grupo substancial de pessoas comuns tomem as ruas para manifestar sentimentos anti-establishment, isso sim, tem de ser cuidadosamente levado em consideração.

Os protestos foram amplamente espontâneos. Ninguém 'organizou' os protestos, e as manifestações não tinham 'líderes'. O conhecido político da oposição Alexei Navalny tentou fazer dos protestos que começavam uma plataforma política, mas foi rapidamente varrido pela Polícia. O móvel do protesto foi o governo ter deixado sem resposta as exigências de um fórum público coordenado pelo pessoal de Navalny, conhecido como Fundação Anticorrupção, no sentido de que o primeiro-ministro Dmitry Medvedev fosse interrogado sobre sua fortuna privada, estimada em $1,2 bilhão. Daí que Navalny tenha começado por apresentar os manifestantes como seus 'aliados naturais'. Grande parte dos manifestantes eram jovens.

O destaque está, sem dúvida, na possibilidade crescente de que a corrupção pública venha a se tornar questão central da campanha para a eleição presidencial na Rússia que deve ocorrer em 2018. Isso posto, temos hoje como um 'ensaio geral', ou uma 'novela em andamento', Ato 1º de um drama político turbinado, em cinco atos.

A polícia prendeu centenas de manifestantes, sob a alegação fraca de que tomaram as ruas sem prévia autorização das autoridades, indispensável pela legislação vigente. É razão insuficiente, que já nasce desacreditada, porque os movimentos foram (a) espontâneos e (b) tiveram caráter manifestamente pacífico.

Assim sendo, como o governo lidará com esse tipo de evento 'novo normal' na vida pública dos russos ao longo dos próximos 12 meses, com o país andando pé ante pé rumo às eleições presidenciais?

A questão concentra-se em torno do fato de que, enquanto o presidente Vladimir Putin mantém-se imensamente popular entre o povo russo – com índices de aprovação que não baixam dos 80% já há um, dois anos – há também muito desencanto ainda no 'subsolo' social, quanto à natureza do sistema político que Putin preside. Para encurtar a história, o problema é Medvedev.

Muito ironicamente, Medvedev é identificado à ala 'liberal' da elite política russa, a qual, com toda a certeza, foi voz entusiasmada a favor de a Rússia ir-se convertendo em democracia liberal e economia aberta. Agora, o equilíbrio político que Putin governa, delicadamente pousado entre 'Esquerda' e 'Direita' – no exclusivo contexto russo – torna-se importante preocupação para a elite governante russa, do ponto de vista da constituição de políticas nacionais.

Por outro lado, a realidade em campo é que o estado de espírito nacional russo pendeu visivelmente para a Esquerda em anos recentes, sobretudo depois das sanções que o Ocidente impôs à Rússia, e as ameaças contra a estabilidade e a segurança do país, que todos ressentem. O povo russo ainda carrega marcado no espírito o horror da 'terapia de choque' que Boris Yeltsin impôs à política econômica no início dos anos 1990s (influenciado por conselheiros ocidentais), sob o pretexto de aproximar o país do clã das democracias liberais, e o espetacular fracasso do 'projeto', logo na segunda metade da década dos 1990s.

Isso é importante, porque a Rússia tem uma 'maioria silenciosa' que aprecia a liderança de Putin precisamente porque o presidente é visto como agente provedor de estabilidade e previsibilidade na vida nacional da Rússia. Bem obviamente portanto, Putin tem uma importante decisão a tomar. Ignorar completamente as demandas dos manifestantes – ou a rejeição popular ao governo chefiado por Medvedev – não é opção, porque seria admitir fracasso colossal de liderança, e o Kremlin não conseguirá autoabsolver-se da parcela de responsabilidade que é sua.

Por outro lado, os deputados do Partido Comunista, que de modo geral são simpáticos às políticas de Putin, apresentaram requerimento formal à Duma [câmara baixa do Parlamento] russa, para que se investiguem as acusações que pesam contra Medvedev. Claramente, os comunistas sentem que o movimento de opinião popular é maior que os poucos milhares que tomaram algumas ruas no domingo, e que se reúnem no movimento várias nuanças ideológicas.

Olhando à frente contudo, a coisa pode revelar-se como situação de ardil-22. Qualquer ação contra Medvedev pode abrir a proverbial caixa de Pandora, porque o que não falta são figuras de destaque na elite política russa que satisfazem todas as exigências para serem crucificadas ao lado do primeiro-ministro, inclusive associados muito próximos de Putin. Dito de forma simples: Putin perdeu a oportunidade, deixou passar o momento em que poderia e deveria ter agido contra a corrupção; de modo algum poderia ter deixado que as coisas chegassem ao ponto a que chegaram, quando a questão inexoravelmente vai-se tornando faca de dois gumes.

E há também o lado prático. A verdade é que o aparelho de estado em sistemas autoritários como Rússia ou China, que sempre têm à disposição imensos poderes de coerção, tendem a agir sem criatividade e canhestramente quando enfrentados, cara a cara, com agitação de rua. A luz da transparência os deixa nervosos. O sistema é inapelavelmente mal apetrechado para a arte de acolher a indignação popular e diluir tensões sociais, antes que fiquem realmente feias. Nisso, boas democracias saem-se melhor. Pode-se comparar com a grande sofisticação com que foram tratados os protestos do movimento Occupy Wall Street nos EUA, em 2011 'encaixados' e suavizados (até que se esvaziaram) pelo governo de Barack Obama, por mais que a causa dos manifestantes fosse muito genuína e atraente para a população, e apesar de ser realidade constatável que lideranças eleitas nos EUA sempre acabam por representar interesses das grandes corporações.

Na verdade, estará em ação um fator psicológico nos próximos meses, quando a temperatura política começar a subir na Rússia. Comemora-se esse ano o centenário da Grande Revolução Bolchevique, e o establishment de segurança e inteligência dos EUA sente-se tentado a ver a ocasião como tempo de revanche. Já se veem sinais de que pode já estar acontecendo. Relíquias da Guerra Fria, a CIA, a Radio Liberty/Radio Free Europe, têm tido papel de destaque em semanas recentes, dedicadas a divulgar amplamente, para toda a população russa, as 'demandas' de Navalny. Uma revolução colorida na Rússia tem sido o projeto dos sonhos do establishment norte-americano há muito tempo, e tudo sempre com o principal objetivo de derrubar Putin. Os EUA interferiram na eleição russa em 2011, e com certeza tentarão interferir novamente para impedir – ou, no mínimo, para desacreditar o mais possível – o que quer que Putin projete para obter um novo mandato.

O jornal do Partido Comunista da China Global Times num editorial resumiu em poucas palavras o dilema pelo qual a Rússia passa hoje:

  • Os fatores geográficos, nacionais e culturais da Rússia clamam por governo autoritário, mas, apesar disso, o país adota sistema eleitoral multipartidário. Não é tarefa fácil combinar tudo isso. Até aqui a Rússia tem conseguido administrar o problema. Graças ao alto nível de apoio popular a Putin, o efeito de eleições com muitos partidos tem sido limitado, sem se infiltrar para outras partes da vida política do país. Mas o Ocidente e forças da oposição estão forçando para expandir o sistema, fazendo dele a principal incerteza da política russa.

    A Rússia passou por período doloroso de desorientação nacional depois da desintegração da URSS, e a memória coletiva permanece viva hoje. A sociedade russa ainda apoio Putin, apesar das dificuldades econômicas de anos recentes, em parte por causa daquela experiência e daquelas lembranças.

    Muitos russos acreditam que o vasto país constituído de locais com tradições culturais diferentes não pode trilhar caminho político idêntico ao do Ocidente. Na verdade, tentaram, depois do colapso da União Soviética, mas não conseguiram. Ainda assim, algumas forças na Rússia advogam a favor da completa ocidentalização no campo político. Nisso, são apoiadas pelo Ocidente.

Tudo isso considerado, pode acontecer de Putin descobrir-se numa posição nada invejável, de ter de decidir até se concorrerá a novo mandato na eleição de 2018; e, se decidir apresentar-se como candidato, até que ponto defender o sistema que hoje é alvo da ira popular, ou se, em vez disso, partir para a campanha com uma plataforma política positiva, que Putin tem pleno direito de expor como sua criação e projeto.*****





31/3 - Os 6 melhores alimentos antienvelhecimento

 
Confira os 6 melhores alimentos antienvelhecimento
Exibir Conteúdo
Enviar a Um Amigo  |  Compartilhar no Facebook
 
Nada melhor do que começar o dia com positividade!
Exibir Conteúdo
Enviar a Um Amigo  |  Compartilhar no Facebook
 
Você ainda não se cadastrou? Que pena! É grátis!
Cadastre-se agora e desfrute das melhores histórias por e-mail!
Edite o seu perfil
Aqui você poderá editar seus detalhes:
eselecionar o que lhe interessa, mudar e-mail e mais...
 

Você tem algo interessante que deseja compartilhar? Mande para nós!
Limite a quantidade de e-mails diários | Cancelar o serviço
Tudo Por Email - O que há de interessante - Condições do serviço - Sobre o serviço



Este email foi enviado para o membro No. 359071 - jfabelha@terra.com.br   

31/3 - A INDÚSTRIA do Habeas Corpus

Mensagens de blog - Portal Luis Nassif


Posted: 30 Mar 2017 07:56 AM PDT


Prestes,após beber o chimarrão,preparado pelo seu fiel escudeiro Acácio,prossegue a entrevista com o jornalista Paulo Carmona.Vamos lá.

 Carmona : E a Coluna Prestes,o que senhor tem a dizer ?

 Prestes : Quero fazer a justiça a Miguel Costa.O certo é a Coluna Miguel Costa-Prestes.A Coluna era um movimento tenentista e com capitães do exército insatisfeitos com a Velha República que começou em 1925,com Artur Bernardes ainda na presidência,e se estendeu até 1927,com W.Luís na presidência.
As causas ,eu acho,todos devem saber.Falta de democracia,fraudes eleitorais,concentração política nas mãos das elites agrárias e exploração das camadas mais pobres pelos coronéis,líderes políticos locais,entre outros fatores.Era um movimento da puramente da classe média.
 Precorremos 25 mil quilômetros durante dois anos e meio,mais ou menos.Apesar da Coluna ter sido considerada invencível,as baixas foram poucas entre as nossas fileiras,não houve adesão popular,a adesão que o movimento esperava.
 Além de enfrentarmos o exército da Velha República ,enfrentamos jagunços e cangaceiros,bem como a falta de alimentos para a sobrevivência da Coluna.

 Carmona : A intenção era derrubar a Velha República e implantar a República Tenentista ?

 Prestes : O objetivo era derrubar a Artur Bernardes e com ele a Velha República e implantar o voto secreto  e ensino fundamental obrigatório e,obviamente,acabar com a miséria e a injustiça social no Brasil.

 Carmona : Mas deu errado,né ?

 Prestes : Percorremos 25 mil quilômetros ! A população era analfabeta,serviçal dos coronéis,foram poucas as adesões populares.Foram 11 estados percorridos,muito chão,e o grupo terminou dividido,uma parte foi para a Bolívia e a outra para o Paraguai.Nem Mao fez percorreu tanto chão quanto a Coluna.E é bom deixar claro que ,apesar do fracasso do movimento em seus objetivos,a Coluna enfraqueceu politicamente a Velha República e abriu caminho para a chamada Revolução de 30.

 Carmona : É verdade que a Coluna promoveu saques,estupros ,assassinatos e outras atrocidades ?

 Prestes : Uma calúnia,uma série de difamações criadas pela mídia da época e,posteriormente, de historiadores da direita.Quando um membro da Coluna cometia um ato grave era imediatamente punido.Nunca saqueamos nada de nenhum membro do povo oprimido,saqueamos fazendas de coronéis,e isso não é saque,é justiça ! 
 Enfrentamos o exército de Bernardes,depois de W.Luís,e jagunços e cangaceiros.

 Carmona : Mas Juarez Távora,que participou da Coluna, deixou um conjunto de cartas relatando estes crimes para pesquisadores.

 Prestes (sempre sereno ) : Távora foi um mentiroso,abandonou a Coluna antes do seu término por medo.Foi anistiado e depois aderiu ao grupo de Vargas.Quando eu aderi ao marxismo ele veio a público proferir essas injúrias.Távora foi do Estado Novo,ganhou status ,poder,depois se voltou contra Vargas e apoiou Dutra.Távora era golpista e todos sabem que apoiou o Golpe de 1964.

 Carmona : O senhor foi morar na Bolívia em 1928 e aderiu ao PCB.

 Prestes : Na época da Coluna eu tinha uma visão mais nacionalista, pequena-burguesa da realidade. Áh,antes eu queria ressaltar que falam tanto da imagem eternizada de Che com aquela vasta cabeleira e barba,charmoso e coisa tal,e esquecem que na Coluna fiquei cabeludo e barbudo,um charme ( rindo),mesmo sendo baixote as mulheres me olhavam muito por onde a Coluna passava.
 Mas voltando à vaca fria,fui para a Bolívia e lá fui procurado pelos comunistas argentinos Rodolfo Ghioldi e por Abraham Guraslki,este último membro da Internacional Comunista.Ai passei a estudar o marxismo,conversamos muito  e entrei para o PCB.

 Carmona : Mas sem a aquiescência do CC do partido no Brasil ?

 Prestes : Não foi bem assim,houve pleno consenso do partido no Brasil pela minha adesão ao PCB.Em 1930 retornei a Porto Alegre já como membro do partido,mas sem que a imprensa e órgãos de repressão soubessem,nem mesmo a base do partidão sabia que eu já era membro do partido.

 Carmona : E o que o senhor foi fazer em Porto Alegre,conspirar ?

 Prestes :O meu retorno foi clandestino,queria rever minha mãe.Lá fui procurado por Getúlio(Vargas) que me propôs a comandar militarmente a chamada Revolução de 30,uma aliança entre tenentistas e as oligarquias dissidentes.Eu me mandei para URSS em 1931,não queria ser preso.

 Prestes dá uma pausa,coloca uma das mãos na testa e fala : E quero lembrá-lo,porra como eu iria esquecer-me disso,que o Filinto Miler,o cara que me odiava ,que queria a minha cabeça em 35 e convenceu Vargas a entregar minha esposa(Olga Benário) grávida aos nazistas alemães, fora expulso da Coluna por roubo ,ele roubou dinheiro da Coluna,foi julgado e expulso.Não foi preso e nem torturado, como ele fez com vários membros do partido em 1935.Um covarde,um fascista !

 Carmona : Seremos mais ágeis a partir de agora para que a entrevista não se torne muito extensa.Pode ser ?

  Prestes : Claro,se não eu não paro de falar.

  Carmona : Na URSS o senhor conheceu a alemã e judia Olga Benário,não é isso ?

  Prestes : Ela já era famosa por suas intervenções corajosas pelo PC alemão e ela já me conhecia de nome pela a Invencível Coluna Miguel Costa-Prestes.Nos conhecemos para a missão que nos levaria para o Brasil para a revolução comunista,derrubando Vargas e o sistema capitalista agrário.
Durante a viagem de navio rolou um clima e acabamos fazendo amor e nos tornamos realmente casados,já que nos nossos passaportes falsos éramos casados.Olga foi o meu primeiro e grande amor .

 Carmona : Olga foi a sua primeira mulher até então ?

 Prestes : Outro mito que inventaram ! Olga foi meu primeiro amor,a primeira mulher que senti amor.Porém,como diziam,eu não era virgem ( risos),já tivera contato com outras mulheres na na cama,poucas,é verdade,mas não era nenhum vestal.Como um homem de mais de 32 anos poderia ser virgem ? Invencionices para mitificar um homem.

 Carmona : E 1935 ?

 Prestes : Foi um delírio do PCB,do Miranda( Secretário-Greal do PCB na época ).Nem entrarei em detalhes sobre ANL ( Aliança Nacional Libertadora ),que me aclamou como seu presidente de honra mesmo eu não estando presente,na luta por mais democracia e justiça social no governo Vargas.
 Miranda era secretário-geral do PCB,um obreirista,um movimento que surgiu no PCB e afastou da direção pessoas como Astrogildo Pereira e Octávio Brandão,por exemplo.

 Carmona ( interrompendo Prestes ) : Mas o senhor desconhecia o obreirismo no PCB ?

 Prestes : Completamente.Esses obreiristas ascenderam a direção do partido com a aquiescência de Stálin e Manuilski.Que contradição,né ! O Obrerismo fora um conceito pejorativo criado pela maioria do partido bolchevique em relação a plataforma da Oposição Operária,comandada pela grande Alexandra Kollontai.A Oposição Operária foi banida do PCUS em 1921,eu acho.
 Voltando ao Miranda,ele relatava-nos que os trabalhadores e uma boa parte do exército estavam contra Vargas,que a revolução seria iminente e coisa e tal.Eu e meus camaradas do Comintern nos iludimos com Miranda e a direção do PCB.E deu no que deu,merda ! Foi um levante comunista,com a participação de alguns militares,é verdade,e adesões de sapateiros e padeiros.Os poucos operários aderiram muito pouco ao movimento,um fracasso retumbante que custou a vida de centenas de pessoas,principalmente de membros da ANL e de quase todos os membros do PCB.

 Carmona : Não irei me reportar a sua prisão,as torturas contra o alemão Arthur Ewert ,a morte de do jovem norte-americano Victor Barrow e as deportações para a Alemanha de Olga e Elise Saborovisky Ewert,esposa de Artur.Seria doloroso e demorado demais para o senhor.
A pergunta é a seguinte : como o senhor teve a coragem de subir no palanque ao lado de Vargas no comício no Pacaembu ,o homem que enviou de mãos beijadas para os alemães sua esposa,Olga,grávida para morrer em um campo de concentração ? O homem que o deixou dez anos preso ?

 Prestes ( olhando firme para o repórter ) : Quer saber a verdade ? Fui obrigado a estar naquele comício,contra a minha vontade,odiava Vargas,a sua corja.Fui em nome do partido e em nome do proletariado que fez com que o PCB elegesse um senador,eu,e uma bancada de 14 deputados para a Assembléia Constituinte em 1946.
 Eu me arrependo de ter ido naquele comício ! Te juro ! A minha vontade era de agredir Vargas no palanque.O que adiantou aquele comício gigantesco,os deputados eleitos pelo partido,eu eleito senador se em 1948 o partido se tornou proscrito e nossos parlamentares cassados ? 

 Carmona : Mas as suas entrevistas anteriores o senhor disse o contrário ?

 Prestes : A dialética existe,meu nobre,nada melhor que o tempo para nos arrependermos das burradas da vida.E peço desculpas a Olga,meu grande amor,por ter aceitado ficar ao lado de Vargas naquele comício.

 Carmona : Depois de proscrito o PCB voltou à legalidade com o novo governo Vargas,eleito pelo voto em 1950.Correto ? Por que o Manifesto agosto 1950 do PCB ,que na essência pregava a luta armada ?

 Prestes : Pois bem,estourara a guerra da Coréia.Olha,quero te deixar claro que não apoio a Coréia do Norte atualmente e nem aquele gordinho maluco que vive em devaneios nucleares,blefando.Refuto qualquer dinastia dita comunista,este negócio de família no poder se dizendo marxista,se revezando,pai,filho,neto e por aí vai.
 Voltando, estourara a guerra da Coréia e o governo brasileiro apoiava os norte-americanos e fazia menção de enviar soldados brasileiros à Coreia.O Manifesto de agosto chama o governo  de traição nacional e de conotação fascista.Em suma,levantamos a bandeira de uma Frente democrática de Libertação Nacional ,na verdade um levante de resistência contra a aliança Brasil e Truman.A carta continha até um programa de governo para a Frente.Era bem esquerdista.
 Besteira,não tínhamos cacife para isso,o partido vinha de uma outra dura clandestinidade e Vargas tinha apoio popular,fora eleito no pleito de 1950 e não era um governo subserviente ao governo Truman.Nossas críticas eram limitadas dialeticamente e durante quase todo o governo Vargas éramos mais duros do que a oposição de direita.Isto já me refiro a 1951,quando ele assumiu.Na verdade descambamos para o esquerdismo sectário e eu tenho minha responsabilidade sobre os rumos do partido naquela ocasião,aflorou o meu rancor pessoal contra Vargas,pela morte de minha esposa,foi isso.

 Carmona : Vamos para as definições,pode ser ?

 Prestes : Sim.

 Carmona : Estado Novo ?

 Prestes : Uma excrescência,uma ditadura voraz.

 Carmona : Pós Estado Novo ?

 Prestes : Respiramos alguma liberdade democrática,liberdade partidária,sindical,liberdade de criticar,logo usurpada em 1948.

 Carmona : Vargas ?

 Prestes : Um ditador,que soube ser os pais dos pobres no Estado Novo para matar comunistas,anarquistas,social-democratas.E ,não posso negar,um desenvolvimentista ao longo do Estado Novo e no seu governo eleito no pleito de 1950,criando mais fábricas,usinas.Ah,minha cabeça as vezes me traí, e a CLT.
Mas sempre me refiro a ele a um sujeito ardiloso,que soube até mandar prender a nora alemã ,suspeita de ser espiã nazista,após o Brasil aderir a guerra contra Alemanha,Itália e Japão.
 E tem mais: depois do fim do Estado Novo ele afirmava que não sabia das atrocidades deste período em várias entrevistas,tudo era culpa do Filinto(Miler ).

 Carmona : Temer ?

 Prestes: Tem 76 anos de idade,sempre se deu bem com os militares golpistas e é um golpista.Se o Brasil não fosse um país periférico do capitalismo seria deposto com a cassação da Chapa Dilma-Temer pelo TSE,mas como os togados do TSE têm o rabo preso com a direita e receiam ,caso Temer seja deposto,um país em ebulição nacional,com o crescimento da esquerda,algo que não ocorrerá,alegarão que a deposição de Temer engendraria o aguçamento da crise sócio-econômica no Brasil.Besteira ! A crise continuará com Temer ou sem Temer.Tem que novas eleições em 90 dias e acho,acho que a direita ganhará,pois Lula pode até ser preso ou incapacitado de ser elegível através da Lava-Jato.

 Carmona : Para encerrar. E o PCB ?


 Prestes ( coçando a cabeça) : Nunca mais será o Partidão,o partido de massas que foi,apesar dos sucessivos erros históricos.
 Posso falar sobre o PSOL ?

 Carmona : Esteja a vontade.

 Prestes : Um partido de esquerda da ordem burguesa.

 Carmona : Obrigado e bom descanso para o senhor.

 Prestes :Para todos nós.



Posted: 29 Mar 2017 11:30 PM PDT
Nenhum texto alternativo automático disponível.
Posted: 29 Mar 2017 07:57 PM PDT
Prezados,
Apresento o documento A INDÚSTRIA do Habeas Corpus ENFRAQUECE o Instrumento Jurídico, https://pt.scribd.com/document/343471928/A-INDUSTRIA-do-Habeas-Corpus-ENFRAQUECE-o-Instrumento-Juridio , onde estamos, empiricamente, tentando efetuar avaliações, sobre o “Habeas Corpus concedido, em favor da 1ª Dama do Crime no Estado do Rio de Janeiro, adriana de lourdes ancelmo, uma vez que, REFLETE a concreta, AMORALIDADE, consistente, e persistente, nos quatros Poderes Institucionais da “República de Bananas”, presidida por um “Golpista Zé NINGUÉM”, alicerçada por um “Congresso Golpista Ilegítimo”, abençoada por um “Judiciário que Persegue, e Protege, Politicamente”, fiscalizada por um “Ministério Público Cego de um Olho, e Surdo de um Ouvido” (por atuar em uma única direção), razão pela qual, o Brasil, se transformou, apenas e tão somente, em um, “NADA”, que aí esta, o que explica que a Sociedade Brasileira é PREJUDICADA, e ENVERGONHADA, diariamente, de tal forma, ser possível, mesmo que injustamente, alcunhá-la como uma Sociedade de Ignorantes, e uma Sociedade de Alienados, uma Sociedade de Bárbaros, quiçá uma Sociedade de Cruéis.
Abraços,
Plinio Marcos